Por MATHEUS PEETERS ROCHA*
Os Emirados Árabes Unidos instrumentalizam o separatismo do sul iemenita para criar uma colônia pós-moderna, garantindo controle estratégico sobre o Estreito de Bab el-Mandeb sem o ônus de uma soberania formal
1.
Enquanto a comunidade internacional ainda processava as imagens que eram divulgadas das atrocidades cometidas pela Forças de Suporte Rápido (RSF)no Sudão, unidades apoiadas pelos mesmos benfeitores da Forças de Suporte Rápido deflagraram uma mudança sísmica dentro do Iêmen.
Ao se estudar o conflito que se manifesta no Estado iemenita, as lentes internacionais observam tal conflagração como uma disputa dicotômica, entre um governo legítimo e reconhecido internacionalmente contra as forças Ansar Allah, conhecidas popularmente como Houthis, apoiadas pelo Irã. No entanto, tal simplificação acaba por omitir a realidade complexa que se desenvolveu no país.
No sul do Iêmen, a mobilização de forças apoiadas pelos Emirados Árabes Unidos evidencia a construção de um projeto de expansão e influência da monarquia dos Emirados Árabes Unidos, emulando o que é visto no Sudão. Em ambos os países, a estratégia se mantém a mesma, sendo ela financiar atores não-estatais para erguer cadeias de extração de bens. Percebe-se então não apenas uma guerra civil, mas a redefinição de todo um cenário político e militar e a projeção dos Emirados Árabes Unidos no Estreito de Bab el-Mandeb, linha vital comercial e entrada para o Mar Vermelho.
Portanto, os eventos que ocorrem no Iêmen do Sul não podem ser observados como o ressurgimento de um movimento separatista, mas como a consolidação da contínua expansão de interesses regionais com uma face emirada.
A ofensiva liderada pelo Conselho de Transição do Sul (STC) – grupo rebelde que articula a ressurreição de um Estado iemenita sulista – não deve ser vista como um simples evento isolado dentro de um conflito, mas sim como o ponto de partida para as ambições geopolíticas dos Emirados Árabes Unidos dentro do cenário da Península Arábica e sua esfera regional. Vemos então Abu Dhabi expandindo consideravelmente sua projeção na região, instrumentalizando estrategicamente o sentimento separatista do Iêmen do Sul.
Tendo em mente todos estes acontecimentos, passados e atuais, pode se extrair uma pergunta pertinente, que questiona todos os eventos que transcorreram nestas últimas semanas: o que os Emirados Árabes Unidos têm a ganhar com seu envolvimento no Iêmen?
2.
Para se entender a legitimidade e a atuação do Conselho de Transição do Sul nas últimas semanas, é preciso entender o passado conturbado e dividido da região. Ao se estudar a história deste país, é de interesse lembrar o fato de que, como um Estado unificado, o Iêmen é uma construção recente. Historicamente, tal país já viria a ser dividido entre Norte e Sul por conta do imperialismo britânico e o colapso do Império Otomano. A região do norte seria governada por um regime relativamente soberano, enquanto o sul se manteria sob controle direto do Reino Unido.
Até 1990, o país se encontraria em uma divisão política similar as divisões territoriais da Guerra Fria, com a República Árabe do Iêmen (Norte), tendo um regime relativamente democrático, e a República Democrática Popular do Iêmen (Sul), adotando um governo socialista após sua independência. Com o início da queda do bloco socialista, e a relativa normalização das relações Norte-Sul, o Iêmen do Sul viria a se unificar com seu vizinho, e um período transicional seria estabelecido para assegurar uma transição pacífica.
Rapidamente, o Iêmen do Sul seria absorvido pela estrutura tribal e conservadora do Norte, com as elites de Sana’a iniciando um processo de exploração forçada dos recursos do sul, o que levaria a tensões entre as duas regiões do Iêmen. A capital iniciou um processo de marginalização do sul, com explorações de petróleo alienando a população sulista e perseguições políticas criando o espaço para um “colonialismo interno”, onde a capital expropriava e explorava a própria população. Tais tensões culminaram na Guerra Civil de 1994, onde o sul buscou se separar do governo central de Sana’a.
O fim da Guerra Civil de 1994 levou a maiores alienações do governo central frente a população ao sul, o que desenvolveria uma disparidade considerável entre a população nortenha e sulista. Devido às severas punições aos rebeldes, o movimento separatista do Iêmen do Sul viria a ganhar mais força, com a formação do Movimento do Sul (Al-Hirak) em 2007 servindo como uma resposta a essa marginalização.
