Por CLAUDIO SERGIO INGERFLOM*
O abandono do discurso democrático revela a transição para um modelo “neowestfaliano”: um cenário de impérios tecnológicos e colonização de Estados fracos sob a batuta do caos
“Esta mudança histórica é de uma magnitude difícil de imaginar, mas está acontecendo e vemos os sinais (…) Isso é grande demais. É uma loucura. Não tenho palavras”.[i]
“A magnitude dos deslocamentos atuais é grandiosa”.[ii]
“Agora, isso não é o fim. Não é nem mesmo o começo do fim. Mas é, talvez, o fim do começo”.[iii]
“Tucker Carlson: Quanto tempo nos resta antes que a Rússia use armas nucleares contra a Europa? Dois anos? Serguéi Karaganov: Menos do que isso, um ano”.[iv]
Entre ontem e amanhã
Na sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022, um dia após a invasão russa à Ucrânia, comecei a escrever um texto publicado em abril daquele ano: “Westfália morreu na Ucrânia”. Nas últimas linhas, afirmei, a propósito da invasão russa e do agravamento do conflito com o Ocidente, que se tratava de “definir quem serão os senhores do mundo no século XXI e em que tipo de servidão viverão os povos”.
As páginas que se seguem aqui, suscitadas pela incursão imperialista dos Estados Unidos em Caracas, são a continuação das de 2022. Convido a refletir sobre os prolegômenos de um futuro que os autodenominados NRx (“neorreacionários”[v]) americanos designam como “neowestfaliano”[vi] e os especialistas russos como “prewestfaliano”[vii], o que, como veremos, abrange uma visão comum sobre o processo atual.
Se a batalha de El Alamein foi, segundo Winston Churchill, o fim do início, um ponto de inflexão na Segunda Guerra Mundial, o que ocorre desde a anexação da Crimeia até a captura de Maduro – ou a eventual conquista da Groenlândia –, passando pela invasão da Ucrânia, constitui uma sucessão acelerada de pontos de inflexão que exteriorizam o início de uma mudança que o trumpismo e o putinismo concebem como uma mutação épica na história, semelhante, em sua profundidade, à dissolução do mundo antigo europeu e ao surgimento do mundo moderno nos séculos XVII-XVIII.
Reconhecer esse significado implica introduzir no óbvio o historicamente inaudível, o “sem palavras”, como diz Yarvin. É medir a densidade do que se apresenta como transparente apenas aos olhos acostumados ao comportamento imperialista-colonialista rotineiro dos EUA e da Rússia.
Os Estados Unidos violaram pela enésima vez a soberania de outro país. Capturaram Nicolás Maduro, “presidente” graças a uma fraude gigantesca. Deixaram no poder sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, que deve seu cargo à mesma fraude, enquanto seu irmão Jorge, agora número dois do poder político, é amigo íntimo de Richard Grenell, assessor de Donald Trump.
Segundo Donald Trump, o objetivo da operação é tutelar a Venezuela e administrar seu petróleo. Desprezaram a oposição liberal, vitoriosa na eleição fraudulenta de Nicolás Maduro. Exceto para os presos libertados e suas famílias, a alegria dos oponentes de Nicolás Maduro no país e dos quase 9 milhões de exilados durou um dia: a realidade deu uma sólida consistência à ausência de qualquer referência aos direitos humanos e à democracia na justificativa trumpista da incursão.
Ouvir o in-audito
Ao explicitar que foi pelo petróleo e outros interesses econômicos, Donald Trump invalidou o argumento anti-imperialista antes habitual e justificado de que “eles dizem que vieram para restaurar a democracia, mas na verdade vieram para colonizar e saquear”. Desta vez, nem uma palavra sobre democracia e direitos humanos para justificar o ataque. Esse silêncio surpreendeu.
Os gregos, lembra o filósofo alemão Hans-Georg Gadamer, chamavam a essa surpresa de atopon: o atópico, algo que não se encaixa nos esquemas habituais, mas, afirmava Platão, dessa incompatibilidade que paralisa a inteligibilidade do que acontece, devemos fazer um convite para aprofundar o conhecimento. O inaudito não é apenas o surpreendente, é o não-ouvido, o não-escutado. Vamos tentar transformá-lo em auditus.
