A fantasia da história feminista

Betty Tompkins, Pintura Palavras de Mulheres (Artemisia Gentileschi nº 2), 2024
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Por MARIA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA*

Apresentação do livro de Joan Wallach Scott

Fantasia, desejo e prática da história feminista como crítica

“O movimento feminista deve sonhar com algo maior do que a eliminação da opressão das mulheres. Ele deve sonhar em eliminar sexualidades compulsórias e os papéis sexuais. O sonho que me parece mais cativante é o de uma sociedade andrógina e sem gênero (mas não sem sexo), na qual a anatomia sexual de uma pessoa seja irrelevante para quem ela é, para o que ela faz” (Gayle Rubin, O tráfico de mulheres).

Alguns anos após a célebre formulação do conceito de gênero como elemento constitutivo das relações sociais, Joan Wallach Scott fez uma advertência acerca da incômoda ambiguidade inerente à história das mulheres.[1] Mais do que um simples acréscimo de sujeitos excluídos, essa história despontaria sob a dupla e contraditória condição de suple- mento à historiografia geral e, ao mesmo tempo, teria o potencial de provocar o deslocamento crítico das suas premissas epistêmicas fundacionais.[2] No entanto, submetida aos parâmetros científico-disciplinares, uma historiografia com ambições de documentar o protagonismo de um grupo social como o das mulheres tampouco estaria livre de ser mantida em uma posição “marginal e particularizada em relação aos temas (masculinos) já estabelecidos como dominantes e universais”.[3]

A despeito de suas contribuições teóricas específicas para a historiografia das mulheres, a obra seminal de Scott reverbera a experiência geracional compartilhada por intelectuais e historiadoras que, entre os anos 1960 e 1980, confrontaram a enganosa oposição, ainda hoje presumida, entre profissionalismo acadêmico e militância política, apostando no desafio de produzir conhecimento alinhado aos ativismos feministas de base ampla, voltados a uma mudança social radical.

Sendo ou não reconhecido pelo mainstream acadêmico, o pensamento feminista provocou tensionamentos importantes, como a crítica cogito cartesiano universal e às condições gerais de produção do conhecimento científico moderno, denunciando os vieses sexistas, raciais e eurocêntricos dos paradigmas teórico-conceituais vigentes em diferentes campos disciplinares.[4]

Passadas mais de três décadas das advertências de Joan Wallach Scott, ainda caberia indagar se o processo de institucionalização da historiografia das mulheres e estudos de gênero, a despeito de suas variações nos diferentes tempos e contextos acadêmicos, não teria coincidido com a neutralização da força política disruptiva dos feminismos e, sobre-tudo, com o esvaziamento de seu impacto efetivo como crítica epistemológica em uma área de conhecimento como a da história.

Uma dimensão mais ampla do problema se encontra nos termos com que Wendy Brown formulou a indagação em torno dos futuros possíveis dos estudos sobre mulheres “sem um horizonte revolucionário”, ou seja, a partir das demandas contemporâneas de construção de novas formas de ação política e de reinvenção de imaginários utópicos.[5]

Se não faltam evidências de que a história das mulheres despon tou em forte correlação com os ativismos feministas e movimentos sociais por direitos civis e democráticos, a sua consolidação como área de pesquisa específica tampouco pode ser compreendida fora das dinâmicas sociopolíticas dos campos disciplinares de produção do conhecimento. No caso da historiografia ocidental, em que o protagonista presumido dos fenômenos históricos sempre foi o homem branco cisgênero heterossexual, uma história das mulheres – assim como a de outros grupos excluídos e/ou marcados como coadjuvantes por raça, etnia, classe e sexualidade –, se confronta inevitavelmente com o dilema das identidades e diferenças.

