A crise da universidade na Austrália

Imagem: Ben Mack
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Por CAITLIN CASSIDY*

Na Austrália, cujo modelo de ensino superior segue o padrão corporativo anglo-americano, a pandemia de covid foi o catalisador de uma crise educacional

As universidades estão em crise na Austrália, e a forma como o corpo docente está sendo tratado é “terrivelmente antiética”, disse a The Guardian Australia um acadêmico sênior de uma importante universidade.

O acadêmico, que pediu para permanecer anônimo por medo de perder o emprego, disse que as outrora sagradas instituições se tornaram como supermercados: demitiram tantos funcionários que os alunos agora são como clientes nos balcões de autoatendimento, “checando suas próprias mercadorias”, responsáveis pela sua própria educação. “Eles perderam completamente o senso de direção”.

Um curso de graduação em algumas das instituições educacionais de elite da Austrália pode custar até 200 mil dólares australianos. Mas, nos últimos anos, cortes de custos, aumento dos contratos de trabalho temporário e uma mudança para o formato de cursos online reutilizáveis contribuíram para um esvaziamento do setor universitário. Agora, muitos que trabalham na academia dizem que os alunos não recebem mais pelo que pagam.

Cargas de ensino “ridículas”

Ryan Bunney diz que quando trabalhava como tutor na University of Western Australia (UWA), não recebia horas suficientes para ler todas as tarefas de seus alunos, muito menos corrigi-las. O ex-acadêmico de ciência da computação chegou ao esgotamento e deixou o emprego no ano passado. Quando começou, Ryan Bunney esperava ser um acadêmico de carreira. Ele adorava ensinar. Mas em cinco anos de cargos temporários na UWA, a dedicação que tinha por seus alunos foi desmilinguindo. “As cargas de ensino são ridículas. (…) Você recebe de 20 a 30% menos que no mercado profissional e é nocauteado”.

Ele acredita que a quantidade de trabalho alocada aos professores demonstra “o pouco que a universidade se preocupa com a qualidade do ensino que os alunos estão recebendo”. Grande parte do ensino nas universidades australianas é feito por acadêmicos estagiários e estudantes de doutorado, sem experiência formal de ensino e pouco treinamento, diz Ryan Bunney. Não há dados publicamente disponíveis sobre o tamanho das turmas ou a proporção professor-alunos.

Ele diz que os coordenadores de curso em seu próprio departamento lutaram para encontrar pessoal disposto a trabalho ad hoc em cargas temporárias que empregam tutores, e os materiais do curso muitas vezes eram remendados durante o semestre. “Você está no modo lutar ou fugir. Não se trata de ‘vamos fazer o melhor trabalho que pudermos’, mas sim de ‘como podemos passar pelas próximas 12 semanas sem que tudo saia dos trilhos?’”.

Em uma disciplina de mestrado, ministrada em 2022, Ryan Bunney diz que recebeu cinco minutos por tarefa, para uma tarefa no valor de 20% da nota do aluno, e não recebeu nenhuma rubrica de avaliação. Os alunos pagam entre 60 e 80 mil para concluir o curso. “Provavelmente nem é preciso dizer que cinco minutos não é tempo suficiente para ler a apresentação, muito menos considerar com precisão as notas”, diz ele. “[A universidade está] constantemente tentando economizar talões de cheques e extrair o máximo que pode dos seus trabalhadores”.

Um porta-voz da UWA disse que os diretores dos cursos trabalharam com a equipe acadêmica para ajudar a gerenciar as cargas de trabalho e a universidade manteve os “mais altos padrões de integridade acadêmica”. “A universidade se esforça para fornecer um ambiente de apoio para todos os funcionários e alunos”, disse o porta-voz, citando uma estrutura de saúde mental e bem-estar para os alunos que seria estendida este ano para melhorar o suporte aos funcionários.

A ressaca pandêmica

De acordo com o acadêmico sênior que pediu para permanecer anônimo, experiências como a de Ryan Bunney são comuns em todo o país, à medida que os efeitos do corte de custos e da precarização começam a incomodar. O problema vem crescendo há décadas, mas piorou rapidamente durante os lockdowns da covid.

Os funcionários de todo o setor de ensino superior estão agora enfrentando uma ressaca pandêmica de grandes cortes de empregos, reestruturações e um impulso em direção a conteúdos on-line e cursos terceirizados. Isso os está levando ao esgotamento, estresse e uma série de ações trabalhistas em todo o país. Cerca de 35.000 empregos foram perdidos durante as quarentenas da covid, enquanto as universidades se esforçavam para permanecer lucrativas em meio a um declínio maciço na receita de estudantes internacionais.

