Seminário Frantz Fanon

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Por RONALDO TADEU DE SOUZA*

O centenário de Frantz Fanon consolida um robusto campo de estudos no Brasil, transformando a efeméride em um acontecimento que reconecta a espectralidade do pensamento revolucionário às urgências da luta racial contemporânea

Eventos intelectuais, acadêmicos e políticos podem ser, paradoxalmente, simples efemérides. Momentos em que um conjunto de pessoas discutem, debatem e conversam sem maiores implicações naquilo ao qual estão empreendendo. Não se trata de desmerecer comemorações importantes que sensibilizam um grupo de indivíduos, datas específicas no calendário da história cultural de certas sociedades e eventos peculiares aos quais se devotam reflexões organizadas.

Todavia, e em termos invertidos, efemérides têm a capacidade de mobilização de forças subjetivas que não só impactam de modo decisivo aqueles e aquelas aos quais estão imbuídos de constituir o espetáculo rememorativo daquilo que inaugurou uma linguagem, como também dos que estão no momento presente de recordação do ato acontecido em si na posição de espectadores-participantes.

Há por vezes a sobreposição da língua inaugurada, do quadro de referência histórica e do personagem (ou personagens) e daquilo que o George Plekhánov chamou de personalidade na história. Assim, temos o acontecimento – na formulação desconstrucionista de Jacques Derrida. E a efeméride, neste caso, é o ressurgimento espectral do acontecimento no horizonte imediato dos que se deixaram enlaçar pela magia da forma de dizer a existência abrangente com plena exuberância e enunciação do nós-humano (Harold Bloom).

É com esse espírito que os dois seminários sobre Frantz Omar Fanon foram realizados, o primeiro em 2021, por ocasião dos 60 anos da morte do psiquiatra e filósofo martinicano; e o segundo em 2025, agora comemorando os 100 anos de nascimento do autor de Pele negra, máscaras brancas.

Dizer neste artigo de avaliação (crítica) dos dois seminários algo sobre Frantz Fanon e sua obra é desnecessário. Muito tem sido dito e escrito. O que se quer, aqui, é propor, com instrumentos de descrição e de analítica: (i) historiar em alguma medida os dois seminários (quem os idealizou, quem os organizou, as instituições que os abrigaram e o público); (ii) compreender o significado do acontecimento e as duas efemérides, a espectralidade do acontecimento; (iii) e averiguar os próximos passos ou não, a partir da conjuntura em que nos encontramos, bem como do II-Segundo Seminário Internacional: o ano 100 de Frantz Fanon.

História

O primeiro seminário Frantz Fanon foi realizado em 2021 na Universidade de São Paulo, a USP. Na ocasião vivíamos a pandemia da Covid-19. Foi o grupo formado por Léa Tsoldo (ciência política-USP/UFABC, Coletivo GIRA), Nilson Lucas (psicologia-UEM), Priscilla Santos (psicologia-USP/UFABC/AMMA-Psique), Ronaldo Tadeu de Souza (ciência política-USP), Deivison Faustino (sociologia-Unifesp) e Bárbara Soares (ciência política-USP, Coletivo GIRA)[i]: todos e todas oriundos da universidade pública brasileira e, com exceção de Ronaldo Tadeu de Souza, pesquisadores da obra fanoniana. Naquele contexto de enfrentamento ao coronavírus o evento aconteceu virtualmente. E o vício se transformou em virtude, pois a participação média do público no momento dos debates era sempre de mais de 200 pessoas; e as visualizações no YouTube da FFLCH-USP seguiram a tendência, alcançando em algumas discussões mais de 500 por mesa.

O grupo manteve contatos esporádicos, decorrentes da própria dinâmica de profissionalização das ciências humanas na contemporaneidade, que afeta mesmo estudiosos da obra do martinicano; vale dizer, o exercício coletivo, o pensar juntos em sentido abrangente, fica comprometido no atual momento do trabalho acadêmico brasileiro (e mundial).

