Solidariedade a Cuba

Imagem: Alexander Van Steenberge
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Por EMILIANO JOSÉ*

O ataque genocida a Cuba é o novo capítulo da guerra imperial contra a soberania: uma tentativa de estrangular, pela fome e pelo desespero, a última trincheira socialista da América

1.

Vivemos tempos sombrios. Nem é necessário muito esforço para compreender. É olhar Gaza, genocídio de uma população, mortandade de 70 mil pessoas, maioria crianças, mulheres, pessoas inocentes, criminoso massacre sionista, o mais sinistro dos últimos tempos, de desfecho ainda inconcluso.

E Israel continua a matar, sem dó nem piedade, terrorismo sem fim. Curioso, irônico, não fosse trágico, assistir Benjamin Netanyahu falar em terrorismo, ele, um dos mais notórios terroristas desse período histórico. Ressalto: da tradição de Israel, país nascido sob a égide do terrorismo, quem quiser pesquise, fácil achar as comprovações. Atualmente, e já de algum tempo, não faria nada disso não fosse a relação umbilical com o imperialismo norte-americano.

Donald Trump propôs uma saída para Gaza. Com o chamado Conselho da Paz. Um tapa na cara da humanidade. Com ele, pretende à frente a ideia de fazer da área um grande resort, tentar apagar o genocídio ali praticado, como se houvesse alguma possibilidade disso vir acontecer. Depois de uma verdadeira limpeza étnica, quer passar à história, como um pacificador, propondo-se até a ganhar um Nobel da Paz, o que não é impossível depois de María Corina Machado ser contemplada e protagonizar uma ópera bufa, entregando o prêmio a Donald Trump, tornando-o definitivamente desmoralizado.

Agora, o ato terrorista contra a Venezuela. Uma virada súbita, ao menos se consideramos esse tipo de ação – atacar uma nação soberana com o objetivo de prender o principal mandatário da nação, Nicolás Maduro, e a mulher dele, Cília Flores. Não, ninguém pode ter ilusões com o establishment norte-americano, fundado no Deep State, um aparato militar-burocrático a sustentar a rotina imperialista.

Além de tudo, trata-se de uma democracia, vá lá, baseada em dois partidos, Republicano e Democrata, cujas orientações essenciais não diferem no essencial. Até agora, e posso estar enganado, não vi qualquer condenação do ato de pirataria na Venezuela por parte dos democratas, ao menos das figuras de destaque do partido. No limite, agora, uma parte daquelas figuras estão se colocando contra o mando interno repressivo de Donald Trump, nesse momento quase à beira de uma guerra civil devido à tirania em vigor.

2.

Não se negue o novo momento do imperialismo sob Donald Trump. Não há mais luvas de pelica. Agora, puro big stick, não propriamente aquele advogado no iniciozinho do século passado, quando Theodore Roosevelt propunha fala mansa coberta sempre por um grande porrete.

Nada de conversa suave mais. Diplomacia foi inteiramente deixada de lado. Os movimentos políticos são brutais, destinados a amedrontar, a mostrar quem manda, sempre à base da força bruta, o big stick à frente.

Considerando a geopolítica atual, olhada a força da China, da Rússia, observados os países com armas nucleares, o império norte-americano, em óbvia decadência, e munido de impressionante força militar, resolveu tomar conta de modo mais atencioso do quintal dele.

Assim, ele trata a América Latina, quintal, e não tergiversa, não usa diplomacia. Quem se meter a besta, vai levar pau. Donald Trump disse isso nas últimas horas, dirigindo-se a países da região, sem meios termos. Ele e o quartel-general dele têm reiterado tal posição.

Nessa linha, o depoimento de Marco Rubio ao Senado, na quarta-feira passada, 28, especialmente quando fala da Venezuela – postura imperial, agressiva, sem qualquer respeito à soberania do país, admitindo, como se pode depreender das palavras dele, até a hipótese de Delcy Rodríguez também ser alvo de um atentado terrorista, tal e qual Nicolás Maduro.