Em meio à crise, o então governo federal introduziu o projeto dos programas de pós-graduação de rápido adestramento para o trabalho, o que alterou o modelo de financiamento de uma série de cursos e disciplinas, pressionando algumas universidades a aumentar o efetivo de alunos.

O programa introduziu disparidades radicais nas taxas pagas pelos alunos, que diminuíram em alguns cursos, incluindo enfermagem e pedagogia, e aumentaram em humanidades (exceto idiomas), em 7.800 dólares australianos por ano – elevando as anuidades para a média de 43.500 dólares.

No mês passado, foi revelado que as universidades registraram um superávit recorde de 5,3 bilhões de dólares em 2021. Mas 2022 mostra um quadro mais sombrio. Das 38 universidades “públicas” da Austrália, nove divulgaram seus resultados de 2022, registrando um déficit combinado de quase 850 milhões de dólares.

Entre elas está a Universidade de Melbourne, que registrou um déficit operacional de 104 milhões de dólares australianos em 2022, atribuído a um aumento nas despesas estudantis e gastos com retorno ao campus, juntamente com um declínio na receita de matrículas de alunos.

Enquanto isso, apenas um em cada três trabalhadores do ensino superior tem emprego permanente. Uma pesquisa do National Tertiary Education Union (NTEU) com 2.400 funcionários universitários descobriu que a carga de trabalho era a preocupação número um no emprego, seguida por insegurança no trabalho na governança. “Tive 30 pessoas que saíram sob minha supervisão e cerca de cinco durante o ano que terão problemas de saúde mental, a ponto de pedir demissão ou precisar de tratamento intensivo”, diz o acadêmico sênior. “É absolutamente impactante na saúde física e mental”.

A aposta na a inação é alta

Nas últimas três décadas, as universidades abraçaram progressivamente o ethos da gestão corporativa, diz a professora Emerita Raewyn Connell, socióloga e ex-presidente da Universidade de Sydney. Começou com “a precarização e a terceirização”, diz ela. “[E] abriu essas lacunas que estamos sofrendo agora (…) em direção ao objetivo do lucro”.

Raewyn Connell diz que a gestão corporativa resultou em uma desconfiança crescente entre a administração e os funcionários da universidade. “Há uma lacuna realmente notável entre os vice-reitores e a massa de base da força de trabalho”. O atual modelo universitário, que conta com uma força de trabalho precária e com altas cargas de trabalho, precisa mudar urgentemente, diz ela:

“A maioria dos acadêmicos ama seus empregos, mas eles estão sob muita pressão. O setor público não pode ser como um negócio privado. Precisamos pensar com ousadia, além dos parâmetros de financiamento do ensino superior que tivemos nas últimas três décadas”.

A aposta na inação é alta, diz Raewyn Connell: se a pressão sobre a força de trabalho continuar, o ensino superior se tornará insustentável para um número crescente de candidatos talentosos. “As universidades australianas podem perder sua capacidade criativa” – diz ela.

Pressão tácita para aprovar alunos

O que botou Ruby para baixo não foi ensinar sozinha, semana após semana, em salas de aula projetadas para centenas. Não foram os aplicativos como Zoom, as madrugadas ou os lockdows. Foi o término de seu contrato, após mais de uma década de serviço na Universidade de Sydney, em contratos temporários e de prazo fixo, sem nem mesmo uma entrevista para seu próprio cargo, que havia sido anunciado novamente.

O nome de Ruby é um pseudônimo porque ela tem um processo judicial em andamento na universidade e está procurando emprego.

Os problemas começaram com a pandemia, quando as universidades foram obrigadas a fazer a transição, quase da noite para o dia, para o ensino online, diz ela. O que começou como uma necessidade decorrente de uma situação terrível rapidamente evoluiu para uma espécie de muleta. Ela diz que os padrões estavam caindo e as cargas de trabalho eram altas, mas ninguém fazia nada a respeito. “A porcentagem de alunos que não se interessava atingiu um nível realmente alarmante, e tenho certeza de que a grande maioria não tinha nenhum envolvimento”.

Em 2022, quando o curso de graduação era ministrado em um modelo híbrido online e presencial, Ruby diz que a sala de aula de sua unidade costumava estar vazia. A maior frequência que ela tinha era de quatro pessoas. Ruby ficava no púlpito, com uma tela de laptop com perfis de Zoom escurecidos à sua frente, dando palestras para as cadeiras.

Foi desmoralizante, diz ela. Não havia requisitos de participação ou frequência para seu curso, apenas dois textos para enviar. Os requisitos de frequência são determinados por cada uma das faculdades da Universidade de Sydney.

