Por LUIZ MARQUES: O negacionismo da crise climática e o jornalismo venal compõem uma comunicação tóxica que esfria a empatia interpessoal e interespécies, acobertando o antropoceno e a responsabilidade ecológica do agronegócio e dos países desenvolvidos
Por CHRISTIAN IBER: A virada comunicativa operada por Jürgen Habermas superou o pessimismo da primeira geração da Teoria Crítica ao substituir a filosofia da consciência pela compreensão intersubjetiva mediada pela linguagem
Por ALMERINDO JANELA AFONSO: A trajetória acadêmica de Valdemar Sguissardi esteve marcada por uma intensa circulação intelectual entre Brasil e Portugal, forjando laços de colaboração e amizade que ultrapassaram gerações de pesquisadores
Por ROSTISLAV ISHCHENKO: A ausência do direito internacional reduz as relações globais à pura lei do mais forte, eliminando qualquer base confiável para negociações que não estejam precedidas pela comprovação factual da força
Por ANDRÉ VERETA-NAHOUM: O gesto de deslocar a análise da política para a identidade, da ação para a origem, opera por meio de uma fantasia de agência extraordinária que historicamente alimentou o repertório do antissemitismo
Por PETER DEWS: Da denúncia corajosa a Heidegger à defesa intransigente da razão comunicativa, construiu uma obra monumental que uniu filosofia e ciência social para avaliar as promessas e os fracassos da modernidade
Por EUGÊNIO BUCCI: O que está em jogo na crise do Judiciário não é um detalhe administrativo, mas o coração da vida pública. Sem uma direção justa para os conflitos, resta o fanatismo instrumentalizado e a alma escorrendo pelo ralo
Por LUIZ GONZAGA BELLUZZO & MANFRED BACK: O diálogo com Marx sobre o escândalo de 1856 revela o óbvio que a ciência econômica insiste em ignorar: na financeirização, fraude e especulação não são acidentes, mas a própria alma do negócio
Por JOÃO DOS REIS SILVA JÚNIOR: A dependência latino-americana deixou de ser apenas subordinação econômica para se tornar controle do tempo: um futuro capturado, vivido como labirinto, dívida, interrupção ou repetição
Por JOSÉ LUÍS FIORI: Da hesitação de Trump à resposta surpreendente dos persas, o que se anuncia não é uma vitória rápida, mas uma nova ordem forjada à força, onde o risco nuclear vira moeda corrente e a soberania se redefine pela capacidade de resistir ao arbítrio
Por LÚCIO FLÁVIO RODRIGUES DE ALMEIDA: Entre a escravidão silenciada e a “regeneração nacional” trumpista, o que une as mensagens presidenciais não é a grandeza imperial, mas a tentativa de conter, a cada época, as fissuras abertas pelos de baixo
Por DANIEL DE PINHO BARREIROS: A nova arquitetura de defesa dos EUA abandona a doutrina da Destruição Mútua Assegurada para buscar a invulnerabilidade total por meio de um sistema de múltiplas camadas que integra o espaço sideral, o domínio ciber-físico e o controle de recursos estratégicos no Ártico
Por PAULO FERNANDES SILVEIRA: Em sua crítica aos intelectuais pós-68, Jacques Rancière questionou a posição daqueles que se apresentavam como porta-vozes das trabalhadoras, denunciando a permanência de hierarquias mesmo em movimentos que as contestavam
Por PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.: Israel é um estado genocida e terrorista cuja existência é agora colocada em xeque; já os EUA não operam como uma democracia, mas sim como uma plutocracia, uma cleptocracia e uma kakistocracia
Por LARISSA ALVES DE LIRA: A compreensão da formação territorial brasileira exige distinguir as intenções econômicas das intenções políticas que, embora sobrepostas, obedeceram a lógicas distintas
Por PAULO GHIRALDELLI:
Ou nos parecemos com o que a Inteligência artificial e a internet nos fornece, ou não acreditamos na nossa própria realidade! Estamos no mundo, ontologicamente, se estamos na infosfera
Por RODRIGO PORTELLA GUIMARÃES: Há uma relação de trabalho muito diversa do operariado dos séculos XIX e XX, que implica um novo projeto de esquerda. Precisamos compreender na prática as novas frações de classe e desafios, provocação central ofertada por Fernando Haddad
Por DIEGO EYMARD: Romeu Zema colonizou o estado com uma lógica empresarial e aderiu ao establishment tradicional para governar, utilizando a crise econômica como justificativa moral para a austeridade seletiva
Por CIDOVAL MORAIS DE SOUSA: Ao confrontar os dados do Índice de Ecossistemas de Impacto com o pensamento de Celso Furtado, podemos observar que a prosperidade medida pode não passar de modernização mimética se não enfrentar as raízes estruturais do subdesenvolvimento