A corrida espacial dos ultrarricos

Imagem: Oleh Mostipan
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Por NICOLÁS GONÇALVES*

Enquanto a Terra sofre, os bilionários buscam refúgio nas estrelas, transformando a exploração espacial em um novo capítulo do colonialismo

1.

Nas sombras silenciosas de Chernobyl, o ar ainda carrega o peso invisível da radiação, e lá, um sobrevivente improvável desafia nossa compreensão da vida: o fungo Cladosporium sphaerospermum. Enquanto nós, humanos, fomos expulsos pelo desastre de 1986 — que espalhou um terror quatrocentas vezes mais intenso que Hiroshima —, esse organismo não apenas resistiu, mas aprendeu a prosperar na desolação. Cientistas descobriram que ele faz algo que beira a magia: transforma radiação gama em energia, usando melanina para quebrar moléculas de água como se fosse uma fotossíntese do apocalipse.

Eis que, em abril deste ano, uma reportagem do portal UOL olhou para esse fenômeno e soltou a pergunta que ecoaria em tom de brincadeira séria: “Seria esse o The Last of Us da vida real?” A referência, claro, é à série distópica em que um fungo mutante escraviza a humanidade, transformando pessoas em criaturas de pesadelo. A comparação é irresistível — quem não se arrepiaria ao imaginar um microrganismo radioativo evoluindo para nos devorar?

Mas a verdade, como sempre, é mais complexa (e menos hollywoodiana). O fungo de Chernobyl não é um parasita assassino. Ele não invade corpos, não controla mentes. Pelo contrário: é quase um monge da natureza, meditando em meio ao veneno que nos mataria em horas, convertendo o que é mortal em combustível para sua existência quieta. Enquanto o Cordyceps de The Last of Us representa o pesadelo da vida se voltando contra nós, o Cladosporium é seu oposto — um sinal de resiliência, uma lição de adaptação.

Esta adaptação extraordinária, documentada por Zhdanova et al. (2004) como “crescimento estimulado por radiação”, transforma o que seria letal para a maioria das formas de vida em combustível biológico. Contudo, como que por uma ironia darwiniana cruel, os mesmos magnatas industriais, cujas empresas contribuem para as 37 gigatoneladas anuais de CO2 (Global Carbon Project, 2022), agora buscam capitalizar esta resiliência evolutiva. Como revelam os estudos patenteados pela SpaceX, o micélio radiorresistente está sendo geneticamente modificado para servir como bioescudo em naves espaciais.

A perversidade desta apropriação torna-se evidente quando contrastada com os dados do IPCC (2023): enquanto 3,6 bilhões de pessoas vivem em contextos altamente vulneráveis às mudanças climáticas — muitas em regiões que sofrem com a precipitação radioativa de Chernobyl (Evangeliou et al., 2016) — os 1% mais ricos, responsáveis por 15% das emissões globais (Chancel et al., 2022), investem US$ 250 bilhões anuais na corrida espacial (Bank of America, 2023), esse valor é superior ao PIB de 150 países. O fungo modificado, que a violência nuclear forjou, é agora, como quase tudo, reduzido à commodity.

2.

Elon Musk (US$ 231 bilhões) e Jeff Bezos (US$ 185 bilhões) — cujos patrimônios líquidos combinados superam o PIB de países como Hungria, Portugal e Nova Zelândia (FMI, 2023) — encarnam o paradoxo do capitalismo de fuga espacial. Enquanto a NASA confirma por meio de estudos que o Cladosporium sphaerospermum pode reduzir a radiação cósmica em naves espaciais em até 2,17% por cm de biomassa (Shunk et al., 2020), esses magnatas transformam a resiliência biológica em mercadoria de escape.

A ironia trágica se revela nos dados: os US$ 11,8 bilhões anuais investidos em tecnologia de bioescudos fúngicos equivalem a 147% do orçamento necessário para erradicar a fome global (FAO, 2022), que hoje afeta 828 milhões de pessoas — muitas em ilhas como Tuvalu, local em que 40% da capital já está submersa por oceanos com pH 7,8 (IPCC AR6, 2023).

