A OTAN e o “problema russo”

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Por GILBERTO LOPES*

A intervenção militar da Rússia na Ucrânia tem entre seus principais objetivos impedir a OTAN de se instalar em toda sua fronteira europeia

O “problema russo” representa um enorme desafio para a União Europeia, afirmou o alto representante da União Europeia para as relações exteriores e política de segurança e vice-presidente da Comissão Europeia, Josep Borrell. Falando no final da Conferência de Segurança de Munique, Josep Borrell alertou para o perigo de um longo período de tensões. Temia que a Rússia fosse tentada a aumentar suas “provocações políticas e militares contra os países da OTAN”.

A formulação de Josep Borrell coloca-nos diante de um problema que não é fácil de definir: o “problema russo”. Há muitas tentativas de fazê-lo, tanto nos discursos dos líderes mundiais, reunidos em Munique entre 16 e 18 de fevereiro, como nas análises de jornalistas e especialistas.

David E. Sanger e Steven Erlanger, do The New York Times, dão-nos algumas pistas num artigo de opinião sobre os resultados da conferência, publicado em 18 de fevereiro. Em sua opinião, nada que os líderes ocidentais façam – nem sanções, nem condenações, nem esforços militares – alterará as intenções de Putin de desarticular a atual ordem mundial. Para eles, esse seria o “problema russo”.

O passo mais decisivo de Vladimir Putin no cenário político internacional foi a invasão da Ucrânia. O presidente russo explicou inúmeras vezes suas razões. Fez isso em 2007, na mesma reunião de Munique para a qual não foi convidado este ano. Estava preocupado com a expansão da OTAN em direção às suas fronteiras.

Minando a confiança

“Atualmente, estamos assistindo a um abuso incontrolável da força militar nas relações internacionais; um Estado, principalmente os Estados Unidos, ultrapassou suas fronteiras nacionais de todas as formas possíveis. Isto é extremamente perigoso, ninguém se sente seguro”, afirmou Vladimir Putin em Munique, em 2007.

Além da ameaça militar, foi particularmente preocupante o fato de que isto fosse feito sem o respeito às promessas feitas à Rússia quando colapsou o mundo socialista do leste, a Alemanha foi unificada e a OTAN se expandiu para leste, aproximando-se da fronteira russa. Criou-se uma relação corrosiva de desconfiança nas relações internacionais, a que Vladimir Putin se referiu em Munique.

A rebelião do Maidan no final de 2013 e início de 2014, apoiada por Washington, criou as condições para estender este movimento à Ucrânia, onde as relações históricas, políticas e culturais especiais com a Rússia colocavam novos desafios. Com a adesão dos países bálticos à organização, a fronteira da OTAN já estava a cerca de 600 km de Moscou. A Rússia conseguiu impedir que um novo “Maidan” instaurasse outro governo alinhado com o Ocidente em Minsk, impedindo a OTAN de se instalar em toda sua fronteira europeia.

Com a eventual incorporação da Ucrânia à OTAN, uma nova “Cortina de Ferro” isolaria a Rússia da Europa, com uma fronteira do Báltico ao Mar Negro, interrompida apenas pela Bielorrússia. A intervenção militar da Rússia na Ucrânia tem entre seus principais objetivos – tal como definidos pelo presidente russo – evitar essa situação.

Desde o Maidan, as tensões entre Kiev e os habitantes dos territórios ucranianos fronteiriços – as repúblicas de Donetsk e Lugansk, e as províncias de Kherson e Zaporozhie – foram se transformando em confrontos armados cada vez mais frequentes. As tentativas de resolver o conflito entre os separatistas pró-russos e o governo ucraniano através dos Acordos de Minsk I e II, em 2014 e 2015, fracassaram.

