Por AFRÂNIO CATANI: Através de um olhar estrangeiro e singular, Rubem Braga capturou em suas crônicas a alma vibrante da Paris intelectual dos anos 1950, transformando encontros em literatura
Por MICHAEL LÖWY: O legado de Eleni Varikas é a heresia crítica: um pensamento que via nos párias do mundo a chave para desmontar as engrenagens da dominação
Por LEONARDO BOFF: A escravidão brasileira não foi branda, mas um projeto de desumanização metódica, onde a crueldade era pedagógica e a fé cristã serviu para legitimar o horror
Por EMILIANO JOSÉ: O relatório da USAID é explícito: trata-se de expandir mercados para os EUA. Na Amazônia, isso significa converter biodiversidade em negócio e comunidades nativas em consumidores do império
Por PAULO CAPEL NARVAI: É mais prático e eficaz fechar cursos e colocar um fim na farra da venda de diplomas disfarçada de formação. Mas não é nada fácil fazer isso, pois quem consegue enfrentar congressistas venais?
Por LUIZ RENATO MARTINS: Dois filmes que transformam o registro do extermínio dos palestinos em ato dialógico de resistência, onde a câmera em movimento tece um "Nós" coletivo que desafia a pulverização kafkiana
Por TARSO GENRO: Da aridez de Juan Rulfo ao cinismo da extrema direita mundial, Tarso Genro denuncia a transição da cena pública para uma era de tirania privada, em que a gestão do caos e a aniquilação de povos desafiam a humanidade a resgatar o frescor de suas utopias perdidas
Por TALES AB’SABER: O cinema blockbuster é a expressão suprema do tecno-mundismo: uma ocupação total do espaço visual que espelha e naturaliza a lógica do controle global, onde até a destruição vira entretenimento inofensivo
Por EUGÊNIO BUCCI: A humilhação espetacular é a nova arma da política externa trumpista: uma guerra simbólica onde o espetáculo midiático e a chantagem emocional substituíram a geopolítica tradicional
Por ELIAS JABBOUR: A reunificação com Taiwan é apresentada como tendência histórica irreversível, onde o "pacífico" desaparece do léxico, e a China acelera sua integração econômica e preparo militar ante o caos global fomentado pelos EUA
Por FERNANDO NOGUEIRA DA COSTA: A volatilidade econômica nasce do contágio social: narrativas que se espalham como vírus e sentimentos que se amplificam sistemicamente, exigindo uma governança que enxergue a psicologia por trás dos números
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Por TARSO GENRO: Da aridez de Juan Rulfo ao cinismo da extrema direita mundial, Tarso Genro denuncia a transição da cena pública para uma era de tirania privada, em que a gestão do caos e a aniquilação de povos desafiam a humanidade a resgatar o frescor de suas utopias perdidas
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Por EUGÊNIO BUCCI: A humilhação espetacular é a nova arma da política externa trumpista: uma guerra simbólica onde o espetáculo midiático e a chantagem emocional substituíram a geopolítica tradicional
Por ELIAS JABBOUR: A reunificação com Taiwan é apresentada como tendência histórica irreversível, onde o "pacífico" desaparece do léxico, e a China acelera sua integração econômica e preparo militar ante o caos global fomentado pelos EUA
Por FERNANDO NOGUEIRA DA COSTA: A volatilidade econômica nasce do contágio social: narrativas que se espalham como vírus e sentimentos que se amplificam sistemicamente, exigindo uma governança que enxergue a psicologia por trás dos números
Por PAULO GHIRALDELLI:
O erro de Vorcaro foi confundir cinismo com realismo: acreditou no Brasil caricato dos derrotistas, não no país sério que o julga e condena
Por RODRIGO ARDISSOM DE SOUZA & DOUGLAS CARVALHO RIBEIRO:
A soberania sobre o subsolo é ilusória sem autonomia tecnológica: o Brasil repete, nas terras raras, a sina histórica de fornecedor subalterno na cadeia global de valor
Por RONALD LEÓN NÚÑEZ: O SPD escolheu o pacto com os generais em vez do poder dos conselhos, sacrificando a revolução socialista no altar da ordem burguesa
