A política econômica do nacional-socialismo

Imagem: Petro Petrovych
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Por ROMARIC GODIN*

Em um texto recentemente traduzido para o francês, Alfred Sohn-Rethel descreve o mecanismo pelo qual os nazistas, aproveitando-se da crise econômica, implantaram um tipo particular de economia que inevitavelmente levou à guerra e à violência

A ascensão da extrema direita no Ocidente necessariamente nos leva a examinar as condições que levaram à vitória do fascismo na década de 1930. Sob esse ponto de vista, uma obra recentemente republicada em francês sob o título Industrie et national-socialisme, faz uma contribuição original e decisiva para uma boa compreensão da ascensão ao poder do nazismo na Alemanha, em 1933.

Alfred Sohn-Rethel, seu autor, é um personagem original. Havendo nascido em Neuilly-sur-Seine, em França, morreu aos 91 anos em Brémen, na Alemanha. De família da alta burguesia alemã, foi economista e filósofo marxista; esteve próximo por um tempo dos filósofos da Escola de Frankfurt. Durante suas muitas peregrinações profissionais, no início dos anos 1930, ele foi contratado por um centro de estudo de empregadores alemães, o Mitteleuropäischer Wirtschaftstag. Lá, ocupou uma posição privilegiada para observar o comportamento dos capitalistas alemães durante a década de 1930. E foi lá que ele fez as anotações que comporiam o corpo deste texto.

Em 1936, foi forçado a deixar a Alemanha, para onde só retornaria trinta e seis anos depois. Foi então, em 1973, que uma primeira versão do texto apareceu, sem autorização do autor, sob o título Ökonomie und Klassenstruktur des deutschen Faschismus (Economia e estrutura de classes do fascismo alemão). Mas somente em 2016 tornou-se possível obter uma edição crítica e completa do texto.

Sohn-Rethel manteve-se cauteloso com relação à publicação deste escrito, pois ele, na verdade, contradiz a narrativa construída pela esquerda alemã, que via no nazismo, assim como no fascismo em geral, um “último recurso” da classe capitalista em geral. A abordagem de Sohn-Rethel é mais precisa e mais próxima daquela encontra no Marx de As lutas de classes na França (1850): examina os interesses de diferentes grupos sociais em relação a situação objetiva do processo da acumulação de capital. As estratégias adotadas, às vezes contraditórias, derivam desse processo.

Setores econômicos devastados

Assim, quando a crise de 1929 atingiu a Alemanha com uma violência sem precedentes, proporcional à sua dependência dos fluxos de crédito dos Estados Unidos, o capital local ficou dividido em dois grandes grupos. Por um lado, havia a parte ainda lucrativa do capital, que poderíamos chamar de “saudável” do ponto de vista puramente econômico; ela estava baseada na indústria de exportação surgida da “segunda revolução industrial”, nucleada na eletricidade e no motor a combustão.

Encontram-se aí os grandes grupos exportadores, como Siemens ou IG Farben. O interesse deles era claro: a competitividade externa do país tinha de ser defendida a todo custo por meio de uma política de deflação que permitisse tanto sustentar a moeda quanto reduzir custos. Essa é exatamente a política adotada pelo chanceler Heinrich Brüning a partir de 1930: ao comprimir a demanda interna, as exportações e a acumulação nesses setores foram favorecidas. É isso que Sohn-Rethel chama de “campo de Brüning”.

Mas o capitalismo alemão não se limitava a esses setores. A crise devastou aqueles que mais dependiam da demanda interna e eram menos eficientes nos mercados estrangeiros. Do comércio à agricultura e às antigas indústrias metalúrgicas da “primeira revolução industrial”, esses setores, bem numerosos sofreram bastante com a lógica econômica de Heinrich Brüning, que reduzia a demanda interna ao manter uma política de austeridade.

São esses setores mais fracos que apoiarão uma alternativa nacionalista à gestão do capitalismo alemão e favorecerão, em 1930, a “frente de Harzburg” entre o magnata da mídia de extrema direita Alfred Hugenberg e os nazistas de Hitler. É esse setor que Sohn-Rethel chama de “o campo da frente de Harzburg”.

