O tapete azul

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Por MARILIA PACHECO FIORILLO

O tapete azul como objeto de desejo

Eu nunca cobicei nada que não estivesse ao meu alcance. É por isso que dei certo na vida. O ótimo é inimigo do bom. Casei, tive meus filhos, acabei de reformar a cozinha, na sexta a gente vai sempre pra Campos, relaxar. Não sou como essas pessoas que ficam querendo o que não têm condição.

Trabalho de voluntária, meio período, o meu marido Carlos diz “Não sou contra, e depois você se distrai”. Meu Carlos cozinha nos fins de semana na casa de Campos. Ou minha cunhada, a Marli. Ela acabou de voltar do Marrocos, deu um jantar pra falar da viagem. Falar! O que ela queria mesmo era mostrar tudo que comprou, exibida, as bugigangas que ela pensa que vão nos matar de inveja.

Depois que fez plástica ficou to-tal-mente insuportável. Acha que tem vinte anos e não perde a chance de me dizer que, se eu quisesse, era fácil tirar essas bolsas inchadas debaixo dos olhos. Logo ela, nunca fez ginástica na vida, uma flacidez só, toda de plástico, se a gente apertar espirra silicone.

Pouco me lixo

Ela mal consegue segurar o marido. O meu Carlos contou que eles estiveram pra separar no ano passado, mas aí ela surtou, tudo teatro, ameaçou se jogar da varanda, quase foi internada como bipolar e então ele comprou um apartamento novo, como ela queria, com quatro suítes e jacuzzi, e depois foram pra Miami de férias, e ela ficou logo curada.

O Paulo Roberto é um banana, sempre foi. Desta vez, quando a Marli surtou de novo, no mês passado, eu nem quis saber. Tá bom, sou formada em medicina, mas chega de me envolver, eu dou, dou, dou e o que recebo em troca? Eu tenho mais que me preservar, quem é que resolve meus problemas?

O meu Carlos bem que falou: se eu fosse você, nem atendia o celular dela. Foi o que fiz, fingi que estava num resort emPorto de Galinhas, só que dessa vez ela acabou internada mesmo, deram Haldol direto, não fazia efeito, mas daí o banana do Paulo Roberto comprou pra ela um BMW zero, vê se pode, pegou empréstimo e comprou, em três dias ela teve alta e saiu pisando no acelerador do carro novo.

No ano passado me envolvi e tudo mais, que besteira, quando ela se trancou no quarto – são cinco quartos na casa, imagine, pra um casal e dois filhos! mas ela nunca deixa por menos, sempre está de cobiça – e daí, trancada, dizia que ia tomar todas as pílulas, e os filhos comigo do lado de fora dando murro na porta, abre, Marli, pelo amor de Deus, abre mãe, será que ela não pensa neles?

A porta era de mogno, maciça, toda talhada, pagaram caríssimo, pra quê porta talhada do lado de dentro? E eu do lado de fora gritando e depois chamando a ambulância. Mas ela não tinha tomado nem meia cartela, a mentirosa. A ambulância veio mas deu meia-volta.

Ordinária!

Chega! Eu tenho que me cuidar, chega desta minha mania de madre Teresa, de ficar fazendo tudo pros outros, de acordar no meio da noite. Cada um com o seu, o resto que se vire.. Quando a gente casou, meu Carlos não queria que eu tivesse uma conta no banco só em meu nome, meu salário tinha que ir pra conta conjunta. Ele é de ótima família mas estava desempregado, e eu era assistente do Dr. Estevan, mas sabe como é, dois filhos pequenos, a família do Carlos é quatrocentona, super tradicional, tive que desistir da carreira, não ia dar. Agora que ele é consultor do Agro está ganhando bem graças a Deus, e a gente tem conta separada.

Semana passada fui ao ginecologista e ele disse que o exame deu suspeita de neoplasia, e pediu pra repetir. Não sou boba, sei que isso pode ser câncer. Chamei meus filhos e falei: “A mamãe pode morrer”. Eles fizeram uma cara meio esquisita, mas acho que a gente sempre tem que ser franca, doa a quem doer, quero que as crianças estejam preparadas, afinal a Dedê eu não me preocupo, é focada, investe no sucesso, vai dar certo na vida.

