Diferenças finas

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Por GABRIEL COHN*

Apresentação do autor ao livro recém-lançado

1.

Interligados no núcleo formado por três artigos mais extensos, voltados para as relações entre Max Weber e Theodor Adorno e Max Weber e Antonio Gramsci e, isoladamente, Karl Marx, encontram-se aqui mais 14 artigos. Organizam-se eles num bloco com textos relativos a Theodor Adorno, outro com diálogos virtuais entre Max Weber e três interlocutores especiais, mais um ensaio sobre Karl Marx.

Completa-se isso na atenção a um longo arco de autores fundamentais, de Georg Simmel e Émile Durkheim até Wright Mills, que aqui representa o que há de melhor na vertente radical do liberalismo nos EUA. Nenhum desses textos é inteiramente original. Poucos, todavia, mantêm inalterado o formato de origem. Todos sofreram revisões em profundidade, e vários receberam ampliações significativas.

Há um núcleo temático irradiando-se por todos esses textos. Onde encontrá-lo para além das referências mais gerais? Referindo-se amistosamente ao sentido do trabalho aqui apresentado, José Maurício Domingues pinçou dois temas que, em registro negativo, nele figuram como inseparáveis da questão, para mim central, da civilização (no sentido de fundamento de um modo socialmente constituído de agir e de ser, não de configuração histórica específica).

São eles “indiferença” e “dominação”, dois polos que definem, por contraste, o essencial. Tensa entre esses dois polos, a civilização busca caminhos para se desenvolver, e uma das tarefas a que se dedicam os autores apresentados consiste na identificação dos obstáculos que ela encontra nessa dificultosa travessia.

De Theodor Adorno a Wright Mills, nesse arco que percorre o alfabeto inteiro, a questão fundamental consiste em como enfrentar, nas condições impostas pela constituição das sociedades em cada momento (sendo isso o que se trata de investigar em primeiro lugar), os dilemas que se desenham para a efetivação de um projeto civilizatório.

No âmago disso tudo se encontra a questão mais espinhosa de todas, sobre a dimensão do tempo (e, por extensão, da história) na vida social, que se apresenta com toda a força no caso de Karl Marx. Pena que nada se encontre sobre linguagem, outra velha paixão recolhida. O tempo da civilização, a linguagem da civilização, o modo da vida civilizada. Gostaria de poder voltar a isso algum dia.

2.

A ideia é sempre a mesma, a de examinar a diversidade de modos de pensar sociologicamente e também politicamente em autores importantes. Pois a dimensão política está sempre presente por mil formas, como aprendi na vibrante entrada dos anos 60 do século passado com meus mestres na escola da USP que então ainda ostentava o solene título, compatível ao seu papel nuclear na origem da universidade, de Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.

Como a sociedade é pensada, quais são os fundamentos desse pensamento e qual é seu substrato cultural. Eis o complexo temático no qual se movem os textos aqui reunidos. Embora não se apresente de modo explícito, também nele ressoa antiga área de interesse no campo do pensamento social, relativa à distinção entre dois modos de pensar a sociedade e o mundo, que denomino “plebeu” e “senhorial”.

Florestan Fernandes e Gilberto Freyre são bons exemplos, no caso brasileiro. Tal contraste também pode ser detectado em outras paragens. Por exemplo, Charles Wright Mills e Talcott Parsons no caso norte-americano, ou, de modo clássico na França, Pierre Bourdieu e Alain Touraine.

Quer ver como operam esses estilos – no caso, a variante plebeia? Basta ir a Florestan Fernandes, escrevendo em 1967 sobre sociedade de classes e desenvolvimento. “O grau de racionalidade de uma ação social, seja ela econômica ou de outra natureza, depende da estrutura do campo em que o agente atua socialmente”. Quem pensou em Pierre Bourdieu ao ler isso tinha fortes razões para tanto, e terá mais motivo para ficar atento quando considerar que não havia qualquer contato entre os dois autores, salvo as afinidades socialmente construídas, a formação polivalente nas ciências sociais e o ímpeto militante (“sociólogo por profissão e socialista por convicções políticas”, nas palavras de Florestan Fernandes).

