Ucrânia, um ano de guerra

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Por JOÃO SANTIAGO*

Toda guerra ou revolução começa com um fato superficial, mas que encerra as grandes contradições da sociedade capitalista mundial

Há um ano atrás, dois dias antes da guerra que Putin e os oligarcas russos começariam contra a Ucrânia independente, Philippe Gélie, o editorialista do Le Figaro, o principal jornal da direita francesa, exclamava perplexo: “A Europa encontra-se no limiar de um grande conflito que pode desestabilizar todo o continente”. Naquele momento, as imagens de satélites americanos apontavam que o exército russo já estava a 15 km da fronteira ucraniana, com seus soldados e tanques camuflados na floresta, e que não havia mais nenhuma saída diplomática para evitar a guerra iminente.

Mas, o fato que indicava a guerra iminente, foi o reconhecimento feito por Vladimir Putin da independência das repúblicas separatistas rebeldes do leste, no Donbass. Nas duas repúblicas, Donetsk (2,3 milhões de habitantes) e Lugansk (1,5 milhão de habitantes) mais da metade da população tem origem étnica russa. Há dois dias da data fatídica ninguém poderia salvar a Ucrânia do poderio bélico russo, isso há um ano atrás.

Assim como o editorialista do Le Figaro, outros analistas alertavam para o perigo da guerra no coração da Europa e inclusive, para uma terceira guerra mundial. Nada disso aconteceu. Um ano depois, vemos uma guerra empacada no meio da Europa, com ofensivas e defensivas tanto por parte do exército ucraniano como por parte do exército russo. O povo ucraniano se mostrou resistente como uma rocha até agora, combatendo o bom combate contra o exército genocida mais bem equipado, e a primeira potência nuclear do planeta.

Em um ano de guerra as potências capitalistas ocidentais já depositaram na Ucrânia cerca de 142, 6 bilhões de euros; Os Estados Unidos entraram com a maior parte, 73,18 bilhões de euros, 54,92 bilhões de euros da União Europeia, Reino Unido entrou com 8,31 bilhões de euros e o Canadá com 4 bilhões.

Isso fez com que a resistência ucraniana obtivesse vitórias importantes do ponto de vista estratégico, como foi a retomada das cidades de Kharkhiv e Kherson, em setembro e outubro, respectivamente.

Toda guerra ou revolução começa com um fato superficial, mas que encerra as grandes contradições da sociedade capitalista mundial.

No caso da Ucrânia, trata-se de uma questão de vida ou morte para Vladimir Putin e o imperialismo russo: que o país não faça parte da OTAN, a organização capitalista-imperialista que trata da “defesa” dos países do Atlântico Norte, uma sobrevivência da segunda guerra mundial e que durante a guerra fria serviu como contrapeso ao stalinismo mundial e seu bloco militar-econômico.

Para nós, o caráter desta guerra que eclodiu em 24 de fevereiro de 2022, é uma guerra regional, bem diferente das guerras travadas nas décadas de 1950 (Coréia) e 1960 (Vietnã), que eram guerras de disputa social e geopolítica com o stalinismo ou mesmo as guerras contra o “terror” no Iraque e Afeganistão, que tinham um caráter tipicamente regional, sem envolver todo o espectro capitalista ocidental. É uma guerra regional, mas com a mais pesada disputa interimperialista das últimas décadas.

As origens: a queda do “Muro de Berlim” e da ex-URSS

Não é nosso objetivo fazer um retrospecto histórico da importância da Ucrânia nas várias guerras que atravessaram o Ocidente, principalmente na Primeira Guerra Mundial, quando a revolução bolchevique teve que abrir mão de quase metade do seu território, entregando este país ao imperialismo alemão para sair da guerra e continuar a revolução socialista. Como marxistas, temos que ver o que está por trás dos fatos aparentemente superficiais, o que é decisivo para que uma guerra de caráter regional ou mundial aconteça neste momento, assim como aconteceram no passado.

Mas, podemos dizer que o atual conflito entre Rússia x Ocidente, que se iniciou em março de 2014, após a derrubada do presidente Vitor Yanukovitch (pró-Rússia) pelas massas na praça Maidan, com a anexação da Criméia pela Rússia, após um referendo que não foi reconhecido pela maioria dos países da ONU, tem sua origem maior nos acontecimentos de 1989-1991, com a Queda do Muro de Berlim e da ex-URSS.