Enquanto isso, Ruby diz que havia uma “pressão tácita” para que os alunos fossem aprovados, independentemente da qualidade de seus trabalhos. “Se eu levasse a sério e aprovasse apenas os alunos que eu sabia que tinham feito um esforço sincero e contínuo, eu não teria aprovado mais que 2% deles”. Ela diz que suas reclamações de que a qualidade estava bem abaixo do aceitável foram progressivamente aumentando, da mesma forma que consistentemente descartadas pela administração.

Com o contrato encerrado, Ruby teme que a universidade pegue os materiais que ela desenvolveu e os reutilize para cursos futuros pelos quais ela não será paga. As universidades possuem os direitos autorais de todos os materiais do curso que os membros da equipe criam, incluindo palestras e projetos de avaliação.

De acordo com o acordo de negociação empresarial da universidade, os funcionários devem receber a oferta de emprego continuado em suas funções se estiverem empregados por pelo menos 12 meses ininterruptos. Ruby teve contratos seguidos, mas todos eles com pouco menos de 365 dias, o que exigia que ela se recandidatasse ano após ano. Sua ação trabalhista está atualmente parada na Fair Work Australia. Enquanto isso, ela lança mão de um contrato de seis meses em outra universidade para poder pagar a hipoteca. “Estou preocupada” – diz ela. “Suspeito que eles acreditam que podem me dispensar [e] contratar apenas alguns temporários menos propensos a reclamar que eu”.

Um porta-voz da Universidade de Sydney disse que cada dólar que a universidade ganha é reinvestido na instituição para apoiar suas atividades principais, e os alunos recebem um híbrido de ensino online e atividades presenciais. Diz ele que a universidade iria encerrar a oferta de cursos híbridos, que eles reconhecem ter sido díficil para servidores e alunos este ano. “Sabemos que só podemos manter nossa posição como uma universidade líder em empregabilidade de pós-graduação por meio de nossa equipe acadêmica e profissional de alta qualidade, que é a mais bem paga do setor e recebe algumas das condições de trabalho mais generosas”.

Ele disse também que a universidade propôs “reduzir significativamente” a proporção de professores temporários como parte de seu mais recente acordo empresarial, além de expandir sua força de trabalho acadêmica permanente. Cerca de um terço da equipe acadêmica temporária são profissionais seniores, disse o porta-voz, enquanto um terço são doutorandos e um quarto têm emprego principal na universidade, mas “pode buscar trabalho permanente”.

“As perdas de empregos superaram em muito as perdas financeiras”

A presidente do NTEU (Sindicato Nacional da Educação Superior), Dra. Alison Barnes, acredita que as universidades usaram a covid como disfarce para acelerar reestruturações e cortes de empregos. “Em algumas instituições, as perdas de empregos superaram em muito as perdas financeiras. (…) Os cortes na equipe de tempo permanente e temporário tiveram um grande impacto no conteúdo dos cursos e na qualidade do ensino”.

No início deste ano, o NTEU descobriu mais de 100 milhões de dólares em desvios de salários em todo o setor desde 2019. Alison Barnes diz que docentes temporários foram as maiores vítimas de salários mal pagos. “Estruturas de aprendizado com preços reduzidos oferecem resultados educacionais ruins, especialmente quando o foco não está na qualidade da educação, mas na geração de lucro”, diz Alison Barnes. “As universidades devem retornar às suas funções centrais de ensino e pesquisa, e não atuar como corporações de investimento focadas na geração de renda e aumento de lucros”.

A executiva-chefe da Universities Australia (a associação privada que reúne os vice-reitores das universidades australianas), Catriona Jackson, por sua vez, afirma: “O investimento do governo em nossas instituições está estagnado há algum tempo, mas as universidades não podem fazer mais do que a nação precisa com menos”. O Acordo das Universidades Australianas, do governo federal, que é a revisão mais significativa do setor em 15 anos e deve ser lançado em dezembro, precisa promover mudanças na política e no financiamento que “permitirão que as universidades continuem servindo aos interesses da Austrália”, disse ela.

“Mais empregos no futuro exigirão um diploma universitário, enquanto a demanda por pesquisa e desenvolvimento, para orientar as prioridades nacionais, como a transição energética e a aquisição de submarinos nucleares, só cresce”.

Sem licenças remuneradas

Quando Emma teve que comparecer a um funeral durante o horário de trabalho, tirar o dia de folga não era uma alternativa. Em vez disso, ela aplicou um tutorial pela manhã, foi ao funeral à tarde e voltou à noite para uma aula. Funcionários temporários não recebem férias anuais nem licença médica remunerada. Além de exceções extremas – doença com risco de vida de um familiar imediato, por exemplo – “a não ser que você esteja no leito de morte”, você tem que comparecer.

