Por AFRÂNIO CATANI: Tomás Gutiérrez Alea ("Titón") é um cineasta fundamental cuja obra, profundamente engajada com a Revolução Cubana, nunca deixou de ser criticamente dialógica
Por FERNANDO NOGUEIRA DA COSTA: Riqueza é um projeto de meio século, não um golpe de sorte. O caminho seguro e calculado para construir patrimônio, mês a mês
Por ARLENE CLEMESHA: Enquanto o genocídio transforma Gaza em laboratório da barbárie, o Brasil testa seus limites entre a retórica progressista e a ação concreta
Por JOSÉ LUÍS FIORI: A pergunta que persegue a Argentina não é se pagará sua dívida, mas até quando aceitará trocar sua soberania pelo eterno papel de vassalo financeiro
Por JOSÉ RAIMUNDO TRINDADE: A verdadeira invenção da Amazônia não está na floresta homogênea, mas no mosaico de seis padrões econômicos que disputam o território, cada qual externalizando custos sociais e ambientais de forma distinta
Por JOÃO DOS REIS SILVA JÚNIOR: A técnica digital, longe de ser um destino neutro, é o novo campo onde se encenam as velhas assimetrias entre nações soberanas e nações historicamente subordinadas
Por EUGÊNIO BUCCI: A genialidade do filme está em sua forma desalinhada, que espelha o arbítrio de uma época onde crime e Estado se confundiam numa realidade fantasmagórica e irracional
Por MARILIA PACHECO FIORILLO: Enquanto a justiça internacional tropeça na sua lentidão, a verdadeira resistência floresce nas sombras: crianças que, com livros nas mãos, convertem a fuga diária em um ato silencioso de desafio e esperança
Por CLAUDIO KATZ: A epopeia da resistência palestina revela o fracasso de Netanyahu em obter a rendição, forçando acordos e provando que a perseverança na luta pode impor derrotas a um exército considerado imbatível
Por VALERIO ARCARY: A verdadeira coragem política reside em navegar a tensão necessária: usar a frente ampla como trincheira tática sem nela se aprisionar, mantendo a estratégia de transformação antineoliberal como bússola
Por LUIZ RENATO MARTINS: A violência formal da Nova Figuração sequestrou o ícone pop para devorá-lo, transformando o fetiche do consumo em um espelho cortante das contradições de uma modernização periférica e autoritária
Por RUBEN BAUER NAVEIRA: A nova geografia do poder militar não se mede por territórios, mas pelo domínio do poder computacional e da rede que transforma o campo de batalha numa zona de aniquilação transparente e digital