O cinema em Manaus

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Um balanço da exibição, produção e crítica de cinema na capital do estado do Amazonas

As salas de cinema

Manaus, em 2015, apresentava um retrato interessante das salas de cinema dos países de língua oficial portuguesa, pois, para uma população de cerca de dois milhões de pessoas na cidade, temos cinco redes de salas: Cinépolis (com um total de 26 salas: 8 salas no Plaza, 8 salas no Millenium e 10 no Shopping Ponta Negra), Cinemark (8 salas em Studio 5 Shopping), Cinematográfica Araújo (6 salas no Shopping Via Norte), Kinoplex (5 salas no Amazonas Shopping) e PlayArte (4 salas no Manauara Shopping), contabilizando um total de 57 salas multiplex, todas em Shoppings.

O site Cine Set, no entanto, anunciava, ainda em 2015, 61 salas de cinema em Manaus. Cidade que havia recebido incentivo do Recine na categoria Construção ou implantação de novos complexos de exibição cinematográfica, para construção de um novo complexo com mais oito salas, conforme anunciado no Sumaúma Park Shopping (Cine Set, 2014), além de outras tantas salas no anunciado Praça das Torres Shopping Center, ambos estavam previstos para serem inaugurados em 2015. No entanto, no Estado do Amazonas, fora de Manaus, também segundo o site Cine Set (Pimenta, 2014), existe uma única sala, o Cine Theatro Dib Barbosa, no município de Itacoatiara, a cerca de 270 quilômetros de Manaus, à beira do Rio Negro.

Na primeira metade do século XX, na lembrança de José Gaspar, animador cultural e crítico, nascido brasileiro, educado em Lisboa e retornado ao Brasil, Manaus tinha nove cinemas: o Guarany[i] (imagem 01), na rua Getúlio Vargas; próximo a ele, tinha o Politeama[ii] (imagem 02); subindo a Sete de Setembro, tinha o Cine Éden[iii] (imagem 03); o Cinema Popular[iv] (imagem 04), na Joaquim Nabuco; o Cinema Avenida (ou cinema lançador), onde aconteciam as estreias; no boulevard, tinha o Cine Palace[v] (imagem 05); tinha ainda os cinemas os cinemas Vitória[vi] (imagem 06) e Ideal[vii] (imagem 07), além do Ipiranga[viii] (imagem 08), que era o maior de Manaus.

Nos “Dados estatísticos sobre o curta-metragem brasileiro”, apresentados no Encontro Nacional de documentaristas cinematográficos, ocorrido no ano de 1981, em Brasília, em publicação da Associação Brasileira de Documentaristas – ABD, verificamos que, no Amazonas, em Manaus havia um total de sete salas para 388.811 habitantes, ou seja uma sala para cada 55.544 habitantes; e em 2014, com uma população aproximada de 2.020.301 habitantes e 61 salas em funcionamento e/ou prestes a serem inauguradas, Manaus contabilizava cerca de 33.119 habitantes por sala. Cabe observar que, em 1981, a relação habitantes/sala em Manaus já era superior aos números de Rio (94 salas para 4.857.716 habitantes, com 51.677 habitantes por sala) e São Paulo (134 salas para 7.198.608 habitantes, com 53.720 habitantes por sala).

Porém, quanto à arrecadação, por outro lado, foi observado que, no Brasil, em 1981, foram arrecadados Cr$ 3.488.049.043,00; no Rio de Janeiro, Cr$ 686.172.459,00 (19,67% do país), em São Paulo, Cr$ 1.383.561.434,00 (39,67% do país), e no Amazonas, apenas Cr$ 38.615.900,00 (1,11% do país, 5,63% do Rio e 2,79% de São Paulo), isto, repito, mesmo tendo mais salas por habitantes que os principais centros econômicos do país. Em 2015, em Manaus, tinhamos 33.119 habitantes por sala, enquanto no Rio eram 175 salas para 6.323.037 habitantes, ou 36.131 habitantes por sala, e São Paulo contabilizava 282 salas para 11.249.369 habitantes, ou 39.873 habitantes por sala. O que apontava, então, para uma oferta de salas por habitante maior em Manaus do que no Rio e em São Paulo, mas estes números são sempre alterados.

