O genocídio palestino

Imagem: Mihriban

Por BERENICE BENTO*

Antissemitismo, um crime. Antissionismo, uma obrigação ética-política

No dia 31 de janeiro de 2022, foi publicado o artigo “Somos judeus de esquerda”,[i] texto assinado por seis sionistas e que tinha como objetivo “tentar restabelecer a verdade e a justiça” em relação à questão palestino-israelense. Vejamos quais “verdades” e “justiça” são mobilizadas pelos autores.

 

A construção da falsa simetria

O texto “Somos judeus de esquerda” diz: “Dói ver nossas lideranças condenando o bombardeio de Gaza por solidariedade aos familiares das vítimas palestinas, sem uma palavra sequer sobre as famílias israelenses (…)”. A urdidura do texto sugere que há uma simetria de dores e perdas entre israelenses e palestinos.

O mesmo artigo traz ainda: “Para qualquer mãe a morte de um filho é uma perda irreparável, seja ela israelense ou palestina. A dor no peito é a mesma”. Não há dúvidas de que a dor das mães e familiares é imensa. Insuportável. Concordamos. São vidas que merecem ser pranteadas, enlutadas. Mas qual o truque retórico aqui?

Cito uma passagem do artigo do historiador Sayid Marcos Tenório, “Israel e o genocídio silencioso de crianças palestinas”: “Durante o massivo ataque de “Israel” contra Gaza […] foram 2.200 palestinos mortos, entre eles 550 crianças, 70% delas com menos de 12 anos de idade, e foi responsável por mais de 11.000 feridos, sendo 3.358 crianças, e por mais de 100 mil deslocados durante os atentados daquele ano, segundo o relatório anual do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU. Do lado do agressor israelense, 73 pessoas morreram, incluindo 67 soldados”.[ii]

Uma conta simples. Em 2014, 2200 palestinos mortos e 73 israelenses. Ou seja, a vida de um israelense vale 30 vezes mais que a vida de um palestino. Ao não dizer nada sobre a desproporcionalidade da força militar dos dois lados, o texto nos leva para o mundo da ilusão, segundo a qual as necropolíticas do colonizador e a resistência do povo colonizado têm a mesma densidade ética. A demanda pela distribuição igual do luto é um truque para esconder o genocídio. Vejam o gráfico abaixo (publicado no artigo de Sayid Marcos Tenório). Podemos ver os números de crianças palestinas (em vermelho) e israelenses (em azul) mortas entre 2000 e 2021.

No último massacre, em maio de 2021, quase cem crianças palestinas foram assassinadas. E quantas israelenses? Nenhuma. A farsa da simetria me faz lembrar de uma fala do Cabo Anselmo, espião da ditadura militar dentro da esquerda. Em uma das entrevistas, perguntado se ele não sentia nenhum tipo de dilema ético por ter sido o responsável pela Chacina da Granja de São Bento, em 1973, que vitimou 06 pessoas, entre elas sua namorada grávida, a Soledad Barrett, ele respondeu: “era uma guerra”.

Não era uma guerra. Era uma ditadura atroz e o que fazíamos era, com nossos parcos recursos, lutar pela democracia e pela vida. Não há guerra entre Palestina e Israel. Há genocídio. Quem perde as terras são os palestinos. Quem é humilhado e executado nos checkpoints são os palestinos. Quem são os apátridas?

Israel é o único lugar do mundo em que crianças são presas e julgadas por tribunais militares sob a acusação frequente de atirarem pedras em soldados israelenses.

Eu me pergunto se homens que assinaram o texto já serviram às suas forças armadas de Israel. Se sim, gostaria de saber mais sobre suas biografias, se eles têm sangue palestino em suas almas, se Lady Macbeth os visita em seus pesadelos (se tiverem pesadelos).

Dizem: “os dois povos têm razão e, assim sendo, não há solução satisfatória. Por isso, as concessões precisam ser imensas, mexendo em sentimentos profundos de injustiça”. Repito: os dois povos têm razão. Os dois precisam fazer concessão. O que eles querem mais do povo palestino? Não basta?

 

A atualização diária do crime originário

Qual a palavra de ordem dos colonizadores sionistas europeus? “Uma terra sem povo, para um povo sem terra”. O crime originário renova-se a cada momento em que um judeu ou uma judia acredita e defende o direito a tomar posse de terras que não lhes pertencem.

