Macunaíma na macumba – parte 2

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Por HOMERO VIZEU ARAÚJO*

Os traços malandros de Macunaíma são notórios, da recusa ao trabalho ao amoralismo que o leva a enganar seus irmãos, num gradiente de atitudes e delitos que o aproxima da figura folclórica de Pedro Malasartes

1.

Em chave popularesca, o empoderamento de Macunaíma no Rio de Janeiro, em terreiro de macumba, com cachaça e samba, não deixa de ser uma vitória carioca sobre o túmulo do samba, como era considerado São Paulo. Sim, aqui estaríamos no âmbito do clichê de embate Rio/São Paulo, mas também abusando um tanto do anacronismo, uma vez que o samba mencionado só se configura enquanto gênero sob esse nome depois de 1930.

Mas o samba, estrategicamente mencionado, também pode ser lido como uma genial intuição de Mário de Andrade sobre as possibilidades da música popular carioca. Afinal, as formas artísticas surpreendem mesmo os criadores mais críticos e autoconscientes.

A rigor, trata-se de uma liga explícita de macumba, samba e modernismo, em mais uma aliança de classe modernista que ganha contundência ao referir artistas do circuito no último parágrafo do capítulo intitulado “Macumba”: “E pra acabar todos fizeram a festa juntos comendo bom presunto e dançando um samba de arromba em que todas essas gentes se alegraram com muitas pândegas liberdosas. Então tudo acabou se fazendo a vida real. E os macumbeiros, Macunaíma, Jaime Ovalle, Dodô, Manu Bandeira, Blaise Cendrars, Ascenso Ferreira, Raul Bopp, Antônio Bento, todos esses macumbeiros saíram na madrugada” (Andrade, 2017, p. 96-7).

Entre comilança e samba de arromba, a vida real irrompe, e o herói sem nenhum caráter emerge do terreiro de Tia Ciata acompanhado da fina flor da boemia modernista e mergulha na madrugada carioca. Com um desfecho tão potente que deflagra a irrupção do real, considero difícil negar o esforço nacional e popular que deixa o herói sem nenhum caráter munido de algum caráter moldado pelo circuito carioca macumbeiro e modernista, uma espécie de coalizão de forças mágicas e intelectuais.

Até porque o samba ainda estava longe de se tornar o símbolo nacional por excelência, gênero híbrido e mulato, que vai depender, na década de 1930, do rádio e da política de estado getulista para assumir a posição de mulato inzoneiro da brasilidade. Sendo assim, é argumentável que, para atingir o supremo rival Pietro Pietra/Piaimã, o herói de nossa gente agrega-se na vida real com boêmios modernistas sábios o suficiente para desfrutarem da macumba eficiente: em princípio, a dinâmica sincrética mágico-religiosa é responsável pela surra no inimigo, o que leva água para uma interpretação da macumba como procedimento antropofágico e transgressivo.

2.

Por outro lado, há um traço que não se alinha com antropofagia ao se definir um critério para que os poderes se manifestem: o núcleo decisivo é pobre, mágico-religioso e musical. Não basta ser sincrético, há de ser popular, o que altera um tanto a equação, afinal, a antropofagia inclui entre seus dotes a disposição para atravessar as diferenças sociais, reunir euforicamente pobre e rico, popular e elite, culto e inculto.

Por certo, o autor é enfático ao dar conta da variedade dos macumbeiros: “Era assim. Saudaram todos os santos da pajelança, o Boto Branco que dá os amores, Xangô, Omulu, Iroco, Oxosse, a Boiuna mãe feroz, Obatalá que dá força pra brincar muito, todos esses santos e o sairê se acabou. Tia Ciata sentou na tripeça num canto e toda aquela gente suando, médicos padeiros engenheiros rábulas polícias criadas focas Macunaíma, todos vieram botar as velas no chão rodeando a tripeça. As velas jogaram no teto a sombra da mãe de santo imóvel. Já quase todos tinham tirado algumas roupas e o respiro ficara chiado por causa do cheiro de mistura bodum coty pitium e o suor de todos. Então veio a vez de beber. E foi lá que Macunaíma provou pela primeira vez o caxiri temível cujo nome é cachaça. Provou estalando com a língua feliz e deu uma grande gargalhada” (Andrade, 2017, p. 89-90).