Com o início da Guerra Civil Iemenita em 2014, com a tomada da capital pelo grupo Houthi, uma coalizão liderada por sauditas e emiradenses, que contou com apoio de países árabes e africanos, interveio no conflito, com a finalidade de combater os avanços rebeldes e defender o governo internacionalmente reconhecido. Enquanto a Arábia Saudita justificava a sua intervenção como uma questão de segurança interna e fronteiriça, os EAU viam no Iêmen a oportunidade de expandir a sua projeção e segurança marítima/comercial. Os emiradenses não precisariam desenvolver um sentimento separatista, apenas armá-lo, utilizando tal sentimento por autodeterminação como uma força mercenária a serviço de seus interesses.
Vemos como a própria revolta humana se torna um bem, uma mercadoria, com o desejo por liberdade sendo capturado e transformado em um amálgama que serve aos interesses externos de agentes estrangeiros. De fato, a construção do sistema internacional atual é capaz de processar até mesmo a dissidência para poder alimentar interesses e desejos nacionais e globais.
3.
Por anos, via-se a narrativa de que Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos trabalhavam em conjunto, mesmo que com objetivos díspares, porém a falta de cooperação e o abismo estratégico entre ambas as partes não podia ser mais evidente. A Arábia Saudita possuía a necessidade vital de manter um governo central forte em Sana’a para neutralizar a ameaça Houthi que se formava ao sul. De tal forma, Riade buscou apoiar consistentemente o Conselho de Liderança Presidencial (PLC) e seus aliados locais, incluindo a filial iemenita da Irmandade Muçulmana (Al-Islah).
Ao contrário desta posição, os Emirados Árabes Unidos eram veementemente opostos ao islã político e ao Al-Islah, vendo a vitória de tais forças sendo comparáveis a uma vitória Houthi no conflito. Portanto, se deu início ao apoio de forças paralelas na região do Iêmen do Sul, operando fora da cadeia de comando iemenita.
Em 2019, os Emirados Árabes Unidos “retiraram” suas tropas da região, como meio de aliviar as tensões que se formavam entre as duas monarquias do Golfo. A retirada de seus civis das linhas de frente serviu apenas como um meio de offshore balancing,[i] uma maneira de reduzir as críticas internacionais, deixando a logística e as brutalidades para seus proxies iemenitas. Podemos apontar a mesma situação ocorrendo no Sudão, com as unidades da RSF, apoiadas diretamente por Abu Dhabi. Pode-se perceber então um modus operandi bastante consistente com a monarquia emiradense, onde em ambos os casos, se financia uma milicia que destrói o Estado, para que a extração ilegal e recursos e garantias prossiga sem quaisquer entraves burocráticos.
Essa dinâmica acabou por ganhar uma nova alteração após a mediação chinesa na reconciliação diplomática entre a Arábia Saudita e o Irã. Teerã viria a reduzir substancialmente o seu suporte aos Houthis, e com essa perspectiva, Riade viu-se livre para recalibrar a sua estratégia regional. Ao invés de um combate direto e generalizado, Riade viu a oportunidade de um estrangulamento financeiro contra a economia Houthi, no norte do Iêmen. A cidade de Aden, atualmente ocupada pelo STC, atua como a capital do governo em exílio, operando desde o começo da conflagração civil.
Consequentemente, as instituições governamentais e econômicas migraram para a cidade. Surge então esse cenário onde Riad e Abu Dhabi, apesar de suas divergencias, utilizam das instituições mantidas sob influência emiradense, com a finalidade de asfixiar os Houthis no norte.
Sob essa dicotomia entre as divergências de Riade e Abu Dhabi, percebe-se o funcionamento de uma ordem internacional anárquica, e a manifestação do poder dos Estados. Temos nesta situação a Arábia Saudita, presa à sua localização geográfica e estratégica, lidando com um entrave geográfico, com a necessidade de estabelecer estabilidade para proteger seu território e soberania, enquanto os Emirados Árabes Unidos, livres desta problemática geográfica, são capazes de articular ganhos relativos superiores.
