PT e PCB

LEDA CATUNDA, Polvo II, 2017, acrílica s/ voile e tecido e madeira e couro, 260 x 200 cm
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Por DANIEL COSTA*

Considerações sobre os livros recém-lançados de Celso Rocha de Barros e Carlos Marchi

No apagar das luzes de 2022, entre o alívio marcado pelo encerramento de mais uma página triste de nossa história e a esperança trazida pela vitória da coalizão democrática que viria a tomar posse no alvorecer de 2023, chegaram as livrarias duas contribuições significativas para a compreensão dos nem sempre tão claros meandros da nossa política. Com o lançamento de Longa Jornada até a Democracia, escrito pelo jornalista Carlos Marchi, biógrafo de figuras importantes como o senador Teotônio Vilela e o jornalista Carlos Castelo Branco, e PT, uma história, do sociólogo e colunista da Folha de São Paulo, Celso Rocha de Barros, o leitor (familiarizado ou não com o tema) terá a oportunidade de acompanhar o tortuoso caminho dos dois principais partidos da esquerda brasileira em busca de uma sociedade igualitária e verdadeiramente democrática.

Partido Comunista Brasileiro

O volume escrito por Carlos Marchi cobre importante parte da trajetória do PCB, começando no momento anterior a sua fundação ocorrida oficialmente em março de 1922, o leitor terá a oportunidade de conhecer o caldo político predominante nos círculos operários do início do século XX, onde o discurso e a prática política é marcada por um amálgama entre o anarquismo e o incipiente marxismo. A narrativa de Carlos Marchi é encerrada no ruidoso ano de 1968, momento onde a ditadura civil-militar edita o AI-5, a esquerda mundial é tomada pelos acontecimentos do maio francês e o PCB luta para consolidar a política definida em seu VI Congresso.

Realizado de forma clandestina, o encontro viria reafirmar as diretrizes lançadas na Declaração de 1958 reafirmando sua linha de atuação em torno da construção de uma oposição democrática com setores da sociedade civil. No momento onde diversas organizações adotaram a estratégia da luta armada, o PCB optou pela luta dentro da institucionalidade, medida que fora duramente criticada por setores mais à esquerda, porém o tempo viria mostrar quem realmente tomou a melhor decisão naquele momento. O segundo volume dessa história, escrito pelo jornalista Eumano Silva que abordará a trajetória do partido após 1968 tem previsão de lançamento ainda para 2023.

O historiador Paul Ricoeur em uma de suas obras lembra que a memória é uma construção, já para o também historiador Jacques Le Goff, assim como a memória, o esquecimento também surge enquanto momento significativo da narrativa histórica, pois seriam balizas de grande relevância no estabelecimento e consolidação de hierarquias entre grupos e indivíduos. Abro esse parêntese para trazer ao leitor que o centenário do PCB vem sendo contado por diversos atores dessa história, assim, temos desde intelectuais vinculados ao PCdoB (partido fundado em 1962 após discordância dos rumos tomados com a Declaração Política de março de 1958 e os reflexos do processo de desestalinização), ao PCB “reconstruido” (fundado em 1994 por setores que não aceitaram a mudança ocorrida em 1992 quando a maioria do partido altera seu programa e estatuto, surgindo o PPS) e ao Cidadania.

O livro de Carlos Marchi insere-se nesse terceiro grupo, porém como lembra o sociólogo Caetano Araújo, a perspectiva do autor é interna ao partido, fato que contribui para a construção de uma narrativa factual que consegue apontar os erros e acertos fugindo de uma construção hagiográfica. Para o historiador Vinicius Muller, “um dos embates mais interessantes entre os que tentam reconstruir a História é aquele que opõe os que a entendem como ruptura aos que a entendem por ajustes”, assim, a narrativa de Carlos Marchi acerta ao compreender as diversas viradas táticas e programáticas do PCB, enquanto ajustes dentro do processo de busca pela democracia. Ainda segundo Caetano Araújo, “visivelmente, o autor adotou no seu trabalho a diretriz de Salomão Malina, apresentada como epígrafe: afirmar a história do partido em sua inteireza, com seus acertos e equívocos. Só assim é possível resgatar o sentido dessa história, para os militantes do passado e do presente”.