Cabe esclarecer que sem as metodologias de análise, estes dados podem parecer fortuitos, mas a nossa intenção era simplesmente elaborar um rápido retrato, um instantâneo mesmo, da situação do cinema em um determinado período, no caso, em 1981, para estabelecer uma rápida comparação com a situação do cinema em 2015 em Manaus. No entanto, cabe ressaltar outras tantas variáveis que poderiam ser contempladas: primeiro, um dado que nos falta, principalmente nos anos passados, que é a relação de público por filme, por sala e por cidade; a bilheteria de cada filme, brasileiro ou estrangeiro, de ficção, animação ou documentário, de acordo com o custo do filme, os investimentos no lançamento e em publicidade, os preços dos bilhetes, entre outros tantos elementos que não estamos considerando nestes dados gerais.

Não podemos deixar de destacar também a atividade cineclubista no Estado do Amazonas no ano de 2015, daí citarmos, em Manaus, o Cine & Vídeo Tarumã, cineclube com sessões gratuitas às 12:30, e que funcionava no Auditório Rio Negro, no Instituto de Ciências Humanas e Literatura – ICHL, da Universidade Federal do Amazonas – UFAM; e o Cineclube Canoa, que funcionava na sede da Associação de cinema e vídeo do Amazonas – ACVA[ix], no Edifício Rio Mar (imagem 09), sala 314, no Largo São Francisco que, segundo Gabriel Oliveira (2014), foi “criado em 2010, a partir de um projeto do Ministério da Cultura (MinC) em parceria com as Associações Brasileiras de Documentaristas – ABD’s (2014). Caio Pimenta (2014) apontava ainda, fora de Manaus, o Cine Alto Rio Negro, na comunidade de São Gabriel da Cachoeira, a 852 quilômetros de Manaus, só acessível de barco ou de avião, e a sala também contava com apoio da ACVA.

Antes, porém, na crescente agitação cultural da década de 1960, devemos destacar as palavras do Márcio de Souza[x] ao se referir à Manaus dos anos 1960: “estamos falando de uma Manaus que não existe mais. A cidade naquela época era pobre, mas tinha quatro jornais, inclusive com jornais vespertinos e matutinos. Ela tinha três rádios, uma delas FM, a primeira do Brasil. Tinha oito livrarias. Doze cinemas. Todos os filmes que passavam aqui passavam no mundo inteiro, não era só filme americano. [Diz ele,] eu vi filmes poloneses, durante a ditadura mesmo. Vi o ciclo todo dos russos, do pós-guerra, o cinema francês, a nouvelle vague inteira eu vi no cinema! Às vezes eu perdia no Cine Avenida, porque era um filme por dia, daí tentava ver no Odeon ou Vitória, ou no Ideal” (Souza, 11/02/2015).

E dois grupos tiveram grande importância no cenário de Manaus, o Clube da Madrugada (v. TUFIC, Jorge, Clube da madrugada: 30 anos, Imprensa Oficial, Manaus, 1984) e o Grupo de Estudos Cinematográficos – GEC, em Manaus, que acabou por criar um Cineclube, coordenado pelo José Gaspar, que tinha, nas suas próprias palavras, o “objetivo [de] passar filmes e dar cursos, e que veio a se tornar o primeiro cineclube de Manaus” (Gaspar, 15/04/2015), onde, nas palavras de Márcio de Souza, “os debates eram muito acirrados. Não todos os debates, mas tinha uma polarização política, em 1963. Essa polarização desaguou no Golpe de 1964 e que acabou levando o GEC ao fim” (Souza, 11/02/2015). O Márcio de Souza participou do cineclube que tinha dentro do Dom Bosco e também havia um cineclube no Centro Recreativo dos funcionários do Banco do Brasil. Ainda que a atividade cineclubista de Manaus tenha sido pequena, parece-nos que foi importante pois conseguiu agitar a vida cultural na Cidade.

A atividade crítica

Cabe destacar, também, no caso de Manaus, a atividade crítica e citar, para começar, de novo com o Márcio de Souza, “o Ivens [Lima, muito ligado ao cinema americano, e que] tinha um programa de rádio. Aliás, havia dois programas sobre cinema no rádio: A hora do cinema e o Cinemascope no ar, um na Rádio Baré e o outro na Rádio Rio Mar. Um era feito pelo Joaquim Marinho e às vezes [o Márcio] colaborava, e o outro era o Ivens Lima. [Eles] faziam os programas no mesmo horário e era a maior concorrência […]” (Souza, 11/02/2015)[xi]. No entanto, ainda segundo Márcio, a maior crítica de cinema da cultura amazonense era a Dona Iaiá (imagem 10), mulher do dono do Cine Avenida (idem)[xii].