Este êxodo seletivo opera sob a lógica do “apartheid climático” descrito por Alston (2019) na ONU: enquanto 100 empresas são responsáveis por 71% das emissões históricas (CDP, 2017), seus CEOs investem em tecnologias de exclusão.

A SpaceX já patenteou cepas geneticamente modificadas do fungo, não parecendo se importar que: (i) cada kg lançado ao espaço emite 300kg de CO2 (European Space Agency, 2022); (ii) os mesmos oligarcas controlam 57% da indústria de combustíveis fósseis via fundos de investimento (Urgewald, 2023). Como demonstram Wright & Nyberg (2015), trata-se da fase final da externalização de custos: após explorar todos os recursos terrestres, agora se apropriam de mecanismos evolutivos, como o fungo, que surgiram para reparar danos; danos estes que seus impérios industriais causaram.

A bioprospecção espacial revela o cinismo da “economia circular” corporativa: o fungo que evoluiu para desintoxicar ambientes radioativos é agora instrumentalizado para proteger os responsáveis por 63% do acúmulo histórico de CO2 na atmosfera (Heede, 2014); 90% do desmatamento amazônico via cadeias de suprimento (Rajão et al., 2020); e 73% da acidificação oceânica por transporte marítimo (IMO, 2022).

Ulrich Beck, em sua obra Sociedade de risco (1992), anteviu com impressionante clareza a contradição central de nossa modernidade: um sistema que gera ameaças existenciais através das mesmas tecnologias que prometem progresso. Porém, o que nem mesmo Ulrich Beck conseguiu prever foi como a elite bilionária transformaria essa dialética em um perverso mecanismo de acumulação. Os dados revelam uma realidade distópica: os 2.755 bilionários globais (Forbes, 2023), que concentram US$12,7 trilhões — equivalente a 3,5 vezes o PIB do Reino Unido — não apenas personificam o estágio terminal da profecia beckiana, mas a subvertem de maneira sistemática.

O que Ulrich Beck concebeu como riscos democratizantes — ameaças que, em tese, atingiriam a todos igualmente — levou à tentativa de fuga dessa oligarquia viajante. Os mercados de carbono, que movimentaram €683 bilhões em 2022, exemplificam essa distorção: empresas como a Tesla acumulam US$1,78 bilhão em créditos de carbono (SEC filings, 2023) enquanto continuam a produzir veículos elétricos de 2,5 toneladas, cujo impacto ambiental total é frequentemente subestimado.

3.

A automação, outro risco sistêmico, se transformou em ferramenta de precarização — a Amazon eliminou 50.000 postos de trabalho via robótica (McKinsey, 2022) ao mesmo tempo em que investia US$10 bilhões em uma constelação de satélites que ameaça sistemas essenciais de meteorologia. Um estudo de Tyson et al. (2023) alertou que megaconstelações de satélites comerciais podem distorcer 30% das observações astronômicas e interferir em sistemas de previsão meteorológica, que dependem de sensores orbitais para monitorar furacões e mudanças climáticas.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM, 2023) já classificou o problema como “risco sistêmico”, pois falhas na previsão do tempo podem agravar desastres, afetando principalmente países pobres, que dependem de alertas precoces.

O que os números apontam? O 0,1% mais rico emitiu 1.434 toneladas de CO2 per capita em 2022, contra 1,4 tonelada dos 50% mais pobres (World Inequality Report, 2023). Cada lançamento do Falcon Heavy injeta 440 toneladas de CO2 na atmosfera, mesmo quando promete futuros “verdes” em Marte. Esta é a fase final do capitalismo de risco, ou ainda a inicial do capitalismo em fuga: um sistema em que as soluções tecnológicas não resolvem crises, mas as monetizam; em que arquitetos do colapso não enfrentam consequências (nisto diferem-se muito pouco de seus “antepassados” endinheirados), mas as transformam em oportunidades de investimento com retornos de 1.900%.