Tempos sombrios, configurados por esse novo movimento do império norte-americano. Disposto inclusive, agora, a confrontar a acovardada Europa, pretendendo apossar-se da Groelândia. Países europeus haviam se prestado a triste papel ao aceitar levar à frente a guerra contra a Rússia, sob o pretexto de defender a Ucrânia, praticamente já derrotada, com Vladimir Putin dando as cartas, evidenciando não ser possível acuá-lo, como a OTAN pretendeu.

Agora, Europa vê-se de joelhos diante de Donald Trump. E ajoelhou, tem de rezar. Não se sabe ainda o desfecho, mas é difícil imaginar a ocorrência de confrontos abertos entre países europeus e EUA. Muito possível a possibilidade de o império norte-americano conseguir se impor na Groelândia, não se sabe de que maneira, mas se impor.

Tempos sombrios. Também nesse caso não se ouviram vozes democratas falando contra. Nesse momento, Donald Trump faz o jogo sujo, dá um certo conforto aos democratas, a rigor, aliás, patrocinadores de muitas agressões e guerras, não nos iludamos, insisto.

3.

Tempos sombrios, e ao falar no terror desse período, chego a Cuba. Não se trata mais da continuidade do bloqueio praticado desde a chegada dos revolucionários sob a liderança de Fidel Castro ao poder. É algo muito mais grave.

Donald Trump tem dito que “regime de Cuba vai cair muito em breve”. Ameaça às claras. E cairia por conta do bloqueio naval total, com a impossibilidade de chegada de petróleo à ilha.

O vice-ministro de Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, disse nas últimas horas do planejamento dos EUA: praticar um assalto energético genocida contra Cuba. Isso feito através do bloqueio naval total às importações de petróleo por parte da ilha. Carlos Fernández de Cossio diz: isto não é um rumor: “Es la confirmación de um plan de estrangulamento energético total para forzar un “cambio de régimen”.

Na verdade, Donald Trump declara guerra a Cuba. Com o bloqueio naval, não fossem as graves consequências de outro bloqueio a perdurar desde o início da Revolução Cubana, se pretende asfixiar o governo cubano e, claro, simultaneamente, provocar escassez econômica.

Assim, impor sofrimentos ao povo, fome, com a expectativa de que, a partir disso, a população se revolte e provoque a mudança de regime. Os EUA sempre, com o bloqueio, alimentaram a expectativa de suscitar revoltas no povo contra a Revolução, até agora malsucedida.

A ação de Donald Trump contra a Ilha constitui-se num “assalto brutal contra una nación pacífica”, diz Carlos Fernández de Cossío. Cuba não ameaça os EUA – trata-se exatamente do inverso. As atitudes de Washington constituem “provas irrefutáveis de que as carências vividas pelo povo cubano são “made in EUA”.

Ao anunciar esse bloqueio, oficialmente, o governo norte-americano demonstra estar efetivando um ato de guerra econômico, premeditado, inequívoco, como ressalta Carlos Fernández de Cossío. “Pirataria internacional”, é como ele qualifica juridicamente a atitude dos EUA em busca do sequestro de recursos vitais no comércio global.

Carlos Fernández de Cossío rememorou a ação política de Marco Rubio e John Bolton, em 2019, tentando impulsionar o plano posto em prática agora por Donald Trump, sustado por ser considerado “irresponsável e perigoso”, como continua sendo.

A reativação de tal plano nessa quadra histórica evidencia, primeiro, o controle político pleno da extrema-direita norte-americana no ataque a Cuba.

Em segundo lugar, demonstra terem sido inteiramente desmantelados pelo próprio Donald Trump os contrapesos de racionalidade dentro do governo. O atual governo imperial avança perigosamente, passando da pressão à estratégia de buscar o colapso intencional de Cuba.

O bloqueio total de petróleo seria genocídio, conforme explica Carlos Fernández de Cossío, baseado na Convenção de Genebra. Busca deliberada de “someter a condiciones de vida que lleven a sua destrucción física a un grupo nacional”.

Seria tipicamente terrorismo de Estado: usar a energia como arma contra a população civil. E pirataria econômica: interferir no comércio legítimo de terceiros países.