Desta forma, ao invés de investirem na construção de um Estado iemenita unificado e estável, que poderia vir a trazer problemas para sua posição internacional, os Emirados Árabes Unidos optaram por uma fragmentação deliberada, que possa servir aos interesses de Abu Dhabi. Tal medida possibilitaria que os Emirados Árabes Unidos pudessem garantir sua posição geográfica e seu status de poder regional no Golfo de Áden e Estreito de Bab el-Mandeb.
Retomando ao ponto do offshore balancing, visão tradicionalmente associada às grandes potências, é possível analisar a maneira em que os Emirados Árabes Unidos utilizam de tal conceito. Por meio deste mecanismo, os Emirados Árabes Unidos são capazes de transferir o ônus do combate para atores terceiros, ao mesmo tempo que consegue manter o controle decisório. Ao apoiar o STC, Abu Dhabi consegue exercer um poder combativo contra ambos os Houthis e o governo internacional, apoiado pelos sauditas, sem a necessidade de arriscar soldados emirados. Essa “terceirização” da guerra permite maximizar a influência da monarquia emiradense, ao mesmo tempo que minimiza o custo material e humano.
Os novos avanços do STC no sul do Iêmen, liderados por Aidarus al-Zoubaidi, que resultaram na ocupação de vastos territórios, operou de maneira similar aos avanços relâmpagos vistos ano passado na Síria pelo Hay’at Tahrir al-Sham (HTS). A Operação Futuro Promissor foi executada com o pretexto de “combater as forças remanescentes da Al-Qaeda na região”, e embora realmente houvesse uma presença de dito grupo no Iêmen, percebe-se os reais motivos da limpeza política.
Tal ofensiva viria no final a consolidar os territórios do STC, que atualmente encompassa em sua maioria, as antigas fronteiras do Iêmen do Sul com o Norte. Tal fronteira inclui a cidade portuária de Áden, com uma localização extremamente valiosa, visto que ela se encontra na entrada do Estreito de Bab el-Mandeb. Custa mencionar também a riqueza mineral da região, com vastos campos de petróleo e hidrocarbonetos.
Emulando seu modo de conduzir operações previamente citado, as forças do STC realizaram detenções em massa e cercos a vilarejos, passando uma mensagem clara para as tribos locais de que, agora, a única autoridade responsável pelo monopólio da força é o STC, e por extensão, os Emirados Árabes Unidos. Temos então o governo internacionalmente reconhecido, exilado em hotéis e saguões sauditas, tornando-se o espectador de seu próprio país. Dentro desse vácuo, surgiram relatos de desaparecimentos forçados, execuções extrajudiciais e casos de tortura, revelando como a suposta estabilidade que se encaminhara para as regiões ocupadas fora edificada sobre uma campanha sistemática de repressão civil e política.
4.
Retornando à pergunta feita no início, no caso, o que poderia os Emirados Árabes Unidos ganhar com estes gastos diplomáticos, podemos encontrar a resposta na geografia do Iêmen, sejam os seus recursos ou sua localização geográfica. Para os Emirados Árabes Unidos, a localização do Iêmen do Sul é vital para dominar as rotas comerciais entre a Europa e a Ásia. Ademais, é possível incluir Israel como uma justificativa válida para os interesses emiradenses na região.
Não apenas para Israel, como para o Ocidente, a estabilidade no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb é crucial para assegurar as rotas comerciais que trafegam na região. Cerca de 10% do comércio global trafega pela região, sendo também de vital importância para nações mediterrâneas, que veem o Mar Vermelho como uma linha vital com o comércio internacional. Dita informação mostra o valor do STC como um ativo estratégico global.
Ataques constantes por parte dos Houthis contra navios comerciais serviram de motivação para que os EAU buscassem ter um envolvimento mais direto no conflito, vendo o país como um ativo estratégico de alto valor. O território deixa de ser um espaço de vida e cultura, sendo reduzido para um mero gargalo logístico, onde a geografia é despida de toda sua humanidade em troca de seu mero valor estratégico.
Podemos analisar uma convergência de interesses. O STC, buscando receber legitimidade internacional, já tem sinalizado uma postura mais pragmática com Israel, conforme apontado por fontes como The Cradle, Royal United Services Institute e Institute for National Security Studies. Vendo que os Emirados Árabes Unidos são signatários dos Acordos de Abraão – acordo que visa a normalização de relações árabes-israelenses, tendo sido firmado pela primeira vez entre Israel e Bahrain com os EAU, em 2020 – é possível analisarmos a tentativa do STC de emular as visões da monarquia em busca de apoio e legitimidade internacional.
