O declínio das ordens mundiais

image_pdf

Por CAIO BUGIATO*

Trump é o sintoma terminal da supremacia americana, assim como as guerras mundiais foram para os britânicos. A história mostra: impérios morrem quando deixam de gerenciar as contradições que criaram

O objetivo deste artigo é fazer uma breve análise dos declínios das ordens mundiais britânica (1815-1914) e americana (1945-atual). Mas antes disso vamos utilizar esta introdução para fazer uma crítica sumária aos conceitos de ordem mundial e de hegemonia e explicar porque usamos o conceito de supremacia.

Para o título deste artigo, emprestamos o conceito de ordem mundial da teoria realista das Relações Internacionais. Segundo ela, em linhas gerais, existe ordem quando há a estabilidade nas relações internacionais, ou seja, a ausência de grandes guerras. A estabilidade provém do equilíbrio de poder entre grandes potências (concebidas com critérios poder político e militar), que organizam sua zona de domínio e estabelecem uma situação de igualdade de forças com outras potências.

As ordens são cíclicas e podem ser, em conteúdo, unipolares, bipolares e multipolares, que são quando existe um único Estado como grande potência, quando é marcada pela disputa entre duas grandes potências e quando envolve a existência de múltiplos centros de poder, respectivamente. Contudo, consideramos o conceito ordem inadequado para tratar da política internacional.

No sentido weberiano, referência importante para esta teoria, ordem (social) é o conjunto de normas, regras e valores que regulam as interações entre agentes, os quais encontram nela regularidade e previsibilidade e por isso a legitimam; o Estado é central para o estabelecimento da ordem. No contexto internacional, além da ausência de um Estado mundial, não nos parece existir regularidade e previsibilidade tal qual no contexto nacional, em qualquer tipo de ordem.

Outro conceito inadequado é o de ordem hegemônica ou simplesmente hegemonia, seguido pela tradição gramsciana. (i) A hegemonia precisaria do Estado capitalista mundial para funcionar transnacionalmente, tal como Antonio Gramsci alega ao tratar do Estado integral. (ii) O suposto consenso estabelecido em uma ordem hegemônica mundial não nos parece ter a força ideológica que tem em uma formação social nacional, dado, além da ausência do Estado mundial, o caráter parcial do alcance de aparelhos de hegemonia, assim como as resistências a eles.

Houve ordem ou hegemonia durante o Concerto Europeu (1815-1914), a Guerra Fria (1945-1991) e ou na atualidade? Esses períodos foram marcados por conflitos, guerras, resistências, rebeliões e revoluções. Entendemos que podem existir períodos de regularidade, previsibilidade e consenso nas relações entre dois ou de um grupo de Estados, mas não em âmbito mundial. Talvez seja possível uma ordem ou hegemonia mundial com a existência de um único Estado altamente poderoso, porém não é o que a história do capitalismo nos mostra.

Por isso utilizamos um conceito de supremacia, que significa a projeção transnacional de poder econômico, político e ideológico de um Estado capitalista, alicerçado no poder de suas classes e frações de classe dominantes, que subjuga outras unidades políticas. Acreditamos que é mais adequado este conceito, uma vez que, primeiro, ordens mundiais totais, que envolvessem todos ou a maioria dos Estados e das classes dominantes do sistema internacional, nunca existiram; no máximo existiram “ordens mundiais” parciais.

Nesse sentido, a supremacia revela o poder de um, ou mais, Estado e a formação e a dinâmica de sua zona de domínio, que possivelmente estabelece conflitos com outros Estados e classes. Por exemplo, desde o advento do modo de produção capitalista e sua propulsão para se expandir mundo afora, a “ordem mundial” britânica consistia em um império, mas enfrentou contestações, disputas e ataques principalmente das potências europeias.

Os EUA, a despeito da sua “ordem mundial” atlântica após 1945, enfrentou resistências da URSS e da China – as mais significativas em termos estatais –, restringindo sua supremacia na melhor das hipóteses para todo o Ocidente.

Vejamos os declínios destas duas (chamadas) ordens mundiais.

O primeiro Estado capitalista do mundo, a Inglaterra, construiu o império britânico primeiramente com uma política externa de “livre comércio” e, em seguida, com base no desenvolvimento de suas forças produtivas, por outros meios econômicos que caracterizaram uma projeção internacional imperialista, como o investimento de capital. Seguramente a formação do império – a conquista e o controle de territórios e povos que passam a ser dominados por uma unidade política central – e as intervenções em outras unidades políticas foram conduzidas pela força e pela diplomacia do Estado.

Nesse caso, especialmente a marinha britânica teve papel crucial em ocupações, anexações e incorporações de colônias para formar the empire on which the sun never sets. Essa diplomacia canhoneira, tão presente no Brasil imperial com tratados de comércio e amizade e ingerência nos assuntos internos da corte, derrotou a principal concorrente – a França napoleônica – e reinou entre a eclosão do Sistema de Viena (1815) e a Primeira Guerra Mundial (1914), pelo menos fora da Europa.

