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A favor de Althusser

Imagem: Gareth Nyandoro
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Por LUIZ EDUARDO MOTTA*

Apresentação da nova edição revista e ampliada do livro

A publicação desse livro em 2014 tinha como objetivo, além de suprir uma lacuna bibliográfica sobre Louis Althusser, refutar uma antipatia e preconceito que se constituíram sobre a Escola althussseriana ao longo de décadas (mais precisamente dos anos 1970 até a década passada), estabelecendo um tabu ao tratar e incorporar às contribuições de Louis Althusser e de seus seguidores. Porém, de 2014 para cá, muita água rolou.

Por um lado, foi surpreendente a receptividade e a quantidade de resenhas sobre este livro: sete ao todo. Por outro, o interesse crescente sobre a obra de Louis Althusser, já presente na ocasião do lançamento do livro, deu um salto quantitativo: diversos artigos, dissertações e teses sobre Althusser e seus seguidores ampliaram-se significativamente, além de novas traduções e publicações da sua obra. Isso foi muito significativo para nós que vínhamos tratando ao longo dos anos da contribuição da Escola althusseriana para o pensamento marxista no Brasil.[i]

Foi fundamental para isso o papel exercido pelos centros de pesquisa marxistas fundamentados no marxismo althusseriano como o CEMARX da Unicamp, por intermédio de Armando Boito Jr, Décio Saes, João Quartim de Moraes e Márcio Bilharinho Naves, o NEILS da PUC-SP, sob a liderança de Lúcio Flávio de Almeida, e o grupo de pesquisadores sobre Direito, Estado e Filosofia em torno de Alysson Leandro Mascaro. Esse conjunto de intelectuais de São Paulo deu fôlego no pior momento da estigmatização da obra de Althusser. E os frutos colhidos no decorrer dos anos tiveram, como efeito, a emergência de novos pesquisadores e estudiosos da obra de Althusser nos mais diversos campos de pesquisa como relações internacionais, ciência política, sociologia, direito, filosofia e linguística.[ii]

Em relação às sete resenhas a meu livro – um fato incomum em se tratando de um livro sobre um autor marxista no Brasil – no geral foram todas favoráveis. As resenhas são de autoria de Maurício Vieira Martins (Site Marxismo21, 2014), Alexandre Marinho Pimenta (Pós – Revista Brasiliense de Pós-Graduação em Ciências Sociais, vol. 13, 2014), Pedro Davoglio (Margem Esquerda, n°. 23, 2014), Carlos Serrano (Novos Temas, n°. 10, 2014), Danilo Enrico Martuscelli (Crítica Marxista n°. 40, 2015), Lucas Barbosa Pelissari (Cadernos CEMARX, n°. 8, 2015), Jair Pinheiro (Novos Rumos, vol. 53, 2016). Agradeço a todos pelos seus comentários e críticas a meu livro, o que me estimulou a me aprofundar ainda mais nos estudos da Escola althusseriana.

Pedro Davoglio foi dos resenhistas o que melhor sintetizou o propósito do meu livro, e destaco essa passagem: “A favor de Althusser, portanto, que vem representar entre nós o amplo movimento mundial de retomada do pensamento althusseriano, é de máxima importância tanto biográfica quanto política. E seu autor parece perfeitamente instruído do cruzamento dessas duas conjunturas, bem como do papel que nela pretende desempenhar. Isso se revela numa extraordinária disposição bélica contra os inimigos eleitos do althusserianismo: Thompson, Bensaid, Mandel, Lukács, Losurdo, que vão sendo eliminados mais ou menos sumariamente, um após o outro, sem disporem do privilégio de uma refutação mais sistemática. De outro lado, presta-se um tributo à memória e aos feitos teóricos dos resistentes althusserianos brasileiros, cujos nomes Motta esmera-se em inventariar no decorrer do livro. Aqui, o intuito de traçar linhas de demarcação, fincando estacas que balizam o campo teórico da pesquisa marxista, se sobrepõe ao tempo pesado do desenvolvimento do conceito. Assim, Motta, que tem formação em ciência política, aparece, pela sua prática, como filósofo, operador ousado da luta de classes na teoria”.[iii]