Além de problema epistemológico e historiográfico, esse dilema foi – e permanece sendo – uma das condições constitutivas das lutas feministas. Tal é o sentido da expressão usada por Joan Wallach Scott quando observou que a história dos feminismos possui “somente paradoxos a oferecer”, pois se organiza por meio da afirmação e da recusa concomitantes da diferença sexual.[6] Dito de outro modo, a reivindicação contida nos feminismos é paradoxal porque corresponde a demandas por igualdade formuladas em nome das mulheres, postulando que a categoria “mulheres” é produzida através da dife- rença sexual, mas igualmente pressupõe a denúncia e a contestação de seus efeitos excludentes.

Ademais, a diferença binária entre os sexos, como a própria Joan Wallach Scott já nos ensinou, é construída historicamente, indissociável das relações de poder e, portanto, não pode ser tomada como consequência natural das singularidades anatômicas dos corpos. A resolução do dilema não estaria na aceitação da diferença tal como ela é normativamente constituída e tampouco estaria na mera substituição do esquematismo binário “homem/ mulher” por um pluralismo de diferenças.[7]

O ponto que permanece crucial é o da construção normativa dos corpos generificados por meio de um conjunto de práticas, discursos e tecnologias: “gênero é a organização social da diferença sexual. O que não significa que gênero reflita diferenças físicas fixas e naturais entre homens e mulheres, mas sim que gênero é o saber que estabelece significados para as diferenças corporais. Esses significados variam no tempo, de acordo com as culturas e os grupos sociais, porque não há nada no corpo, incluídos aí os órgãos reprodutivos femininos, que determine univocamente como a divisão social será definida.[8]

Além do gênero, categorias basilares da história disciplinada são objeto de uma vigorosa problematização nas obras de Scott, o que contribui para desestabilizar sua pressuposta transparência, naturalização ou autoevidência na descrição dos fenômenos sociais. Exemplo disso está em uma noção recorrente nas ciências humanas como a de “experiência”, cujo uso criterioso não poderia dispensar sua historicização, sobretudo a historicização das identidades que ela produz. Desde que a experiência é sempre (de)codificada discursivamente, tornando-se inteligível somente por meio de sua elaboração, como argumenta Joan Wallach Scott, “o que conta como experiência não é autoevidente nem direto, é sempre contestado, sempre político”.[9]

Por meio de uma postura vigilante em relação a seus fundamentos e pressupostos epistêmicos, a escrita da história poderia ultrapassar o propósito usual de oferecer descrições sobre “o que aconteceu” a homens e mulheres para se afirmar como prática de investigação crítica que não se esquiva do trabalho teórico e autorreflexivo sobre as próprias ferramentas conceituais mobilizadas para a compreen- são do passado, buscando “desestabilizar o presente, mais do que estabilizá-lo através de continuidades”.[10] Trata-se, acima de tudo, de uma história que privilegia suas potencialidades contestadoras, o que hoje talvez seja imprescindível no enfrentamento da ascen- são das políticas neoconservadoras, de “servir como uma alavanca, desenterrando as premissas fundacionais sobre as quais repousam nossas verdades sociais e políticas”.[11]

Publicada originalmente em 2011, A fantasia da história feminista evidencia a magnitude e o vigor da reflexão analítica com que Joan Wallach Scott sempre chamou a atenção para a zona de conforto da ortodoxia disciplinar dos historiadores, ortodoxia que comumente se manifestou, senão em uma rejeição explícita, em usos instrumentais da teoria a serviço da sua domesticação.[12] Exemplo notório disso estaria nos modos como o conceito de gênero rapidamente se tornou não apenas sinônimo de “mulheres”, mas sobretudo um “rótulo útil cuja aplicação nos tranquilizava em vez de nos incomodar, transformando perguntas, antes mesmo de serem formuladas, em respostas”.[13]

Do mesmo modo com que o pensamento feminista forneceu aportes críticos incontornáveis para os historiadores, como o de que não há identidade individual ou coletiva, sem um Outro (ou outros), o aparato léxico da teoria psicanalítica interessa a Joan Wallach Scott como uma lente de leitura e análise renovada da história como crítica. Longe do pressuposto da correlação direta entre corpos físicos e identificações psíquicas, na perspectiva da psicanálise, a diferença sexual mantém-se como problema insolúvel que sinaliza, mais do que determina, todas as variações nos modos como as diferenças são vividas e percebidas.

