Vitaly Manskiy

Paulo Pasta, Cruz Azul, 2008, Óleo S. Tela, 240 x 300 cm
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Por JOÃO LANARI BO*

Um documentarista ucraniano na Rússia de Vladimir Putin

Império ou nação? Os historiadores da epopeia russa se debruçam sobre esse impasse: em 1917 caiu o Czar Nicolau II e a dinastia Romanov, quatro séculos de autarquia imperial sobre o maior país do mundo em extensão territorial; em 1991 cai o império soviético, a experiência mais ousada, para o bem e para o mal, de governabilidade comunista, em um território ainda maior que o império czarista, rodeado por um entorno de repúblicas soviéticas vassalas e subservientes. Só a partir de 1991 é que a Rússia iria experimentar as prerrogativas do que se convenciona chamar de nação no vocabulário ocidental: descentralização política, estado de Direito, liberdades democráticas e econômicas, direito de ir e vir.

Nações não estão isentas, por óbvio, de impulsos imperialistas. Para contê-los existe o Direito Internacional e o sistema da ONU, malgrado as notórias imperfeições. A démarche atual da Rússia na Ucrânia, entretanto, parece apoiar-se em premissas anacrônicas, anteriores ao estado-nação no sentido moderno do termo. Afinal, o que querem os russos? Um mundo multipolar, onde poderão pontificar com seu arsenal nuclear, apesar das fraquezas econômicas? O cinema, antes e depois do colapso da URSS, funciona como arena onde se expõem as negociações em torno dessa transição histórica, que anuncia a debilidade do império – hoje a Rússia parece caminhar para o status quo de estado-cliente da China. Depois de mais de 20 anos sob o comando de Vladimir Putin, pontuado por medidas autoritárias e aquecido por atritos com o país vizinho, Ucrânia, a dúvida continua: nação ou império pós-soviético?

Vitaly Manskiy nasceu e cresceu em Lviv, na Ucrânia, em 1963. Foi estudar cinema e documentário em Moscou: em suas palavras, considerava-se “russo porque morava em Moscou: na época, parecia a escolha óbvia e não perdi muito sono por causa disso; como filhos da União Soviética, não poderíamos imaginar uma realidade em que fronteiras separassem as ex-repúblicas soviéticas”. A partir de 1996, organiza um arquivo de vídeo privados amadores que foram filmados nos tempos da ex-URSS, dos anos 30 aos anos 90. Em 1999 tornou-se diretor de produção da TV russa. Em 2014, depois da anexação da Crimeia, mudou-se para Riga, capital da Letônia.

Em entrevista recente, elaborou:

“Quando estou fazendo um documentário, tento responder minhas próprias perguntas. E para mim, pessoalmente, a questão era, onde eu errei? Por que a Rússia acabou em uma ditadura?  Por que a Rússia se permitiu perder o caminho para a democracia?”

 

Boris Iéltsin

Em junho de 1991, Iéltsin havia vencido as (primeiras) eleições para presidente da Rússia com 57% dos votos, derrotando o candidato apoiado por Mikhail Gorbatchov, que conseguiu apenas 16%. Sua presidência, entretanto, foi um “roller coast” de tirar o fôlego: empreendeu reformas econômicas radicais, privatizações generalizadas que favoreceram espertalhões e “ex-apparatchiks”, gerando inflação, falências e corrupção. Exibiu impulsos autoritários e impopulares, como o fechamento da Duma em 1993, ordenando aos tanques disparar sobre o mesmo prédio que defendera em 1991; e deflagrou a primeira (e desastrosa) guerra da Chechênia, iniciada em 1994 e encerrada em 1996, ano da segunda eleição presidencial da Rússia.

A lua de mel com o eleitorado evaporou-se: Iéltsin amargava parcos 8% de aprovação no começo de 1996, quando concorreu à reeleição. No segundo turno, em julho, ganhou com quase 55% dos votos (Gorbachov, que disputava como independente, teve apenas 0,8% no primeiro turno). A vitória de Iéltsin é creditada à aliança do grupo presidencial com os poderosos oligarcas que dominavam as principais redes de televisão nos anos 90. A cobertura praticamente ignorou os opositores, em um contexto onde o público apenas emergia de um ambiente controlado e censório da imprensa. Gorbachov, por exemplo, foi deletado na TV.