A despeito das críticas despropositadas de Domenico Losurdo a Louis Althusser, não o incluiria nessa lista de “inimigos”, já que se trata de um aliado na sua visceral crítica ao pensamento liberal e na defesa das lutas antiimperialistas e de libertação nacional, e mesmo Daniel Bensaid, pois, ao que parece, ele mudou as suas posições dogmáticas em relação à Althusser em seus últimos anos de vida. O maior problema ainda se encontra em alguns seguidores de E. P. Thompson, e mesmo de György Lukács, que reproduzem as mesmas ladainhas que teciam sobre a Escola althusseriana décadas atrás, sem se remeter aos textos dos anos 1970, e mesmo aos póstumos, e muito menos se referem aos textos recentes de estudiosos da obra de Althusser.

Exemplar disso é o artigo recentemente publicado na revista Germinal (vol. 11 n°. 1, 2019) “A concepção materialista da história: divergências entre Thompson e Althusser” cujos autores Amarilio Ferreira Jr. e Marisa Bittar repetem os mesmos jargões envelhecidos e cheirando a mofo do livro de E. P. Thompson. Não somente omitem as publicações (disponíveis em português) sobre o debate Thompson x Althusser, como o dossiê Thompson[iv] publicado na revista Crítica Marxista (n°. 39/2014), o livro de Stuart Hall Da diaspóra (2003) e o recentemente traduzido livro de Perry Anderson Teoria, política e história: um debate com E. P. Thompson (2018), assim como, já dito acima – todo o material produzido por Althusser nos anos 1970, além de seus textos inéditos e dos trabalhos recentes de estudiosos da Escola althusseriana, nacionais e estrangeiros.

Com relação à resenha de Danilo Martuscelli respondi implicitamente no texto “Pour Marx e Lire le Capital: convergências e divergências”[v] que foi incorporado nesta nova edição. Como deixo bem claro, retomo a posição de Althusser dos anos 1970, quando ele enfatizou as contradições (a luta de classes) sobre o processo e sobre as estruturas, implodindo a questão genética da estrutura sobre as contradições ao retomar os princípios do primado das contradições definidos por Mao Zedong.

Já em relação à resenha de Maurício Vieira Martins, fui questionado pela ausência de uma crítica mais sistemática a E. P. Thompson, e creio que a resenha de Pedro Davoglio – citada acima – demarcou bem isso. As críticas a E. P. Thompson já estavam expostas no material que listei no parágrafo anterior, e o meu objetivo principal ao escrever este livro foi retomar a radicalidade política e conceitual de Althusser dentro do campo marxista, além de refutar (mesmo que genericamente) os preconceitos que – infelizmente – ainda vigoram sobre a contribuição dele ao pensamento marxista, a despeito da publicação do meu livro e de tantos artigos, livros e teses/dissertações que têm tratado e recuperado a enorme contribuição da Escola althusseriana. Ademais, a minha crítica à Valentino Gerratana no capítulo 1 sobre a questão do “stalinismo” em Louis Althusser, responde implicitamente às distorções presentes no livro de Thompson.

Com relação a ter dado um trato sistemático à Nicos Poulantzas (como também dei a Laclau, omitido por Vieira Martins em seu comentário), vai ao encontro da minha proposta, qual seja, o diálogo de Althusser com os seus interlocutores dentro do seu campo teórico. Se, com efeito, Laclau se afasta do marxismo em 1985 (ainda que tenha mantido um diálogo com a obra de Althusser), Poulantzas, por seu turno, se manteve dentro do marxismo e permaneceu inserido na Escola althusseriana. O comentário de Vieira Martin é mais cabível ao texto de Ferreira Jr. e Bittar que se negaram a estudar sistematicamente a obra do autor criticado, já que não era o meu objetivo neste livro sistematizar uma crítica aos “críticos” de Althusser.

Mas Maurício Vieira Martins tem razão quando destaca em sua resenha nessa passagem “pois bem, reconhecida a singularidade do trabalho teórico, seria preciso acrescentar que uma das contribuições mais fecundas da teoria do conhecimento de Marx é precisamente mostrar que determinadas categorias de análise só podem ser produzidas devido a uma complexificação sem precedentes assumida pelo próprio real”.

