Crônica de um país em transe

Clara Figueiredo, série_ Brasília_ fungos e simulacros, super quadra, 2018
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Por ROMUALDO PESSOA CAMPOS FILHO*

O desafio de enfrentar a realidade, numa época de pós-verdade

Já não é mais tão fácil, ou talvez nunca tenha sido, produzir conhecimentos sobre a realidade vivida, ou compreender os fatos que nos cercam e nos afetam direta ou indiretamente, em um mundo conectado onde as pessoas julgam saber de tudo, por meio de informações superficiais e abstratas.

Por essa razão, e por poder ver tantas opiniões se multiplicando aceleradamente pelos canais virtuais, blogs, sites, aplicativos, de forma resumida, e acintosamente antidialética, que me recolhi à minha insignificância. Ser observador em um mundo de “gênios”, conhecedores rasos de políticas e geopolíticas, nos angustia, isso é inegável. Mas, pelo menos evitamos ser afrontados tanto pelo maniqueísmo que impera resolutamente nos tempos atuais, mais do que em outros tempos, ou não; bem como não somos alvos de “cancelamentos”, ou de ataques estúpidos, por quem só deseja ler e ouvir aquilo que deseja, nesse tempo alguns anos atrás já denominado de “era da pós-verdade”.

Mas resolvi retornar, e produzir um artigo na linha de outros que já escrevi, com um título parecido com esse que uso neste: “Crônicas de um mundo em transe”.[1] Talvez essa minha publicação possa vir a despertar alguns desses sentimentos, e eu venha a sofrer os ataques de milícias virtuais, pérfidos vigilantes da estupidez que grassa e faz reacender as fúrias neonazistas e neofacistas. Mas também posso ser afetado pela reação ferina de uma esquerda que atualmente se equilibra entre os discursos identitários e a visão maniqueísta de mundo.

Numa estranha fuga da realidade e da compreensão dialética de analisar e perceber as sociedades em meio a todas as suas contradições, e do entendimento que muito nos ensinou o legado marxista, de que devemos partir da observação da totalidade das coisas, e que, por meio das análises das partes que a compõem, e da necessária vinculação entre elas, só assim, podemos compreender o todo dentro de uma visão concreta, materialista e dialética de como esse mundo foi sendo construído e da sua existência real nos tempos atuais.

Elevar alguma dessas partes a condição de elemento prioritário no enfrentamento dessa realidade social, nos impede de compreender e de ter a noção exata da existência de classes sociais, de um sistema dominado por uma dessas classes e de uma estrutura que vai muito além dos embates específicos, e deve, sempre, nos levar diretamente para a compreensão das raízes de como toda essa estrutura foi sendo construída.

E, se quisermos destruí-la, e queremos, porque é abjeta em sua lógica desigual, precisamos abalar os seus alicerces, e transmitir às novas gerações as observações sobre como as colunas que sustentam todo esse arcabouço de uma sociedade perversa na consolidação e na defesa de um sistema injusto e deformado, estão construídas sobre fundamentos ideológicos rasos, frágeis, manipuladores, mas que se sustentam no medo, na fé e religiosidade das pessoas, na ganância, na usura e no individualismo que explora o trabalho alheio e sobre ele eleva suas riquezas e as transmitem por gerações e gerações, pela perversão meritocrática do direito de heranças.

“O mundo é muito mais complexo do que querem nos fazer crer”.[2]

A pior coisa que podemos fazer, na busca pela compreensão da realidade, é simplificarmos o olhar, ou o entendimento, de como é o mundo. Infelizmente, atravessamos um momento da história que inevitavelmente tem formado as novas gerações, onde a informação transborda como um líquido gaseificado após ser sacudido, mas que o conhecimento se dissipa como uma neblina.