Na Rússia, o único filme sobre sua escalada ao poder – um biopic sofrível, “Iéltsin: Três dias em agosto” – foi lançado em 2011, para comemorar o vigésimo aniversário dos eventos de 1991. Segundo o biógrafo do Presidente, um filme como esse não poderia aparecer “nos anos 2000, após a histeria anti-Iéltsin e um ódio total da maldita década de 1990…era preciso pelo menos 20 anos para ver as coisas com objetividade”. Iéltsin é apresentado como um homem corajoso que goza do apoio popular, alto e forte, lutador inflexível que salva a Rússia de um golpe infame e reacionário. Na vida real, a surpresa veio no dia 31 de dezembro de 1999:

“Tomei uma decisão. Pensei por um longo tempo e com muita dor. Hoje, no último dia do século que termina, renuncio. (…) Entendi que eu precisava fazer isso. A Rússia deve entrar no novo milênio com novos políticos, com novos rostos”

E completou: “Quero lhes pedir desculpas, porque muitos dos meus e dos seus sonhos não se realizaram. E o que parecia simples acabou sendo dolorosamente difícil. Peço desculpas por não ter tornado realidade algumas das esperanças dos que acreditavam que nós, em uma arrancada, de uma só vez, poderíamos pular de um passado totalitário, cinzento e estagnado, para um futuro brilhante, rico e civilizado. Eu próprio acreditei nisso. Parecia que, com uma arrancada superaríamos tudo. Com uma arrancada não deu certo”.

 

Vladimir Putin

Ninguém esperava a abrupta renúncia – seu mandato ia até março de 2000. Mais uma surpresa: Iéltsin designou como sucessor o então Primeiro-Ministro Vladimir Putin, um burocrata oriundo da KGB, nomeado em agosto de 1999 e desconhecido do público. “Testemunhas de Putin”, documentário de Vitaly Manskiy, começa no apartamento do diretor, a TV ligada no discurso de Iéltsin, filhas e a mulher, que profetiza: “Vladimir Putin se tornará um ditador” (Vitaly confessou em entrevista que “nem sempre ouvimos o que nossas esposas têm a dizer”). Seu filme é um registro precioso desse momento agudo de mudança na Rússia, na virada do milênio. O grande feito de Putin tinha sido encarar, no mês seguinte (setembro de 1999) à sua posse como Primeiro-Ministro, a terrível onda de ataques terroristas que explodiu prédios residenciais em três cidades, inclusive Moscou, matando mais de 300 pessoas, ferindo outras mil e espalhando uma onda de medo pelo país.

O tratamento duro da crise aumentou sua popularidade e o ajudou a alcançar a presidência nas eleições de março de 2000. Sua ascensão nas pesquisas foi uma arrancada meteórica e irresistível: em poucos meses passou de 2 a 50% de aprovação. Vitaly, que era diretor da televisão estatal à época, acompanhou esse momento acelerado em fragmentos íntimos, mostrando hesitações e pequenos desejos, desfrutando de um acesso inacreditável a interiores e cerimônias. E não apenas de Putin, mas também de Iéltsin – junto com a família, acompanhando os resultados da eleição de Putin – e até de Gorbachov, confraternizando com amigos no dia do voto (Putin chamou a queda da URSS, sob o comando de Gorbachev, de “o maior colapso geopolítico da história”). Em especial, os diálogos entre Putin e Vitaly exibem o Presidente submetido a um contraditório impensável nos dias atuais.

Em 2001, Vitaly exibiu na TV o filme “oficial”, aprovado pelo Presidente, mas guardou cuidadosamente o material gravado para uma futura edição, afinal completada e exibida em 2018. Com a consolidação do poder por Putin, passou a prevalecer no maior país do mundo um (curioso) oximoro – “democracia administrada” – isto é: existem críticas e oposição, vocalizadas principalmente pela internet, algumas manifestações públicas mais ou menos reprimidas, mas a televisão e grandes meios de imprensa são controlados pelo governo; a chance de uma alternativa real de poder a Putin é pequena, senão impossível. Em contrapartida, a chance de um opositor ser preso ou assassinado é alta. O documentário de Vitaly pode incomodar os admiradores fanáticos de Putin, admitiu o realizador em entrevista: basta lembrar, segundo ele, a famosa jornalista e ativista de direitos humanos, Anna Politkovskaia, ferrenha crítica de Putin e da guerra da Chechênia, assassinada em 2006 exatamente no dia do aniversário de Putin – um “presente” ao líder.