Outro destaque do trabalho realizado por Carlos Marchi é a análise do papel desempenhado por Luiz Carlos Prestes desde sua incorporação ao partido ainda no começo da década de 1930, a adesão do líder da mítica Coluna foi o fermento para a tentativa de insurreição ocorrida em 1935, Carlos Marchi classifica o evento como “o mais trágico de todos os erros e de todas as quedas do Partido”. A atuação política de Prestes com seus erros e acertos foram fundamentais para a consolidação do PCB enquanto ator político de relevância no país, partindo de um posicionamento estritamente jacobino, sua leitura conjuntural foi sendo apurada de acordo as transformações na sociedade, assim no momento em que ocorre o VI Congresso seu posicionamento enquanto árbitro das disputas internas e sua compreensão acerca da necessidade da construção de uma saída democrática seriam fundamentais no processo.

Cabe ressaltar que ao longo da década seguinte Prestes começaria a rever seus posicionamentos, realizando uma inflexão à esquerda que culminaria no começo da década de 1980 em sua saída do partido com a publicação da ruidosa Carta aos Comunistas. O sociólogo Gildo Marçal Brandão em artigo onde analisa o significado do prestismo na vida política brasileira, afirma que, “boa parte da força e da considerável influência do PCB na vida política brasileira pode ser atribuída à sua principal expressão histórica, o prestismo” que foi não uma doutrina política, mas um movimento de massas em torno de uma liderança carismática e caudilhesca, acoplada a um partido semi militarizado”.

Partido dos Trabalhadores

É exatamente no momento em que o PCB começa a enfrentar sua maior crise, que Celso Rocha de Barros inicia sua narrativa buscando reconstituir a trajetória do Partido dos Trabalhadores, sem deixar de lado a conjuntura e os fatos que marcaram o país nos últimos cinquenta anos. Porém como o próprio autor afirma, “o PT, na sua origem, era fraco. O partido não tinha dinheiro nenhum, não governava uma única cidade e tinha pouquíssimos parlamentares”, tais fatores explicariam para o Barros a tolerância da ditadura civil-militar com o nascente partido.

Identificando a esquerda católica e o novo sindicalismo como as duas principais forças que impulsionaram a criação do partido, Celso Rocha de Barros procura ao longo da obra recuperar também a participação do movimento negro, feminista, LGBTQIA+, sem terras e os remanescentes da esquerda revolucionária nos debates e na construção de um partido de esquerda com novas feições, buscando superar o PCB já em crise e o também nascente PDT, herdeiro do trabalhismo varguista, agora capitaneado por Leonel Brizola.

Ao longo de dezesseis capítulos, o leitor acompanhará a trajetória do partido gestado nas greves que sacudiram o ABC no final da década de 1970 e que chegaria ao poder central no alvorecer do novo século. O autor de forma rigorosa e objetiva aponta os erros e acertos do partido ao durante sua trajetória. Momentos emblemáticos, como os embates travados a época do I Congresso, realizado em meio a crise final do socialismo real e a emergência de discursos que anunciavam o “fim da História”, são trazidos para o leitor de forma dinâmica, o congresso realizado em 1991 foi um momento simbólico, onde o partido teve a coragem de elaborar formulações importantes e francas. Segundo Rocha de Barros, até hoje é “difícil encontrar algo semelhante na história partidária” do país.

Outro aspecto abordado na obra é a tensão permanente entre aquele que se constituiu como campo majoritário, originado a partir da Articulação dos 113, visto como pragmático e a esquerda partidária, que buscava a construção de um partido socialista revolucionário, principalmente quando é discutida a necessidade de mudanças no discurso e no programa e a aliança com outras forças políticas para garantir viabilidade eleitoral ao projeto do partido, principalmente a eleição de Lula em 2002. Essa transição não seria realizada sem traumas, com rupturas e expulsões ao longo dos anos.