Mas no terreiro quem manda é tia Ciata, “[…] feiticeira como não tinha outra, mãe de santo famanada, e cantadeira ao violão” (Andrade, p. 87). Mãe de santo com autoridade, mas em terreiro situado no pobre Mangue carioca, zona então de miséria e meretrício. Vale notar que Exu/polaca e o atabaque de Ogã são operadores subordinados à mãe de santo, salvo engano.

A cultura de elite, no terreiro, subordina-se à autoridade popular, que, por sua vez, também emana de forças tropicais alheias a São Paulo, isto é, forças de batuque baianas e cariocas, que, unidas, permitem agredir o ricaço devorador italianado. Sobre o perfil talvez imigrante de Pietro Pietra, para além do nome, cabe lembrar que as últimas palavras da personagem, ao mergulhar em macarronada assassina, são “Falta queijo!”.

Mario de Andrade contribui aqui para fortalecer o mito brasileiro da cidade maravilhosa ensolarada à beira-mar, já que Vei a sol e suas filhas acolhem Macunaíma na baía de Guanabara. Os dois capítulos cariocas do livro põem em questão o poder do usurpador Pietro Pietra: em 7. Macumba, a posse do amuleto não salva Pietro Pietra dos suplícios armados no Mangue carioca. No plano mais abrangente, o capítulo 8, Vei, a sol, estaria propondo uma saída mítica fora do fetiche em torno da muiraquitã.

A proposta interpretativa de Gilda de Mello e Souza é ousada e articulada, contrapondo-se à interpretação de Haroldo de Campos em seu Morfologia de Macunaíma: “Se tentássemos, a partir deste momento, pôr entre parênteses a analogia com o conto russo, deixando aflorar numa leitura relativamente inocente a morfologia profunda da rapsódia brasileira, veríamos que ela é regida não por um, mas por dois grandes sintagmas antagônicos: o primeiro é representado pelo confronto de Macunaíma com o gigante Piaimã, e dele o herói sai vitorioso, recuperando a muiraquitã, o segundo é representado pelo confronto de Macunaíma com Vei a Sol, episódio fracionado em duas sequências complementares, que chamaremos de escolha funesta e da vingança – e dele o herói sai vencido, perdendo para sempre a pedra mágica. Assim, ao invés da narrativa brasileira seguir o movimento progressivo do conto russo, evoluindo do dano para a reparação do dano, se submete a um movimento regressivo, em que a aventura evolui de um primeiro dano provisório a um segundo dano definitivo, com um tempo intermediário que de certo modo se anula (Mello e Souza, 2003, p. 49).

3.

A hipótese de que há um movimento progressivo no conto russo e um movimento regressivo na rapsódia em causa é notável e abre uma perspectiva de comparação que me parece promissora. Entre progresso lá e regresso aqui, configura-se um dano provisório e outro definitivo, a registrar uma dinâmica específica no entrecho.

Por outro lado, o argumento dos dois sintagmas em contraste carece de maior desenvolvimento: o conflito com Venceslau/Piaimã pauta toda a trajetória de Macunaíma, enquanto a desavença com Vei a sol é quase residual, apresentando-se no capítulo 8 e retornando de forma esporádica para se manifestar de forma relevante já no desfecho do livro. É muito discutível que as duas sequências determinem um contraste – a equivalência não parece se sustentar. Seja como for, os dois capítulos cariocas ganham força opositiva contra o arranjo em torno de Venceslau/Piaimã.