Dissemos fora da Europa porque no Velho Continente e também em relação aos EUA e ao Japão os britânicos foram incapazes de realizar uma penetração econômica e cultural, sustentada pelo poder militar e diplomático, nesses Estados de modo a coordenar com governos e classes dominantes (capitalistas e pré-capitalistas) as correias da engrenagem do império.

Nesses Estados o processo de desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo, a partir da própria Inglaterra, tomou forma de uma estrutura autônoma e nacional, mediante lutas de classes transnacionais e nacionais. Assim, os rivais dos ingleses formaram impérios ou zonas de domínio próprios e os conflitos entre eles, tanto econômicos como rivalidades geopolíticas – algumas herdadas do passado –, levaram a uma concorrência imperialista e a adoção de medidas protecionistas.

Estas formavam a base tributária desses Estado, assim como instrumentos de proteção para as nascentes burguesias e classes trabalhadoras. Nesse contexto, então, a supremacia britânica e seus aparatos não foram capazes de garantir uma interpenetração de processos de acumulação de capital no interior de cada Estado no centro do capitalismo mundial.

Consequentemente, as rivalidades interimperialistas levaram à guerra mundial e à derrocada do império britânico, devido em boa parte à incapacidade britânica de mediar conflitos e organizar as contradições geradas pelo desenvolvimento e pela expansão do modo de produção capitalista entre o fim do século XIX e início do século XX. Em resumo: o fim do império esteve atrelado à incapacidade da Grã-Bretanha de incorporar novas potências capitalistas, como a Alemanha, os EUA e o Japão, ao sistema imperialista da chamada pax britannica, que de pacífica tinha nada.

O que os britânicos não fizeram, os estadunidenses fizeram e aperfeiçoaram. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, foram capazes de organizar interpenetrações de processos de acumulação de capital no interior de cada Estado. Liderados pelo Estado e pelas frações da classe dominante, os EUA conduziram o que chamamos de reprodução interiorizada e induzida do capital principalmente nas formações sociais europeias, com amplos benefícios ao capital estadunidense, mas também com contrapartidas.

Uma verdadeira penetração econômica e cultural, sustentada pelo poder militar e diplomático. Acordados com as frações burguesas mais internacionalizadas de cada país europeu, a diplomacia e a burguesia dos EUA dinamizaram a expansão de suas empresas transnacionais com investimento estrangeiro direto na produção e nos serviços, demonstrando uma capacidade de penetração jamais vista, acompanhada pela ideologia do american way of life hollywoodiano.

A arquitetura internacional de Bretton Wood, baseada na supremacia do dólar, no padrão ouro, no comércio com câmbio fixo, baixas tarifas e no investimento direto, junto com o pacto capital-trabalho, levou o capitalismo central a uma era de crescimento e prosperidade. Nas relações políticas e militares, as rivalidades interimperialistas deram lugar a instituições internacionais de cooperação como a OTAN, a União Europeia e outras organizações, vis a vis a URSS.

Por um lado, a Europa sofria um processo de canadização, de formação de uma cadeia imperialista liderada pelo EUA, em que seus países ficaram como sócios menores, ainda que permanecessem relações imperialistas, de força, entre as frações de classe de diferentes países. Por outro, essa mesma cadeia imperialista operava nos países periféricos nos marcos da exploração, dominação e alienação, com intervenções diretas e indiretas, patrocínios escusos, golpes de Estado e operações militares, a serviço dos Estados e das burguesias centrais.

Portanto, a chamada pax americana – que de pacífica tinha nada – se originou do aprendizado com a incapacidade dos britânicos, para então combinar a internacionalização de processos de acumulação de capital com a organização do capitalismo ocidental, sob supremacia dos EUA.

A contestação da supremacia estadunidense apareceu de várias formas nas décadas do pós-guerra, mas chamamos a atenção para lutas das classes trabalhadores e dos povos oprimidos, seja por melhores condições de vida ou por alternativas ao capitalismo, seja por libertação nacional ou desenvolvimento autônomo. Igualmente, chamamos atenção para um processo de inflação e superacumulação de capital diante das baixas taxas de lucro, que descontentava as diferentes frações da burguesia nos Estado centrais, no contexto da arquitetura de Bretton Woods.

A solução para isso foi o programa neoliberal, que além de reconfigurar o capitalismo ocidental, manteve a supremacia do EUA. O programa incorporado e levado a cabo nos Estados centrais, na cadeia imperialista, desmantelou em geral o pacto capital-trabalho: destruiu os serviços públicos, os direitos sociais e a organização política da classe trabalhadora e promoveu a liberalização das finanças, do comércio e as privatizações, proporcionando uma saída para a superacumulação de capital.