Emma também está usando um pseudônimo por medo de perder o contrato. Ela diz que a informalidade desenfreada no setor está tendo um impacto direto nos padrões de ensino, além de ser uma fonte de extrema ansiedade para os acadêmicos. Essa estudante de doutorado da Universidade de Melbourne convive com a fadiga crônica, mas “não pode dizer não” às funções docentes por conta da sua insegurança financeira.

Em sete anos de magistério, ela vive de contrato em contrato, sendo forçada a se candidatar novamente a cada uma das duas chamadas anuais, mesmo para disciplinas que lecionou nos últimos sete semestres. “Como trabalhador temporário, você busca produzir inovações suficientes na prática de ensino para garantir uma posição permanente”, diz ela. “E você provavelmente não será contratado se recuar nisso”.

No ano passado, ela concordou em lecionar três disciplinas em um semestre e está lecionando duas neste ano, enquanto faz malabarismos com os compromissos de pesquisa e com a sua saúde. “Você pensa: ‘Como faço para não ter um colapso nervoso total e, ao mesmo tempo, garantir que sou empregável?’”, diz ela.

Uma pesquisa realizada em março pela representação do NTEU na Universidade de Melbourne ouviu detalhes de professores temporários sendo dispensados sem aviso prévio, incapazes de pagar o aluguel, contraindo dívidas e sendo forçados a cancelar folgas devido à incerteza de horário e estrutura de seus contratos. Apenas 23% sentiram que foram pagos de forma justa por seu trabalho.

Um porta-voz da Universidade de Melbourne disse que a universidade reconhece que depender fortemente de funcionários temporários não é “desejável nem sustentável” e um “programa abrangente de trabalho” está em andamento para reduzir significativamente sua dependência de contratos desse tipo. Ele afirmou que mudanças estruturais estão sendo feitas no gerenciamento e pagamento de vagas temporárias, incluindo novas funções focadas na conformidade e melhor transparência de horários de trabalho temporário, planilhas de horas e pagamento.

Afirma ele: “A saúde e o bem-estar são e serão sempre uma grande prioridade. (…) A universidade está empenhada em fornecer um ambiente seguro e de apoio para todos os servidores e alunos e oferece uma gama de serviços de apoio gratuitos e de fácil acesso”.

“Fábricas de chavões empresariais de moda”

Ryan Bunney ouviu tanto discurso corporativo em seu tempo na University of Western Australia (UWA) que agora se refere às universidades como “fábricas de chavões empresariais de moda”. E o termo que ele menos gosta é “eficiência de ensino”.

Em nome da eficiência, as atividades do corpo docente são cortadas e substituídas por cursos simplificados e multidisciplinares, diz ele. Ou então, um modelo de sala de aula “invertida” substitui os humanos por materiais de curso reutilizados, menos tutoriais e mais vídeos. Enquanto isso, os estudantes pagam as mesmas taxas.

No meio do primeiro semestre do ano passado, Ryan Bunney apresentou uma queixa oficial à Universidade e deixou seu cargo de professor, alegando “preocupações éticas”. A reclamação foi recebida “com decepção” por parte da administração, e nenhuma medida formal foi considerada para sua solução, diz ele. “Passei o ano passado tentando expressar a necessidade de mudanças. Isso afetou a mim e a meus relacionamentos… mas as pessoas que mais perderam são aquelas com menos poder, os alunos. Noventa e nove vezes em 100, eles estão muito motivados e fazendo muito, mesmo com tempo limitado, mas estão sendo arruinados pela universidade. Eu só tinha que ir embora”.[1]

Um ano depois de sair, Ryan Bunney ainda está concluindo seu doutorado enquanto trabalha meio período em sua área. Às vezes, ele entra em contato com a Universidade e pergunta sobre o andamento da sua reclamação. Diz ele que só tem se deparado com banalidades e mais chavões empresariais. “É o suficiente para deixar qualquer um receoso. Mas, em compensação, fico muito menos estressado por não trabalhar mais na universidade”.

*Caitlin Cassidy é jornalista australiana, especializada em educação superior.

Publicado originalmente na edição australiana do jornal The Guardian.

Tradução: Ricardo Cavalcanti-Schiel.

Nota do tradutor


[1] Sem o saber, o doutorando em Ciência da Computação da University of Western Australia entrevistado pelo Guardian acaba reiterando os mesmos chavões que regem a lógica acadêmica liberal: (i) que tudo se resume a uma questão de “poder” entre sujeitos dotados de “agency” – e que, portanto, tudo se resolve com o “empoderamento” (de indivíduos) –; e (ii) que a universidade existe tão apenas para atender a seus “clientes”, os alunos.


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