Mario Pablo Fuks

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Por TALES AB´SÁBER*

Psicanalista refinado e comprometido, socialista, pensador da psicanálise contemporânea

Eis um mestre: Mario Fuks. Para quem não conhece a história contemporânea do movimento psicanalítico em São Paulo, ele foi, e continua sendo, um dos psicanalistas responsáveis pela concepção e desenvolvimento do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. Foi um dos corpos pensantes que estiveram na base de uma instituição aberta à vida social, que trabalha para ser democrática, de fundamento horizontal e de decisões coletivas, de respeito às múltiplas tradições e múltiplos percursos de formação próprios da história da psicanálise desde que chegamos a ganhar mais plena consciência dela.

Um grupo significativo de psicanalistas organizados, que nos últimos 40 anos esteve presente, quer dizer, pondo seus membros “na rua” de vários modos, engajados nos momentos políticos difíceis pelos quais passou a sociedade brasileira, o país em transformação no longo processo da redemocratização. Muito do que é este espaço produtivo de transmissão e de pesquisa em psicanálise, que recebe psicanalistas de todo Brasil e dialoga com psicanalistas da América Latina, dos EUA e da Europa – psicanalistas do mesmo mundo – deve algo de sua poética política a Mario Fuks. Talvez seja mais adequado dizer que aquele Departamento de Psicanálise brasileiro deve algo de sua poética psicanalítica política a Mario Fuks.

Psicanalista refinado e comprometido, socialista, pensador da psicanálise contemporânea, Mario Fuks veio ao Brasil escapando da ditadura militar de extermínio da Argentina, de 1976 a 1983. Lá, tendo estudado com José Bleger e vivenciado a emancipação radical de Mariane Langer e Emílio Rodrigué das paralisias então impensáveis da Associação Internacional Psicanalítica, com a qual aqueles didatas romperam, após muito trabalho em hospitais públicos Mario escapou do virtual assassinato, vindo enriquecer com seu trabalho de base a cultura psicanalítica e crítica do país vizinho. Junto com seus companheiros psicanalistas de esquerda, todos formados na tradição de comprometimento coletivo e social da psicanálise argentina dos anos 1950 e 1960, e todos expulsos, pela vida, da própria nação que construíam – os parceiros de geração Lucía Fuks, Ana Sigal, Silvia Alonso, Maria Cristina Ocariz, Isabel Vilutis – o psicanalista se engajou em país estrangeiro na criação de um novo espaço crítico de produção de psicanálise, o desenvolvimento de nova vida social efetiva.

Este grupo de psicanalistas não veio ao Brasil por movimento estrito de auto-proteção, para trabalhar no mercado dos profissionais liberais e viver a vida simplificada de consultório, mas, noutra direção, o grupo teria uma importante ação institucional e de renovação política da psicanálise entre nós, projetando uma psicanálise autocrítica e presente nos movimentos públicos que a convocavam. Encontrando, então, com psicanalistas de pesquisa teórica de São Paulo dos anos 1970, Regina Schnaiderman, Isaías Melsohn, Fábio Herman, Ricardo Azevedo, sendo acolhidos politicamente em uma instituição de educação superior – de controle católico, ligada ao campo da teologia da libertação, comprometida com os violentados da época, com trabalhadores e camponeses perseguidos, com exilados latino americanos, e com o engajamento prático nas estratégias da democracia contra a ditadura militar, o Instituto Sedes Sapientiae.

Os psicanalistas “argentinos” participaram com proposições e experiência do núcleo primeiro de discussões e estudos do que viria a se tornar o Departamento de Psicanálise. Um departamento que buscava ter plena consciência da radicalidade produtiva da obra freudiana, da história teórica da psicanálise no seu século e do acompanhamento político da cultura e inquirição do mundo contemporâneo e sua crise.

Muito deste espírito e deste espaço da psicanálise entre nós se deveu ao trabalho crítico e incansável de Mario Fuks. O mesmo trabalho que ele também dedicou, no mesmo instante histórico, ao movimento da luta antimanicomial brasileira, da renovação da vida e da política da saúde mental por aqui, o modo mais ativo de engajamento político social dos psicanalistas à época. Luta social ampla, que venceu batalhas duras nos anos de 1980 e 1990, e que, agora, como muito do que conquistamos, voltou a estar sobre ataque das irracionalidades de confronto da extrema-direita reinventada do Brasil.

