Por Lincoln Secco
Uma das características fundamentais de um fascista é dizer que não o é. Ele pode se declarar como um católico que frequenta cultos evangélicos; combater a corrupção para se locupletar; defender as instituições militares, mas criar suas próprias milícias
Por José Luís Fiori e William Nozaki
Hoje, a única dúvida que nos resta é se o desastre à frente assumirá a forma de uma estagnação prolongada, acompanhada da destruição da indústria e de seu mercado de trabalho, ou a forma pura e simples de um colapso, com a desintegração progressiva da infraestrutura, dos serviços públicos e do próprio tecido social
Por Elenira Vilela
A maioria das organizações as mulheres aceitam cada dia menos o papel de coadjuvantes. Isso significa que nas lutas populares, nas ruas, nas redes e nas eleições a questão feminista tem que ser colocada no centro, a participação das mulheres tem que ser incentivada, garantida, fomentada, respeitada e com o devido protagonismo
Por Leonardo Boff
As mulheres trazem para o espaço público os valores de sua vivência no âmbito privado: solidariedade, partilha e cuidado. Altruístas, defendem mais cooperação no mundo do trabalho e a reversão do processo de destruição da natureza e da espécie humana.
Por Leonardo Avritzer
O uso persistente da mentira ou da dissimulação estava presente na coalizão monopolista da grande mídia e nos procedimentos à margem da lei da Lava Jato e do juiz Sérgio Moro antes de se estender pelo campo Bolsonarista
Por Armando Boito
No capitalismo neoliberal, a subordinação da economia dos países dependentes entra numa nova fase. Mais desnacionalização da economia, desindustrialização precoce. Reativação, em bases históricas novas, de alguns elementos do tipo de dependência do período pré-1930
Por João Feres Júnior
A eleição de Bolsonaro marcou uma virada no paradigma comunicacional da campanha eleitoral. Os canais usuais foram substituídos por estratégias como o uso do Facebook, a usina de fakenews no WhatsApp e o recurso ao poder comunicacional das igrejas evengélicas
Por José Luís Fiori
A história ensina que não existem políticas econômicas “certas” ou “erradas” em termos absolutos; o que existe são políticas mais ou menos adequadas aos objetivos estratégicos e aos desafios imediatos do governo. As mesmas políticas podem obter resultados completamente diferentes, dependendo de cada situação
Por Tarso Genro
O que trava a criatividade dos partidos de esquerda não é a “traição” ou a “venda” de consciências, na época em que qualquer assalto ao Palácio de Inverno é uma ficção. O que trava a auto-renovação é a incapacidade da sua burocracia em “olhar para fora”.
Por Eleutério F. S. Prado
Na campanha de Bolsonaro a dimensão negativa do capital, sob as formas da corrupção e da licenciosidade, foi associada aos militantes de esquerda e, em particular, aos membros do Partido dos Trabalhadores.
Por Julian Rodrigues
O aumento da participação de militares no núcleo do governo somado à escalada de declarações extremistas e à ação descontrolada das polícias nos estados seriam o prenúncio de uma ditadura aberta?
Por Juarez Guimarães
É preciso pensar a dialética entre o PT e o Estado brasileiro, ou seja, os vetores cruzados de mudança no PT fruto de sua adaptação à institucionalidade estatal e o que o PT conseguiu alterar desta institucionalidade
Por Leda Maria Paulani
A prática de cobrir déficits com poupança externa custou-nos a desindustrialização precoce, com direito a desacoplagem tecnológica e redução da produtividade do trabalho, dentre tantos males
Por Lincoln Secco
Em que situações a esquerda pode se aliar a liberais e até a conservadores sem diluir seu programa histórico? Deve-se fazê-lo apenas se tiver a hegemonia?