Por JOSÉ RICARDO FIGUEIREDO: Não há nenhuma materialidade criminosa ou eticamente criticável nas acusações contra os ministros do STF, nenhuma razão para escândalo. Por isso mesmo, não prosperaram, mas ajudaram a formar o ambiente de suspeição e crítica
Por KRISTIAN FEIGELSON & EBRAHIM SALIMIKOUCHI: A terra arrasada prometida pelos mulás pode ser o único legado de um regime que sacrificou o futuro pelo controle do presente
Por GUSTAVO ROBERTO JANUÁRIO: Entre a apoteose dos retroativos e a liturgia dos penduricos, a república aprendeu a nadar sobre o teto sem jamais tocá-lo
Por RICARDO ABRAMOVAY: Recomendar o aumento no consumo de produtos animais, em detrimento da diversificação das dietas com alimentos in natura ou minimamente processados, tem consequências desastrosas sobre os serviços ecossistêmicos, a começar pelo clima
Por EDUARDO VILAR BONALDI: O menor apoio às “cotas raciais” revela a persistente insensibilidade de amplas frações da sociedade brasileira quanto aos efeitos negativos que a discriminação racial pode exercer sobre a subjetividade e a escolaridade de crianças e jovens “não brancos” no país
Por MARCELO SANCHES: Se você é um sujeito razoavelmente informado, crítico e reflexivo, e não gosta de seguir nenhum tipo de manada, provavelmente não será mais chamado para eventos presenciais que as bolhas organizam para que seus membros se reconheçam no espelho
Por LUCIANA MOLINA: Na escrita acadêmica, já vi quem compartilhasse da ideia de que deve existir uniformidade no tamanho dos parágrafos. O sentido passa a ser construído por coerção externa. Essa homogeneização artificial substitui melodia por monotonia
Por JEAN MARC VON DER WEID: O Brasil de Lula repete a sina de empurrar com a barriga o colapso que suas políticas de subsídio ao agro e ao fóssil aceleram
Por LUIS FELIPE MIGUEL: A morte de Quentin Deranque escancara o dilema da esquerda francesa: ao responder à violência estrutural com violência aberta, fortalece a narrativa da direita e obscurece as raízes da opressão, exigindo uma reflexão que transcenda o conforto moral das posições absolutas
Por MARK KESSELMAN: O trumpismo opera pela dupla agenda de autopromoção pessoal e projeto MAGA, usando o controle de narrativas como arma central para redefinir a realidade americana