Nesse campo, os interesses se mostravam relativamente distintos, mas podem ser resumidos em dois objetivos principais. Primeiramente, uma hostilidade ao mercado, no qual esses setores eram sistematicamente perdedores. Para sobreviver, eles precisavam evitar enfrentar a concorrência. Em segundo lugar, esses setores se mostravam incapazes de lucrar com ganhos de produtividade, obtendo aquilo que Marx chamou de “mais-valor relativo”. Portanto, precisavam de uma organização social e econômica que lhes permitisse sobreviver por meio do “mais-valor absoluto”, ou seja, pela redução do salário real, condição para que fosse obtida uma taxa de lucro maior, ou seja, satisfatória.

Um modelo repleto de contradições

Essas duas demandas formarão a base da economia nazista. Durante os três primeiros anos da década dos anos 1930, o partido de Hitler tornou-se o representante do que Sohn-Rethel chamou de “capitalismo fracassado”. Segundo o autor, esse capitalismo buscava retornar a uma forma primitiva de acumulação, na qual o Estado passa a desempenhar um papel central.

A sua análise é, portanto, muito diferente daquela sustentada pela esquerda da época (e, em grande parte também, pela esquerda de hoje), que via no fascismo um meio de recuperação saudável da acumulação de capital. Pelo contrário, para Sohn-Rethel, a economia fascista visava tornar a gestão da ruína o modo normal de gestão do capital. E essa análise, como veremos, é essencial para entender sua evolução.

A princípio, a política adotada por Heinrich Brüning, com o apoio tácito dos social-democratas, em prol dos setores de exportação, foi um desastre. A pressão exercida sobre a demanda interna agravou a crise, que foi reacendida em 1931 com o colapso do sistema bancário e a desvalorização da libra, que exerceu nova pressão sobre a competitividade alemã. A austeridade de Heinrich Brüning veio a ser uma política desesperada que impedia qualquer recuperação séria da economia como um todo.

Nessas condições, o ano de 1932 viu a derrota inevitável do “campo de Brüning”. A aliança entre comerciantes, trabalhadores siderúrgicos e proprietários de terras levou, no início de 1933, à nomeação de Hitler como chanceler; nesse momento, Paul von Hindenburg, presidente do Reich, passou a optar pelos nazistas.

As modalidades políticas dessa mudança são descritas em detalhes por Johann Chapoutot (autor do prefácio desta edição francesa) em sua obra Les Irresponsables. Qui a porté Hitler au pouvoir ? (Gallimard). A partir de então, os nazistas colocaram em movimento o programa de gerenciamento da economia arruinada. No início, com sucesso.

Para reduzir a exposição aos mercados internacionais, foi estabelecida uma aparente autarquia, baseada na criação de uma economia razoavelmente fechada na Europa Central. Em particular, as importações, especialmente as agrícolas, foram reduzidas e concentradas em uma rede de países “amigos” ou vassalos da Europa Central.

Para promover a obtenção da mais-valia absoluta no agregado, os salários foram mantidos baixos. Mas o novo centro da economia alemã passou, então, para a indústria armamentista. E isso permitiu um relançamento de um ciclo de investimentos e de lucros em todos os setores devastados pela crise. Nessa primeira fase em que, nas palavras de Sohn-Rethel, “o fascismo se mostrou lucrativo”, procurou-se apagar os efeitos da crise 1929.

Contudo, as indústrias do lado de Heinrich Brüning continuaram a desempenhar um papel importante no fornecimento das divisas necessárias para a política monetária conduzida por Hjalmar Schacht, que havia retornado à chefia do Reichsbank.

No entanto, esse modelo econômico estava repleto de contradições. A demanda interna não podia se basear no consumo de forma duradoura; como a indústria lucrativa precisava se concentrar nas exportações, a lógica da obtenção do mais-valor absoluto implicava necessariamente que os salários tinham de permanecer baixos.