Uma pergunta que pode suscitar uma resposta que seja ouvida é: de que estratégia política esse silêncio surpreendente é sintoma? A violação do direito internacional em Caracas é evidente, é visível, mas silencia a verdadeira novidade: a ausência de referência à restauração da democracia. Então, apesar do evidente, não foi em Caracas, mas nos EUA, em sua lógica política, que ocorreu a mudança.
A ausência da palavra democracia é uma lacuna através da qual se percebe o que está por trás da violação da soberania venezuelana: o gigantesco projeto de desmantelamento do sistema democrático nos próprios Estados Unidos e sua substituição por uma monarquia tecnológica e absoluta.
Há cerca de vinte anos, Curtis Yarvin e seus amigos vêm pensando na “Ilustração obscura”[viii]: encerrar a era da democracia porque ela não garante o poder; o presidente dos EUA deve ser um monarca que domine a tecnologia como um especialista do Vale do Silício e administre o país como um CEO em sua empresa, para o que é necessário eliminar a representação política e colocar de joelhos o Deep State, esse Estado profundo que consiste no Congresso, nas universidades, na burocracia, nas instituições internacionais, nas embaixadas…
Alguns de seus textos são proféticos. Por exemplo, em 17 de janeiro de 2022, um mês antes da invasão russa, em seu texto “A new foreign policy for Europe” (Uma nova política externa para a Europa), que traz o surpreendente subtítulo “Vamos dar à Rússia carta branca no continente”, ele definiu qual deveria ser a estratégia dos Estados Unidos se Donald Trump voltasse ao poder em 2024: “O destino da Rússia hoje é restaurar a ordem na Europa. Como os EUA são mais fortes que a Rússia, Donald Trump precisa deixar claro para Vladimir Putin que eles realmente concordam com isso. Só há uma maneira de transmitir essa mensagem sem ambiguidades: retirar-se da Europa”.
Por que e para que os EUA “devem se retirar da Europa”? Enquanto Donald Trump ignora a fronteira cada vez mais porosa entre a direita radical e o nazismo, e às vezes a cruza, o fantasma de Carl Schmitt, o proeminente teórico nazista do direito e da política, passeia pelos escritos da constelação trompista sugerindo familiaridade com o magnata.
Um de seus livros, Nomos da Terra, inspirou Curtis Yarvin a uma leitura schmittiana da Doutrina Monroe que, sempre modesto, Donald Trump rebatizou de Donroe. Trata-se, diz Curtis Yarvin, de levar em conta o que essa doutrina estabelece como conduta em relação ao resto do continente, mas também em relação à Europa. Essa dupla orientação é o que guia Donald Trump hoje e esclarece o que está acontecendo.
Elaborada em 1823 pelo presidente Monroe, a doutrina postula que as potências europeias não devem intervir na política do continente: “A América para os americanos” – leia-se “A América para os EUA”. Em contrapartida, os EUA não se intrometerão nos assuntos europeus. Hoje, após 80 anos de presença na Europa, garantindo a segurança do Velho Mundo, chegou a hora de se retirar. É uma operação em três direções.
Em primeiro lugar, os EUA reconhecem como legítimo qualquer poder que, de fato, controle um país. Com uma condição: que esse poder não atente contra os interesses dos EUA. Curtis Yarvin exemplifica esse princípio: os EUA não devem se importar com quem governa a França, sejam comunistas, extrema direita ou Putin. Mas os EUA precisam comprar vinho francês. Se a França se tornar uma província russa e Putin permitir que continuem produzindo vinho, não há nada a objetar, mas se ele usar todos os vinhedos para fabricar vodca, isso afetará os interesses dos EUA e o conflito será inevitável.
Essas intenções pertencem à já mencionada “Entrevista” de abril de 2025. Para melhor compreendê-las hoje, em janeiro de 2026, seria descabido ler “Delcy Rodríguez e petróleo” em vez de “Putin e vinhedos”? O teor das conversas da vice de Maduro com Marcos Rubio e com o próprio Donald Trump, bem como, após as ameaças a Gustavo Petro, o telefonema deste a Donald Trump, mostram que Curtis Yarvin já anunciava a política da Casa Branca e que tanto a venezuelana quanto o presidente da Colômbia tomaram nota.