Com efeito, há uma certa incompreensão por parte de alguns leitores de Louis Althusser acerca dessa problemática, pois o próprio Louis Althusser adverte em Lire le capital sobre o primado do real sobre o abstrato, haja vista que ele antecede e sucede o produto do conhecimento. As ideologias/noções teóricas, ou do senso comum, partem de um lugar que é o real e não pura e simplesmente das idéias, e cabe à produção teórica marxista transformar essas noções em conceitos científicos. Aliás, o próprio Marx afirma isso na primeira parte de A ideologia alemã, em seu confronto ao idealismo filosófico.

A teoria apreende o real, mas o seu produto final – o concreto pensado – não é o real, e tampouco interfere nele. A Revolução Russa e a Chinesa não triunfaram precisando de uma teoria marxista sistemática em relação aos conceitos de Estado e, sobretudo, ao de ideologia, que sem dúvida avançaram no decorrer das décadas do século passado, a exemplo das contribuições de Louis Althusser e de Nicos Poulantzas a respeito dessas problemáticas. Retomei essas questões nos capítulos que inseri nessa nova edição, no já citado “Pour Marx e Lire le Capital: convergências e divergências” e no capítulo “Marxismo e Ciências Sociais”.[vi]

Além desses dois textos, incluí o artigo “A recepção de Althusser no Brasil: o grupo da revista Tempo Brasileiro”, mas, distintamente das publicações pretéritas desse trabalho,[vii] incluí nesse texto a contribuição de Manoel Barros Mota e de Severino Cabral Filho, pois não tratei anteriormente devido aos limites editoriais do número de páginas do artigo. Complementando esse texto, inseri um dos meus primeiros trabalhos sobre a Escola althusseriana, “Sobre ‘Quem tem medo de Louis Althusser?’ de Carlos Henrique Escobar”, publicado em 2011 no n°. 44 da extinta revista Achegas.

Esse artigo, juntamente com os outros trabalhos que publiquei sobre Nicos Poulantzas naquele contexto, abriu-me as portas para um público que estava ávido em conhecer à contribuição da Escola althusseriana nos campos da filosofia e das ciências sociais. Além disso, foi a oportunidade de tirar do limbo um dos autores mais prolíficos na divulgação e nos estudos da Escola althusserina no Brasil, Carlos Henrique Escobar, que injustamente não se fazia mais presente no debate intelectual da esquerda brasileira, a despeito de sua importância e de suas intervenções políticas e teóricas entre os anos 1960-80.[viii]

*Luiz Eduardo Motta é professor de ciência política na UFRJ.

Referência


Luiz Eduardo Motta. A favor de Althusser. São Paulo, Editora Contracorrente, 2022, 360 págs (https://amzn.to/3YAjvC3).

Notas


[i] Destaco as publicações as publicações de Vittorio Morfino (MORFINO, Vittorio “A causalidade estrutural de Althusser”. Lutas Sociais, n°33, vol. 18, São Paulo, 2014, pp.102-116; e MORFINO, Vittorio, El materialismo de Althusser, Santiago, Palinodia, 2014)) e de Natalia Romé (ROMÉ, Natália. La posicíon materialista: el pensamiento de Louis Althusser entre La práctica teórica y La práctica política. La Plata: Edulp, 2015). na América Latina, editadas no mesmo contexto do meu livro.