Quando perguntei, outro dia, “é verdade que o irmão daquela minha amiga de infância, aquela encalhada, solteirona, é acusado de corrupção, ela disse “E daí, mãe? Ele ainda é o diretor da empresa, vê se faz um jantar pra ele que eu quero pedir um estágio”. Isso faz um tempinho, ela sempre foi assim, muito positiva, meu orgulho.

Mas o Carlinhos, não sei não, é um sonhador, tão talentoso mas meio rebelde, vive se metendo em briga. Depois do segundo surto da Marli o meu Carlos comentou que o Paulo Roberto chamou ela de lado e reclamou “Você sempre foi de chantagem”, mas ela nem ouviu, foi com a filha experimentar os sapatos que tinha comprado na Jimmy Choo.

Eu tenho o dobro de sapatos da minha cunhada, e tudo de grife, até Louboutin de sola vermelha que nem uso pra não estragar. Os meus do ano passado eu emprestei pra Dedê, ela já está da minha altura, custaram um dinheirão e ela consegue estragar os saltos em uma semana, não me conformo.

Meu Carlos foi preparar uns aperitivos no dia em que contei pros cunhados a história da neoplasia, a gente estava lá na piscina do nosso condomínio “Maison des Abrutis”, e aproveitei e liguei pra minha sogra: “Dona Fernanda, acho que estou com câncer”. Ela chorou no telefone, mas tenho certeza que ligou em seguida pra minha cunhada pra fofocar, toda contente. E tem mais! A piranha da Marli veio me dizer que vai fazer ultrassom, até nisso ela me copia.

Invejosa!

Das breguices que ela tinha mostrado no jantar da volta do Marrocos só teve uma coisa que me deu assim uma sensação de que era pra mim: um tapete azul.

Loucura. Detesto azul. O tapete está todo gasto, maltratado. Não combina com nada. Nem persa é.

Um troço da África, coisa de preto, imagine. Inclusive a decoração da casa dela é só mau gosto de emergente, aquele sofá branco enorme, tá certo que eu falei pro Carlos que queria um igual há cinco anos, ainda bem que ele não deixou comprar, hoje eu estaria arrependida, o modelo está pra lá de batido. E a prataria dela, então? Meia dúzia de cacarecos enferrujados. Ainda se de vez em quando ela resolvesse limpar…

Anteontem acompanhei ela no ultrassom. Enquanto esperava ela se arrumar, vi que tinham mudado o tapete azul de lugar, agora está na entrada.

Quando a Marli veio pra sala, toda perua, parecia que íamos numa festa, numa bodas de prata, não no médico. Uns brincos dourados caindo até a papada (querida, você precisa de uma nova plástica…), depois uma saia apertada igual às da Dedê. Ridícula, com aquele bundão, ela não se enxerga?

Vagabunda!

Gente, lembrei agora que outro dia quase me roubaram a saia preta de renda da Versace, foi horrível, onze horas, do lado de casa, o ladrão estava armado em pleno Morumbi. Eu entreguei a carteira, o celular, o relógio, mas queria ficar pelo menos com a saia, tinha acabado de buscar do tintureiro. Parece que o bandido adivinhou, não levou.

Tá, sei que a violência está um horror, podia ter levado um tiro, mas o pior teria sido perder a saia. Paguei caríssimo, mesmo na liquidação. Quando voltei pra casa, meio tonta com o choque, o Carlos disse: “É isso que dá se meter a andar sozinha por aí”. Pra ele mulher não trabalha fora nem anda desacompanhada. Sabe-se lá com quem pode estar, num motel… Onde há fumaça há fogo, né?

O Carlos saiu ao pai, valores sólidos.

Depois do choque da saia Versace fui repetir meus exames. Devo estar descompensada, pois na sala de espera do hospital – o exame é caríssimo, só tem igual em clínica americana – tive a impressão de ver um tapete exatamente igual ao da minha cunhada. Azul, com borda lilás, e uns camelinhos e ânforas. Quando chamaram meu nome, o tapete sumiu, feito miragem.