Vale lembrar ainda a pioneira revista Cinéfilo (imagens 11 e 11a), dos anos 1960, da capital amazonense, que teve quatro números publicados e um dos seus principais fomentadores foi o crítico José Gaspar[xiii], que merece já um estudo monográfico por esta sua atividade e a continuidade da sua carreira, após o fim da publicação, como integrante do extinto Grupo de Estudos Cinematográficos – GEC, responsável pela revista, e animador cultural do cineclubismo manauara. Cinéfilo [segundo Gaspar] foi a segunda revista especializada em cinema do Brasil e a primeira da região norte. A primeira revista brasileira especializada em cinema foi a Scena Muda (imagem 12), de 1921 (com a pin-up Bebe Daniel[xiv] na capa).

Na crítica, há hoje algumas iniciativas para além daquela dos jornais impressos, com seus textos esvaziados e restritos apenas a indicações para um público sedento dos filmes blockbusters. Na crítica contemporânea manauense, destacamos, além dos críticos do site Cine set (http://www.cineset.com.br/), já citado aqui, entre eles, Ivanildo Pereira, Lucas Jardim, Diego Bauer, Caio Pimenta, Renildo Rodrigues, Caio Pimenta, Camila Henriques; e ainda Pablo Vilaça e Isabel Wittmann, ela é responsável pela coluna Cinema em cena (v. http://www.cinemaemcena.com.br/plus/index.php), um dos mais antigos sites de cinema do Brasil. Neste panorama, então, alguns sites e jornais impressos e online apenas informam a programação e dão notícias, como aberturas e inaugurações de salas e a estreia de alguns filmes na cidade.

Filmes realizados na região

Com respeito às realizações, alguns filmes de repercussão, tanto internacionais, quanto nacionais, foram realizados na região: cito, por exemplo, os estrangeiros Fitzcarraldo (1982, cor, 158 minutos, com Klaus Kinski, José Lewgoy, Miguel Ángel Fuentes e Claudia Cardinale. Ver completo, legendado em espanhol, em https://www.youtube.com/watch?v=YdOyDN1Xqkg; ver trailer em https://www.youtube.com/watch?v=Ki6bGHq4WsM, e trailer legendado em inglês em https://www.youtube.com/watch?v=foRcsU4aXno), de Werner Herzog, e Anaconda (1997, cor, 90 minutos, com Jon Voigt, Jennifer Lopes, Ice Cube, Eric Stoltz, Owen Wilson, Danny Trejo, entre outros – v., completo e dublado em https://www.youtube.com/watch?v=jD9EQGlrcfQ; e trailer legendado em português, em https://www.youtube.com/watch?v=YwU2iFvbLXc), de Luis Llosa; e o brasileiro Iracema, uma transa amazônica (1975, cor, 90 minutos, com Paulo César Peréio, Edna de Cássia e Conceição Sena, entre outros. Filme completo em https://www.youtube.com/watch?v=jPhFwT2BDtw), de Jorge Bodansky e Orlando Sena.

Neste momento, é claro, vale apresentar alguns nomes de diretores que atuaram ou vem atuando em Manaus. Primeiramente, merece destaque o precursor Silvino Simões Santos Silva, Silvino Santos, nascido em Portugal no ano de 1886, e falecido em Manaus em 14 de maio de 1970, que foi o primeiro cineasta da Amazônia que, segundo consta, já em 1912 filmou o rio Putumayo (afluente do rio Amazonas que nasce Putumayo na Colômbia e, no Brasil, é nomeado rio Içá); em 1918 filmou Amazonas, o maior rio do mundo; e junto com o Agesilau Araújo (filho do comendador J. G. Araújo), realizou o documentário No Paiz das Amazonas (1921, v. no link https://www.youtube.com/watch?v=HiyWCzZnFH8; depoimento de Aurélio Michiles, diretor do curta O cineasta da selva, em https://www.youtube.com/watch?v=XgfCk7Iyidg; A caça ao peixe-boi na década de 1920, trecho do filme No paiz das amazonas, retirado de O cineasta da selva, em https://www.youtube.com/watch?v=JodZuM2_sro; e a montagem Silvino Santos o cinegrafista da floresta, em https://www.youtube.com/watch?v=h6h5fowa_dk).