4.

Cuba, outra vez, organiza a resistência. Ativará, conforme Carlos Fernández de Cossío, todos os mecanismos da Guerra de Todo o Povo adaptada à economia. Também vai procurar acelerar ao máximo os programas de fontes renováveis de energia, procurando dar-lhes eficiência. Mobilização total para a produção de alimentos e garantir logística de sobrevivência, além de buscar a solidariedade internacional como trincheira diplomática e material.

Ele pergunta: “Por que temer la possibilidad de que Cuba resuelva sus problemas libre de la interferência de EE.UU?” É o medo imperial à soberania, da qual Cuba nunca se afastou, desde 1959.

O bloqueio petroleiro é um experimento de aniquilação econômica “que después aplicarían contra cualquier nación que desafie a Washington”. Carlos Fernández de Cossío reafirma a disposição de luta histórica do povo cubano: “Primero quisieron ahogarnos con saciones. Luego bombardearon a nuestro aliado energético. Ahora quieren cortar el oxígeno mismo de nuestra economia. Pero no conocen la respiración artificial de un Pueblo que aprendió a vivir bajo el agua del bloqueo. Sobreviviremos para contarlo, y para condenarlos”.

Essa declaração de guerra, a tentativa de levar um povo inteiro à fome, pretender levantar a população contra o legítimo governo de Cuba, esse autêntico genocídio, crime de lesa-humanidade, requer mais e mais reflexão.

Parte desses tempos sombrios, decorre de um mundo sem regras. Desaba uma espécie de acordo mundial pós-Segunda Guerra Mundial, que, por mais precário fosse, garantia alguma estabilidade, havia alguma regra a seguir. Agora, uma ONU inteiramente enfraquecida, enfraquecida, fragilizada, sem reconhecimento efetivo e sem recursos materiais e políticos que permitia atuar.

E um quadro geopolítico incapaz de permitir alguma ação mais ousada de um ou outro aliado de Cuba. Diante de declarações de solidariedade, Donald Trump faz ouvidos de mercador, quando não desdenha, quando não faz troça, achando que pode tudo, e até agora tem podido.

Uma pergunta paira no ar: por que Cuba é tão implacavelmente atacada? Vamos combinar uma coisa? A importância de Cuba não se dá por riquezas minerais ou de quaisquer outras naturezas. É uma nação de parcos recursos, e precisaria negociar com o resto do mundo para garantir o florescimento do socialismo, caminho escolhido desde 1959.

5.

E vamos combinar outra coisa? Cuba não restringe a presença do capital, e isso para desmentir qualquer acusação inocente ou de má-fé. A Ilha compreendeu, com Vladímir Lênin, a necessidade de uma espécie de NEP para o desenvolvimento das forças produtivas.

Não só admite a atividade empreendedora local, como o investimento estrangeiro, salvo nas áreas da saúde, da educação e da defesa. Mas, os EUA, senhor imperial, não admitem o investimento capitalista em Cuba porque ele poderia ajudar o desenvolvimento do País, melhorar as condições de vida do povo. Parece uma contradição, mas não é.

Os EUA têm razões de sobra para tentar, como vem tentando desde 1959, com implacável bloqueio econômico, político, cultural, sufocar, derrotar a Revolução Cubana. E criar obstáculos ao desenvolvimento é absolutamente essencial.

Os revolucionários, sob a direção de Fidel Castro, ousaram tomar nas mãos o destino da Ilha, tirando-a do crime organizado, do latifúndio e do domínio norte-americano. Uma revolução nas barbas do império, era imperdoável, e continua sendo.

Não podiam admitir uma experiência socialista bem-sucedida, vizinhança absolutamente incômoda. Podia servir de estímulo a outras revoluções. Pretendiam matá-la no nascedouro. Tentaram.

Tentou com os bandidos em Escambray. Com a invasão de Playa Girón, mercenários orientados pela CIA, bombardeiros, e foram derrotados, fragorosamente. Desmoralizados. Inúmeros atentados. Tentou matar Fidel Castro centenas de vezes. Nada. Fez o bloqueio, e o povo resiste. Até hoje.