Mais tarde a vizinha veio pra jantar. Quer dizer, o casal de vizinhos do 3B. Encomendei uns canapés a preço de ouro. Ainda bem que ela, acho que só ela, me entende: quando contei que havia gastado quase mil dólares em cada cadeira da cozinha, e que ainda por cima tinham vindo com defeito na palhinha, é palhinha de Bali, e eu briguei com a loja e me devolveram outro modelo, mas isso não ia ficar assim, a vizinha me deu a maior força.

Quer dizer, não disse nada, só sorriu. Acabei confessando que as cadeiras de minha cunhada eram parecidas, imitavam as minhas, mas de madeira falsa – um compensado barato. Tinha bebido muito vinho, não deu pra segurar.

Quando a Dedê chegou da faculdade e sentou com gente pra sobremesa – de uma das rôtisseries mais finas de São Paulo – aconteceu uma coisa esquisita. A Dedê me pedia sem parar pra ser apresentada pro irmão poderoso e corrupto da ex-colega encalhada, quem sabe ele arranjava um estágio. A vizinha não dava um pio. Só ficava desenhando no guardanapo figuras igualzinhas às do tapete azul. Até o topete do camelinho era idêntico. Mas como? Ela nunca tinha visitado o apartamento da Marli.

Ontem, véspera dos resultados do câncer, teve um chá beneficente das moradoras da “Maison des Abrutis”. Eu estava nervosa mas fui, assim pra distrair. (meu Carlos disse “Vai, vai que é bom, esta noite estou ocupado”.) Leiloaram três vestidos, duas bolsas e um xale. O olho da cara. Levei todos, embora fossem azuis. Os vestidos tinham mangas lilás, os xales, motivos de ânforas e as duas bolsas, na lateral, uns triângulos que eu não tinha notado antes no tapete, mas agora lembro que estavam lá, estavam sim, em toda borda.

*

É meia noite e o Carlos ainda não chegou. A Dedê está na casa de amigas. O Carlinhos, meu Deus, deve estar de skate por aí, mas ele é homem. E homem é assim, tem muito compromisso. E desde que o Carlos começou com o squash toda noite, nessa idade… eu me sinto tão sozinha.

De repente a Marli ligou: “Cunhada, o Paulo Roberto tem convenção no sábado, o Carlos vai junto, acho que esse fim de semana não vai dar pra ir pra Campos”.

– “Que bom, eu ia mesmo ligar pra você, sabia sim, eu e a Dedê já tínhamos marcado aquela massagista personalizada que só atende sábado, quer ir junto?” Não ia confessar que não tinha a mínima ideia dos planos de fim de semana do meu próprio marido. Não ia dar o braço a torcer.

O shopping já tinha fechado. TV eu não gosto, só de novela. Então lembrei que, no armário dos fundos, tinha um álbum de fotografias da escola. Peguei, comecei a olhar e lembrar. Até a encalhada estava lá, com aquele cabelo de empregadinha e aqueles sapatos que eu sempre quis, rasinhos, de laço, mas minha mãe nunca comprou.

Os sapatos eram azuis, azul-claro. Mas como, coloridos? Se a fotografia era em preto-e-branco! Pisquei duas vezes pra enxergar melhor, e então levei outro susto. Na foto grande da sala de aula, em vez do mapa-múndi ao fundo, tinha um tapete, aquele mesmo tapete, o da Marli, pregado na parede. Fechei rápido o álbum. Deu raiva.

Por que só as fotos com a coitada da encalhada tinham cor? Logo ela, que não tinha onde cair morta?

Até do Carlos, do meu Carlos, deu ódio. Culpa dele eu não ter nada azul em casa, nem vaso, nem toalha, cortina, bibelô, nada, nada, nada. Ele tinha me forçado a viajar pela Turquia, um nojo os hotéis e a comida, gente suja, prédios velhos, só poeira, tão diferente dos filmes. Eu trouxe de lá três tapetes, um vermelho, outro marrom, outro nem me lembro mais, pus um em cada quarto, mas nunca olhei de novo pra eles.