Por fim, são evidentes os interesses dos Emirados Árabes Unidos de utilizar a geografia do Iêmen ao seu favor, com a Ilha de Socotra servindo como um posto avançado de monitoramento militar e naval. É possível notar uma clássica relação hierárquica do sistema internacional, com o STC recebendo o apoio e legitimidade internacional, e em troca oferecendo sua soberania, recursos e território a forças externas.
Ao se analisar as ofensivas sucedidas do STC no sul do Iêmen com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, o principal questionamento que se levanta agora é: o que resultará destes avanços territoriais e políticos? E principalmente: veremos o retorno de um Estado sul iemenita?
As evidências apontam para uma tendência pessimista, de sorte que o cenário atual autoriza a um prognóstico negativo, pouco auspicioso para a região, com o Iêmen do Sul continuando neste estado de limbo, sob ocupação de uma força rebelde, sem nenhuma soberania ou independência. É possível perceber uma disparidade econômica emergindo na região. Embora o Banco Central e as instituições financeiras estejam operando em Áden, sob tutela dos Emirados Árabes Unidos, ainda temos uma moeda extremamente desvalorizada e a ausência de qualquer política monetária soberana. Embora tendo o controle de fato da sede institucional, o STC não detém o controle dos fluxos de capital gerados pela extração de recursos, com os terminais de exportação de hidrocarboneto sendo transformados em bases militares e zonas de exclusão pelos Emirados Árabes Unidos.
Tal situação de total dependência econômica e militar é perfeita para os Emirados Árabes Unidos, visto que, um Iêmen do Sul totalmente integrado e formalmente independente trariam problemas para os Emirados Árabes Unidos. Desta forma, o jeito em que o Iêmen do Sul se encontra atualmente permite que Abu Dhabi consiga extrair todos os benefícios estratégicos, como portos e bases, sem o ônus da soberania. Eles mantêm o STC forte o suficiente para conseguirem dominar as regiões do sul, mas dependentes o suficiente para que obedeçam às suas ordens.
5.
Vemos então o Iêmen sendo palco dos interesses dos Emirados Árabes Unidos, sendo uma vítima de suas ambições comerciais e securitárias, que se estendem ao longo da Península Arábica e o Mar Vermelho. Os Emirados Árabes Unidos exibem as características de uma potência rica em capital financeiro e desprovida de quaisquer escrúpulos democráticos, capaz de desmembrar nações e instrumentalizar identidades locais, a fim de privatizar a segurança regional.
O destino para o povo iemenita permanece incerto, com as chances de uma fragmentação do Estado sendo uma possibilidade considerável. Há um norte consolidado como um Estado teocrático que reside na órbita iraniana, enquanto o sul se consolida como um arquipélago de bases militares e zonas econômicas geridas pelos Emirados Árabes Unidos. A ideia de um Estado soberano, unificado e democrático foi sacrificada em prol de disputas regionais motivadas por interesses de projeção e segurança.
A ofensiva vista em dezembro de 2025 não deve ser vista como o início de uma nova era de liberdade para o povo do Iêmen do Sul, mas sim como a consolidação da região como uma colônia pós-moderna. Não ocorre a construção de um Estado, mas sim a institucionalização de uma ocupação e oportunista, utilizando das ausências governamentais para legitimar a tomada hostil de territórios. Tal ocupação tem como finalidade os interesses de Estados estrangeiros, que buscam garantir que as rotas do petróleo e do comércio permaneçam seguras para o capital global, independente do sofrimento e custo humano local.
Cria-se, assim, o “Estado” ideal para os desejos dos Emirados Árabes Unidos, uma entidade que é capaz de reprimir a sua população, mas incapaz de impor quaisquer barreiras a seus benfeitores, criando uma hierarquia de exploração e subordinação.
*Matheus Peeters Rocha é graduando em Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Referências
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Yemeni separatists refuse to cede territorial gains in talks with regional emissaries. The Arab Weekly, 15 dez. 2025. Disponível em https://thearabweekly.com/yemeni-separatists-refuse-cede-territorial-gains-talks-regional-emissaries
Nota
[i] Offshore Balancing trata-se de um conceito das Relações Internacionais em que potências globais utilizam potências regionais amigáveis e favoráveis para conter a ascensão de uma potência hostil.






