Costumo dizer: a Revolução Cubana é um dos poucos milagres testemunhados por mim. Milagre realizado pelo povo cubano. Determinação, patriotismo, consciência da soberania exibidos pela população desde que os homens e mulheres de Sierra Maestra entraram em Havana, início de janeiro de 1959. Até hoje.

Nos últimos dias, mais de 500 mil pessoas foram às ruas para saudar os mártires da luta contra a invasão da Venezuela, destinada a sequestrar Nicolás Maduro e a esposa. Saudar e evidenciar disposição de luta contra toda e qualquer agressão dos EUA. Impressionante o amor por Cuba, a disposição de sempre resistir.

Nesse avanço ocidental da extrema direita, com a eleição de Donald Trump, o império caminha a persistir na tentativa de aniquilar a Revolução Cubana. Donald Trump e Marco Rubio, a toda hora, insistem nisso. A estratégia está clara: com isso determinar o fim da única experiência socialista na América Latina.

Sei da força do povo cubano, já falei dela. Mas pode chegar à exaustão, perder até a condição de lutar, ou morrer lutando, tal e qual uma Comuna de Paris, senão houver solidariedade dos povos do mundo e também de governos minimamente comprometidos com a soberania das nações.

Esses tempos sombrios reclamam a ação solidária de países e dos povos com Cuba. Impossível assistir passivamente a tal agressão. Não bastasse Gaza, repetição da tragédia de uma tentativa óbvia de limpeza étnica, agora querem destruir Cuba para não permitir sirva de exemplo a outras nações do quintal, a América Latina, assim chamada por Donald Trump.

Cuba alimentou nossos sonhos por anos a fio. Foi estímulo da luta pelo socialismo e pela democracia. Alento sempre para as lutas em favor da soberania das nações.

É nosso dever seguir solidário com a Ilha. Em nome dos sonhos de antes e dos sonhos atuais, voltados hoje à derrota da extrema direita, à continuidade da luta por uma humanidade livre do neoliberalismo, desse capitalismo por tudo cruel, excludente, produtor de miséria crescente dos povos.

E isso só depende de nossa disposição de luta, de nossa vontade, da ira sagrada dos povos contra esse crime contra Cuba, ira sagrada contra qualquer invasão levada a cabo pelo império norte-americano.

Solidariedade a Cuba!

Cuba, livre! Cuba, soberana!

*Emiliano José é jornalista, escritor, membro da Academia de Letras da Bahia. Autor, entre outros livros, de O cão morde a noite (EDUFBA) [https://amzn.to/46i5Oxb]

Referências


CHIACU, Doina (repórter da Reuters). Trump ameaça vice-presidente e diz que ela pode “pagar preço maior”. Agência Brasil, 4/1/2026.

CUBA denuncia amenaza de bloqueo naval de EE.UU. CUBA en RESUMEN latino-americano y del Tercer Munod. 24/1/2026

DÍAZ, José Alejandro Sebastian Barrios. Forma de poder que domina sem precisar convencer – Imperialismo sem civilização. Le Monde Diplomatique Brasil, 27/1/2026

DIPLOMACIA do Big Stick. Fundação Diplo, 22/1/2026.

KOURLIANDSKY, Jean-Jacques. A América Latina e Donald Trump: resistir ou colaborar? Observatório da Imprensa, 28/1/2026.

MACHADO, Diogo. Um ano de Trump 2.O: a economia política da fascistização em curso. ESQUERDA, esquerda.net/artigo/um-na, 27/1/2026.

RUBIO dirá no Senado dos EUA que Delcy Rodríguez pode sofrer o mesmo destino de Maduro. Globo g1, 28/1/2026.

SILVA, Estevam. Terror sionista: 79 anos do atentado contra o Hotel King David. Hotel abrigava diversos documentos que identificavam as milícias sionistas responsáveis por ataques na Palestina. Ópera Mundi, 22/7/2025.

TRUMP diz que regime de Cuba vai cair “muito em breve”. Globo g1, 27/1/2026.

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