Em segundo lugar, graças ao domínio russo sobre a Europa, haveria um retorno aos valores políticos e morais tradicionais. A França, a Alemanha ou a Espanha voltarão a ser a França, a Alemanha e a Espanha que eram antes do período iniciado pela Revolução Francesa em 1789. A convergência com o Kremlin não poderia ser mais ideal: o poder será monárquico, os homens voltarão a ser homens e as mulheres, mães e esposas…
Por fim, os Estados sem capacidade para fazer guerra, ou seja, sem capacidade para serem soberanos, devem desaparecer e ser colonizados ou recolonizados. O que acontecer na Europa nesse plano é assunto dos europeus e os EUA não têm de intervir. Redistribuição e apropriação de espaços e recursos.
A retirada da Europa, explica Curtis Yarvin, significa que os EUA desmantelam seu império, imitando o que Mikhail Gorbachev fez no leste da Europa. Os EUA serão nada mais do que uma monarquia, estendida ao resto do continente, assim como a Rússia tenta fazer com seu entorno. Mas isso, conclui Curtis Yarvin, constituirá a passagem do mundo unipolar para o multipolar.
No entanto, Curtis Yarvin certamente compreende que, a longo prazo, sua multipolaridade será como a que Vladimir Putin sonha: conflitos eternos mais ou menos acirrados entre os poucos impérios que já existem e que, entretanto, terão absorvido os Estados mais fracos. Na mira: Venezuela, México e Groenlândia para os EUA, Europa para a Rússia, Taiwan para a China e o resto da Ásia disputado pela Índia, China e Rússia.
Chegados a esse ponto da entrevista, os universitários que conversavam com Curtis Yarvin fizeram-lhe notar que a soberania militar era um ponto importante para Schmitt e os schmittianos. Curtis Yarvin respondeu: “O Nomos da Terra”. Subentendido: o nomos[ix], a lei ou a ordem westfaliana que deveria reger a apropriação e distribuição dos espaços e recursos, mas que entrou em colapso porque o direito público europeu foi incapaz de prevenir guerras totais… E acrescentou: “Bem, aí está a pergunta: qual é o novo nomos da Terra? É uma pergunta que continua sem resposta”.
A interrogação é atual: se “Westfália morreu na Ucrânia”, qual é, depois de Caracas, o novo Nomos nesse futuro que os neorreacionários chamam de “neowestfaliano”? Em seu “A new foreign policy for Europe” (Uma nova política externa para a Europa), Curtis Yarvin ofereceu um esboço: esse mundo será “neowestfaliano” porque lá “não há Estados fantoches nem países falsos; cada nação é independente: existe por sua própria força. Se essa força falhar, a nação desaparece”.
O projeto trumputiniano
Existem fábricas onde se está tentando prever como funcionará um mundo “pós-westfaliano” que já consideram certo. A Rússia possui uma, o Clube Valdai. Mas lá a pergunta sem resposta foi reformulada: não é qual será o novo Nomos? mas como viver sem Nomos, sem ordem, sem lei? No relatório Valdai 2018, a pergunta está presente. No texto, percebem-se pelo menos quatro coincidências com os NRx. Em primeiro lugar, o diagnóstico geral: “Este cenário de crise aguda leva não tanto a um novo equilíbrio de poder, mas a um reinício completo das instituições, do poder, dos modos de produção e das relações internacionais”.
Em março de 2025, a muito conservadora Heritage Foundation, juntamente com o Mathias Corvinus Collegium, laboratório de ideias de extrema direita do governo húngaro, e o ultraconservador think tank polonês Ordo Iuris, apresentaram na Casa Branca um projeto intitulado precisamente “O grande reinício” (The Great Reset). Curtis Yarvin já havia proposto em 2008 um “reinício completo da ordem social por meio da liquidação da democracia, da Constituição e do Estado de Direito” e a subsequente transferência de poder para um “CEO-chefe”[x]. Coincide não só a palavra “reinício”, mas também o seu conteúdo.