Afinidades que, de resto, se encontram também no relevo que Florestan Fernandes reserva, em estudos como o da trajetória histórica dos grupos negros na sociedade paulista, àquilo que designa como personalidade-status e que Pierre Bourdieu denominaria habitus. (Faz falta, salvo engano, entre os numerosos trabalhos de pós-graduação de alta qualidade produzidos na universidade brasileira, um exame comparativo em profundidade daqueles dois autores).

Como já fica claro neste introito, o tom desta apresentação geral é pessoal de ponta a ponta. Com uma reserva, contudo: seu foco é dado tanto pelas condições institucionais que permitiram a produção dos trabalhos que se apresentam reunidos como pela trajetória pessoal de seu autor. Nesse sentido, tem a pretensão de ser também um pequeno documento de um específico ambiente de formação e trabalho acadêmico.

3.

Falei de “complexo temático”. Talvez possa dar um passo além, nesse ponto, e afirmar que essa expressão tem importância crucial neste conjunto de trabalhos, para sugerir que não se encontram reunidos por acaso. Na realidade, tocamos aqui um ponto importante na questão da oportunidade ou da importância de uma reunião de textos que no momento da publicação tinham tudo para parecerem ocasionais, independentes, sem maior conexão do que a autoria pontual.

Em uma visão de conjunto fica claro, todavia, que há sim um núcleo temático que se vai desdobrando neles. Max Weber e, por outro ângulo, a teoria crítica da sociedade me ensinaram a concentrar a atenção no problema da racionalidade. Desdobramento direto disso, que se manifestou especialmente na passagem pelo Departamento de Ciência Política da USP (em uma carreira dividida rigorosamente ao meio, entre estudos sociológicos e políticos) é a atenção às questões normativas relativas à justiça, mais precisamente à construção de uma sociedade justa.

A síntese disso tudo está presente na insistente retomada da questão da civilização, entendida como modo civilizado de vida. Por sua vez, os grandes clássicos da sociologia e do pensamento político moderno, associados a uma pitada de filosofia, essa antiga paixão mal resolvida, abriram pistas para a sempre renovada tentativa de aprender e aplicar aquilo que é central nesse esforço.

A saber, que cumpre converter a atençãonaquilo que se experimenta no mundo social em problema e em matéria de reflexão, na busca do conhecimento bem fundado. Eles não estavam sozinhos nisso. Havia quem, nos anos de aprendizado e depois de trabalho na USP, se encarregava de concretizar essas referências ainda muito abstratas em questões vivas, concernentes ao aqui e agora. E isso era feito sem se descuidar da atenção aos fundamentos, às bases teóricas da pesquisa e às linhas de pensamento.

Citar nomes sempre envolve injustiça, mas é inevitável quando se busca apresentar figuras representativas de modos de ver e de pensar. Trata-se de evocar algo do terreno em que lançaram raízes preocupações expressas no presente conjunto de textos.

Assim sendo, não há como deixar de nomear Florestan Fernandes e, especialmente no meu caso, Octavio Ianni, que em aula mandava ler tudo, desde Max Weber e Werner Sombart a obscuros antropólogos norte-americanos no Brasil (pouco Marx; não é verdade que houvesse algo como uma obsessão marxista – ou qualquer outra forma de “doutrinação”, diga-se de passagem – sobretudo quando se tratava de mestres com acentuado senso de ética profissional, como os meus), e nos intervalos punha os estudantes em campo com base em projeto de pesquisa elaborado por ele.

4.

Enquanto isso, Fernando Henrique Cardoso, notável professor, tem papel importante, porém mais distanciado, em momento quando esses dois então jovens mestres estavam a todo vapor, lançando as bases da sua produção futura.

Ao lado deles, vêm à memória mestres como o versátil (até mesmo dramaturgo) Duglas Teixeira Monteiro, ou a cálida e acolhedora (mas suavemente crítica quando a ocasião exigia) Marialice Mencharini Foracchi, ou o severo estudioso de Marx via Althusser, Luiz Pereira (“para Durkheim o sociólogo é como o olho que boia”, conforme me conta Amélia, que foi sua aluna), ou o cego fisicamente e agudo intelectualmente Azis Simão.