Por outro lado, a cena conciliatória de encerramento de “Macumba”, com samba de arromba no terreiro carioca unindo na mesma festa Manu Bandeira, Raul Bopp, entre outros, e Macunaíma, constitui um ambiente malandro, isto é, entre lírico, popular e transgressivo no Mangue carioca. Depois do festival de agressões e violência do transe mágico-religioso, sobrevém a paz que transcende a dimensão ficcional ao incorporar a boemia modernista do circuito do autor Mario de Andrade: “Então tudo acabou se fazendo a vida real”.

Real que já comparecera na sacerdotisa tia Ciata, figura histórica e também mítica em cuja casa sambistas e bambas se encontravam. A liga entre modernistas e tradição popular passa, assim, pela festa do samba de arromba, que celebra também o espancador e vingador Macunaíma que foi capaz de dar o troco.

O episódio compõe um concentrado de tensões que elabora e talvez articule a violência e a sexualidade desenfreadas macumbeiras com samba de arromba interclasse (ou entre castas). Os traços malandros de Macunaíma são notórios, da recusa ao trabalho (“Ai, que preguiça!”) ao amoralismo que o leva a enganar seus irmãos, num gradiente de atitudes e delitos que o aproxima da figura folclórica de Pedro Malasartes.

4.

No extraordinário ensaio Dialética da malandragem, que redefiniu o debate sobre o assunto, Antonio Candido inclui a rapsódia no âmbito de uma neutralidade moral que “[…] se articula com uma atitude mais ampla de tolerância corrosiva, muito brasileira, que pressupõe uma realidade válida para lá, mas também para cá da norma e da lei […]” (Candido, 2004, p. 45). Segue-se então o parágrafo de Antonio Candido que faz uma síntese notável.

“Essa comicidade foge às esferas sancionadas da norma burguesa e vai encontrar a irreverência e a amoralidade de certas expressões populares. Ela se manifesta em Pedro Malasarte no nível folclórico e encontra em Gregório de Matos expressões rutilantes, que se reaparecem de modo periódico, até alcançar no Modernismo as suas expressões máximas com Macunaíma e Serafim Ponte Grande. Ela amaina as quinas e dá lugar a toda a sorte de acomodações (ou negações), que por vezes nos fazem parecer inferiores ante uma visão estupidamente nutrida de valores puritanos, como a das sociedades capitalistas; mas que facilitará a nossa inserção num mundo eventualmente aberto” (Candido, 2004, p. 45).

Os trejeitos cômicos e transgressivos de Macunaíma estariam incluídos em algo como uma linhagem de humor malandro, atingindo com Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, um ponto máximo. Talvez mesmo o vale-tudo moral torne-se mais intenso pela sequência acelerada de situações, aventuras e lendas, naquele movimento contínuo identificado por Gilda de Mello e Souza.

O dado curioso e, a meu ver, relevante, é esse ponto de interrupção do movimento em Macumba, em que o herói alcança seu objetivo mediante o poder que emana da feiticeira tia Ciata e seu Exu/polaca. As cenas de possessão e de espancamento são antes grotescas que propriamente cômicas, embora o desfecho ameno e sambista relativize muito a dimensão de seriedade e violência. O empoderamento do herói encerra-se com o fim da possessão de Exu, e a festa toma conta da cena. Já no capítulo seguinte, retornam as peripécias e arranjos, embora a ruptura do pacto com Vei a sol venha a turvar a curta temporada carioca, segundo Gilda de Mello e Souza.

Mas vale notar que no magnífico capítulo 9, “Carta pras Icamiabas”, com fama de momento chave na estrutura do livro, também é possível discernir Macunaíma ditando ou escrevendo, portanto, parado, o que caracteriza mais uma interrupção na acelerada jornada de Macunaíma.

5.

