Por GUSTAVO TORRECILHA: A verdadeira crise não está no gênero ou no tema, mas na capitulação da ambição literária. O que se exige é que a obra transcenda sua história para dialogar criticamente com a própria tradição que a possibilita
Por SÉRGIO BRAGA: Sua obra transcende o cinema para se tornar um instrumento de educação e resistência. Preservar seu legado é garantir que as novas gerações possam acessar a memória viva da luta pela democracia e pela justiça social no Brasil
Por DANIEL COSTA: O livro de Ricardo Festi revela a gênese da sociologia do trabalho e expõe um jogo de espelhos: uma construção mútua entre centro e periferia, onde as ideias são reinterpretadas à luz das lutas e contradições locais
Por ADUSP: Professor Norberto Luiz Guarinello partiu, mas seu legado permanece vivo na historiografia nacional. Erudito e generoso, foi um farol intelectual que formou gerações e revolucionou os estudos da Antiguidade no Brasil. Sua escrita clara, seu humor e sua integridade deixam uma saudade que se equilibra com a grandeza de sua obra
Por MATHEUS DRUMOND: A exportação da arte brasileira, sob a égide de uma "natureza" estereotipada, revela menos uma conquista cultural e mais uma submissão a um mercado global voraz
Por AFRÂNIO CATANI: O ato físico de escrever, seja à mão ou em máquinas, é um ritual íntimo e fundamental do pensamento. Mais do que técnica, é um modo de habitar a linguagem, onde a lentidão do gesto forja a clareza da ideia, assim a materialidade do processo é inseparável da própria criação
Por VINÍCIUS DE OLIVEIRA PRUSCH: Ensinar literatura é, sob a luz adorniana, um ato de resistência. Resistência à semiformação, à lógica da troca e à barbárie, através da valorização do estranho, do complexo e da autonomia da forma estética que, mediando as contradições do mundo, oferece um vislumbre de emancipação