A queda do “Muro de Berlim” e da ex-URSS, em típicas revoluções antiburocráticas feitas pelas massas – basta ver que a mais emblemática, a revolução romena, fuzilou o presidente Ceascescu e sua mulher – trouxe, em sua maior contradição, a restauração do capitalismo, velhos setores da burocracia stalinista repartiram entre si os espólios da propriedade estatal e se tornaram proprietários privados capitalistas. Mas também trouxe o fim da velha ordem mundial, os pactos de Yalta e Postsdam do pós-guerra que dividiram o mundo em “áreas de influência” entre os capitalistas e os burocratas do Kremlin, e, fato mais grave para o imperialismo mundial: o fim do velho aparato stalinista mundial, a maior burocracia totalitária do mundo, que controlava todas as revoluções na Europa e nos outros continentes.

É por isso que as origens do atual conflito na Ucrânia ou em outras regiões do Oriente Médio, como Iraque, Irã ou Afeganistão, precisam ser explicadas por este fato colossal. O imperialismo perdeu sua quinta coluna que tinha nos países e no movimento operário mundial. O stalinismo era um fator de estabilidade política para o imperialismo, pois através do Kremlin e do Partido Comunista, conseguia controlar e desmontar processos revolucionários fulminantes, como foi a revolução centro-americana no final da década de 1970, que ficou só no início com a Nicarágua e não se expandiu para El Salvador e Honduras. Todas as negociações do imperialismo, de agosto a dezembro de 1991, com a ex-URSS era para garantir a sobrevivência da URSS e do stalinismo e não fomentar sua dissolução, como bem relatou o historiador Serhii Plokhy,[1] porque sabiam que teriam que levar um combate solitário contra as lutas e insubordinação dos povos, a luta dos países independentes como o Irã ou Iraque e não poderiam evitar as revoluções contra as crises do sistema capitalista.

Nesses 30 anos da dissolução da ex-URSS e do velho aparato stalinista, a Rússia formou sua própria classe dominante, uma burguesia centrada nas máfias e nos velhos acordos dos ex-burocratas. Vladimir Putin é o símbolo da unidade dessa classe dominante corrupta e mafiosa. Ao privatizarem todas as grandes empresas estatais, fizeram uma nova “acumulação primitiva”, a maior privatização da história dos bens públicos – a mesma que Marx havia analisado em O capital – e partiram para a disputa do mercado mundial, com uma herança nuclear trazida da ex-URSS. Enquanto partiam para a disputa do capitalismo mundial, usavam todos os métodos da velha KGB (da qual Vladimir Putin foi o último representante) para reprimir toda e qualquer organização independente dos trabalhadores e das massas no interior da Rússia, punindo com repressão e prisões todos os opositores do regime mafioso da velha burocracia do PC, a nova classe dominante.

Agravante: o “vácuo” da dominação econômica, política e militar do imperialismo norte-americano

Aqui entramos no cerne de uma explicação marxista do conflito da Rússia com as grandes potências capitalistas da OTAN e do Ocidente. Desde 2008 o imperialismo capitalista atravessa uma crise sem precedentes na sua economia, que teve origem na principal economia capitalista do mundo, os Estados Unidos; crise essa agravada ao extremo com a pandemia da covid-19 e a guerra da Ucrânia.[2] Diferente das crises anteriores que vinham da periferia e não atingiam o centro imperialista, esta veio do centro atingindo todo o mundo capitalista habitado, inclusive as periferias do capitalismo. É isso que explica a ofensiva chinesa no mercado mundial, competindo tete a tete com a maior economia do mundo, a norte-americana, e sendo fonte de atritos constantes entre os dois países na era Trump.

É preciso completar que se trata de uma crise também de dominação imperialista no terreno militar e político. As derrotas no Iraque e no Afeganistão, tendo como símbolo a imagem das massas fugindo para pegar o último avião para o Ocidente, é a comprovação clara de que no terreno militar e político, o imperialismo norte-americano não conseguiu nenhuma vitória acachapante; isso sem falar no conflito da Síria, onde a Rússia também usou de seu papel estratégico para apoiar o ditador Assad contra os rebeldes insurgentes sírios. O apoio da Rússia foi decisivo para derrotar a revolução Síria.