 

Mikhail Gorbachov

“Gorbachov.Céu”, de Vitaly Manskiy, lançado em 2020, é daqueles documentários que pairam numa esfera espiritual fora das condições normais de temperatura e pressão. O corpo de Gorbachov está lá – inchado pela diabete, lento pelo desgaste da idade, 90 anos – ele fala, come, bebe, ri e verseja, mas a vertigem do fluxo histórico engolfa a tudo e a todos. Ele, sim, é portador do discurso falocêntrico de que tanto se fala hoje em dia: Gorbachev é responsável por um dos maiores e radicais landings de todos os tempos, isto é, ele foi o piloto que aterrissou (e neutralizou) 70 anos de império soviético no terreno minado e pantanoso da Guerra Fria do final do século 20, cheio de ogivas nucleares e dentes afiados. Ele mudou a História sem derramar uma gota de sangue. Não surpreende que os recursos para o documentário tenham vindo sobretudo da Letônia e República Checa, alguns dos países que se beneficiaram dessa transição radical. Amado no entorno da ex-URSS e respeitado no Ocidente, mas ostracizado no país natal, Rússia – Gorbachev é um raro caso de um sujeito da História a compartilhar nossa contemporaneidade, alguém que, no auge da pressão dessa tarefa descomunal, pensou angustiadamente em “chutar o balde”, como confessa logo no início do filme.

Cada palavra emitida em “Gorbachov.Céu” tem o pano de fundo dessa materialidade: o projeto socialista era construir o homem novo soviético, que iria mudar a face da Terra e resgatar a humanidade da queda abissal que apontava o perverso capitalismo. Hoje parece fácil descartar a megalomania do projeto, que caiu, como diz o clichê, como um castelo de cartas. Mas o imenso esforço intelectual e emocional que o embasava, do qual Gorbachov é tributário, é inegável: sua trajetória, da família camponesa à formação universitária, sua ascensão na máquina devoradora e clientelista do Partido, e por fim suas reformas – “glasnost” (“transparência”), que aumentava as liberdades de expressão e imprensa, e “perestroika” (“reestruturação”), que promovia a descentralização das decisões no âmbito econômico – mais do que confirmam a riqueza e a complexidade do sistema soviético.

Vitaly Manskiy retrata seu personagem com elegância e intimidade, como alguém que teve decência suficiente para deixar o poder voluntariamente. Sua casa nas cercanias de Moscou – cedida pelas antigas repúblicas que se libertaram do império soviético, em particular os países bálticos, onde Gorbachov é um ídolo– é mostrada com fineza, espaço de recolhimento e serenidade. Até o elevador, instalado para permitir seu deslocamento no final da vida, foi financiado por amigos e admiradores. A desaceleração da existência, ditando um ritmo melancólico e sem pressa, a luz esmaecida e os quadros de Raíssa na parede, tudo contribui para a atmosfera de reflexão. As poucas saídas, uma visita à Fundação Gorbachev e uma celebração de Ano Novo com amigos, servem para inserir a imagem televisiva de Putin no filme. Depois de rusgas e desavenças públicas entre os dois, a idade de Gorbachov e seu apoio ao referendo que legitimou a ocupação russa da Crimeia, contestado internacionalmente, parecem ter amolecido Putin: no aniversário de 90 anos do ex-líder, o atual Presidente telegrafou: “Você pertence, com razão, ao grupo de pessoas extraordinárias e brilhantes, de estadistas proeminentes da era moderna que exerceram uma influência significativa na história nacional e mundial”.

 

A guerra na intimidade

“Relações Próximas” foi lançado por Manskiy em 2016: dissabores familiares que o diretor registra, com a elegância que sua fotógrafa habitual, Alexandra Ivanova, sabe captar, mostram parentes do diretor que vivem em Lviv, Odessa e Sebastopol – e funcionam como premonição dos choques e contradições que estamos testemunhando nesse exato momento, a Guerra da Ucrânia, com toda sua violência absurda e patética. Por um ano, de maio de 2014 a maio de 2015, Manskiy visitou lares com salas, tapetes, mesas, pratos, copos, celebrações – mergulhando na intimidade das relações humanas, construindo uma sutil cartografia sentimental dos pequenos desejos e fantasias de pessoas assustadas com a guerra que se aproximava. Ignorando conselhos de parentes residentes em Donetsk, o cineasta visitou também a região separatista, filmando com o que parece ser uma câmera secreta: em todo o percurso, ele pergunta, argumenta, escuta, evocando memórias dolorosas de seus personagens e fazendo-os pensar em voz alta. Ao final, em maio de 2015, a sensação é que a guerra vai estourar, mais uma vez, no dia seguinte.

A perspectiva familiar não foi escolhida por acaso – por meio das relações familiares, a imagem da Ucrânia moderna, esse mosaico sociocultural de repercussões políticas complexas e desafiadoras, surge cristalino, mas insolúvel. Tia Natasha, de Sebastopol, conversa no Skype com outra tia, Tamara de Lviv, elas brigam, suas posições em relação ao que está acontecendo são diametralmente opostas – Natasha é pró-Rússia, venera Putin, Tamara assumiu a identidade ucraniana, preocupa-se com o filho que será convocado para o serviço militar – mas o passado comum as faz tentar as pazes … forjam um pacto, “não falar sobre política”, falar sobre o tempo, familiares… mas ao fim não dá certo, prevalece o conflito.