Inconsciente, fantasia e desejo, categorias fundacionais do pensamento de Freud e Lacan, despontam como chaves para uma abertura conceitual da análise histórica em direção ao questionamento de realidades supostamente tomadas como estáveis, coerentes e autoevidentes. Seriam, assim, categorias úteis para a compreensão crítica dos paradoxos que atravessam a história dos feminismos, a começar pelo dilema das identidades e diferenças.

Mais do que “salvar do esquecimento”, dar voz e protagonismo às mulheres, a escrita da história feminista, para Joan Wallach Scott, é orientada pelo exame crítico dos meios e efeitos da própria construção de identidades previamente fixadas das mulheres como sujeitos históricos. Sem desconsiderar sua função política estratégica nas lutas sociais, Joan Wallach Scott argumenta que “ficar satisfeito com qualquer identidade – mesmo com aquela que ajudamos a produzir – é desistir do trabalho de crítica e isso vale para a nossa identidade, tanto como historiadoras quanto como feministas”.

Isso porque a própria ideia de identidade como um substrato contínuo se revela uma fantasia – no sentido freudiano de busca de realização de um desejo inconsciente –, porque encobre as divisões, contradições e descontinuidades, as ausências e diferenças dos sujeitos nos tempos e espaços diversos. Como recurso constitutivo das identidades individuais e coletivas, a fantasia não é tomada como contraponto à realidade, mas como dispositivo essencial de sutura das identificações coletivas, por meio do apagamento das diferenças e invenção de continuidades e semelhanças aparentes.

Todos os processos de identificação (que produzem as identidades coletivas) operam, então, como um eco fantasioso [fantasy echo] repetindo no tempo, e ao longo de gerações, o processo que forma indivíduos como atores sociais e políticos. A fantasia não deixa de operar, assim, como uma narrativa que condensa e organiza diacronicamente antagonismos, disparidades e contradições.

Submetido ao léxico psicanalítico, o próprio conceito de gênero adquire maior complexidade e amplitude para designar a relação entre o normativo, o psíquico e o social. Em síntese, na definição revigorada por Joan Wallach Scott, “gênero consiste nas articulações historicamente específicas e, em última instância, incontroláveis que visam resolver os paradoxos da diferença sexual, dirigindo a fantasia a algum fim político ou social: mobilização de grupo, construção da nação, apoio a uma estrutura familiar específica, consolidação étnica, ou prática religiosa”.

Para contestar sua posição coadjuvante, suplementar e estéril, a história feminista de Joan Wallach Scott não pretende ser a face reversa da historiografia hegemônica como narrativa dos feitos heroicos e exemplares de mulheres do passado, mas, de modo ousado e cora- joso, reconhece tais pretensões como fantasia. Cabe-nos seguir os desafios da abertura crítica e reflexiva proposta pela historiadora, tomando como menos certa e mais problemática a própria relação entre passado e presente para, talvez, deixarmo-nos mover mais pelo desejo de uma história justa.

*Maria da Glória de Oliveira é professora do Departamento de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Referência


Joan Wallach Scott. A fantasia da história feminista. Tradução: Elisa Nazarian. Belo Horizonte, Autêntica, 2024, 228 págs. [https://amzn.to/4amI6Rl]

Bibliografia


Ávila, Arthur Lima de. Joan Scott: história e crítica. In: Bentifoglio, Júlio; Avelar, Alexandre de S. (orgs.). O futuro da história: da crise à recons- trução de teorias e abordagens. Vitória, ES: Milfontes, 2019. p. 9-34.

Brown, Wendy. Women’s Studies Unbound: Revolution, Mourning, Politics. Parallax, v. 9, n. 2, p. 3-16, 2003.