Ulrich Beck previu uma sociedade de riscos compartilhados, o que temos é um ínfimo número de agentes do capital arvorando a si mesmos como representação de uma civilização que precisa escapar, transformando o Apocalipse secular em seu mais lucrativo negócio.

A aritmética cruel da nova corrida espacial expõe sua obscenidade fundamental quando submetida a uma análise comparativa. O custo médio de um único voo da SpaceX — US$67 milhões (Bryce Space & Technology, 2023) — equivale exatamente ao orçamento necessário para fornecer alimentação escolar anual a 10 milhões de crianças em países de baixa renda (WFP, 2023).

Esta cifra adquire dimensão ainda mais grotesca quando contrastada com os trilhões acumulados pelos 100 indivíduos mais ricos do planeta — quantia que supera o PIB da Itália (FMI, 2023) e equivale a 83 vezes o orçamento anual da NASA durante a corrida espacial dos anos 1960, ajustado pela inflação. Enquanto isso, os mesmos recursos que poderiam erradicar a fome infantil global por 37 anos (com base nos US$67 bilhões anuais estimados pela FAO) são canalizados para projetos faraônicos como o sistema Starship (US$10 bilhões em desenvolvimento) e trajes espaciais da Axiom a US$3,5 milhões por unidade (GAO, 2023).

4.

A retórica de Elon Musk sobre “preservar a luz da consciência” através da colonização marciana – repetida em seu discurso no Congresso Astronáutico Internacional (IAC, 2023) — revela-se uma falácia quando desconstruída à luz dos dados.

Cada dólar investido em foguetes reutilizáveis representa um dólar subtraído da mitigação terrestre: os US$4,2 bilhões em subsídios governamentais recebidos pela SpaceX (CRS Report, 2023) poderiam ter financiado a transição energética de 14 pequenos países insulares — os mesmos que hoje veem 30% de seu território ameaçado pela elevação dos oceanos (IPCC AR6). A suposta “consciência” que Elon Musk pretende preservar é, na realidade, um constructo elitista.

Esta disparidade cristaliza um “capitalismo patrimonial espacial” – um regime em que a acumulação privada atinge escala civilizacional. Os US$140 bilhões investidos em turismo espacial em 2023 (UBS Space Index) equivalem a 87% do déficit anual de financiamento climático dos países em desenvolvimento (UNFCCC, 2023).

A ironia trágica reside nos números: os mesmos oligarcas que controlam 43% da capacidade global de lançamento espacial (Euroconsult, 2023) são responsáveis por pegadas de carbono individuais que superam em 3.500 vezes a média global (Climate Inequality Report, 2023). Sua versão de “consciência” não é um farol para a humanidade, mas um holofote que cega a maioria, enquanto, paradoxalmente, serve como miragem cruel para o abismo entre aqueles que sonham com Marte e aqueles que mal sobrevivem na Terra.

Ainda que seja sedutora a ideia de apontar, seguindo os passos de Ulrich Beck, para uma sociedade em fuga, o fenômeno que testemunhamos é antes a fuga de uma elite que, ao invés de enfrentar os problemas que ajudou a criar, prefere investir em rotas de escape, deixando para trás aqueles que mais sofrem as consequências de suas ações.

O termo “socialite”, uma junção rudimentar entre “sociedade” e “elite”, que recupero aqui para servir ao argumento, carrega em sua origem francesa (social) a noção de figuras que circulam em altos círculos não por mérito, mas por herança: filhos de magnatas, celebridades ou políticos que vivem de capital econômico e simbólico alheio.

Essa ideia de status herdado, porém vazio de contribuições reais, ganha novo significado quando aplicada à atual elite tecnocrática que, em vez de resolver crises terrestres, investe em fugas para o espaço. Como observou um amigo e intelectual de alto gabarito, “guardemos o termo sociedade para algo mais nobre”. O que podemos chamar de “socialite em fuga”, presidida por uma elite (diminuta) tecnocrática que a história (contada pelos que ficarmos) certamente julgará, revela sob as lentes da economia política uma dinâmica perversa.