Contudo, nesse intermezzo do primeiro para o segundo seminário, o volume de pesquisas, ativismos, militância, movimentos vários (teatro, artes, coletivos) e reflexões acerca do autor de Pele negra, máscaras brancas e Os condenados da terra aumentaram de maneira excepcional. (Houve uma luzente desmesura nas investigações sobre a obra do psiquiatra, filósofo e revolucionário da Martinica.) Em meia década, portanto, constituiu-se no Brasil um significativo campo de estudos fanonianos. Volto a esse ponto mais à frente.

Chegávamos, então, em 2025. O ano 100 de Frantz Fanon. Nascido em 20 de julho de 1925, Frantz Omar Fanon tinha seu centenário de comemoração no horizonte daqueles e daquelas que têm seu legado como inspiração. Com efeito, o grupo de 2021 voltou a se reunir em 2025, com duas modificações.

Na organização do centenário, se, por um lado, Deivison Faustino, o principal e mais erudito intérprete de Fanon no Brasil, decorrente de uma agenda de intervenções intensas por ser nossa referência plena quando se trata daquele, não pode estar com o grupo original, por outro, agregaram-se na consecução do evento, três outras pessoas: Leonardo Silvério (filosofia-USP e Coletivo Calibã), Jean Tible (ciência política-USP) e Fábio Nogueira (sociologia-UNEB). Outra mudança é que no evento de 2025 os debates foram híbridos – presenciais e online.

Marcando, com isto, maior e mais substantiva interação entre os convidados/das, participantes e organizadores/ras. Ainda sobre o grupo à frente de conseguir erigir o acontecimento, nos foi possível ao menos duas reuniões com a presença da maioria; em grande parte a preparação, estruturação e editoria do seminário se deu pelo grupo fechado de WhatsApp, 100 Anos de Frantz Fanon. Aqui, é necessário insistir, no que concerne aos processos de relação no âmbito do mundo campi, sobre as dificuldades que nos são impostas pelos nossos compromissos profissionais-acadêmicos (assim como pessoais), o que dificultou reuniões com maior sistematicidade.

Ainda assim, como situação normativa, sobretudo no que diz respeito ao ato de automobilização, intervenção e entusiasmo, pode-se dizer que a história organizativa do I e do II Seminários Frantz Fanon é de pleno êxito. Criou-se, ao estilo da técnica de construção artística dos surrealistas, um acaso objetivo: de maneira “fortuita”, um grupo de pessoas animadas, com empatia mútua um para com o outro, solidamente formadas intelectual e academicamente e apaixonadas por seu objeto reuniu-se para erigir as duas comemorações sobre Frantz Fanon. Espera-se, dessa forma, que a partir daí se estabeleça uma certa continuidade no trabalho empreendido pelo grupo; a forma, método, metodologia e nível de institucionalização são algo em aberto…

Acontecimento e Espectralidade

Pele Negra, Máscaras Brancas, O Ano V da Revolução Argelina, Por Uma Revolução Africana e Os Condenados da Terra são verdadeiros acontecimentos derradianos. E seu autor, o artífice – o gênio que criou e deu vida a tais obras. Hegeliano, marxista e existencialista, Frantz Fanon viveu o que escreveu. Assim como Lênin, entendeu que é mais prazerosa “a experiência de uma revolução do que escrever sobre ela”. Sua vida foi um esplêndido evento. Seu legado é incomensurável. Seus escritos tornaram-se inspiração para insurreições por todo o mundo, como afirma Adam Shatz.

De modo que o pensamento-ação fanoniano se converteu em espectralidade variada desde que o martinicano por aqui passou. Objeto de pesquisa e inspiração para movimentos sociais; suporte metodológico para uma saúde pública (psiquiatria, psicanálise, psicologia) renovada e base para teorias sociais; filosofia política e exemplo de comprometimento com a luta do povo; elã para coletivos político-culturais-artísticos e esteio para poéticas: Frantz Frantz Fanon é um continente que nos desafia a evidenciá-lo. E que clama para estarmos implicados naquilo que ele escreveu, disse e praticou.