Através de trabalho forte e de criação de reais, por assim dizer, Mario Fuks, e os queridos irmãos psicanalistas argentinos exilados do mal do mundo, souberam se tornar brasileiros como todos nós. Mas de fato, são cidadãos da terra sem fronteiras, sonhando sempre um mundo de igualdade e liberdade possível para o qual a psicanálise deveria contribuir desde sua própria experiência algo estrangeira do humano.

Fui um dos últimos amigos de Mario Fuks, que era um homem de amigos. Pude conviver com ele em discussões de grupos de ensino e de pesquisa, de inquietação permanente pelo estado da cultura e da crítica, da psicanálise como um potencial de trabalho de transformação mais amplo e também em momentos de partilha da graça de viver. O que mais me impressionou em seu estilo de trabalho foi o modo como ele refletia, em tempo real, as tensões e as possibilidades impensadas expressas no movimento do pensamento de um grupo de trabalho.

Psicanalista do social e do coletivo, Mario Fuks sabia participar de uma discussão e pensar os moveis, conscientes e inconscientes, de seus pressupostos, ao mesmo tempo. Uma arte psicanalítica que tinha história profunda e viva nele, a história de Henrique Pichon-Rivière e José Bleger, do Freud da crítica institucional de François Tosqueles, de Freud e Melanie Klein, a Lacan, na Argentina, e, mesmo, os trabalhos limites de dissolução da psicanálise na cultura viva de Franco Basaglia e de Felix Guatari. Em um de seus últimos escritos, pouco antes de morrer, Mario retornou ao imbricamento teórico original de inconsciente freudiano e produção simbólica das violências e posições próprias às classes sociais, pensado por Reich nos anos de 1920 e 1930…

Mario Fuks era um psicanalista que contribuía para o grupo e para o todo sempre pensando os fundamentos do que estava em jogo, que circulavam por vezes ocultos, como ideologia, como virtual sintomática ou como enigma de um pensamento que não encontrava meio de ganhar forma. A psicanálise, dentro e fora, do conteúdo e do continente social grupal, se apresentava assim para ele como modo permanente de política. Da política na vida dos pares, em trabalho, modo moderno de estar no mundo, em busca da vida digna geral.

Ouvi-lo neste trabalho era tanto um prazer como, muitas vezes, uma surpresa. E, como psicanalistas que se reconhecem, devo dizer que nas oportunidades que tivemos de discutir alguma situação clínica, alguma ideia de Mario passou a fazer parte direta e íntima de meu próprio pensamento: o sentido da regressão somática real da anoréxica, como tentativa utópica de retornar ao útero materno…, por exemplo. Foi importante para mim o modo como ele acentuou o caráter desalienante e de transformação psico-política radical da emergência do poeta épico desde o grupo original de identidade regulada pelo mito, o primeiro eu, que lemos juntos no Freud de O mal estar na civilização.

Entre a inteligência sem esforço e o riso fino e vivo, Mario Fuks sempre nos surpreendeu com um aspecto das coisas que não saberíamos, se ele não nos falasse delas. Estar perto dele era uma espécie de alegria criadora, que tornava as coisas inteligentes leves, e as coisas sérias pensáveis. Podemos observar, no caso concreto, a força de uma transferência política. Fica o nosso agradecimento respeitoso a esse psicanalista especial, que deixou tantos frutos e amigos, todos impressionados por sua imensa qualidade teórica e humana. E sua graça única.

Por fim, deixo aqui, para o leitor que tenha interesse, o relato a seu respeito de sua parceira de jornada na Argentina, no exílio, no desenvolvimento do Departamento de Psicanálise e no Curso de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, a psicanalista Ana Sigal – pesquisadora dedicada à psicanálise com crianças, parceira de pensamento e de teoria de Jean Laplanche, membro do Grupo Articulação, grupo nacional de instituições que avalia a expansão da presença da psicanálise em nossa cultura e combate as tentativas de privatização e regulamentação espúrias da psicanálise que circulam por aí, por grupos evangélicos por exemplo… Assim, se poderá verificar uma imagem da história desde uma amiga íntima e constante, como Ana foi de Mario, uma de suas primeiras amigas. E também cotejá-la, em sua acuidade e realidade mais precisa, com os efeitos distantes de uma vida, vista em bloco e de sobrevoo, como o contato tardio com o psicanalista argentino brasileiro me permitiu nesta breve comunicação.

Mario Fuks: recuperando lembranças de sua história

Por Ana Maria Sigal

Este é o trabalho de recordar e homenagear Mario Fuks, um guerreiro inteligente, perspicaz e sensível que dedicou sua vida a lutas que deixariam marcas em sua história e na nossa.