Por DANI RUDÁ: Na fratura entre a instituição que administra a miséria e o serviço que ouve a dor, o cuidado é o vínculo que se sustenta sem promessas vazias
Por JEAN MARC VON DER WEID: A esquerda, paralisada pelo seu telhado de vidro, defende instituições suspeitas e perde a chance histórica de desmascarar a corrupção que consagra o poder do dinheiro
Por MARK KESSELMAN: A deriva presidencial culmina no despotismo: Trump integra o que deveria ser separado, transformando o Partido e o Estado em extensões de seu projeto pessoal de poder absoluto
Por MARCOS DE QUEIROZ GRILLO: Sob a nova doutrina “Donroe”, os EUA trocam a retórica democrática pela força bruta, sequestrando governantes para confiscar petróleo e reafirmar seu hemisfério exclusivo
Por ARTHUR OSCAR GUIMARÃES: Uma elite bucaneira, mediadora subordinada do capital internacional, cerra fileiras contra a redistribuição de riqueza e a autonomia nacional
Por RENATO DAGNINO: A universidade não será o lugar que questiona a IA enquanto for refém da elite científica que, em nome da neutralidade, há muito capitulou ao capitalismo cognitivo
Por CIDOVAL MORAIS DE SOUSA: A ciência brasileira, volumosa mas periférica, precisa romper com a dependência das agendas do Norte e vincular-se às urgências sociais e territoriais do país
Por EVERTON FARGONI: A recusa da Sorbonne aos rankings é um ato de insubordinação: nega a redução do conhecimento a métricas e reafirma a universidade como espaço de crítica, não de produtividade alienada
Por RAFAEL SOUSA SIQUEIRA: A crítica decolonial, ao essencializar raça e território, acaba por negar as bases materiais do colonialismo, tornando-se uma importação acadêmica que silencia tradições locais de luta
Por CLAUDIO SERGIO INGERFLOM: A única resposta à barbárie imperial — seja em Gaza, Caracas ou Minneapolis — é uma política feita com o povo, não em seu nome, e alianças redefinidas pela generosidade e não pelo cálculo de poder
Por FELIPE MARCONDES VATAVUK DA COSTA: A intervenção de Caró transformou o abandono institucional em ato político-poético: onde a universidade viu ruína, ele cultivou um refúgio de vida que desautorizou a negligência
Por FERNANDO NOGUEIRA DA COSTA: Na “economia narrativa” descrita no livro de Robert Shiller, o contágio de uma história falsa pode moldar a realidade econômica antes que a verdade tenha chance de se erguer
Por RICARDO EVANDRO SANTOS MARTINS: Entre a fitoterapia de Agnes e a poética de Shakespeare, o filme revela como o saber silenciado das mulheres e o trabalho de luto desafiam a fronteira da morte
Por JULIO CESAR TELES: Aline Bei coreografa a persistência do vivido: seus romances não superam a dor, mas ensinam a carregá-la, transformando ausências em uma gramática delicada do existir
Por GUILHERME E. MEYER: A poesia de Sean Bonney era um grito material contra o capitalismo: uma fúria vital que transformava o verso em arma e a existência em testamento coletivo, recusando qualquer conciliação com o mundo que o corroía
Por KRISTIAN FEIGELSON: A obra de Krasznahorkai é um labirinto melancólico onde a história húngara, com seus traumas totalitários, se funde a uma visão apocalíptica do presente, numa prosa que é, ela mesma, um ato de resistência silenciosa
Por FLÁVIO R. KOTHE: No mosteiro, o pintor não fugiu da vida, mas encontrou na arte seu único ritual – onde o passado trágico se transfigura em busca de um sossego que só a tela, e não a fama, pode dar
Por PAULO GHIRALDELLI:
O erro de Vorcaro foi confundir cinismo com realismo: acreditou no Brasil caricato dos derrotistas, não no país sério que o julga e condena
Por RODRIGO ARDISSOM DE SOUZA & DOUGLAS CARVALHO RIBEIRO:
A soberania sobre o subsolo é ilusória sem autonomia tecnológica: o Brasil repete, nas terras raras, a sina histórica de fornecedor subalterno na cadeia global de valor
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