Entretanto, como todo teórico revolucionário, não ficou isento da derrota histórica das forças de esquerda após a derrocada da União Soviética e a Queda do Muro de Berlim (sobre isso ver Deivison Faustino, 2021[ii]). O ressurgimento de Frantz Fanon – aqui não é possível furtar-se à observação, mesmo de passagem, das transformações ocorridas no cenário mundial depois da crise do sistema financeiro de 2008 nos Estados Unidos e que se alastrou para outros países, despertando o anseio por mudanças efetivas na ordem vigente — em particular no Brasil, tem no ano de 2020 o marco “inicial”. Os seminários internacionais que o grupo de 2021 construiu respondem a esse novo horizonte de retomada da obra fanoniana.

Assim, tanto o primeiro como o segundo devem ser lidos no registro de um momento histórico peculiar. Os elementos constitutivos desse são, linhas gerais, ao menos três: o primeiro, já referido, é o do reerguimento da esquerda radical – é certo que com retrocessos, hesitações, vacilações e incertezas – após a segunda grande e devastadora crise do sistema capitalista mundial em 2008, trazendo para o debate, novamente, o horizonte de emancipação da ordem do capital e de suas formas de opressão.

O segundo, o redesenho demográfico da população discente das universidades públicas e particulares de excelência (PUC’s e FGV’s), acompanhado da emergência de sujeitos políticos e sociais negros originais, hodiernos, após as Jornadas de Junho de 2013; e terceiro, a disposição e ousadia de editoras críticas e de esquerda (especialmente a UBU de Florencia Ferrari e Boitempo de Ivana Jinkings[iii]) em serem peças fundamentais na circulação – com traduções de obras esgotadas, inéditas, bem como a publicação de especialistas no pensamento fanoniano, com destaque para o intelectual, teórico social e professor do Departamento de Saúde Pública da USP, Deivison Mendes Faustino – dos textos de Frantz Fanon e, consequentemente, na configuração do campo fanoniano de estudos, ativismo e militância. Os seminários internacionais são, portanto, uma das peças do mosaico forjado pelo espectro do intelectual martinicano.

Tratando do segundo, ainda vivo na memória, pode-se sugerir três comentários analíticos positivos e dois negativos. No plano positivo, vejamos. Primeiro: o grupo de 2021, conseguiu empreender um evento de acordo ao espírito imaginativo, revolucionário e inquieto de Frantz Fanon, pois foram elaboradas não só mesas padrão – no modelo de debates acadêmicos formais, com três pessoas e um mediador ou mediadora –, mas uma conferência (com um dos mais importantes, se não o mais importante, intérprete de Frantz Fanon, o filósofo norte-americano Lewis Gordon), uma reunião e conversa com coletivos que têm o psiquiatra em suas inspirações e a exibição de documentário, terminando com uma apresentação de jazz.

Além disso, obviamente, as mesas contemplaram os mais variados temas, assuntos e discussões envolvendo a teoria política e social, a psiquiatria, a filosofia e a poética de Frantz Fanon, além de reflexões ligadas indiretamente ao pensamento fanoniano, como os debates no primeiro e último dia sobre a relação entre colonialismo, tecnologia (colonialismo digital) e resistência empreendido pelo historiador Walter Lippold da UFRGS, a filósofa Maria Fernanda Novo da Unicamp e o psicanalista e filósofo da UFF e da Unifesp Cian Barbosa e Fanon e a arte com Victor Galdino (PUC-RJ), Antonio Carlos Araujo Ribeiro Jr. (UFMA), Eugênio Lima (CIA. de Teatro Legítima Defesa) e Mariana Queen (USP), respectivamente.

Segundo: o seminário conseguiu promover uma interação entre os participantes das mesas e algumas pessoas que as assistiram; consolidou as interações dos que já se conhecem e circulam no mesmo grupo-espaço de debates negros e raciais, e novas relações intelectuais e acadêmicas, políticas e de afeto, foram estabelecidas, o que é imprescindível para a construção e consolidação de um campo de estudos (estruturado) de Frantz Fanon no Brasil.