Nesse contexto as medidas protecionistas de outrora foram consideradas obsoletas diante do mantra do mercado mundial sobre abertura econômica. Com tal liberalização e a derrota estratégica imposta à URSS, a supremacia dos EUA se estendeu a países que ainda não estavam em sua órbita, particularmente os negócios de frações da burguesia estadunidense se instalaram em países antes inimagináveis.

A reprodução interiorizada e induzida do capital estadunidense junto com acordos políticos e militares, sob a égide do programa neoliberal, produziu uma globalização neoliberal ao final do século XX. A (re)organização do capitalismo global, a organização de interpenetrações de processos de acumulação de capital no interior de cada Estado, continuou e se estendeu sob supremacia dos EUA, sob a égide neoliberal.

O Estado e a globalização neoliberais dos EUA levaram a diplomacia, a guerra e as empresas estadunidenses a todos os rincões do planeta. Impulsionada por uma fração internacionalista, uma grande burguesia imperialista, e representada principalmente pelo partido democrata, a internacionalização dos processos de acumulação de capital moldou por décadas as relações internacionais à imagem e semelhança desta fração imperialista.

Contudo, no plano interno o Estado destruiu direitos e garantias das classes trabalhadoras e a globalização arruinou os negócios da grande burguesia nacional (protecionista e nacionalista), a industrialização e a geração de empregos. Ainda, um processo de fascistização, como comentamos em outro artigo,[i] elegeu como inimigos da “nação” os chineses por sua participação no mercado nacional, os movimentos sociais progressistas – como o feminista e o negro – por suas lutas por reconhecimentos e direitos e os imigrantes por supostamente ocuparem postos de trabalho não destinados a eles.

O governo de Donald Trump se elege e representa um reacionarismo a essa conjuntura, a serviço de uma grande burguesia nacional que muito perdeu com a globalização neoliberal.

O governo de Donald Trump avalia que a atual ordem mundial trouxe para os EUA custos, guerras e ascensão de nova potências e então é necessário substituir a ordem liberal do pós-guerra por uma nova supremacia dos EUA, calcada no poder econômico e militar unilateral. O governo se opõe aos arranjos globais que os próprios EUA construíram (ONU, OMC, OTAN, entre outros), que prejudicariam a soberania, as empresas e os trabalhadores e gerariam custos de manutenção onerosos aos cofres públicos.

Donald Trump já anunciou aos líderes europeus que os EUA não serão mais garantidores da segurança europeia, a qual deve ser de responsabilidade e de financiamento dos próprios europeus. Além disso, rompeu parcerias com Europa e Ásia, a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento e a Parceria Transpacífico, arquitetadas por governos anteriores. Entre outras medidas que minam a organização do capitalismo global construída no pós-guerra.

Em mais um capítulo dessa “desglobalização”, o governo de Donald Trump impôs tarifas comerciais (Liberation Day) a diversos países, com o intuito de reverter “maus acordos comerciais” e a internacionalização da economia, após décadas de deslocamentos para o exterior, e reconstruir a produção nacional. Donald Trump demanda relações vantajosas para os EUA, dado que para seu governo o mercado estadunidense é bastante aberto ao exterior, mas seus pares prejudicam o país com barreiras e tarifas comerciais.

Com isso, ignora ou até implode o sistema multilateral de comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os critérios para as tarifas seguem a fórmula na qual o déficit comercial de mercadorias entre EUA e determinado Estado é dividido pelo valor das importações estadunidenses para tal Estado, então esse número é dividido pela metade. Mas para países da Ásia, como a China, esse número aumenta de acordo a rivalidade econômica e geopolítica, a projeção de poder e a interpenetração no mercado estadunidense.

A supremacia que o governo de Donald Trump tenta reconfigurar, agora pela segunda vez, demole a organização das interpenetrações de processos de acumulação de capital no interior de cada Estado, processo liderado pelos EUA no passado. Essa supremacia unilateral tende a repetir a conjuntura da supremacia britânica e provocar rivalidades interimperialistas, que levaram à guerra mundial e a derrocada do império.

Logo, existe sim uma tendência do governo de Donald Trump em ser o agente do fim da supremacia estadunidense como nós a conhecemos nas últimas décadas. Mesmo que o governo recue e/ou seja derrotado em próximas eleições, o “estrago” parece estar feito. Seus aliados e parceiros, Estados e frações da classe dominante com quem os governos dos EUA construíram sua supremacia, a cadeia imperialista e a organização do capitalismo, perderam a confiança de modo que o sistema internacional parece ter atingido o ponto do não retorno.

*Caio Bugiato é professor de Ciência Política e Relações Internacionais na UFRRJ e no Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais da UFABC.