Ao se perder um grande amigo, um companheiro de vida, um irmão de coração, se perde um pedaço nosso, mas não se perde uma história. Recordar significa manter vivo seu legado; é por isto que trago algumas lembranças das raizes do trabalho de Mario Fuks na Argentina, antes de chegar ao Brasil, que explicam sua inserção no Sedes e no curso de Psicanálise. Vou fazê-lo a partir do conhecimento de partes de sua história, derivado de um caminho e de trabalhos que compartilhamos e que desenvolvemos juntos.

Minha história com Mario Fuks tem duas vertentes: nós nos conhecemos em 1966, há 57 anos. Desde essa época nos uniram duas grandes paixões, a Psicanálise e a Política. Mario Fuks tinha uma formação marxista e isso o levou a assumir papeis políticos na história de nosso país, mas também o defrontou com a exigência de questionar a psicanálise, que sempre pensou como um saber vivo e em permanente mudança, comprometida com seu momento histórico. Em psicanálise ele se dedicou à política da clínica, à política da teoria e à política da formação.

Na clínica pensava em como usar seu conhecimento para criar novas formas de inserção a serviço de uma população mais ampla, desenvolvendo politicas publicas; na teoria, a refletir sobre o modo como os laços sociais marcam questões epistemológicas e metapsicológicas do texto freudiano e, na política de formação, questionando estruturas hierárquicas e antidemocráticas presentes nos institutos de ensino. A psicanálise nos permite captar o homem na sua singularidade, o que é a singularidade de sua existência histórica e de sua inclusão como ser social.

Mario Fuks não se furtou a elas. Nenhum produto humano que se rege pelo desejo pode ser neutro, ainda que os lugares de militância tenham sua especificidade. Mario era militante na cidadania e militante na especificidade de seu ofício.

Nos anos 1970 trabalhamos nas “equipes político-técnicas”: grupos de superfície do movimento Juventude Peronista, que pertencia à esquerda do peronismo revolucionario. Nestas equipes se inseriam profissionais de todas as áreas, oferecendo seu conhecimento para promover maior justiça social; em seu caso, se dedicou às políticas públicas relacionadas à saúde mental e à luta antimanicomial. Este braço do peronismo encampou muitos trabalhos na universidade e além de atender companheiros entrosados na luta política, que não pertenciam à superfície, por assim dizer, apoiava trabalhos nas favelas, nos cortiços, nas unidades básicas e nos hospitais. Mario Fuks tinha uma inserção importante nos hospitais gerais e nos hospitais psiquiátricos. O hospital Lanús foi um lugar fundamental de pertencimento para Mario, tanto no trabalho político quanto psicanalítico.

Ele assumiu funções na cadeira de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, onde me convidou a trabalhar. Criou-se ali uma marca histórica, ao oferecer o atendimento psicológico vespertino no Hospital das Clínicas, que funcionava das 19 às 22 horas para possibilitar que os trabalhadores não precisassem pedir dispensa do trabalho para serem atendidos, o que evitava a estigmatização do sujeito como doente mental num tempo em que esse diagnóstico se aplicava a todos os que buscavam a psicanálise para enfrentar seus conflitos. Também se ensinava psicanálise para sensibilizar a escuta dos médicos e usar a relação entre médico e paciente como ferramenta fundamental para entender o doente, mais além de sua doença fisiológica.

A ditadura avançava nos porões e, com o golpe de Estado de 24 de março de 1976, foi possível trabalhar por apenas mais alguns meses, exilados no nosso propio país, pois no meio do ano esta possibilidade se fez insustentável e tivemos que nos exilar. Cheguei ao Brasil em julho de 1976, Mario chegou com Lucía em maio de 1977, quando eu já estava em contato com Regina e Miriam Schnaiderman e outros colegas brasileiros. Nos encontramos por acaso em um bar que ficava na av. Angélica com a rua Maranhão e a alegria foi grande ao nos sabermos vivos, pois a ditadura dizimava nossos grupos de trabalho e a ameaça às vidas tinha uma cotidianidade iminente.

A América Latina estava sendo tomada pelo imperialismo que se propôs à sistemática tarefa de desarticular os movimentos de esquerda que tinham se desenvolvido; a esta altura, a ditadura civil-militar brasileira se encontrava em vias de arrefecimento. Depois desse encontro convidei Mario e Lúcia a conhecerem Regina e o Sedes e eles se somaram ao novo projeto que estava se gestando. Posteriormente uniu-se a nós Silvia Alonso, que chegou ao Brasil em dezembro de 1976, e se incorporou ao nosso curso que se iniciava em 1979, assim como foram se aproximando com o tempo outras colegas exiladas, como Isabel Vilutis e Cristina Ocariz.