A relação entre colonialismo e sionismo é umbilical. “Uma terra sem povo para um povo sem terra” é a ideologia clássica da tradição colonial, que sempre considerou res nullius, “terra de ninguém, os territórios conquistados ou cobiçados e sempre teve a tendência a reduzir as populações indígenas a uma grandeza insignificante” (Losurdo, 2021, p. 33).[iii]

O texto “Somos judeus de esquerda” diz que Israel não comente genocídio. “Uma terra sem povo, para um povo sem terra” – repito. Aqui, o crime de genocídio é assumido com clareza. Nenhuma experiência colonial chegou a esse nível de violência contra a população nativa. Nem espanhóis, nem portugueses. Durante um momento, o Império Espanhol discutia se os índios tinham ou não alma. Essa foi a famosa disputa entre Bartolomé de las Casas e Juan Ginés de Sepúlveda, em 1547. Os índios existiam. Cabia ao império decidir o lugar que eles ocupariam na hierarquia da cosmovisão cristã. Os sionistas dizem: aqui não tem gente.

Nessa palavra de ordem já está expresso o nível simbólico mais violento da relação entre colonizador e colonizado. Para os colonizadores sionistas europeus, no entanto, aqueles corpos só tinham a aparência de humano, mas não eram humanos, desumanização que segue com vigor na contemporaneidade em todos os níveis. Vale a pena lembrar a pesquisa de Nurit Peled-Elhanan[iv] sobre a representação desumanizadora do povo palestino nos livros didáticos israelenses.

É possível recuperar aqui as pesquisas sobre os massacres cometidos contra o povo palestino na primeira etapa da nakba (a catástrofe), mas faço uma rápida citação de um texto de Hannah Arendt sobre o massacre à aldeia de Deir Yassin: “No dia 09 de abril (de 1948), segundo o The New York Times, bandos terroristas (sionistas) atacam a aldeia, que no decorrer dos combates não representavam nenhum objetivo militar, e matam a maioria da sua população – 240 homens, mulheres e crianças; deixam uns poucos com vida para fazê-los como prisioneiros em Jerusalém […] os terroristas se orgulham do massacre e tratam de lhe dar ampla publicidade, convidando todos os correspondentes estrangeiros presentes no país para verem os montes de cadáveres e a devastação generalizada em Deir Yassin” (Arendt apud Losurdo, 2021, p. 38).

Deir Yassin soma-se às dezenas de massacres cometidos (no passado e no presente) contra o povo palestino. O crime originário segue nas políticas de controle absoluto de todas as dimensões da vida cotidiana palestina, técnica de fazer morrer o que chamo de “genocidade”,[v] entre elas, as demolições de casas, os muros, os checkpoints, as prisões.

Recupero outra vez Hannah Arendt. Para a filósofa, o sionismo seria uma mistura de ultranacionalismo, misticismo religioso e superioridade racial. E os “sionistas de esquerda”?  Cito-a: “trata-se de círculos certamente empenhados no prosseguimento de experiências coletivistas e de uma ‘rigorosa realização da justiça social no interior de seu pequeno círculo”, mas quanto ao resto, está pronto a apoiar os objetivos “chauvinistas”. Ou seja, reformas sociais internamente (para os judeus e judias) e métodos reacionários em política externas. Enfim, trata-se de grupos social-chauvinistas que aceitam acriticamente o nacionalismo de inspiração alemã.

 

Gaza: o povo palestino é o responsável

É lugar comum ouvirmos que Gaza é a maior prisão a céu aberto do mundo. Esta afirmação está errada. Nada, absolutamente nada está aberto em Gaza. Israel controla tudo. Do céu ao mar. Não permite que as ajudas humanitárias, via mar, alcancem o solo de Gaza. Bombardeiam embarcações de direitos, matam defensores de Direitos Humanos.

Os autores do texto perguntam se Israel tem responsabilidade com a tragédia de Gaza, respondem que sim, mas, logo depois, dizem que a responsabilidade é parcial, afinal, os palestinos não têm liderança, estão divididos, têm lideranças corruptas.