O terceiro aspecto positivo do seminário de 2025, está relacionado com alto nível das discussões realizadas em todas as mesas; a profundidade, o conhecimento dos debates a partir de Frantz Fanon e os que ele repercute, a erudição, a seriedade, o compromisso intelectual e a lealdade crítico-política foi algo notável no II-Segundo Seminário Internacional: o ano 100 de Frantz Fanon: com efeito, o evento fez emergir um acontecimento singular.

Contudo, o seminário foi mal-sucedido em duas circunstâncias. A primeira e principal é que a divulgação ficou restrita, de maneira excessivamente ingênua por parte de seus organizadores e organizadoras, à rede social, particularmente, cards postados no Instagram dos membros do grupo de 2021. Não mobilizamos as estruturas institucionais da universidade que abrigou o seminário: emails de alunos e alunas dos cursos de pós-graduação via departamentos, páginas (sites) dos departamentos que apoiaram e possibilitaram a realização do evento, o setor de comunicação da universidade e mesmo a fixação de cartazes pelos espaços da USP.

A segunda, e aqui, bem entendidas as coisas, a posição é eminentemente pessoal, individual, de quem escreve estas linhas, por outras palavras, não é, muito provavelmente, compartilhada pelo conjunto dos organizadores/ras — faltaram mesas (ao menos uma…) que debatessem a perspectiva político-revolucionária de Frantz Fanon vis-à-vis à situação das lutas de classe-raça que atravessam a contemporaneidade brasileira, que nunca é demais lembrar, tem a sua sociedade formada por maioria negra (pretos e pardos).

Próximos passos ou não…

Com o fim do II-Segundo Seminário Internacional: o ano 100 de Frantz Fanon, fica a pergunta: quais serão os próximos passos que o grupo que se reuniu em 2021 dará? A resposta para essa indagação é dupla, de certa maneira categórica.

A primeira é não haver próximos passos, continuidade, enquanto grupo organizado que mantenha relativa sistematicidade de conversas, intervenções na chave de debates (seminários, colóquios, encontros etc.) ou mesmo reflexões em torno da obra fanoniana.

A segunda é que o grupo se mantenha, reunindo seus membros com alguma periodicidade e pense em modelos de organizar e contribuir para consolidar o campo de estudos fanonianos no Brasil. Ora, isso demandaria disposição coletiva, bem como estratégias imaginativas (criação de um site, pequenos encontros anuais, um veículo de divulgação – caderno, revista, boletim etc.) para a consecução de tal perspectiva e outras que possam surgir.

Ainda sobre esse ponto duas considerações conjunturais são pertinentes: a primeira é que há hoje um contexto de discussões sobre as lutas contra o racismo em várias esferas da vida social combinado com a inserção, via ações afirmativas, de um público não-branco nas universidade públicas e privadas de excelência, a presença de diversos pesquisadores e pesquisadoras da obra de Frantz Fanon e suas repercussões (um aumento considerável desde 2021) e a circulação das obras do martinicano propiciado por editoras críticas e independentes.

A segunda consideração, diz respeito ao âmbito do trabalho acadêmico e as demandas que são impostas a quem dele participa, dificultando e mesmo obstaculizando propostas coletivas – está é uma realidade indefectível e fatal que temos que encarar.

Que o acontecimento e a espectralidade do pensamento-ação de Frantz Fanon perdurem nos próximos anos: pois há um combate contra a violência racial e de classe contra negros ainda por ser feito entre nós…

*Ronaldo Tadeu de Souza é professor no Departamento de Ciência Política da UFRJ.

Notas


[i] As filiações institucionais são do contexto em que se organizou o primeiro seminário. Alguns mudaram de instituições nesse período decorrido.

[ii] Deivison Mendes Faustino. A Política dos “Escritos Políticos” de Frantz Fanon. In: Frantz Fanon. Escritos Políticos, Boitempo, 2021.

[iii] A Zahar é outra das casas editoriais que proporcionaram a circulação da obra de Frantz Fanon para nosso mercado de livros.

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