Gritos, acusações mútuas e, de novo, o apelo: “Estamos falando apenas de parentes. Nem uma palavra sobre política!” … elos perdidos na conexão Rússia-Ucrânia, não apenas nas relações intrafamiliares, mas na relação entre os dois países e os povos que neles vivem, já que ambos compartilham um solo comum, conhecido como “União Soviética” – quando os desejos de autonomia ucranianos eram abafados pelo véu ideológico do sistema comunista. Um solo pedregoso e escorregadio – a suposta identidade universalista soviética, o projeto socialista acima das nacionalidades, era frágil e sempre precisou de alteridades ameaçadoras, reais ou imaginárias, para se consolidar.

No início da era comunista, eram os contrarrevolucionários, depois espiões japoneses, nazistas e …a Guerra Fria, que atravessou décadas. A explosão dessa estrutura, simbolizada pela queda do muro em Berlim, deixou um rastro de fraturas e faturas a pagar: “Relações Próximas” é um inventário dessa conta, imagens contraditórias da dispersa Ucrânia, onde algumas vidas estão em pausa para reformas e planos inacabados, enquanto outras fervilham. A Rússia parece ainda movida por um tônus persecutório: no Ano Novo, 2015, Putin discursa prometendo acolher a população “liberada” da Crimeia – uma hora depois, graças ao fuso horário, o então Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, jura que vai lutar até o fim pela volta da Crimeia e províncias separatistas. O filme circula entre polaridades, esquivando-se de mísseis e petardos – mas transparecendo, de alguma forma, a percepção angustiada pela deriva da situação.

A guerra no front

“A mensagem é não dar a ninguém a chance de pensar que pode se esconder desta guerra”, disse Manskiy, a propósito do documentário que co-dirigiu em 2023 com Yevhen Titarenko, “Front do Leste”. “Esta guerra é uma realidade absoluta” – e, a um certo momento, os colaboradores conversam entre si: como seria o final? Três versões são discutidas: realista, ficção (se o filme fosse um jogo) e fantástica. Impõe-se a realista, mesmo que fragmentada. Uma ambulância carregando moribundos costura dramaticamente os acontecimentos: a menina com mochila rosa segue soldados que levam sua mãe ferida; o soldado caminha na trincheira vazia do inimigo, examinando equipamentos abandonados, pratos, livros, barras de chocolate amargo. Prédios destruídos e casas despedaçadas à esquerda e à direita. Alguém mata um cachorro que enlouqueceu – cães e gatos são resgatados em circunstâncias extremas, onde humanos não escapariam.

Titarenko é produtor de cinema e professor em Odessa, fala russo como primeira língua – falantes de russo são uma parte importante da sociedade ucraniana, e não um grupo perseguido como a mídia russa tende a afirmar – e foi para o front como paramédico voluntário, transportando feridos para os hospitais, oferecendo assistência de emergência. Para filmar, usou um telefone celular preso ao colete à prova de balas. Cenas intercaladas mostram médicos relaxando na Ucrânia Ocidental enquanto assistem a um batizado, longe do front. Discutem assuntos diversos como doação de esperma e planos de saúde: riem e bebem. Gravadas no verão, imagens claras, câmera estável, tem Manskiy com falas eventuais e brindes, embora não se apresente como personagem, como nos trabalhos anteriores.

O ponto de vista de Tytarenko permite um foco na dimensão brutal e nada heroica da guerra – como são as imagens de soldados feridos diante da morte. Não há fetichismo de combates e armamentos.  Por um átimo de tempo, ouve-se uma velha música de Ennio Morricone no rádio, que distende, ainda que brevemente, a tensão. O clima por vezes remete a vídeos entre amigos e família. A futuro incerto é amenizado pelo fluxo tranquilo do rio, em cujas margens os amigos se lembram como decidiram ir para a guerra. Você não pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas estão fluindo continuamente, já dizia o filósofo.

O time frame do documentário é seis meses, do início da invasão até o dia da independência ucraniana, 24 de agosto. “Yevhen filmava a guerra e nós estávamos filmando as coisas que poderíamos acessar nas partes pacíficas do país”, disse Vitaly. Mesmo visualmente: a ideia inicial era usar tom sépia nas imagens, em todo o filme – mas ao final prevaleceram dois estilos distintos, que o diretor nomeou como “real life” e “war life”. Uma cesura que atravessa a paisagem e magnetiza a imagem.

*João Lanari Bo é professor de cinema da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB).


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