Por ANNA CRUZ: A escolha que está realmente colocada para as médias potências é entre uma Atividade de Inteligência ativa e "performática” ou reativa e "adaptativa". É importante dizer para que os nomes não nos traiam: não há, a priori, uma escolha pior ou melhor
Por ELIAS JABBOUR: O desenvolvimento de um Estado de Direito de novo tipo busca harmonizar o crescimento econômico com marcos jurídicos que assegurem a primazia do interesse público sobre a lógica dos privilégios privados
Por MANOEL VITOR BARBOSA NETO: A distância que exclui o Norte do "centro" do futebol brasileiro não é geográfica, mas colonial — uma ficção que sobrevive porque alguns lugares são mais periféricos que outros, dependendo de quem escolhe o referencial
Por PAULO GHIRALDELLI: Sem compreender a simbiose entre plataformização e financeirização, toda análise do capitalismo contemporâneo permanece cega para a alma dos trabalhadores e vazia de transformação possível
Por VINÍCIUS B. D’AMACENO: Sem justiça, não há transição completa, apenas continuidade disfarçada, onde a violência estatal redimensiona seu rosto enquanto preserva, nas entranhas das instituições, a mesma engrenagem que antes operava abertamente
Por DANI RUDÁ: Sustentar o vínculo sem promessas impossíveis é recusar-se a converter a miséria em brutalidade cotidiana. Uma ética de resistência que não muda o mundo, mas impede que se torne inteiramente inabitável
Por JOÃO DOS REIS SILVA JÚNIOR: A mutação ontológica de 2008 é a consolidação de um regime onde a esperança coletiva é substituída pelo cálculo individual do risco