Nota


[i] https://aterraeredonda.com.br/donald-trump-e-o-nazismo/


A Terra é Redonda existe graças aos nossos leitores e apoiadores.
Ajude-nos a manter esta ideia.
CONTRIBUA

Veja todos artigos de

MAIS LIDOS NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

1
Para além de Marx, Foucault, Frankfurt
25 Jan 2026 Por JOSÉ CRISÓSTOMO DE SOUZA: Apresentação do autor ao livro recém-publicado
2
Avaliação e produtivismo na universidade
23 Jan 2026 Por DANICHI HAUSEN MIZOGUCHI: A celebração das notas da CAPES diante do estrangulamento orçamentário revela a contradição obscena de uma universidade que internalizou o produtivismo neoliberal como nova liturgia acadêmica
3
O Conselho da Paz de Donald Trump
24 Jan 2026 Por TARSO GENRO: Da aridez de Juan Rulfo ao cinismo da extrema direita mundial, Tarso Genro denuncia a transição da cena pública para uma era de tirania privada, em que a gestão do caos e a aniquilação de povos desafiam a humanidade a resgatar o frescor de suas utopias perdidas
4
Hamnet – a vida antes de Hamlet
19 Jan 2026 Por JOÃO LANARI BO: Comentário sobre o filme dirigido por Chloé Zhao, em cartaz nos cinemas
5
Notas sobre a desigualdade social
22 Jan 2026 Por DANIEL SOARES RUMBELSPERGER RODRIGUES & FERNANDA PERNASETTI DE FARIAS FIGUEIREDO: A questão central não é a alta carga tributária, mas sua distribuição perversa: um Estado que aufere seus recursos majoritariamente do consumo é um Estado que institucionaliza a desigualdade que diz combater
6
A ilusão da distopia
27 Jan 2026 Por RICARDO L. C. AMORIM: O novo capitalismo não retorna ao passado bárbaro; ele o supera com uma exploração mais sofisticada, onde a submissão é voluntária e a riqueza se concentra sem necessidade de grilhões visíveis
7
Júlio Lancellotti
28 Jan 2026 Por MARCELO SANCHES: A relevância de Padre Júlio está em recolocar a fé no chão concreto da vida, denunciando o cristianismo que serve ao poder e legitima a desigualdade
8
Enamed e cretinismo parlamentar estratégico
27 Jan 2026 Por PAULO CAPEL NARVAI: É mais prático e eficaz fechar cursos e colocar um fim na farra da venda de diplomas disfarçada de formação. Mas não é nada fácil fazer isso, pois quem consegue enfrentar congressistas venais?
9
O teto de vidro da decolonialidade
29 Jan 2026 Por RAFAEL SOUSA SIQUEIRA: A crítica decolonial, ao essencializar raça e território, acaba por negar as bases materiais do colonialismo, tornando-se uma importação acadêmica que silencia tradições locais de luta
10
Poder de dissuasão
23 Jan 2026 Por JOSÉ MAURÍCIO BUSTANI & PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.: Num mundo de hegemonias em declínio, a dissuasão não é belicismo, mas a condição básica de soberania: sem ela, o Brasil será sempre um gigante de pés de barro à mercê dos caprichos imperiais
11
O declínio da família no Brasil
21 Jan 2026 Por GIOVANNI ALVES: A explosão de lares unipessoais e a adultescência prolongada são duas faces da mesma moeda: a desintegração da família como infraestrutura antropológica, substituída por uma solidão funcional ao capital financeirizado
12
Qual Estado precisamos?
23 Jan 2026 Por ALEXANDRE GOMIDE, JOSÉ CELSO CARDOSO JR. & DANIEL NEGREIROS CONCEIÇÃO: Mais que uma reforma administrativa, é preciso um novo marco de Estado: que integre profissionalização e planejamento estratégico para enfrentar desigualdades estruturais, superando a falsa dicotomia entre eficiência e equidade
13
Hamnet
24 Jan 2026 Por RICARDO EVANDRO SANTOS MARTINS: Entre a fitoterapia de Agnes e a poética de Shakespeare, o filme revela como o saber silenciado das mulheres e o trabalho de luto desafiam a fronteira da morte
14
Por que Donald Trump quer a Groenlândia?
22 Jan 2026 Por PAULO GHIRALDELLI: O interesse de Trump pela Groenlândia não é geopolítica, mas um presente pessoal às Big Techs: um ato performático de um líder sem projeto nacional, que troca recursos por lealdade em sua frágil trajetória política
15
No caminho do caos
16 Jan 2026 Por JOSÉ LUÍS FIORI: O direito à guerra das grandes potências, herança westfaliana, acelera a corrida ao abismo e consolida um império do caos sob a hegemonia norte-americana
Veja todos artigos de

PESQUISAR

Pesquisar

TEMAS

NOVAS PUBLICAÇÕES