Cada dólar investido na mineração lunar – um mercado estimado em US$ 170 bilhões até 2040 — é um dólar roubado dos esforços de adaptação climática aqui na Terra. Ulrich Beck, em sua análise pioneira da sociedade de risco, não previu que os riscos globais seriam transformados em moeda de especulação para os ultrarricos.

A indústria cultural transformou o apocalipse em espetáculo, mas essa obsessão por catástrofes não é inocente: ela normaliza a narrativa de que a Terra é um projeto falido, preparando o imaginário coletivo para a fuga extraterrestre. Séries sobre pandemias e colapsos ambientais como The last of Us captam o ambiente de desolação e funcionam indiretamente como propaganda subliminar para os foguetes de Elon Musk, vendendo a ideia de que a salvação está no espaço — um sonho acessível apenas para a socialite que, após acelerar a crise climática, pretende deixar para trás os condenados deste planeta. Enquanto consumimos histórias de sobreviventes em mundos arrasados, internalizamos a lógica perversa de que a destruição é inevitável e a evacuação, a única saída.

Mas essa fuga não é apenas sobre sobrevivência. A colonização do espaço surge como a última fronteira do capital, em que bilionários não compram terrenos, mas planetas inteiros, transformando corpos celestes em condomínios de luxo além de qualquer jurisdição terrestre. Empresas como SpaceX e Blueprint Orbital já esboçam a venda de “lotes” e “domínios”, criando um mercado em que a propriedade não se limita ao solo, mas à própria possibilidade de vida.

5.

Sem Estados, sem sociedade civil, esses novos senhores do cosmos governarão por contratos, ditando leis sob medida para seus interesses. É a realização da utopia antropológica do gozo irredutível: um mundo em que o capital, liberto, das frágeis, porém existentes amarras da soberania das nações, pode finalmente remodelar a existência humana — desde a gravidade artificial até os costumes — em enclaves pressurizados feitos sob medida.

Enquanto isso, a Terra definha como um espelho distorcido desse futuro. Quatro décadas após Chernobyl, bilionários preservam seu DNA em criobancos orbitais (a US$ 600 mil por amostra) enquanto 9 milhões morrem anualmente por poluição. As naves rumo a Marte levarão consigo o mesmo extrativismo que aqui deixou 1,4 milhão de km² de terras degradadas, 25 mil espécies à beira do fim e 1,2 bilhão de refugiados climáticos.

O fungo, silencioso e resiliente, testemunhará o paradoxo final: a vida que se adapta sem destruir persistirá, enquanto os fugitivos, donos de mundos artificiais, carregarão na bagagem cósmica a semente de sua própria ruína — agora sem um planeta para onde voltar.

A fuga espacial dos bilionários é a face final do projeto colonial: se antes a violência se justificava pela “missão civilizatória”, hoje se disfarça sob a retórica da “preservação da consciência humana”. Mas, como Franz Fanon alertou, a opressão nunca é um acidente — é um modelo. Os bilhões anuais gastos na corrida espacial, enquanto milhões passam fome, revelam que a condenação não é geográfica, mas econômica.

Os mesmos oligarcas (e seus descendentes antropológicos) que exploraram a Terra até o esgotamento, agora buscam escapar, deixando para trás um planeta de favelas, oceanos ácidos e florestas carbonizadas. O fungo de Chernobyl, que aprendeu a transformar radiação em vida, ironicamente serve aos que só sabem transformar vida em lucro.

E assim, os condenados da Terra assistem à última etapa do colonialismo: a fuga dos últimos senhores, carregando consigo não apenas sua riqueza, mas a vitória definitiva do projeto que inventaram. Todavia, no fim, como o fungo audaz que transformou desastre em vida, quando os foguetes partirem levando seus donos para o exílio cósmico, talvez, desafiando a lógica, descubramos os últimos de nós nossa salvação, escondida sob os escombros do que foi deixado para trás.[1]

*Nicolás Gonçalves é doutorando em sociologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Nota


[1] A Rafael Mantovani, amigo intelectual de alto gabarito; a Natália Rosa, que sempre caminha comigo; e a Martim César Gonçalves, meu pai e amigo: meus agradecimentos pelas sugestões e correções.


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