Para não falar do erudito Ruy Coelho, mais exatamente Galvão de Andrada Coelho, junto com Maria Isaura Pereira de Queroz digno representante da herança quatrocentona da USP atropelada pela vinda de filhos de imigrantes e afins. Segundo a antropóloga Gioconda Mussolini (que, junto com os sociólogos Ianni, Foracchi e o mais jovem e muito talentoso José Cesar Gnaccarini formavam o quarteto italiano, tão bom quanto o de cordas, com o mérito adicional de que Gnaccarini cultivava especialmente a escrita elegante e precisa), a verdadeira vocação do erudito Ruy Coelho era muito clara.

Consistia em ficar no sempre apinhado saguão da legendária rua Maria Antonia (sede da Faculdade até 1968, no confronto com os militantes da ultradireita instalados no outro lado da rua, no Mackenzie, e que antes disso era aquilo que outra mestra, Walnice Galvão, dizia ser o “ômphalon”, ou, conforme me ensinou Duglas, o “umbigo”) pronto para receber qualquer pessoa que tivesse qualquer dúvida sobre qualquer coisa.

Ou não se lembrar do antropólogo Egon Schaden, que dirigia com mão de ferro o grupo do qual faziam parte Eunice Durham e Ruth Cardoso, autor de frase cujo tom faceto escondia a carga explosiva de incitação à reflexão envolvida, quando comunicava em tom solene “o homem é o animal que ri”, para logo corrigir, “dirão vocês, a hiena também ri” e completar, fitando com ar pensativo o cachimbo, “ri, mas não acha graça”.

Para não falar do estudo da política, com Oliveiros Ferreira, que conseguia mesclar o exame das grandes questões do momento com a intransigente exigência de estudar a qualquer custo a obra de autores remotos como os jesuítas espanhóis Suarez e Mariana quando não Meinecke sobre a razão de Estado, ou Paula Beigelman, que conhecia Joaquim Nabuco bem melhor do que ele mesmo.

Isso tudo sem esquecer a filosofia (Ética, uma das duas disciplinas na área na época) com o notável Michel Debrun, que conseguiu a proeza de nos anos 1960 ser quadro da USP e do ISEB, instituições que então se dedicavam ao jogo de Spy versus Spy. Mantenhamos sempre a mente aberta, recomendava ele, “leiamos Émile Durkheim, mas não podemos negligenciar Henri Bergson sobre as duas fontes da moral e da religião”.

5.

Tantos outros, mas não enfileiremos nomes, por mais prontamente que ocorram à memória, como a dupla Eunice Durham e Ruth Cardoso, ambas vindas da antropologia para serem amistosamente exiladas na política (como ocorreria mais tarde a mim, vindo da sociologia).

A referência a esses mestres e colegas não é casual, porém, nem meramente cerimoniosa. Serve para lembrar que a USP, como representante exemplar da universidade pública, não é mera “marca” (quanto vale ela, à parte os rankings?), e que o espírito que cultivava há meio século impregna de ponta a ponta pequenos estudos que hoje poderiam parecer produtos acidentais ou respostas a meras formalidades da rotina acadêmica, em vez de sinais de legítima inquietação intelectual.

Por quanto tempo ela será capaz de fazer isso, em uma época em que o vínculo efetivo do docente pesquisador, ou pesquisador docente, é cada vez mais com as agências de fomento e suas exigências do que com a universidade ou sequer com sua escola?

Isso ocorria numa época em que nenhum jovem naquele ambiente tinha a mais leve dúvida sobre o rumo do mundo. O socialismo não estava em questão, o problema era como era chegar lá numa revolução isenta da deformação stalinista. Agora, superados os 80 anos, sinto angústia pelo peso nos ombros dos jovens em um mundo opaco e indiferente, que encontra meios tecnologicamente sofisticados de ocultação do seu modo de ser enquanto os dominantes vão se apossando do controle das redes digitais de modo semelhante ao como fizeram com a indústria cultural clássica.