Em consequência, o apoio que os setores exportadores ofereciam a esse sistema só poderia ser temporário, já que a autarquia e a inflação minavam as bases de seus negócios. Por fim, enquanto a agricultura alemã podia se alegrar por ter se libertado da concorrência global, o preço pago por isso era uma produtividade tão baixa que, a partir de 1936, uma crise alimentar sobrevinda ameaçou o país.

O salto para frente – violência

Esse conjunto de contradições tinha apenas uma saída: a intensificação da produção de armas; somente ela possibilitava reativar o investimento integrando progressivamente os setores de exportação. Essa corrida se concretizou com a transferência do controle da economia para Hermann Göring e a marginalização progressiva de Hjalmar Schacht, bem como com a transição, em 1938, para o segundo plano quadrienal.

Para Sohn-Rethel, o armamentismo desmedido é a própria essência da economia fascista assentada numa indústria em ruínas: trata-se de uma produção que não tem outro propósito além de si mesma e não está destinada a nenhuma outra validação social além daquela proporcionada pelo Estado. Assim, uma economia focada no rearmamento fica livre do mercado e da demanda dos consumidores comuns. E é por isso que esse caminho se tornará um meio comum de sair da crise e que pode ser usado por todo o mundo desenvolvido daí em diante.

A contribuição de Sohn-Rethel neste ponto é mostrar que o rearmamento não é apenas consequência do nacionalismo incitado pelo fascismo, mas também das condições materiais que o levaram ao poder. Eis, pois, o que ele diz sobre isso: “Uma acumulação de capital baseada em tal produção de mais-valor absoluto deixa de gerar investimentos economicamente produtivos, para produzir coisas que não satisfazem qualquer necessidade de consumo, ou seja, material para a guerra; ora, isso lhe é bem inerente”.

Ao renunciar à possibilidade de obter ganhos de produtividade, mantendo, entretanto, a demanda por acumulação capitalista, a economia fascista só pode produzir bens cuja função é permitir uma expansão que se concentra no emprego da força. E esse uso se torna generalizado: é necessário tanto explorar a força de trabalho com a maior brutalidade para extrair o máximo desse famoso valor excedente, quanto capturar à força os recursos que o mercado se recusa a fornecer. “Tal sistema de produção substitui a função econômica do capital pela força bruta”, resume Sohn-Rethel.

No final de 1938, essa lógica enfrentou problemas. Havia falta de moeda estrangeira e a Alemanha nazista tinha então duas opções. Por um lado, ela poderia voltar a uma economia civil focada em exportações. Por outro lado, ela poderia assumir claramente a criação e a sustentação de uma economia de guerra, produzindo nesse curso todas as armas que a Alemanha precisava para sobreviver. Contudo, como o autor aponta, já não era mais possível voltar atrás. A política de Heinrich Brüning havia demonstrado já os limites dessa tentativa e, em 1938, ela parecia ainda menos possível diante da integração dos setores lucrativos à lógica fascista.

A lógica da guerra era, portanto, absolutamente racional no modelo de capitalismo que fora implementado pelos nazistas a partir de 1933. Privada progressivamente de financiamento, privada também de oferta abundante de alimentos, a Alemanha decidiu logicamente embarcar em um projeto de devastação em larga escala de toda a Europa, mergulhando o mundo no horror: o racional se tornava, assim, irracional.

A atualidade do texto

A precisão e documentação do texto de Alfred Sohn-Rethel tornam possível compreender e esclarecer a complexa ligação entre economia e fascismo. O fascismo não é mais apenas um salva-vidas para o capital, mas um modo particular de gestão capitalista que depende dos setores decadentes do sistema econômico. Nessa lógica, a violência não é um meio, mas um fim em si mesmo, pois se trata de um meio extremo para manter a acumulação. A “força bruta” torna-se a base da produção e da validação social dessa mesma produção.