É importante citarmos os cineastas amazonenses contemporâneos, entre eles, destacamos o Sérgio Andrade, que realizou o longa-metragem A floresta de Jonathas (2012, cor, 98 minutos, com Begê Muniz, Francisco Mendes, Viktoryia Vinyarska, Chico Diaz, Ítalo Castro, Socorro Papoula, Alex Lima entre outros. Trailer oficial em https://www.youtube.com/watch?v=-TVVQEHHp6g). Sérgio Andrade é realizador de curtas-metragens, mas este filme é destacado, pois, como anotou o crítico César Nogueira, “há tempos não se via um longa dirigido por um amazonense” (2015). A região norte do Brasil, então, é contemplada por muitos curtametragistas, entre eles destacamos o Anderson Mendes (diretor de Pistolino e o filme que não acaba nunca, ver tralier em https://www.youtube.com/watch?v=3G4IgkhuBxE), Chicão Fill (diretor de Amazonas, o jogo da bola, ver o teaser em https://www.youtube.com/watch?v=JoPdvDJIMxw), Moacy Freitas (diretor do filme Se não…, com trailer em https://www.youtube.com/watch?t=94&v=vBKcjE_Jfkg), Antonio Carlos Jr., Zeudi Souza, Diego Nogueira, Abelly Cristyne, Iziz Negreiros, Elen Linth, Ketia Serruya, Bernardo Abinader, Emerson Medina, Rod Castro, Moacyr Massulo, Leonardo Mancini, Eliana Andrade, Marcos Tupinambá, Augustto Gomes, Dheik Praia, Allan Gomes, Aldemar Matias, Everton Macedo, Francis Madson, George Augusto, Bruno Pereira, Márcio Nascimento e Rafael Ramos, além de Cristiane Garcia, diretora do Nas asas do condor (cor, 20 minutos), de 2007, importante curta-metragem em Manaus, inspirado em conto de Milton Hatoum, diversas vezes premiado e visto por um grande número de pessoas (v. treailer em https://www.youtube.com/watch?v=l1G2bE7zxDM).

Manaus tem poucos diretores no cenário cinematográfico brasileiro, isto porque, parece-me, acontece com a maioria dos produtos audiovisuais brasileiros, pois os filmes são mal distribuídos nos grandes centros e sem investimentos nos lançamentos e na distribuição, o que resulta em filmes sem divulgação. As poucas realizações manauenses são, na maioria, realizadas sem apoio oficial e são filmes curtas metragens e, em geral de ficção, diferentemente dos cinemas africanos de língua portuguesa, que é composta por documentários em geral.

O que nos parece animador na cinematografia manauara, além, é claro, da quantidade de público, é a quantidade de jovens cineastas com produção, repito, de curtas-metragens, na maioria ficção e alguns poucos documentários, feitos, a maior parte, sem recursos públicos…

*Jorge Luiz Cruz é professor do Instituto de Artes da UERJ

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 Referências bibliográficas


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COSTA, Selda Vale da; LOBO, Narciso Julio Freire. Cinema no Amazonas. Estudos avançados, v. 19, n. 53, São Paulo, jan/abr. 2005.

CRUZ, Jorge. O curta-metragem ou a luta por um cinema menor. In: CRUZ, Jorge; MENDONÇA, Leandro (org’s). Os cinemas dos países lusófonos. 3 ed. Rio de Janeiro: LCV, 2013e, p. 97-102.

CUNHA, Paulo; SALES, Michelle (org’s). Cinema português: um Guia essencial. SP: Sesi-SP, 2013b. p. 192-214.

D24AM. Rede UCI terá oito salas de cinema no Sumaúma Park Shopping, diz site. Em http://new.d24am.com/plus/cinema/rede-tera-oito-salas-cinema-manaus-norte-shopping-site/122471, no dia 21/10¹2014. Acesso em 19/04/2015.

ENCONTRO NACIONAL DE DOCUMENTARISTAS CINEMATOGRÁFICOS. Em prol do curta-metragem. Brasilia, DF: ABD, 1981.

GASPAR, José. Entrevista a Diego Bauer – parte 1 (entrevistas). Em http://www.cineset.com.br/jose-gaspar-parte-1/, em 15/04/2015. Acesso em 07/05/2015.

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NOGUEIRA, C. Amazonas Film Festival 2012 – Crítica: A floresta de Jonathas, de Sérgio Andrade. Em http://blogs.d24am.com/cineset/2012/11/06/amazonas-film-festival-2012-critica-a-floresta-de-jonathas-de-sergio-andrade/, em 13/05/2015. Acesso em 13/05/2015.