Ou seja, temos muita informação, que nos são apresentadas na absoluta maioria de forma rápida e superficial, e carecemos de um conhecimento aprofundado sobre a realidade. Isso nos leva desastrosamente ao crescimento da estupidez, da idiotização e da alienação política. E, por óbvio, torna-se difícil a condução de qualquer debate, quando o expositor olha para uma plateia, ansiosa por compreender cada palavra dita por meio do acesso rápido ao Google – e agora ao ChatGPT – e a intervir com a idólatra sabedoria abstrata, ou na apostasia daquilo que lhe guiava até pouco tempo. Evidente que isso também não deixa de ser a dialética, ou a negação da negação, mas que devemos ver pelos caminhos oblíquos de uma sociedade que se guia por referências tais quais como uma biruta de aeroporto, que se deixa levar ao sabor do vento.

Mas pelo menos esse instrumento, de antanho, que sobrevive até hoje, tem a função de indicar a direção do vento. Já o sapiente ignorante se deixa levar pelas informações fáceis, aleatoriamente, em muitos casos, falsas, e se identifica com elas na conjunção com as circunstâncias de suas vidas, chatas, ressentidas, conflituosas, inexpressivas, cheias de rancores, desequilibradas, ou que se originam nas pregações dos púlpitos, mas cujas razões para explicar cada uma dessas situações não são compreendidas dialeticamente, e por isso, na busca pela razão rasa, com perdão da quase redundância, se (des)equilibram na adesão àquelas informações que lhes são mais convenientes às condições em que vive num dado momento. Dessa forma se tornam presas fáceis dos movimentos de uma extrema-direita que se dedicou nos últimos tempos a buscar nessas contradições o seu crescimento, e a adesão dessas pessoas, presas pela ignorância, pelo fundamentalismo religioso e pela alienação política.

Qual o risco no qual estamos metidos? É que essa situação não nos parece ser de uma passagem rápida. Possivelmente viveremos ainda por um bom tempo, tentando lidar com uma realidade tóxica, contaminada por discursos que inspiram o rancor, o ódio, a estupidez. A desinformação será a arma principal nas lutas políticas, principalmente por meio da destruição de reputação. Da mesma forma o uso e abuso da fé, partindo das pregações odientas de pastores sanguessugas e demais religiosos que fincam seus pés e seus valores na rigidez anacrônica de costumes ultrapassados, completamente distanciado da realidade atual.

Por esse meio, no entanto, seguirá acontecendo o recrutamento de uma população marcada pela baixa autoestima, e fragilizada por condições sociais desequilibradas, bem como pelo medo gerado pelo avanço da violência em um modelo de mundo perverso, mas onde essas pessoas se deslocam na direção de seus algozes. A compreensão de um mundo que se explica pela luta de classes sequer passa perto do entendimento da realidade como eles próprios se veem. São, assim, reféns do discurso conservador, pautado pelos costumes de eras passadas, pela hipocrisia de apóstatas que se desviam de princípios basilares do cristianismo. Estão à mercê do fascismo e do neonazismo, ou, da extrema-direita radicalizada.

Os desafios para quem lê, estuda e analisa o que está acontecendo no Brasil e no mundo, com um olhar estratégico, dentro de uma metodologia que prime pela compreensão dialética da realidade, são enormes. Porque as gerações atuais não têm mais a paciência de se aprofundar nos temas necessários ao entendimento da complexidade do mundo. São premidas por um tempo marcado pelo excesso de informação e a necessidade de ler sobre muitas coisas em um curto período. É a geração Tik-Tok.

O desafio de enfrentar a realidade, numa época de pós-verdade

Como alterar isso? Esse é o dilema. Ou seja, é preciso explicar as coisas com clareza, mas com objetividade, sem ser prolixo, mas também sem ser superficial. Encontrar a medida exata para chegar a uma pedagogia consistente, que prenda a atenção dessa geração não é tarefa fácil. Pois que não podemos renunciar ao aprofundamento nas questões objetivas, que nos levam a compreender as complexidades de um mundo confuso. Este meu texto, por exemplo, já extrapolou, pelo tamanho, o limite da paciência dessas novas gerações. Espero que, com essas provocações, os que estiverem lendo se sintam provocados para chegar até ao final.