Butler, Judith. Speaking up, talking back: Joan Scott’s critical feminism. In: Butler, Judith; Weed, Elizabeth (eds.). The Question of Gender. Bloomington, Indiana: Indiana University Press, 2011. p. 11-30.

Oliveira, Maria da Glória de; Hansen, Patrícia. Corpos, tempos, lugares das historiografias. História da historiografia, v. 16, n. 41, p. 1-13, 2023.

Rubin, Gayle. O tráfico de mulheres [1975]. In: Políticas do sexo. Tradução de Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Ubu Editora, 2017. p. 8-61.

Scott, Joan Wallach. Gender: a useful category of historical analysis. The American Historical Review, v. 91, n. 5, p. 1053-1075, 1986.

Scott, Joan Wallach. The evidence of experience. Critical Inquiry, v. 17, n. 4, p. 773-797, 1991.

Scott, Joan Wallach. História das mulheres. In: Burke, Peter (org.). A escrita da história: novas perspectivas. Tradução de Magda Lopes. São Paulo: Unesp, 1992. p. 75-79.

Scott, Joan Wallach. Only Paradoxes to Offer: French Feminists and the Rights of Man. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1996.

Scott, Joan Wallach. Género e historia. Tradução de Consol Vilà. México: FCE; Universidad Autónoma de la Ciudad de Mexico, 2008 [1999].

Scott, Joan Wallach. A escrita da história como crítica. Tradução de Edu- ardo W. Cardoso, Naiara Damas e Nathália Sanglard. Revista de Teoria da História, v. 26, n. 2, p. 121-140, 2023.

Notas


[1] Scott, Joan Wallach. História das mulheres. In: Burke, Peter (org.). A escrita da história: novas perspectivas. Tradução de Magda Lopes. São Paulo: Unesp, 1992. p. 75-79.

[2] Scott, Joan Wallach. Gender: a useful category of historical analysis. The American Historical Review, v. 91, n. 5, p. 1053-1075, 1986; Scott, Joan Wallach. História das mulheres. In: Burke, Peter (org.). A escrita da história: novas perspectivas. Tradução de Magda Lopes. São Paulo: Unesp, 1992. p. 75-79.

[3] Scott, Joan Wallach. Género e historia. Tradução de Consol Vilà. México: FCE; Universidad Autónoma de la Ciudad de Mexico, 2008 [1999]. p. 21.

[4] Oliveira, Maria da Glória de; Hansen, Patrícia. Corpos, tempos, lugares das historiografias. História da historiografia, v. 16, n. 41, p. 1-13, 2023.

[5] Brown, Wendy. Women’s Studies Unbound: Revolution, Mourning, Politics. Parallax, v. 9, n. 2, p. 3-16, 2003.

[6] Scott, Joan Wallach. Only Paradoxes to Offer: French Feminists and the Rights of Man. Cambridge: Harvard University Press, 1996. p. 3-4.

[7] Butler, Judith. Speaking up, talking back: Joan Scott’s critical feminism. In: Butler Judith; Weed, Elizabeth (ed.). The Question of Gender. Bloomington, Indiana: Indiana University Press, 2011. p. 19.

[8] Scott. Género e historia, p. 20.

[9] Scott, Joan Wallach. The evidence of experience. Critical Inquiry, v. 17, n. 4, p. 773-797, 1991.

[10] Ávila, Arthur Lima de. Joan Scott: história e crítica. In: Bentivoglio, Júlio; Avelar, Alexandre de S. (orgs.). O futuro da história: da crise à reconstrução de teorias e abordagens. Vitória, ES: Milfontes, 2019. p. 32.

[11] Scott, Joan Wallach. A escrita da história como crítica. Tradução de Eduardo W. Cardoso, Naiara Damas e Nathália Sanglard. Revista de Teoria da História, v. 26, n. 2, p. 121-140, 2023. p. 129.

[12] Scott. “A escrita da história como crítica”, p. 125.

[13] Scott. “A escrita da história como crítica”, p. 124.

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