OLIVEIRA, Gabriel. Cineclubes do Amazonas: Cineclube Canoa. 30/05/2014. Em http://www.cineset.com.br/cineclubes-do-amazonas-cine-alto-rio-negro/. Acesso em 21/04/2015.

PÁSCOA, Luciane Viana Barros. Relações culturais e artísticas entre Porto e Manaus através da obra de Álvaro Páscoa em meados do século XX. Porto: Universidade do Porto, 2006. Tese.

PIMENTA, Caio. Cineclubes do Amazonas: Cine Alto Rio Negro. Em 30/05/2014. Em http://www.cineset.com.br/cineclubes-do-amazonas-cine-alto-rio-negro/. Acesso em 21/04/2015.

——. Amazonas Film Festival 2014: alguém viu por aí? Em http://www.cineset.com.br/amazonas-film-festival-2014-alguem-viu-por-ai-2/, em 16/12/2014. Acesso em 13/05/2015.

SOUZA, Márcio. Entrevista a Susy Freitas – parte 1. Em http://www.cineset.com.br/entrevista-marcio-souza/, 11/02/2015. Acesso em 21/04/2015.

——. Entrevista a Susy Freitas – parte 2. Em http://www.cineset.com.br/marcio-souza-parte-ii/, 25/02/2015. Acesso em 21/04/2015.

 

Notas


[i] “O CINE GUARANY foi inaugurado como Cassino Teatro Julieta em 21 de maio de 1907. Antes de ser Cine Guarany era originalmente conhecido como Cine Alcazar (com estilo arquitetônico inspirado no Oriente) e muito tempo depois chamado de Cine Guarany. Localizava-se na confluência da rua Leovegildo Coelho (hoje Floriano Peixoto) que dá prosseguimento para a atual avenida Getúlio Vargas, com a Av. 7 de Setembro” (em http://manausontemhojesempre.blogspot.com/2014/07/cine-guarany.html, último acesso em 08/09/2020).

[ii] V. https://blogdodurango.com.br/fatos-e-datas-historicas/a-historia-do-cine-politeama/, último acesso em 08/09/2020.

[iii]Cine Eden (1946-1973), que virou Cine Veneza (1974-1984), que virou Cine Novo Veneza (1984-1985), enfim, Cine Teatro Guarany (1989-1991)” – em http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/10/cinemas-de-manaus-cine-eden.html, último acesso em 08/09/2020.

[iv] “Álvaro do Rego Barros, em 1º de janeiro de 1920, inaugurou na avenida Joaquim Nabuco, nº 157, “uma casa de diversões para a exploração de um magnífico cinema, cuja sessão de experiência foi realizada ontem”. Segundo Selda Vale, chamava-se cinema Popular” (em http://manausontemhojesempre.blogspot.com/2014/08/cine-popular-cine-pop.html, último acesso em 08/09/2020).

[v] “Cine Palace (1965-1973) – Localizado na esquina do Boulevard Amazonas (atual Alvaro Maia) com rua Ferreira Pena, foi inaugurado em 18 de novembro de 1965, com o filme: A Queda do Império Romano. Propriedade da Empresa A. Bernardino. Em dezembro de 1966 todo o seu telhado desabou em consequência de uma forte chuva. Fechou em 03 de maio de 1973, após a exibição de O Grande Xerife, de Mazaroppi. Depois foi transformado no supermercado Casas do Oleo (CO) – 1974-2001. Atualmente, o prédio encontra-se fechado e abandonado” (em https://www.facebook.com/Manausdeantigamente/photos/a.451156941614436.110821.423499737713490/657449834318478/, último acesso em 08/09/2020).

[vi] “CINE VITÓRIA NO BAIRRO DE EDUCANDOS. Registro fotográfico do Cine Vitória no dia 1 de maio do ano de 1973, segunda metade do século XX. O registro fotográfico abaixo, é dos últimos dias de funcionamento desse lendário cinema manauara. Se localisou (sic) no Bairro de Educandos, Paris das Selvas. Ele perdurou por duas décadas e foi a maior sala de exibição cinematográfica do Bairro de Educandos. Quando ele fechou, foi descaracterizado e transformado em depósito da Moto Importadora da Amazônia”. As fontes são o Jornal A Crítica e o blog do coronel Roberto Mendonça (em https://www.facebook.com/manausnabelaepoca/posts/652006704829808:0, último acesso em 08/09/2020).