Insistir na caracterização malandra e popular do herói no conjunto da narrativa me parece que deflagaria um debate interessante, mas excede os limites do que me disponho a fazer aqui. Que se trata de uma dimensão relevante no texto, considero incontestável. Por outro lado, em “Macumba”, é notável o quanto a aliança popular e mágico-religiosa rende poder e estabilidade que constituem quase exceção no livro, com o herói malandro ganhando positividade.

Gostaria de registrar, no entanto, a recusa de Gilda de Mello e Souza e de Alfredo Bosi em reconhecer ou pelo menos discutir traços malandros em Macunaíma – nenhum dos críticos cita o estudo de Antonio Candido. Trata-se de uma discordância velada, mas evidente. Em ensaio erudito e criativo, Situação de Macunaíma, Alfredo Bosi faz uma síntese do herói de nossa gente: “No entanto, não há em Macunaíma a contemplação serena de uma síntese. Ao contrário, o autor insiste no modo de ser incoerente e desencontrado desse “caráter” que, de tão plural, resulta em “nenhum”. E aquele possível otimismo, que era amor às falas e aos feitos populares, ao seu teor livre e instintivo, esbarra na constatação melancólica de uma amorfia sem medula nem projeto. O herói de nossa gente é cúpido, lascivo, glutão, indolente, covarde, mentiroso, ainda que por seus desastres mereça a piedade do céu que o abrigará entre as constelações. É a Ursa Maior” (Bosi, 2003, p. 201).

A citação isolada não dá notícia da amplitude e criatividade do ensaio, mas permite aferir que a caracterização de Alfredo Bosi não inclui a ginga malandra na lista, ficando antes nos traços gerais da esperteza popular: cúpido, lascivo, glutão, indolente etc. O conjunto de defeitos talvez remeta aos sete pecados capitais: preguiça, ira, orgulho, gula, luxúria, inveja e avareza. Alfredo Bosi deixa Macunaíma próximo da figura mais ou menos amoral do folclórico Pedro Malasartes, embora acentuando o quanto o trabalho linguístico e artístico reelabora o conjunto e alcança expressiva complexidade.

A ênfase no capítulo carioca, que adoto aqui, equivale a considerá-lo crucial, o que permite discutir aspectos ainda não avaliados de Macunaíma. Do meu ponto de vista, “Macumba” é um momento extraordinário, cujo andamento e concentração se destacam na célebre rapsódia de Mário de Andrade. Enfim, o livro ambicioso e muito elaborado arma um feixe de tensões que vai de achados extraordinários a sequências discutíveis, além de cenas condescendentes e um tanto pedagógicas. Seja como for, uma obra desafiadora que merece ser mais bem analisada e discutida, até mesmo pelo prestígio que alcançou.

*Homero Vizeu Araújo é professor titular de literatura brasileira na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Autor, entre outros livros de Futuro pifado na literatura brasileira (Editora da UFRGS). [https://amzn.to/4ceSXz6]

Para ler a primeira parte deste artigo clique em https://aterraeredonda.com.br/macunaima-na-macumba/

Referência

Mario de Andrade. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Apresentação de Luís Augusto Fischer, notas de Luís Augusto Fischer e Guto Leite. Porto Alegre: L&PM, 2017. [https://amzn.to/3LZFXD4]

Bibliografia

BOSI, Alfredo. Situação de Macunaíma. In: Céu, inferno. São Paulo: Duas cidades, Editora 34, 2003. Coleção Espírito Crítico.

CANDIDO, Antonio. Dialética da malandragem. In: O discurso e a cidade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004. São Paulo: Duas cidades.

LAFETÁ, João Luiz (seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico). Mario de Andrade. 2ª. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988. Literatura comentada

MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria. Papéis avulsos. Introdução de John Gledson. São Paulo: Penguim Classics Cia das Letras, 2011.

MELLO E SOUZA, Gilda de. O tupi e o alaúde: uma interpretação de Macunaíma. São Paulo: Duas cidades, Editora 34, 2003. Coleção Espírito Crítico.

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