Tomei meus calmantes e peguei no sono.

Acordei cedinho. Agitada. Um nó no estômago pareci do com o que eu sentia quando era menina e me arrumava pra uma festinha, “você vai ser a mais alinhada da festa” minha mãe dizia, “mas azul não combina com sua pele”. Nunca me deixou usar sapatilha, só saltinho. Hoje eu sei que sempre odiei ela, a vaca velha.

Precisava falar com alguém, o resultado dos meus exames chega hoje. Liguei pra minha cunhada, a empregada disse que ela não estava. Liguei pra minha mãe e me disseram que ela estava na casa da outra filha.

Não posso ligar pra minha irmã mais velha, ela não fala comigo desde que brigamos por causa de uns móveis no inventário do papai.

Tomei um táxi e toquei pro apê da Marli, sei que ela não costuma ficar muito tempo fora, almoça sempre em casa, também, a infeliz não tem uma amiga que preste com quem fazer um lanche.

A empregada abriu: “A senhora?!”

A Marli deve ter saído para o shopping, não faz outra coisa, só detona o cartão de crédito. Resolvi esperar sentada no tapete, cansei daquelas poltroninhas Império de segunda mão.

**

Como ele é macio, o tapete azul. Parece que a gente está flutuando no assoalho. E tem perfume, eu já senti esse perfume, não é a porcaria falsificada que a Marli traz do Paraguai. Com cheiros a gente não se engana, de onde vinha aquele?

Acho que estou mesmo nervosa, porque juro que o tapete está se se mexendo, deslizando de lado, ondulando, as ânforas nadando. Juro! Se eu deitar nele um minuto ninguém repara. Imagine a empregada chegar na sala e eu espichada feito uma hippie, esfregando a cara no chão.

Vou virar de lado, assim consigo enrolar ele inteiro em mim, do pé até a testa. Encaixa direitinho, uma segunda pele. Aqui dentro é quente, morno, fresco, cremoso. Está escuro, mas dá pra ver os camelinhos e as ânforas. Roçavam na minha boca, lambi, tinha gosto. De onde eu conheço esse gosto? Arrepiei de prazer.

Meu.O tapete azul tinha que ser meu. Vai ser meu.

***

Preciso levantar antes que a empregada ou a Marli apareçam.

Gozado, o tapete não pesava assim na hora em que puxei pra cima de mim, era tão leve. Como pesa agora, como aperta, será que minha pressão caiu? Estou meio mole.

Acho que deu um nó nas pontas, o tapete está colado no meu corpo, não consigo puxar e abrir. Não, não são as franjas que embaraçaram, são as minhas mãos que eu não consigo movimentar. Estão dormentes, devo ter ficado muito tempo na mesma posição. Vou empurrar com o joelho. Que é isso? Minhas pernas também não mexem, nem sinto direito elas, só essa pressão no estômago, quero sair, quero sair já, minha garganta, não aguento, não consigo respirar.

****

Às 15 horas de quinta-feira, 23, Elizabeth Monteiros foi acha da morta, asfixiada e de bruços, enrolada num tapete azul, no hall de entrada do apartamento de sua cunhada, Marli Cincinatti, no Morumbi, zona nobre de São Paulo.

O tapete estava encharcado de urina. A perícia não conseguiu estabelecer a causa exata da morte, e a única testemunha na hora e local da ocorrência, a empregada doméstica Sirley Silva, que encontrou o corpo, foi detida para averiguações, mas solta em seguida por falta de provas. Não havia qualquer sinal de violência, hematomas, cortes ou outro indício suspeito, exceto a impossibilidade de se desgrudar as mãos do cadáver das franjas do supracitado objeto, mãos, aliás, bastante retorcidas. O curioso, segundo os legistas, é que elas apresentavam uma rigidez extraordinária, despropositada, muito anterior ao rigor mortis.

*Marilia Pacheco Fiorillo é professora aposentada da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP). Autora, entre outros livros, de O Deus exilado: uma breve história de uma heresia (Civilização Brasileira). [https://amzn.to/3KXux1Q]


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