[vii] “O cinema Ideal ocupou um edifício antigo localizado na rua 5 de Setembro, n.º 125, esquina com a rua Boa Vista, próximo ao igarapé de São Raimundo. São escassas as informações sobre sua instalação. Mas, em consulta a jornais, anota-se que começa a aparecer em anúncios a partir de janeiro de 1955” (em http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/06/o-cinema-no-bairro-de-sao-raimundo-ii.html, último acesso em 08/09/2020).

[viii] “O bairro da Cachoeirinha foi arruado por volta de 1892. Eduardo Ribeiro, governador, ordenou ao engenheiro Antonio Joaquim de Oliveira Campos que elaborasse um plano para ocupação de enorme área (mais de 1.500m2), objetivando criar novo bairro. Ganhou o nome de Cachoeirinha, devido ao fato de haver ali perto pequena queda de água […] Em termos de entretenimento, a Cachoeirinha foi o primeiro bairro a conhecer um cinema. Aconteceu em 1909, com a inauguração do Recreio Amazonense. E, também, o último, pois o cine Ipiranga fechou no início dos anos 1980” (em http://manausontemhojesempre.blogspot.com/2014/07/cine-ypiranga.html, último acesso em 08/09/2020).

[ix] Cabe ressaltar que a Associação deixou de funcionar em 2019 e postou a seguinte nota: “Após a tentativa de instalar novas eleições com a finalidade de eleger uma nova diretoria para o Biênio 2019-2022, durante a Assembléia Geral realizada no dia 23/03/2019, ficou decidido por unanimidade pelos presentes e registrado em ata, que a associação seguirá os trâmites do Art. 43 do Estatuto regimental da Associação de Cinema e Vídeo do Amazonas − ACVA/ABD-AM. Por esse motivo, comunicamos que no prazo de 15 dias corridos, contados a partir dessa publicação divulgada pelos meios de comunicação virtual e impresso, será dado início à baixa e extinção da referida entidade como determina a Lei 169 do Código Civil Brasileiro” (em http://acvaeabdam.blogspot.com/, último acesso em 08/09/2020).

[x] Márcio Souza, romancista amazonense, é autor do livro “Galvez, Imperador do Acre” (em https://tvbrasil.ebc.com.br/impressoes-do-brasil/episodio/marcio-souza-um-escritor-que-discute-a-amazonia, último acesso em 08/09/2020).

[xi] Sobre o “Ivens Lima, começou no cinema realizando o curta-metragem Harmonia dos contrastes, em 16 mm, ainda em 1966, depois dedicou-se à crítica cinematográfica (Costa, 2005 – v. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142005000100018, último acesso em 08/09/2020) e foi o criador do programa de rádio “Cinemascope no Ar”.

[xii] É curiosa a figura desta senhora, pois, se para o Márcio, ela era crítica de cinema, em matéria sobre o pesquisador manauara Ed Lincoln, ela é assim retratada: “A maquiagem forte e a personalidade da dona Yayá também são lembradas por um frequentador ilustre do Cine Avenida. Integrante do movimento cineclubista de Manaus na década de 1960, o escritor Márcio Souza colocava em prática os ensinamentos cinematográficos como crítico. A função lhe rendeu passe permanente ao Avenida. ‘Você ia assistir Vidas Secas e [a dona Yayá] dizia ‘meu filho, você vai ver esse filme? Só tem miséria! É terrível!’, recorda” (em http://g1.globo.com/am/amazonas/manaus-de-todas-as-cores/2015/noticia/2015/10/cinemas-de-rua-em-manaus-deixaram-saudades-aos-amantes-da-setima-arte.html, acesso em 08/09/2020).

[xiii] José Gaspar, crítico de cinema local e integrante do Grupo de Estudos Cinematográficos do Amazonas (GEC) nos anos 1960, morreu aos 83 anos, vítima da COVID-19 em Manaus”.

[xiv] Bebe Daniels, nasceu no dia 14 de janeiro de 1901, em Dallas, e morreu em Londres, no dia 16 de março de 1971, foi atriz, atuou em mais de duzentos filmes, cantora, dançarina, escritora e produtora, atuou em Hollywood durante o cinema mudo como atriz criança, e depois tornou-se mais conhecida por seus trabalhos no rádio e na televisão do Reino Unido (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bebe_Daniels#:~:text=Bebe%20Daniels%20(Dallas%2C%2014%20de,e%20televis%C3%A3o%20no%20Reino%20Unido).