[ii] Desde a publicação do meu livro, em 2014, o número de publicações sobre Althusser, ou de pesquisas empíricas fundamentadas nos conceitos da Escola althusseriana, teve um grande crescimento. Cito os seguintes livros que foram publicados até 2023: Evelin M. C. Dan O discurso sobre a anormalidade nas práticas jurídicas, Lumen Iuris (2014); Celso Naoto Kashiura Sujeito de direito e capitalismo, Outras Expressões (2014); Márcio Bilharinho Naves A questão do direito em Marx, Outras Expressões (2014); o relançamento do livro de Lúcio Flávio de Almeida Ideologia nacional e nacionalismo, EDUC (2014); Tatiana Berringer A burguesia brasileira e a política externa nos governos FHC e Lula, Appris (2015); Luiz Fernando Bulhões Figueira O althusserianismo em linguística: a teoria do discurso de Michel Pêcheux, Paco Editorial (2015); João Mateus Kogawa Linguística e marxismo: condições de emergência para uma Teoria do Discurso francesa no Brasil, FAP/UNIFESP (2015); Danilo Enrico Martuscelli Crises políticas e capitalismo neoliberal no Brasil, CRV(2015); Jair Pinheiro (org.) Ler Althusser, Oficina Universitária/Cultura Acadêmica (2016); Lucília Maria Abrahão e Sousa, Dantielli Assumpção Garcia Ler Althusser hoje EDUFSCAR (2017); Francisco Farias Estado burguês e classes dominantes no Brasil (1930-1964), CRV (2017); Marcos Alcyr Brito de Oliveira Sujeito de direito e marxismo: da crítica humanista à crítica anti-humanista, Alfa-Ômega (2017); Luiz Felipe Osório, Imperialismo, Estado e relações internacionais, Idéias & Letras (2018); Juliana Paula Magalhães, Marxismo, humanismo e direito: Althusser e Garaudy, Idéias & Letras (2018); Pedro Davoglio, Althusser e o direito, Idéias & Letras (2018); Armando Boito Jr. Reforma e crise política no Brasil – os conflitos de classe nos governos do PT, UNICAMP/UNESP (2018); Igor Peres Epistemologia e Sociedade em Louis Althusser. Uma leitura, Novas Edições (2018); Danilo Enrico Martuscelli Classes dominantes, política e capitalismo contemporâneo, Em Debate/UFSC (2018); Franklin Trein Marx entre Hegel e Althusser, Appris (2019); Edemilson Paraná Bitcoin: a utopia tecnocrática do dinheiro apolítico, Autonomia Literária (2020); Cesar Mangolin Comunismo, Brasil/ Brasílica/ Fibra (2020); Alysson Mascaro, Vittorio Morfino Althusser e o materialismo aleatório, Contracorrente (2020), Taylisi Leite Crítica ao feminismo liberal: valor-clivagem e marxismo feminista, Contracorrente (2020); Luiz Fernando Fontoura Lira O Estado capitalista: um olhar epistemológico sobre as teorias de Nicos Poulantzas e Ralph Miliband, Ed. Do Autor (2021); Décio Saes e Francisco Farias Reflexões sobre a teoria política do jovem Poulantzas, Lutas Anticapital (2021); Tatiana Berringer e Angela Lazagna (orgs) A atualidade da teoria política de Nicos Poulantzas, UFABC (2022) Alessandro Melo Crítica da ideologia humanista em educação: contribuições do marxismo althusseriano Pimenta Cultural (2022); Felipe Melonio Leite Política e Materialismo em Louis Althusser, Ciências Revolucionárias (2023). Além desses livros, foram traduzidos e publicados quatro livros de Althusser Por Marx, UNICAMP (2015), Teoria marxista e análise concreta (organizado por Thiago Barison, e contém dois textos de Althusser “Teoria, prática teórica e formação teórica: Ideologia e luta ideológica” e “Sobre o trabalho teórico: dificuldades e recursos”, e um artigo de Balibar “As ideologias pseudo marxistas da alienação”), Expressão Popular (2017); Iniciação à filosofia para os não filosófos, Martins Fontes (2019), Escritos sobre a história, Contracorrente (2022), além da republicação dos livros Posições I e Posições II num único tomo pela editora Raízes da América/Ciências Revolucionárias (2022). Sobre Althusser foram traduzidos Carlos Fernández Liria O marxismo hoje: a herança de Gramsci e Althusser, Salvat (2015); Pascale Gillot Althusser e a psicanálise Idéias & Letras (2018); Perry Anderson Teoria, política e história: um debate com E. P. Thompson, UNICAMP (2018) e Aliocha Wald Lasowski Por Althusser Martins Fontes (2022). Também é necessário destacar os relançamentos, e com novas traduções, as obras de Nicos Poulantzas Poder politico e classes sociais, UNICAMP (2019) e Fascismo e ditadura, Enunciado Publicações (2020). Também deve ser destacado os dossiês publicados sobre Althusser e Poulantzas: Althusser teve um número dedicado à sua obra na revista Lutas Sociais vol. 18, n° 33 (2014/15), enquanto Poulantzas teve dois dossiês, o primeiro na revista Quaestio Iuris vol. 7 n° 2 (2014) e o segundo no Cadernos CEMARX n° 11 (2019). E também outros canais de divulgação da Escola althusseriano foram constituídos nos últimos anos a exemplo dos sites LavraPalavra (https://lavrapalavra.com/) e Cem Flores (https://cemflores.org/).