Já as pessoas mais velhas, sucumbem ao medo, potencializado pelo uso que alguns pregadores fazem da religião. Saudosos de um tempo em que a violência não era tão explícita, ou que estavam distantes de suas realidades, as gerações mais antigas são induzidas por velhos discursos, como se a mudança nos costumes não pudesse ser responsabilizada pelas crises sistêmicas e mudanças no comportamento humano, cada vez mais insensíveis e desprovido de empatia. Mas, contraditoriamente, ao agir dessa maneira, terminam por seguir na direção do mesmo comportamento em que criticam, e são alimentados pelo discurso do ódio e da intolerância. Só que eles não têm essa percepção, seduzidos por essa estratégia perversa, pela qual a extrema direita conseguiu se aproveitar da alienação, do medo, da crença e da fé dessas pessoas.

Enquanto isso, os segmentos mais politizados se apegam a discursos identitários como bandeiras principais de suas lutas, se distanciam da compreensão de que a construção desse mundo se deu como base na expropriação dos sentimentos, e do desconhecimento da realidade. E que, os discursos preconceituosos, machistas e misóginos, representam, em realidade a conjunção de diversos fatores, que explicam como é, como surgiu e como foi se revelando em toda a sua perversão o sistema capitalista, trazendo marcas de um passado perverso, principalmente (como sempre) para as mulheres.

E se é verdade que essas questões estão enraizadas numa construção de estruturas e instituições que mantém permanentemente um desequilíbrio social e uma sociedade etnicamente desigual em suas oportunidades e respeito aos diferentes, como acredito que seja, o fundamental é a compreensão de como isso se estruturou, como essa sociedade foi edificada, como esses valores se incorporaram nas mentes das pessoas, dentro de uma noção de abrangência de como tudo isso foi construído. Uma noção de totalidade, e um entendimento dialético das contradições que fundamentam, inclusive, esses comportamentos que as lutas identitárias combatem, com justeza e com justiça.

Mas, como se diz no ditado popular, que é necessário cortar o mal pela raiz, a luta nessas particularidades, descoladas de uma visão de totalidade e compreensão das origens dessas desigualdades, apresenta-se de forma incorreta, muito embora ser necessária. Ocorre que discurso e palavras de ordens, ditas sem o necessário processo educativo, de demonstração das raízes dessas perversidades, só alimentam as concepções reacionárias, que se protegem nos discursos hipócritas de falsos líderes e mitos desequilibrados, desviando as atenções para uma pretensa defesa de valores conservadores, reproduzidos de livros ditos sagrados e escritos há milênios.

Enfim, a defesa de valores conservadores, que inspiram a extrema direita, bem como as lutas identitárias, que têm mobilizado setores mais à esquerda, se constituíram no embate mais visível desses tempos, denominada – com a minha contrariedade – de “guerra cultural”. Por paradoxo, mas não assim se nos aprofundamos no entendimento da composição e das mentes das pessoas que formam a nossa sociedade, esse caminho nos levou a um tempo em que vivemos o crescimento de uma extrema-direita raivosa e, por consequência de sua ascensão ao Poder até recentemente, a propagação e organização de ideias neonazistas, seduzindo parcela significativa da juventude.

Ao direcionar para o campo da “cultura”, o que é ideológico, a extrema direita fez um movimento estratégico que emparedou a esquerda, e levou a essa polarização praticamente inédita dentro da realidade política brasileira em tempos democráticos. Como, pelo relato feito, o tempo é de informações fúteis, simplificadas, resumidas e, na maioria das vezes, falseadas, o caminho ficou pavimentado para que nosso país se visse às voltas de uma transformação radical na política, com duas décadas em um curto século em que transitamos da esquerda à extrema direita, e de volta a uma esquerda escorada em segmentos da centro-direita e centro-esquerda, numa necessária composição para retirar o nosso país do limbo em que se encontrava.