Para o autor, a melhor análise sobre a dificuldade do PT em “realizar suas potencialidades social-democratas, potencia essa que mesmo “nunca assumida” foi (e é) tema de grande polêmica dentro do partido, foi a elaborada pelo historiador Lincoln Secco na sua História do PT, publicação obrigatória para quem pretende conhecer a história do partido. Na interpretação de Rocha de Barros, Lincoln Secco parte da premissa que o “partido teve muito menos tempo para fazer sua passagem do radicalismo para a social democracia que os partidos social-democratas tiveram, e, aí contrário da social-democracia europeia, que expandiu sua base eleitoral ao se cercar da classe média, o PT o fez se aproximando dos pobres desorganizados”, pois em um país com “uma grande maioria de pobres e uma desindustrialização precoce, o voto dos excluídos decide eleições.

Porém, o tema não é algo pacificado e está longe de ser, como pode ser observado nos depoimentos coletados pelo autor para o livro. José Dirceu, Tarso Genro, José Álvaro Moisés, Pedro Dallari, Francisco Weffort, Fernando Gabeira e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso discutem ao longo da obra se o partido seria ou não de fato social-democrata, mesmo contando desde o início “com a base social de todas as social-democracias, os sindicatos.

O livro foi finalizado antes do resultado eleitoral que levaria o presidente Lula para seu terceiro mandato e o quinto do Partido dos Trabalhadores. Mais uma façanha para a agremiação que ao menos nos últimos dez anos, teve sua derrocada anunciada diversas vezes por articulistas da imprensa hegemônica e opositores.

Outro ponto forte da obra de Celso Rocha de Barros é o tratamento dado a operação lava jato e a criminalização do partido, em sua narrativa o autor mostra o quanto a força tarefa de Curitiba em consórcio com setores da oposição e do capital utilizaram da parcialidade do então juiz Sérgio Moro para tentar prescrever não somente um partido, mas também seus principais quadros. Rocha de Barros com o rigor de sua análise, aponta os erros cometidos pelo PT ao longo de sua trajetória, porém sem vilanizar o partido, prática adotada por muitos dos seus colegas de imprensa.

Mesmo enfrentando uma campanha de “sangramento” desde o processo do mensalão, chegando ao ápice com a operação lava jato o partido resistiu como pode, inclusive indo ao segundo turno das eleições presidenciais de 2018, em seu pior momento. Apesar da derrota para Jair Bolsonaro, o partido ainda demonstrava grande força. Rocha de Barros busca uma explicação para a capacidade de resistência do Partido dos Trabalhadores, nas palavras do autor: “neste livro, falamos várias vezes da falta de poder institucional do Partido dos Trabalhadores: o PT não tem mídia ou influência no Exército, sempre foi minoritário no Congresso e nos tribunais. Isso fez dele o primeiro dos grandes partidos a cair durante a crise política. Mas é exatamente porque nunca teve poder institucional que o PT precisou se organizar como um partido muito mais bem estruturado do que seus concorrentes. Por isso, sobreviveu melhor do que seus concorrentes”.

Leitura em conjunto

Algo comum entre historiadores é o fato de criticar obras de cunho histórico escritas por jornalistas, algumas realmente merecem tais “farpas”, pois não trazem referências de fontes, carecem de embasamento bibliográfico e às vezes até distorcem os acontecimentos em nome de uma suposta simplificação e maior “acessibilidade” ao leitor. As duas obras comentadas aqui encontram-se distante de tais defeitos, tais livros desde o lançamento podem figurar com tranquilidade na bibliografia de futuros estudos sobre o tema ou na estante daqueles interessados na política brasileira do século XX.