Ao se abrir esse “vacuo” da dominação imperialista tradicional, os novos imperialismos que surgiram da restauração do capitalismo tanto na China quanto na Rússia, trataram de ocupar este espaço, com a diferença que a Rússia traz em seu bojo um arsenal nuclear do mesmo porte que os Estados Unidos. Está havendo uma divisão de tarefas entre os dois blocos de novos imperialistas: A China tenta destruir a economia imperialista norte-americana e a Rússia, com Putin à frente, trata de destruir a geografia política capitaneada pelo imperialismo ianque, como é o caso da Ucrânia neste exato momento. Vladimir Putin teve o mérito de ressuscitar o velho aparato da OTAN, que não servia para nada há muito tempo.

As sanções econômicas do imperialismo ocidental não quebraram a economia russa: por quê?

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro, os países imperialistas ocidentais utilizaram como principal arma as sanções econômicas para quebrar a máquina de guerra russa. Todos os tipos de sanções foram tentados, desde o congelamento dos bens de oligarcas fora da Rússia até o embargo da compra do petróleo e do gás russo por todas essas potências. Mas isso foi quase nada, como denunciou a ONG Transparência Internacional, diante da lavagem de dinheiro que é feita pelos oligarcas russos na Grã-Bretanha.

A organização identificou mais de 2.100 empresas registradas no Reino Unido e em outros territórios ultramarinos britânicos envolvidas em 48 casos de lavagem de dinheiro e corrupção liderados pela Rússia. Esses casos supostamente representam fundos no valor de mais de £ 82 bilhões, desviados, inclusive por meio de suprimentos “manipulados” e a aquisição ilegal de ativos estatais. Em 2018, o próprio governo britânico estimou que 100 bilhões de libras em dinheiro da corrupção entraram no país. Essa é a máfia russa, os oligarcas que foram criados pela destruição da propriedade estatal conquistada com a revolução de outubro de 1917, com a restauração capitalista.

Não podendo fazer uma guerra direta contra a potência nuclear que é a Rússia, esses países tentaram sufocar o país pelo estrangulamento econômico de seus dois principais produtos de exportação. A União Europeia encerrou a compra de petróleo por via marítima; os Estados Unidos desde março do ano passado deixaram de importar petróleo russo; em 5 de fevereiro deste ano, entrou em vigor a proibição da comercialização de produtos derivados do petróleo russo. Também desde dezembro os ocidentais aprovaram um teto para o preço do petróleo bruto em US$ 60 por barril para impedir que a Rússia ganhe acima disso.

O gás da Rússia também foi alvo de sanções; a União Europeia sinalizou como meta reduzir em dois terços a importação de gás ao longo do ano; O Reino Unido interrompeu completamente as importações do gás russo. Um outro foco do ataque ocidental foi diretamente nas finanças, com o congelamento de US$ 324 bilhões das reservas cambiais do Banco Central da Rússia. Por fim, A Rússia foi privada de obter conhecimento e produtos ocidentais, com o bloqueio de quase toda a transferência de tecnologias e venda de bens e serviços de alta qualidade.

Essas sanções também não teriam um impacto imediato contra as finanças russas, pois devido às antigas sanções a dívida externa russa vem caindo, de cerca de US$ 668,5 bilhões em 2013 para US$ 478 bilhões em 2021 (dados do Banco Mundial e do Banco Central da Rússia). Desse total, cerca de US$ 80 bilhões são dívida pública (5% do PIB) – o restante é de empresas privadas, que ainda se financiam e refinanciam no mercado externo, mas com cada vez mais dificuldade (UOL, 22/02/22). Apenas a longo prazo a falta de crédito poderia prejudicar a economia russa, pois o país tem uma reserva de mais de US$ 600 bilhões, sem contar que suas contas externas são superavitárias, conseguem trazer mais dinheiro do que mandam para o exterior. A dívida do governo russo é pequena 20% do PIB se comparada coma França (mais de 100%) e Brasil (80% do PIB).

Diante da magnitude das sanções contra a Rússia, a BBC inglesa constatou: “Nunca antes haviam sido aplicadas sanções tão complexas contra um país tão importante quanto a Rússia, uma potência nuclear, membro do Conselho de Segurança da ONU” (BBC News Brasil, 22/02/23). Mas, pergunta-se, por que apesar de sanções tão drásticas a máquina de guerra russa e sua economia não quebraram?