[iii] Destaco também esse comentário a meu livro por Alexandre Pimenta em sua resenha: “Poderíamos definir o livro de Motta como uma biografia teórica e política de Althusser, com imersões bem fundamentadas no campo da filosofia, da teoria social, da ciência política, abarcando assim as principais temáticas de Althusser ao longo de sua obra. A proposta central é apresentar a singularidade e a riqueza do pensamento de Althusser e sua relação, não só com o campo marxista, mas com o campo da filosofia e das ciências sociais em geral. Da mesma forma, e complementarmente, poderíamos defini-lo como um manifesto anti-anti-althusseriano. O seu título, A favor de Althusser, traz uma clara referência à obra althusseriana de 1965, Pour Marx, que no Brasil ganhou duas traduções: Análise crítica da teoria marxista (por conta da censura) e só depois A favor de Marx. E, assim como o franco- argelinano pretendia trazer à tona o legado ainda vivo de Marx das deformações e leituras enviesadas, Motta se esforçou com sucesso em retomar o central da contribuição de Althusser, de forma aberta e não dogmática, frente a todo tipo de vulgarização que este autor sofreu no correr dos anos – provinda, diversas vezes, de autores que desonestamente se basearam apenas em leituras de segunda mão”.

[iv] O dossiê contém os artigos de Pedro Benitez Martín “Thompson versus Althuser”, Nicolás Iñigo Carrera “A lacuna entre E. P. Thompson e Karl Marx” e Antonio Luigi Negro “E. P. Thompson no Brasil: recepção e usos”. A organização e a apresentação do dossiê é de Armando Boito Jr.

[v] Publicado originalmente na Crítica Marxista n° 44 (2017) e no livro Actas del Coloquio Internacional 50 años de Lire le Capital (2017) organizado por Natália Romé, Marcelo Starcerbaum e Pedro Kaczmarczyk com o título “Para uma ruptura teórica e política: a obra inicial de Althusser em Pour Marx e Lire le Capital”.

[vi] A versão condensada desse capítulo foi publicada no livro Karl Marx: desbravar um mundo novo no século XXI (2018) organizado por Adalberto Monteiro e pelo saudoso Augusto Buonicore.

[vii] Esse texto foi primeiramente publicado a convite de Marcelo Rodriguez Arriagada e Marcelo Starcerbaum na coletânea organizada por eles Lectura de Althusser en América Latina (2018) publicada no Chile cujo título original é “La recepcíon de Althusser en Brasil: el grupo de la revista Tempo Brasileiro”, e posteriormente foi publicado em português na revista Novos Rumos n° 54 (2018).

[viii] Felizmente, desde a publicação desse artigo, o nome de Carlos Henrique Escobar voltou a despertar interesse intelectual por uma nova geração de intelectuais. Destaco as pesquisas de João Marcos Mateus Kogawa no campo da linguística, vide o seu artigo “O projeto semiológico saussuriano e a recepção da análise do discurso no Brasil” publicado na revista Linguagem: estudos e pesquisas vol.17, n° 2 (2013), e o seu livro Linguística e Marxismo, FAP-UNIFESP (2015), o artigo de João Pedro de Souza Barros Santoro Luques “Por uma teoria do ideológico contribições de Carlos Henrique Escobar”, Lutas Sociais, vol.25, n° 47 (2021) e o artigo de Felipe Melonio Leite “Carlos Henrique Escobar: genealogia, comunismo da potência e crítica do Direito”, Simbiótica, vol. 10, n° 1(2023).


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