A esperança, numa realidade tóxica

Não posso dizer, em minha compreensão, que as perspectivas são boas, mas não desejo me azedar em um pensamento pessimista, de que as coisas não irão melhorar. Para isso, sigo a máxima que sempre procuro repetir, do saudoso Ariano Suassuna: “O pessimista é um chato; o otimista um tolo. Melhor mesmo é ser um realista esperançoso”.

Mas, adepto da dialética como melhor filosofia de compreender o mundo real, tenho a percepção que estamos vivendo um período de transição, com dificuldade de entendermos para onde e qual tipo de sistemas podemos construir, na substituição do caquético e perverso capitalismo. Até sabe-se por quantas gerações, essa será uma transição lenta e marcada por muitas guerras, porque essa tem sido a alternativa para potências em crises: a economia de guerra, com a intensificação do comércio de armas cada vez mais sofisticadas.

Os trabalhadores e trabalhadoras sofrerão com a redução de seus salários, como efeito do aumento de mão de obra disponível no mercado, como consequência do avanço de novas tecnologias, da robotização e da inteligência artificial. Portanto, será um mundo com fortes tensões e embates, que precisam ser direcionados para um enfrentamento de classes. É inadmissível que os mais pobres e as camadas médias baixas se coloquem em lados opostos, quando pela lógica sistêmica são peças descartáveis pela burguesia e pelos novos ricos rentistas. Será assim no mundo… e será assim também no Brasil.

Então, na medida em que tomamos da extrema direita o controle do Estado brasileiro, é mister que isso se mantenha pelo menos por mais uma década, ao tempo em que a prioridade deve ser trabalhar na conscientização de um enorme contingente de pessoas que foram seduzidas pela mentira, pelo medo e pelo ódio. Politizar essas pessoas pela qualificação de suas capacidades críticas de compreensão da realidade e pela necessidade de aglutinação em entidades, associações e sindicatos que lutam por seus direitos. Demonstrando que os representantes da extrema-direita, por seus atos óbvios, representam aquela camada social dominante que os exploram e se enriquecem mesmo em meio às piores crises.

A esquerda não deve disputar entre si esse processo com o afã de recrutar pessoas somente dentro de suas visões dogmáticas do mundo. É preciso amplitude, organicidade e unificação de setores que carregam um mesmo objetivo, a construção de uma sociedade em que se possa viver pelo bem comum, na consolidação de um estado de bem-estar social, no caminho do socialismo, evitando-se repetir os erros que o capitalismo e a burguesia prometeram corrigir, quando hipocritamente levantaram-se a bandeira de “igualdade, fraternidade e liberdade”. O que se viu foi a construção de um mundo em que os muros se multiplicaram, onde 1% controla mais da metade da riqueza mundial.

Sejamos “realistas esperançosos”, mas jamais defensores de sociedades fraturadas e de governos autoritários. Lutemos pela verdadeira democracia, não somente focada no direito de votar, mas onde a riqueza construída pelo trabalho possa ser distribuída de acordo com as necessidades de cada família, daqueles trabalhadores e trabalhadoras que efetivamente constroem o que se convencionou chamar de Produto Interno Bruto.

Defendamos a democracia do PIB, e dessa forma estaremos pavimentando nosso caminho para um futuro razoável e mais solidário, que bote um fim à pobreza e a miséria. Alguns dirão que isso é utopia, mas recordo a fala de Eduardo Galeano, que sempre lembrava de uma frase que ele diz ter visto em um muro, de que a utopia é um ponto distante, e quanto mais nos direcionamos em direção a ele, mas ele se distancia.

Concluindo, por isso, que a utopia nos serve para que não paremos de caminhar. Em direção àquele ponto distante que imaginamos como sendo uma sociedade mais humana, sensível, empática, e baseada na comum união.

*Romualdo Pessoa Campos Filho é professor titular no Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Notas


[1] https://gramaticadomundo.blogspot.com/2017/02/cronica-de-um-mundo-em-transe.html

[2] Yves Lacoste – A Geografia, isso serve em primeiro lugar para fazer a guerra.

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