Só para relembrar: A Rússia é um dos três maiores produtores de gás e petróleo do mundo, ao lado dos Estados Unidos e Arábia Saudita; em 2020 a Rússia fornecia 25% do petróleo e 40% do gás consumido pela União Europeia. O gás russo para a Europa era como o caracol para sua concha, inseparáveis. Com a invasão da Ucrânia, era impossível para a União Europeia romper economicamente com a Rússia imediatamente, a tal ponto que a Rússia recebeu US$ 146 bilhões da Europa por seu gás e seu petróleo.

Sem contar que Vladimir Putin vinha se preparando para essas sanções desde 2014, quando invadiu a Criméia e também foi alvo de sanções ocidentais de forma mais suave. Entretanto, até o embargo do preço do petróleo a US$ 60 decretado em 5 de dezembro não foi utilizado, pois o preço do barril dos Urais russos está em US$ 50. De acordo com com o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Crea, na sigla em inglês), Moscou estaria perdendo cerca de US$ 175 milhões por dia em exportações de combustíveis fósseis devido as sanções.

Os novos compradores do petróleo russo: China, Índia e Turquia

O imperialismo europeu e norte-americano pode ter usado a lei do “bombeiro louco” que tenta apagar o fogo com gasolina, ao sancionar tão drasticamente a Rússia do ponto de vista econômico. Se a União Europeia e os Estados Unidos embargaram e deixaram de comprar o petróleo russo, novos compradores entraram em cena. E todos vindo do continente Asiático. China, Índia e Turquia tem comprado petróleo a um preço bem inferior da tabela Brent, que é a referência mundial dos preços. Segundo a equipe de Reality Check da BBC, esses três países respondem agora por 70% de todo o petróleo russo transportado pelo mar. Desde que a guerra começou eles aumentaram e muito a compra do petróleo russo. No início de 2022, a Rússia fornecia apenas 2% de seu petróleo para a Índia, mas agora está a ponto de se tornar seu maior fornecedor individual.

Só no mês de janeiro deste ano, “segundo a plataforma de análise financeira Refinitiv Eikon foram transportadas pelo menos 5,1 milhões de toneladas de petróleo dos Urais, a partir dos portos de Primorsk, Ust-Luga e Novorossiysk para a Ásia” (BBC News Brasil, 22/03/23). Ainda, segundo dados do governo russo e da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o país conseguiu aumentar sua produção de petróleo em 2% durante 2022 – e seus ganhos com exportação em 20%, chegando a US$ 218 milhões. “Em outubro, as exportações totais de petróleo foram de 7,7 mbd (milhões de barris por dia), apenas 400 kbd (mil barris por dia) abaixo dos níveis anteriores à guerra.” (BBC News Brasil).

Mesmo a nível das previsões econômicas de organismos internacionais como o FMI, as perspectivas da economia russa surpreenderam. O último relatório de perspectivas da economia mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado no fim de janeiro, mostra que a economia russa parece ser mais forte do que se pensava anteriormente. A previsão é de que a Rússia cresça 0,3% neste ano, o que representa uma melhora em relação à contração de -2,2% em 2022. O percentual está bem acima da contração de -2,3% para 2023 que o FMI havia previsto para a Rússia em outubro passado (BBC News Brasil, 22/02/23).

Mesmo que a Rússia tenha sobrevivido economicamente e continue sua ofensiva contra as posições ucranianas, não devemos esquecer que, do ponto de vista marxista, o país agredido desde 24 de fevereiro de 2022 é a Ucrânia, e o agressor é Putin e o imperialismo russo. Por isso, nossa solidariedade está com o povo ucraniano, que não escolheu esta guerra, e agora é obrigado a lutar até o último homem e a última mulher para defender sua liberdade enquanto nação independente. O fato da Ucrânia estar no meio do fogo cruzado entre o imperialismo russo e as potências imperialistas ocidentais não muda o caráter da guerra, como sendo uma guerra regional, de rapina e anexação promovida pela Rússia. Quanto tempo durará esta guerra não sabemos, mas promete ser longa, por conta do aparato russo e da sua ideologia de voltar a ser uma grande potência, tal como foi a ex-URSS em décadas passadas.

*João Santiago é professor de sociologia na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Notas


[1] Serhii Plokhy. El último império: los dias finales de la Unión Soviética, 2014, Turner Publicaciones, 2015 – Madrid.

[2] A Invasão à Ucrânia agudizou a crise do capitalismo. Correspondência Internacional, nº 50, agosto a outubro de 2022, UIT-QI, p. 2-6.

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