O objetivo do Great Reset apresentado à Casa Branca é esterilizar politicamente a União Europeia – e, através dela, o conjunto de instituições que regulam a ordem internacional – transformando-a numa mera agência de serviços. No relatório Valdai: “as instituições internacionais estão destinadas a se tornarem empresas de serviços”. Em segundo lugar, o documento prevê igualmente que as Nações Unidas, cuja missão é “manter a paz”, possam desaparecer e dar lugar a “associações regionais instáveis”. Valdai apresenta esta perspectiva sem se posicionar contra ela, o que soa como um desejo, partilhado por todos aqueles que gravitam em torno de Donald Trump.
Curtis Yarvin, por exemplo, propõe fechar todas as embaixadas do seu país e utilizar o Zoom para comunicar. Por trás dessa perspectiva, terceira coincidência, encontra-se uma característica comum às grandes potências e cada vez mais frequente: hoje, afirma Valdai, “o processo mais importante é a nacionalização das decisões”, sem levar em conta os interesses de outras partes. Nesse sentido, a Rússia se comporta da mesma maneira que os EUA.
Para além do despotismo
O despotismo implicava que o monarca podia transgredir suas próprias leis, mas estas, no papel, existiam. Um obstáculo desnecessário, decreta hoje Trumputin. Eles preferem um mundo sem regras: nem éticas nem jurídicas. O “reinício” proposto pela Rússia não é a mudança dos princípios regulatórios existentes por outros, mas a eliminação de todos os princípios. Valdai 2018: “A competição para estar “do lado certo da história” – cuja política é a mais exigida pela comunidade internacional – perderá o sentido. Simplesmente não haverá um “lado certo”.
Em vez disso, ele mudará constantemente. A característica mais importante do mundo emergente será a ausência de noções éticas universais sobre o que é justo (“o correto”) na ordem dos diferentes Estados e sobre a legitimidade de seus governantes (…) A ética deixará definitivamente de ser um critério nas decisões políticas (…) A ética não pode ser universal nem estar desvinculada da cultura e das tradições de cada sociedade.”
É preciso avaliar o alcance desse pensamento: como o racismo é uma tradição nos EUA, se um policial mata um cidadão negro inocente ou agride imigrantes pacíficos, não existe nenhum imperativo moral que permita avaliar esse comportamento. Se a violência ilegítima faz parte da cultura estatal argentina, em nome de que princípio humanista e universal se condenaria a tortura? (Será por isso que a URSS e Cuba impediram, na época, que a Comissão de Direitos Humanos da ONU discutisse e condenasse a ditadura de Videla?).
Como na Rússia a perseguição por ideias é um hábito, é eticamente irrepreensível prender em 2020 Nikita Uvárov, de 14 anos, mantê-lo incomunicável durante um ano, negar qualquer informação à sua mãe e condená-lo a 5 anos de prisão. Seu crime: ter projetado no Minecraft, um videogame, o prédio regional da Segurança. Claro, houve um agravante: durante a busca, encontraram em sua biblioteca um livro do príncipe Kropotkin, o pai do anarquismo russo do século XIX. Mas em Valdai 2018 eles já haviam previsto isso: “No que diz respeito à vida interna de um Estado, o desaparecimento das pretensões de subordiná-lo a uma ética universal pode até ser benéfico”.
Resumindo, “é improvável que se construa uma nova ordem em um mundo diverso e interconectado”. A direção é a oposta:
“a evolução do ambiente internacional está levando a um cenário diferente, que até agora permaneceu à margem do debate: um mundo sem pólos: uma ordem caótica e em rápida evolução, uma guerra de todos contra todos, acompanhada pelo declínio das instituições tradicionais”.
A segunda morte de Hobbes
Todos contra todos: o autor do Leviatã está se revirando em vão em seu túmulo. Horrorizado pelas guerras civis que assolavam a Europa nos séculos XVI-XVII, ele imortalizou a frase latina Homo homini lupus, mas não para considerar “benéfico” o estado natural em que “o homem é um lobo para o homem”, como afirma Valdai, e sim para modificá-lo, instaurando um Nomos, uma ordem fundada em um contrato social. Assim nasceu, sob sua pena, a concepção moderna da política que os Sans-culottes parisienses impuseram pela força em 14 de julho de 1789.