E o fazem impondo condições de trabalho que, a permanecerem as atuais tendências, servirão como confirmação de que a “acumulação primitiva de capital” não é coisa do passado e sim, tal como o “estado de natureza” hobbesiano, é sombra perene sempre pronta a se apresentar na sociedade regida pelo capital. Mas, utópicos como no fundo todos eles são, saberão discernir os sinais de um mundo mais humano que nenhuma forma de barbárie logre apagar, e saberão lutar por ele.

O que têm essas observações soltas a ver com a apresentação de escritos feitos no sossego do ambiente acadêmico? Muito. Elas indicam que nada que preste se produz em sossego. Mal ocultas pelos jogos conceituais da mais etérea teoria as questões mais pungentes estão à espreita. Verdade, justiça, igualdade, liberdade, solidariedade. Quem disse que não passam de quimeras, ainda mais em tempos sombrios? Quando animam cada passagem dos escritos de figuras generosamente atormentadas como Weber, Adorno, Durkheim e Gramsci?

Cabe, nesse ponto, assinalar como não é por acaso que caiba a uma figura também generosamente atormentada como o grande Wright Mills encerrar o ciclo. Depois disso, só cabe encerrar a argumentação, a título de nota, com algumas considerações sobre tema que sobrevoa como sombra qualquer tratamento de pensamento social, o da ideologia.

6.

No conjunto de textos a maior parte exibe um enfoque comparativo, com Max Weber como figura de referência. Isso não significa que fora de Weber não há salvação. Significa, sim, que considero esse tipo de tratamento especialmente fecundo para explorar, por contraste, os pontos sensíveis de ambos os autores envolvidos sem se restringir a apenas um deles.

Ao ser confrontado com outras figuras de peso, Max Weber revela traços de seu pensamento que nem sempre são evidentes, enquanto leva seus adversários (porque para ele a luta é constante) a também se exporem com todas as suas defesas.

O texto sobre Max Weber e Theodor Adorno é o mais recente e de feitura mais difícil (seguido de perto pela aventura “marxista”). Era antigo projeto, como capítulo adicional ao livro dedicado a Max Weber, Crítica e resignação, onde agora encontra o seu lugar natural na reedição pela editora Martins Fontes. Entretanto, neste volume ele também cabe com pleno direito, especialmente quando renovado e ampliado, a partir de artigo publicado na Revista de sociologia e antropologia da UFRJ.

É um pouco por isso que me animo a expor esta coleção de escritos aparentemente de ocasião, até porque não há mera ocasião na vida intelectual; quem escreve está preso a um núcleo de invenção, e o cordão umbilical nunca se rompe.

É também por isso que é o caso de advertir de que, sem prejuízo da seriedade dos argumentos, não se encontrará aqui trabalho de severa erudição filtrada pelo mais exigente rigor filológico. Não é a segura certeza que se busca, por mais importante que isso seja no núcleo do conhecimento rigoroso. É a inquietação, o estímulo para outros voos que me move e se oferece como estímulo.

Fica enfatizada com isso a convicção de que, na perspectiva aqui adotada, muito se ganha assumindo como foco o intrincado jogo da dupla Max Weber e Theodor W. Adorno. Ou, se preferirem, Lippy e Hardy, como se pode ver nos personagens de quem alguns se lembrarão e que os mais aventureiros (e bem-humorados) poderão encontrar no final do volume. A ideia era escapar tanto da hiperatividade de Max Lippy quanto das lamúrias de Theo Hardy, mediante tratamento que desse sentido a esse imaginário contraste.

Seja como for, Lippy já se lançou na aventura e Hardy o acompanha, contrafeito. É um convite.

*Gabriel Cohn é professor emérito da FFLCH- USP. Autor, entre outros livros, de A difícil República (Azougue). [https://amzn.to/4mJBJeM]

Referência

Gabriel Cohn. Diferenças finas: Weber, Adorno e outros horizontes. Rio de Janeiro, Oca editorial, 2025, 414 págs.


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