Não só fracassaram, como deram origem, anos depois, a uma revelação pouco usual no cenário político internacional. O então presidente francês François Hollande e a chanceler alemã Angela Merkel, teoricamente fiadores do acordo, reconheceram que estas negociações não tinham outro objetivo senão dar tempo à Ucrânia para fortalecer suas forças armadas. “O acordo de Minsk foi uma tentativa de ganhar tempo para a Ucrânia”, disse Angela Merkel numa entrevista ao semanário alemão Die Zeit. Angela Merkel tinha dito ao Die Zeit que o problema não seria resolvido, mas que a negociação daria à Ucrânia um “tempo precioso”.

Em dezembro de 2022, François Hollande foi questionado pelo jornal Kyiv Independent se também acreditava que as negociações de Minsk tinham como objetivo retardar os “avanços russos” na Ucrânia. “Sim”, disse ele. Angela Merkel tinha razão neste ponto. Os acordos de Minsk detiveram a ofensiva russa por um tempo.

Vladimir Putin, por seu lado, disse ter ficado surpreso com a declaração de Angela Merkel: “Apanhou-me completamente de surpresa. É decepcionante. Sinceramente, não esperava algo assim da ex-chanceler”, afirmou. Somada à desconfiança criada pelo não cumprimento da promessa de não aproximar a OTAN da fronteira russa, o reconhecimento de que não se negociava seriamente um acordo em Minsk criou uma atmosfera rarefeita – decepcionante, nas palavras de Vladimir Putin –, sem espaços para novos diálogos neste cenário internacional.

De Lisboa a Vladivostok

Em 2010, numa visita a Berlim, Vladimir Putin sugeriu a integração da Europa com a Ásia, de Lisboa a Vladivostoky, e consultou sobre a possibilidade de incorporar-se à OTAN. Por que nada disso se tornou realidade? Quais eram os interesses que impediam a Europa de se transformar num grande bloco político, geograficamente consolidado, com enormes reservas energéticas, que poderiam ser o resultado de um acordo com a Rússia? O problema russo?

Na resposta a esta pergunta está o segredo da situação atual na Europa. O fato de não ser simples é demonstrado, por exemplo, pela opinião da escritora checa Monika Zgustova, colaboradora frequente do diário madrilenho El País, para quem “os cientistas políticos e os kremlinólogos interpretaram suas palavras como um desejo de que um dia o império russo se estenda de Vladivostok a Lisboa”.

Pesou mais a tentação de invadir Moscou, a fantasia perigosa de dividir a Rússia em vários Estados, de desarticular o maior país da Terra, de abrir uma caixa de Pandora que, essa sim, teria colocado o mundo numa rota instável e impossível de prever.

Essa integração entre a Rússia e a Europa era, provavelmente, o objetivo do ex-chanceler alemão Gerhard Schröder (98-2005) quando assumiu a presidência do Conselho de Acionistas da Nord Stream AG, responsável pela construção e exploração dos gasodutos que assegurariam o abastecimento de energia russa à indústria alemã a preços competitivos.

Atualmente os dirigentes alemães – o chanceler Olaf Scholz, a ex-“pacifista” Annalena Baerbock, responsável pela política externa alemã, ou a também alemã Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia – nem sequer querem ser fotografados com Gerhard Schröder, a quem evitam cuidadosamente, caso esteja presente em qualquer evento oficial.

O fato de que os Estados Unidos não permitiriam o funcionamento do Nord Stream sempre me pareceu evidente. Mas as consequências disso para a Europa também o eram, especialmente para a economia alemã, que entrou em recessão. Prevê-se que terá um crescimento negativo de 0,5% pelo segundo ano consecutivo. Este é o pior cenário dos últimos 20 anos.

Derrotar a Rússia

“A União Europeia deve entregar todas as suas armas pesadas para Kiev. Este problema tem que ser resolvido agora. Nós temos uma grande experiência e entendemos que a Europa não precisa destas armas: tanques, veículos de infantaria e outros armamentos, que são inúteis para a próxima guerra. Deveriam doá-las todas a nós, como fez a Dinamarca”. “Nós estamos prontos para destruir a Federação Russa”, disse o conselheiro de segurança nacional da Ucrânia, Aleksey Danilov.