Ler este livro inevitavelmente nos leva de volta ao nosso próprio tempo. O fracasso político e econômico dos neoliberais confrontou uma parte do capital que tenta agora encontrar uma alternativa aderindo à extrema-direita. Essa parte do capital lembra a aliança heterogênea do “campo Harzburg”: inclui tanto os setores improdutivos e não competitivos, quanto as empresas zumbis dependentes do Estado e dos setores rentistas da economia, das finanças à tecnologia. Todos eles têm a particularidade de querer fugir do mercado, solicitar a proteção do Estado e depender de baixos salários.

O surgimento de uma lógica de “blocos” geopolíticos e de uma busca por solução “militar” diante da fraqueza do crescimento, notada naquela época, confere ao livro de Sohn-Rethel uma relevância muito especial. A extrema-direita ocidental propõe agora uma solução violenta, tanto para resolver “desordens internas” quanto para afirmar a “grandeza” externa. Mas por trás das manipulações políticas e do discurso de ódio, há também uma lógica econômica, aquela de um capitalismo mundial que nunca se recuperou realmente da crise de 2008.

Essa situação abriu uma fissura dentro do capital, anteriormente unido em torno do projeto neoliberal de globalização e de “reformas” antissociais. E é nessa fratura que está inscrito o monstro fascista. Uma vez instalado, organiza a economia de tal forma que revertê-la se torna cada vez mais difícil. A única opção, então, é fugir para frente, rumo ao estado de violência. Essa irreversibilidade é ainda mais evidente hoje, quando as próprias potências neoliberais estão se convertendo à lógica da soberania e da brutalidade.

Nesse sentido, a leitura do ensaio de Alfred Sohn-Rethel é indispensável, mas também perturbadora. Porque a história nunca se repete da mesma forma, mas o faz apenas segundo esquemas semelhantes. E a própria distância que nos separa dos eventos relatados neste texto é preocupante. Por trás das novas formas adotadas pela lógica da economia arruinada, a predação e a violência se impõem no cerne da lógica econômica do capital.

*Romaric Godin é jornalista. Autor, entre outros livros, de La monnaie pourra-t-elle changer le monde. Vers une écologique et solidaire (10 x 18). [https://amzn.to/3YOW0GC]

Tradução: Eleutério F. S. Prado.

Publicado originalmente no portal Mediapart.

Nota do tradutor


Como se sabe, Marx escreveu no capítulo 15 do Livro III de sua obra maior que “a verdadeira barreira da produção capitalista é o próprio capital”; eis que, em seu movimento expansivo, ele próprio põe sempre barreiras que busca superar: “A produção capitalista tende constantemente a superar esses limites que lhes são imanentes, porém consegue isso apenas em virtude de meios que voltam a elevar diante dela esses mesmos limites, em escala ainda mais formidável”.

No entanto, ele pensou em seu tempo que a superação dessas barreiras se daria sempre por meio do próprio processo econômico, ou seja, por meio das crises e de suas consequências: “Estas são sempre apenas violentas soluções momentâneas das contradições existentes, erupções violentas que restabelecem por um momento o equilíbrio perturbado”. Assim, “os métodos pelos quais ela atinge esse objetivo incluem: o decréscimo da taxa de lucro, a desvalorização do capital existente e o desenvolvimento das forças produtivas do trabalho à custa das forças produtivas já produzidas”.

Ora, diante dos eventos históricos dos séculos XX e XXI, diante dessa descrição de Sohn-Rethel dos eventos na economia alemã na década dos anos 30 do século passado, é possível notar como o Estado, em certas situações, tem de entrar numa economia de guerra para superar as formidáveis barreiras criadas à acumulação de capital pelo próprio processo de acumulação de capital.

Tem-se assim, contudo – e isso a história também mostrou – um método extremo, suicidário, de enfrentar tais barreiras. Esse método costuma ser chamado de “keynesianismo de guerra” para distingui-lo do “keynesianismo de paz” recomendado por John M. Keynes, mas nem sempre eficiente para superar as crises de lucratividade que assolam a acumulação de capital. Como indica Romaric Godin, é perturbador notar que se está agora, novamente, diante desse tipo de “solução”…

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