No momento onde as redes sociais são povoadas de teses conspiratórias e fake news acerca do comunismo, do marxismo, da esquerda e por incrível que pareça até mesmo da democracia, o livro de Carlos Marchi desmistifica diversos fatos e personagens da história do PCB, para tal empreitada, além de ampla bibliografia que não fica devendo em nada aos melhores trabalhos sobre o assunto produzidos na universidade, o autor recorre à reconhecidos arquivos e a entrevistas com personagens relevantes na história do partido, destaco o depoimento do veterano dirigente Salomão Malina, concedido a Marco Antônio Tavares Coelho e Dina Lida Kinoshita realizada em 2001, e que deveria ser revelada apenas vinte anos após sua morte. A única ressalva é a ausência na bibliografia do conhecido trabalho da professora Marly Vianna – Revolucionários de 1935. Sonho e realidade – sobre as insurreições de 1935.

Celso Rocha de Barros segue trilha semelhante, amparado por vasta bibliografia sobre o Partido dos Trabalhadores, consultas ao acervo do Centro Sérgio Buarque de Holanda de Documentação e História Política da Fundação Perseu Abramo e recorrendo a entrevistas com diversas figuras, desde personagens de destaque na fundação do partido como Airton Soares, Djalma Bom, Irma Passoni, Olivio Dutra e José Dirceu, passando por figuras que romperam pela esquerda com a agremiação como Milton Temer e Chico Alencar, hoje ambos no PSOL e José Maria de Almeida, um dos fundadores do PSTU, chegando a quadros que romperam indo para o centro como o ambientalista Eduardo Jorge, o cientista político José Álvaro Moisés e a atual ministra do meio ambiente Marina Silva. A grande ausência do livro de Celso Rocha de Barros é exatamente o personagem principal dessa história, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o autor, uma das teses e objetivos principais do livro é mostrar ao leitor que: “A história do PT deve ser entendida como parte do movimento global de formação de partidos operários, que, quando não foi interrompido por ditaduras de direita ou de esquerda, gerou grandes legendas social-democratas”. Para o historiador Perry Anderson, o PT foi o único partido de massas novo criado a partir do movimento sindical desde a Segunda Guerra, já para o também historiador Eric Hobsbawn, o PT seria um exemplo tardio de partido trabalhista e movimento socialista de massa clássico, como os que emergiram na Europa antes de 1914.

E assim, caminhando em uma trilha tortuosa, diante das mais variadas interpretações, críticas, erros e acertos o PCB deixou sua marca na construção da política e da esquerda brasileira, assim como o PT vem fazendo nos últimos anos. Apesar das diferenças em suas trajetórias, ao realizar uma leitura em conjunto das duas obras podemos perceber semelhanças nos caminhos escolhidos pelos dois partidos, tais caminhos são desbravados com maestria por Celso Rocha de Barros e Carlos Marchi.

Termino esse texto com mais uma passagem de Celso Rocha de Barros: “a tarefa de reorganizar a democracia brasileira ficará para o PT e seus aliados. Isto é, ficará com o partido que não participou da “democratização pelo alto” dos anos 1980″, processo esse que por ironia do destino fora amplamente apoiado pelo PCB no período, e que para muitos estudiosos teria sido a “pá de cal” para o partido que entrara em grave crise após a saída de Prestes e seguiria ao longo da década perdendo influência no meio sindical, intelectual e dos movimentos sociais para o partido fundado por aqueles que despontaram na emergência do novo sindicalismo.

A agonia do PCB culminaria no enviesado processo de troca de identidade inspirado pelo PCI no começo da década de 1990, momento em que o PT tratava das feridas resultante das eleições de 1989, pavimentando o caminho para a afirmação do partido enquanto alternativa de esquerda.

*Daniel Costa é graduado em história pela UNIFESP.

Referências


Carlos Marchi. Longa jornada até a democracia: os 100 anos do partidão – 1922 / 2022 (volume I). Brasília, Fundação Astrojildo Pereira, 2022, 476 págs.

Celso Rocha de Barros. PT, uma história. São Paulo, Companhia das Letras, 2022, 486 págs (https://amzn.to/3KEUJuY).


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