Destruir a Federação Russa? É difícil imaginar que a Ucrânia possa fazer isso. No início do terceiro ano do conflito, a iniciativa militar está em mãos russas. Mas, como veremos, os analistas ucranianos e ocidentais não abandonam a expectativa de uma vitória militar.

Para o ex-secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, é incorreto falar de um “impasse” na guerra. Num artigo para a Foreign Policy, assegura que os meios para a vitória da Ucrânia continuam firmemente nas mãos do Ocidente. Cita a situação no Mar Negro, onde afirma que as forças ucranianas têm sido bem sucedidas em seus ataques à frota russa. “Se os ucranianos receberem as armas de que necessitam, já demonstraram que as sabem utilizar muito bem. Por isso, penso que devemos levantar todas as restrições que nos impusemos ao fornecimento de armas”, disse Anders Rasmussen.

Há dois cenários em jogo nos esforços para derrotar a Rússia. No militar, a proposta de entregar à Ucrânia armas cada vez mais potentes, capazes de atingir em profundidade o território russo. No econômico, multiplicar o universo das sanções mas, sobretudo, resolver as dificuldades legais para entregar à Ucrânia cerca de 300 bilhões de dólares de depósitos russos, congelados principalmente em Bruxelas e nos Estados Unidos.

Sobre o primeiro, o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que se trata de “dar à Ucrânia mais armas de longo alcance para atingir o coração da Rússia e, assim, semear a confusão e o pânico e minar a confiança da população”.

Lawrence D. Freedman, professor emérito de estudos da guerra no King’s College de Londres, argumenta no mesmo sentido num artigo também publicado na Foreign Policy de 23 de fevereiro. Para derrotar a Rússia, a Ucrânia precisa de armas de longo alcance, afirmou: “Por que o Ocidente deve continuar armando a Ucrânia?”.

Lawrence Freedman reconhece que a Ucrânia enfrenta dificuldades no campo de batalha. Mas, na sua opinião, nenhuma delas supera o perigo evidente de um triunfo russo para a Europa, o que a obrigou a tornar permanente o apoio a Kiev.

Anders Rasmussen perguntava-se por que o Ocidente deve continuar armando a Ucrânia. Sua resposta foi porque a Ucrânia estava “lutando em nosso nome”. “Estão sofrendo não só para proteger seu país, mas todo o continente europeu contra uma Rússia agressiva”.

Na perspectiva norte-americana, acrescentou, a ajuda à Ucrânia representava apenas 3% ou 4% de seu orçamento de defesa (o que não é pouco, uma vez que o orçamento de defesa dos Estados Unidos é maior do que o dos dez países seguintes juntos). Para Anders Rasmussen, com essa “pequena quantia de dinheiro, os Estados Unidos conseguiram uma degradação significativa da força militar russa”.

Digamos que isto seja assim. Mas devemos ainda responder por que é tão importante “destruir a Federação Russa”…

Vladimir Putin busca uma explicação no mundo que surgiu após a derrota na Guerra Fria. Está em seu discurso de 24 de fevereiro de 2022, no qual explicava suas razões para ir à guerra. “Assistimos a um estado de euforia criado por um sentimento de superioridade absoluta, uma forma de absolutismo moderno. Após a desintegração da União Soviética, os Estados Unidos e seus aliados ocidentais tentaram dar-nos o golpe final, destruir-nos completamente”, afirmou.

Vladimir Putin lembrou que, em dezembro de 2021, semanas antes do ataque à Ucrânia, apresentaram uma nova proposta aos Estados Unidos e aos seus aliados sobre a segurança europeia e a não expansão da OTAN para leste.