Curtis Yarvin questiona-se sobre o Nomos num futuro “neowestfaliano”. Os especialistas do Kremlin preferem prever um retorno à etapa “pré-westfaliana”, algo que, por outro lado, não os entusiasma porque poderia, segundo eles, ser acompanhado pela conjunção de “dois pólos”, os EUA e a China, que baniriam a Rússia, e não sob um Nomos civilizado, mas em “um todos contra todos”, deixando-a na situação atual da Europa, sitiada entre dois pólos. Curtis Yarvin responderia “é preciso saber o que se quer”, como fez quando seus interlocutores lhe apontaram que, se o seu multilateralismo é retirar-se do Afeganistão, o resultado é os talibãs no poder…
Vamos resumir. “Neo-westfaliano” significa revisionismo do que foi acordado em 1648, em nome dos atuais interesses dos Estados Unidos: um país é soberano enquanto não incomoda os EUA ou enquanto os EUA não precisam dele. “Pré-westfaliano” é o retorno ao “todos contra todos” anterior a 1648.
O Clube Valdai, cujo tema em 2025 foi “O mundo policêntrico: instruções para estabelecê-lo”, unificou a perspectiva de ambos: “O que parecia irremediavelmente arcaico volta a ser relevante”. A concepção que os NRx ocidentais e os homens que dirigem a Rússia têm do futuro está sintetizada no título eloquente do Relatório Valdai 2025: Doktor Xaos, ili kak perestat’ boiat’sia i poliubit’ besporiadok – O Doutor Caos, ou como deixar de ter medo e amar a desordem. Caos, o antônimo de Nomos. É preciso amar o que não tem lei.
*Claudio Sergio Ingerflom, ex-diretor de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), França, é professor de história na Universidade Nacional de San Martín, Argentina.
Tradução: Daniel Aarão Reis.
Publicado originalmente na revista Amphibia online, janeiro de 2026.
Notas
[i] Curtis Yarvin, “Entrevista”, em https://legrandcontinent.eu/es/2025/04/18/curtis-yarvin-trump-y-el-apocalipsis-mitos-contradicciones-y-mentiras-3a-parte-de-nuestra-larga-entrevista/. Yarvin é um ideólogo muito influente nos círculos intelectuais trumpistas; seu pensamento é uma referência para poderosos atores da política norte-americana, como Peter Thiel e J.D.Vance.
[ii] Relatório 2025 do Clube Valdai, p. 9. https://ru.valdaiclub.com/a/reports/doktor-khaos-ili-kak-perestat-boyatsya O Clube Valdai é um think tank fundado por Putin. Elabora anualmente relatórios para fundamentar as decisões em política internacional.
[iii] Frase proferida por Winston Churchill na Sociedade Internacional Churchill em 10 de novembro de 1942, após a vitória crucial dos Aliados na batalha de El Alamein.
[iv] Karaganov é um dos principais estrategistas da política internacional russa. A entrevista foi realizada em 15 de janeiro de 2026. Ela pode ser ouvida em inglês em https://eng.globalaffairs.ru/articles/crush-the-will-karaganov/ ou lida em espanhol em https://legrandcontinent.eu/es/2026/01/18/ um-próximo-de-putin-afirma-que-os-estados-unidos-não-intervirão-se-a-rússia-atacar-a-europa/
[v] Referência aos reacionários que ambicionavam restaurar o absolutismo no início do século XIX.
[vi] C.Yarvin, “A new foreign policy for Europe. Give Russia a free hand on the Continent.”, Gray Mirror. https://open.substack.com/pub/graymirror/p/a-new-foreign-policy-for-europe?utm_campaign=post-expanded-share&utm_medium=web
[vii] Zhizn’ v osyopaiushchmsia mire/A vida num mundo em ruínas, Valdaiclub, Octubre 2018, p.23.
[viii] Dark Enlightenment: expressão cunhada em 2012 por Nick Land, influente pensador britânico, defensor do anti-igualitarismo e do pós-humanismo. Libertário, rejeita a democracia e defende a desregulamentação total da ordem atual. Em 1998, abandonou sua cátedra em Warwick e se autoexilou em Xangai.
[ix] Nomos, em grego, significa lei, costume, direitos. Uma ordem estabelecida pelos seres humanos ou pela divindade.
[x] Ava Kofman, “A conspiração neorreacionária de Curtis Yarvin”, https://nuso.org/articulo/318-complot-neorreaccionario-curtis-yarvin/





















