Por RODRIGO LUCAS PEREIRA: Diante da paralisia temporal e do rentismo do Ocidente, o modelo chinês de planejamento soberano surge como alternativa para resgatar a capacidade estatal de projetar e construir o futuro
Por EMIR SADER: Entre os avanços democráticos e as heranças do colonialismo, o Brasil enfrenta o desafio de superar o ciclo neoliberal para definir sua soberania no século XXI
Por CLAUDIO SERGIO INGERFLOM: O abandono do discurso democrático revela a transição para um modelo "neowestfaliano": um cenário de impérios tecnológicos e colonização de Estados fracos sob a batuta do caos
Por PAULO VITOR GROSSI: A vida cotidiana tornou-se um palco permanente onde a encenação do eu, estimulada pelas redes sociais, suplanta a autenticidade, transformando a existência em uma performance editável e ansiosa
Por ADALBERTO DA SILVA RETTO JR.: Mais que uma professora, Salete da Silva Alberti foi um destino pedagógico: sua vida encarnou aquele raro magistério que habita a eternidade do encontro, onde o tempo não passa, renasce
Por DANICHI HAUSEN MIZOGUCHI: A celebração das notas da CAPES diante do estrangulamento orçamentário revela a contradição obscena de uma universidade que internalizou o produtivismo neoliberal como nova liturgia acadêmica
Por ALEXANDRE GOMIDE, JOSÉ CELSO CARDOSO JR. & DANIEL NEGREIROS CONCEIÇÃO: Mais que uma reforma administrativa, é preciso um novo marco de Estado: que integre profissionalização e planejamento estratégico para enfrentar desigualdades estruturais, superando a falsa dicotomia entre eficiência e equidade
Por JOSÉ MAURÍCIO BUSTANI & PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.: Num mundo de hegemonias em declínio, a dissuasão não é belicismo, mas a condição básica de soberania: sem ela, o Brasil será sempre um gigante de pés de barro à mercê dos caprichos imperiais
Por LÁZARO VASCONCELOS OLIVEIRA: O corpo negro queer é a figura do 'outro absoluto': expulso da economia libidinal do mundo, ele encarna a castração ontológica que estrutura a morte social
Por PAULO GHIRALDELLI: O interesse de Trump pela Groenlândia não é geopolítica, mas um presente pessoal às Big Techs: um ato performático de um líder sem projeto nacional, que troca recursos por lealdade em sua frágil trajetória política
Por PAULINO MOTTER: Sua vida foi uma pedagogia em ato: do trabalho de base no ABC à cátedra na USP, Luiz Roberto Alves encarnou o intelectual orgânico que nunca separou o pensamento crítico da luta concretamente pela justiça social
Por DANIEL SOARES RUMBELSPERGER RODRIGUES & FERNANDA PERNASETTI DE FARIAS FIGUEIREDO: A questão central não é a alta carga tributária, mas sua distribuição perversa: um Estado que aufere seus recursos majoritariamente do consumo é um Estado que institucionaliza a desigualdade que diz combater
Por GUILHERME RODRIGUES: A estátua de José de Alencar, hoje testemunha silenciosa de um acidente banal, é o emblema perfeito de como a cidade devora sua própria memória, transformando o legado cultural em mera rotatória de trânsito
Por VALERIO ARCARY: A vitória política da extrema-direita expõe a contradição entre um crescimento econômico superficial e o mal-estar social profundo, onde a crise habitacional, o envelhecimento e a emigração juvenil fertilizam o terreno reacionário
Por GIOVANNI ALVES: A explosão de lares unipessoais e a adultescência prolongada são duas faces da mesma moeda: a desintegração da família como infraestrutura antropológica, substituída por uma solidão funcional ao capital financeirizado
Por VALTER POMAR: Num conflito geopolítico, a especulação desprovida de fatos é um ato de irresponsabilidade política que, mesmo sob o manto da análise, fortalece a narrativa do agressor e desarma a resistência
Por FLÁVIO ROCHA DE DEUS: O discurso de ódio não é debate, mas a expressão irracional de uma superioridade inventada: transforma pessoas em estereótipos abstratos para justificar a negação de sua humanidade e dignidade
Por ROMARIC GODIN: Em um texto recentemente traduzido para o francês, Alfred Sohn-Rethel descreve o mecanismo pelo qual os nazistas, aproveitando-se da crise econômica, implantaram um tipo particular de economia que inevitavelmente levou à guerra e à violência
Por ERICK KAYSER: Por trás da máscara do petróleo, a agressão à Venezuela é o ato fundador de um "iluminismo das trevas" que substitui a diplomacia pela força crua, expondo a luta aberta pelo domínio ideológico global
Por LUCYANE DE MORAES: O feminicídio de Tainara não é um ato isolado, mas a expressão brutal de uma estrutura que historicamente reduz a mulher a ornamento, objeto de posse nas engrenagens patriarcais e capitalistas
Por ARTHUR OSCAR GUIMARÃES: Uma elite bucaneira, mediadora subordinada do capital internacional, cerra fileiras contra a redistribuição de riqueza e ...