“Qualquer expansão da infraestrutura da OTAN ou qualquer implantação em território ucraniano é inaceitável para nós”, acrescentou, destacando que, para os Estados Unidos e seus aliados, se trata de um avanço em sua política de contenção da Rússia. “Para nós, é uma questão de vida ou de morte, do nosso futuro como nação”.

Parece-me que, nessa discussão, nem sempre é dada a devida atenção ao fato de que o conflito se situa na fronteira russa. Não foram os russos que avançaram para o Ocidente ou instalaram suas armas nas fronteiras ocidentais. Esse aspecto geográfico é um fator extremamente importante para qualquer consideração sobre esta guerra.

Também sinto falta de outro argumento: neste caso, sobre a anexação da Crimeia pela Rússia. É o mesmo pano de fundo da reivindicação britânica de soberania sobre as Ilhas Malvinas. É um argumento baseado na vontade de seus habitantes, que se estabeleceram ali após uma ocupação militar. Há pouca (ou nenhuma) diferença com o caso da Crimeia.

A expansão russa

Tucker Carlson, depois de sua entrevista com Vladimir Putin, fez vários comentários sobre o que foi discutido. Disse que “só um idiota poderia acreditar que a Rússia está planejando sua expansão”.

A que território pode a Rússia aspirar? Devemos perguntar-nos qual seria o objetivo de tal avanço sobre os países da OTAN. Que sentido faria isso para a Rússia? O que ganharia com isso?

Vladimir Putin tem reiterado que não é esse seu objetivo, que não tem interesse em conquistar a Ucrânia, nem em atacar a Polônia ou a Letônia, o que o colocaria em guerra direta com os países da OTAN, incluindo os Estados Unidos. Em outras palavras, uma guerra nuclear. Mas, no Ocidente, este argumento é utilizado para justificar diante de seus cidadãos a exigência de novos recursos para apoiar a Ucrânia.

Alexander Wardy e Paul McLeary, jornalistas do Politico, defendem que, para o Ocidente, só há um “Plano A” nesta guerra: derrotar militarmente a Rússia. Em seu artigo, citam o ministro das relações exteriores ucraniano, Dmitry Kuleba, dizendo aos europeus que, quando ouvem que as forças ucranianas se retiraram de Avdeevka, devem pensar que os russos estão agora um pouco mais perto de suas casas. É preciso olhar para um mapa para avaliar a afirmação de Kuleba. No entanto, do ponto de vista de Putin, o argumento pode servir-lhe para explicar por que decidiram reagir aos avanços da OTAN em direção às suas fronteiras.

O “Plano A”

A ideia do “Plano A” é a mesma que o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, defende. “Uma derrota da Ucrânia não pode ser uma opção. Todos nós sabemos muito bem quais serão as consequências devastadoras para a Europa e os valores que representamos e para o mundo. É por isso que é crucial agir”, diz Charles Michel, um político belga conservador como todos os que controlam as instituições europeias.

Falava à correspondente em Bruxelas do El País, María Sahuquillo, um jornal que, como quase todos os grandes meios de comunicação europeus, transformou o jornalismo numa arma de guerra. O cenário é visto apenas de um ponto de vista, o que não contribui nem para uma opinião informada nem para uma busca realista de uma solução para o “problema russo”. É por isso que ficaram tão bravos com a entrevista de Tucker Carlson com Vladimir Putin, a quem chamaram de “traidor”.

Há pouca reflexão, quase nenhuma tentativa de pensar como se chegou a esta crise, nem se – talvez – existem outros planos, “B” ou “C”, para encontrar uma saída. Afinal, pelo menos na opinião dos líderes ocidentais, o “problema russo” resume-se “às consequências devastadoras para a Europa e os valores que ela representa e para o mundo” que o triunfo de Moscou poderia ameaçar. De todo modo, quanto ao controle da Rússia sobre partes do território da Ucrânia – como Vladimir Putin disse a Tucker Carlson – há formas de resolver a questão de forma digna. “Há opções, se houver vontade”.