Todos trazíamos uma origem comum de militância e de participação nos movimentos que questionavam a psicanálise nas suas estruturas de poder. Vínhamos de uma relação crítica com a Sociedade de Psicanálise e suas estruturas formais e pensávamos na possibilidade de formação de analistas fora dos marcos tradicionais. Mario Fuks trabalhou no grupo de Docência e Investigação, grupo que dependia da Federação de Psiquiatras dirigido por Emilio Rodrigué e que depois se transformou no grupo de Trabalhadores da Saúde Mental, fundamentalmente dando supervisão e formação, também compartilhavamos este espaço. Ali se desenvolviam trabalhos clínicos e institucionais engajados em projetos sociais e políticos das populações periféricas.

Outros colegas que se uniram a nós aqui no Brasil vinham de experiências semelhantes desenvolvidos em outras instituições. Silvia Alonso trabalhava com Armando Bauleo no serviço de Psiquiatria e Psicohigiene de uma maternidade pública, aprofundando-se nas questões da feminilidade e se dedicava à formação de analistas; Lucía trabalhava com Mario no hospital Lanús, importante centro de atendimento e formação e referência em Buenos Aires, onde se conheceram e formaram uma vida em comum. Silvia e Lucía se conheciam desde a Argentina, onde juntas participaram do EPSO, instituição criada por Gregorio Baremblit dedicada à transmissão. Esses projetos que todos trazíamos tiveram sua continuidade em nosso engajamento no Instituto Sedes Sapientiae.

Acontecia então o enfrentamento feito ao poder da IPA pelos grupos Plataforma e Documento, movimento encampado por nossos analistas, supervisores e colegas de trabalho com os quais Mario Fuks compartilhava a realidade desse período histórico. José Bleger, Marie Langer, Emilio Rodrigué, Diego Garcia Reinoso, Gilou Garcia Reinoso, Fernando Uchoa, Gregorio Baremblit, Armando Bauleo, Tato Pavlosky foram alguns de nossos grandes companheiros. Pichon-Rivière era referência de todos eles.

Nessa época já existiam ligações entre brasileiros e argentinos que compartilhavam um pensamento comum. Helena Vianna, expulsa da Sociedade de Psicanálise por denunciar um torturador psicanalista que apoiava a ditadura, encontrou apoio nos movimentos argentinos que a ajudaram a avançar e se defender na investigação quase policial que se seguiu a denuncia. No Brasil também estavam acontecendo grandes mudanças na política e na psicanálise, o que proporcionou a Mario Fuks um bom encontro na sua chegada. Foi aberta e amorosamente recebido por Madre Cristina e Regina Schnaiderman, articuladas com Roberto Azevedo e Isaias Melsohn na organização de um curso de formação abrangente, que abrisse espaço para acolher grande número de profissionais inseridos no campo da saúde mental e desejosos de aprofundar sua formação em psicanálise.

Aqui Mario encontrou ainda teóricos que vinham trabalhando estas questões, e o contato com Helio Pelegrino, Eduardo Mascarenhas, Jurandir Freire Costa, Chaim Samuel Katz e outros lhe permitiu aprofundá-las ainda mais e conhecer melhor profundamente o percurso político da psicanálise no Brasil. O curso que estava se criando recebeu muitos colegas mais jovens que vieram a formar parte deste nosso espaço de compromiso, alguns dos quais foram se incorporando posteriormente como professores.

O que quero enfatizar é a atuação de Mario Fuks, engajada e fundamental. Ele também tinha excelente formação teórica e de militância, formou parte de grupos de estudo com Sciarretta, professor que formou muitos de nós em Marx e Lacan. Mas ele tinha sobretudo uma capacidade de análise que ajudava a encontrar caminhos profícuos. Nosso curso e nosso Departamento sofreram muitas dificuldades e Mario Fuks sempre foi uma luz que ajudava a encontrar caminhos: agudo, inteligente e perspicaz.

Sentiremos saudades, mas a luta continua. Salve, Mario, você estará sempre na nossa memória! Foi um privilégio ter percorrido com você uma história, foi uma alegria ter você no curso e no Departamento de Psicanálise, para seguir sua história e construir a nossa.

*Tales Ab´Sáber é professor do Departamento de Filosofia da Unifesp. Autor, entre outros livros de O soldado antropofágico: escravidão e não-pensamento no Brasil (n-1/ Hedra). [https://amzn.to/4ay2e2g]


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