O problema russo

No final, o “problema russo” é aquele que foi levantado pela subsecretária de estado Victoria Nuland, num comentário para a CNN: “Francamente, essa não é a Rússia que queríamos. Queríamos um parceiro que se ocidentalizaria, que seria europeu. A Rússia de hoje não corresponde à imagem que os Estados Unidos queriam ver”.

Victoria Nuland desempenhou um papel fundamental nos protestos do Maidan, na “revolução laranja” que levou os aliados ocidentais ao poder em 2014. Mas não é ocioso olhar (de novo) para os avisos do notável diplomata norte-americano George Kennan e para seu artigo, publicado em 5 de fevereiro de 1997, no The New York Times.

George Kennan referia-se à proposta de adesão à OTAN de três países do antigo bloco soviético – Polônia, Hungria e República Checa – que se concretizaria dois anos depois. Seu artigo (que já citamos outras vezes) intitulava-se “Um erro fatal”. “Falando claramente”, disse George Kennan em 1997, “a expansão da OTAN pode ser o maior erro de política dos Estados Unidos em todo o período pós-Guerra Fria”. “Tal decisão”, acrescentou, “provavelmente despertará tendências nacionalistas, antiocidentais e militaristas na Rússia, terá um efeito adverso no desenvolvimento da democracia na Rússia, restabelecerá uma atmosfera de Guerra Fria nas relações Leste-Oeste e “empurrará a política externa russa em direções que decididamente não serão do nosso agrado”.

Nada disso pode ser compreendido sem um olhar um pouco mais amplo sobre a situação mundial. Serhii Plokhy, diretor do Instituto de Investigação Ucraniano de Harvard, e Mary Elise Sarotte, professora distinta de Estudos Históricos da Universidade Johns Hopkins, num artigo sobre o lugar da Ucrânia no cenário pós-Guerra Fria (“The shoals of Ukraine”, Foreign Affairs, novembro de 2019), referem-se ao papel de uma Rússia que, de seu ponto de vista, resiste em reconhecer seu lugar após o desaparecimento da União Soviética.

Referem-se ao desaparecimento de uma grande potência: “A União Soviética pode ter deixado de existir no papel em dezembro de 1991, mas sua influência não. Os impérios não desaparecem simplesmente. Morrem lenta e desordenadamente, negando sua decadência quando podem, cedendo seus domínios quando não têm alternativas e lançando ações desesperadas sempre que vêem uma oportunidade”.

Parece-me uma descrição perfeita do comportamento dos Estados Unidos de hoje, embora não seja essa, naturalmente, a intenção dos autores.

Andrés Ortega, pesquisador sênior do Real Instituto Elcano e diretor do Observatório das Ideias, publicou em abril do ano passado um artigo na “Agenda Pública” do El País sobre a “arrogância ocidental e a vassalagem europeia”.

Lembra-nos de que, desde meados da década passada, a economia ocidental é menor do que a do resto do mundo, que “o mundo mudou, mas o Ocidente parece não estar à parte”. “Não quer apenas defender seus interesses, valores e modo de vida, o que é normal e legítimo, mas também dar lições aos demais”.

Tendo em vista os interesses envolvidos, os recursos investidos, as nações participantes, o conflito na Ucrânia só pode ser visto como a nova forma de uma guerra mundial. Depois da Primeira e da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria, seria a Quarta Guerra Mundial. Para aqueles de nós que tentávamos imaginar como seria, ela está agora diante dos nossos olhos. É a que pode ocorrer, antes da última, a nuclear. Enquanto isso, a Alemanha decide se vai entregar a Kiev armas de longo alcance capazes de bombardear Moscou.

*Gilberto Lopes é jornalista, doutor em Estudos da Sociedade e da Cultura pela Universidad de Costa Rica (UCR). Autor, entre outros livros, de Crisis política del mundo moderno (Uruk).

Tradução: Fernando Lima das Neves


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