Afirmam, em tom caritativo, que a tragédia palestina também é “político-religiosa, na medida em que o Hamas tentou impor a sharia, a lei islâmica estrita, em que meninas e meninos não podem frequentar as mesmas escolas, as mulheres não têm seus direitos nem a sua segurança reconhecidas (…)”.

Aqui há uma miscelânea de argumentos que podemos identificar como próprias dos orientalistas, conforme proposto por Edward Said.[vi] É como se estivessem nos dizendo:  “Olhem, como essa gente é atrasada”. Parágrafos à frente dirão que Israel é a única democracia do Oriente. Vocês entendem a mágica das palavras? Querem fazer realidade com as palavras. Pela performatividade das palavras, nos termos de John Austin,[vii] alienam-se completamente da responsabilidade com a tragédia que se abate sobre Gaza.

De um lado, o Hamas/Gaza/atraso/pobreza/corrupção. Do outro, democracia/ autodeterminação/respeito/Israel. E assim se produz o diferencial moral. Essa superioridade moral tem o mesmo conteúdo que justificou e segue justificando a política imperial dos Estados Unidos. Lembram do Afeganistão? “Vamos levar democracia, salvar as mulheres”. Duas décadas depois, o Afeganistão está ruínas, apresenta uns dos piores indicadores de desenvolvimento humano do mundo.

Gaza tem quase dois milhões de habitantes, uma das maiores densidades demográficas do mundo. Parte considerável dessa população (cerca de 80%) é formada por refugiados que vivem em campos de refugiados. Vocês conseguem imaginar o que eu acabei de escrever? São refugiados, porque tiveram suas casas roubadas por Israel e, agora, estão numa prisão.  Mas a culpa é do Hamas.

E continuam: “Muitas doações da União Europeia para obras de infraestrutura são desviadas para outros fins (…) lideranças palestinas, algumas das quais acumularam fortunas de origem nem sempre transparente”. A arrogância sionista não tem limites. Ah, se os palestinos elegessem políticos mais competentes… Enfim, a responsabilidade das mazelas dos palestinos é dos palestinos.

Perguntam: “Israel é responsável pela situação em Gaza? Claro que é, mesmo se os seus soldados saíram de lá em 2005”. O/a leitor/a entende o movimento interno do texto? Assumem anemicamente a responsabilidade para depois descarregar suas armas retóricas sobre o povo palestino. Israel saiu em 2005, mas desde de 2007 Israel impõe um bloqueio cruel à Gaza.

Em 2018, começaram as Marchas pelo Direito ao Retorno em Gaza, exigindo o fim desse bloqueio e o direito de retornarem para suas casas e terras (reconhecido internacionalmente). Os protestos continuaram até o final de 2019. A cada manifestação, Israel posicionava dezenas de atiradores ao longo da cerca. A orientação era abrir fogo letal contra qualquer pessoa que tentasse se aproximar da cerca ou danificá-la. E assim foi feito: Israel usou fogo real contra manifestantes desarmados. Como resultado, 223 palestinos (46 deles com menos de 18 anos) foram mortos e cerca de 8.000 ficaram feridos. Os massacres de 2014 e os relacionados à Marcha do Retorno estão sendo julgados pela Corte Penal Internacional.

 

Apartheid

O texto diz: “Há de se reconhecer que existe uma espécie de apartheid em Israel”. Então os assinantes do texto, que demandam o reconhecimento da/como esquerda, não podem ficar silentes diante do apartheid. E o relatório da Anistia Internacional[viii] (que se soma aos relatórios da Human Rights Report e da ONG B’Tsalem) lhes dará razão: em Israel, impera a segregação contra os palestinos. Endossarão também a posição da Agnès Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional. Para ela, “não há justificação possível para um sistema construído em torno da opressão racista institucionalizada e prolongada de milhões de pessoas”. Uma institucionalização que teve na aprovação da Lei Básica de 2018, que define Israel como sendo o “Estado-nação do povo judeu” (o que exclui cerca de 24% da população formada por palestinos da condição de cidadania plena) um dos seus momentos emblemáticos.

O que os assinantes do texto propõem? O que a palavra “espécie” significa? Será que estão propondo um novo conceito para apartheid para operar o direito internacional? Se demandam o reconhecimento como sendo de esquerda, suponho que virão compor os coletivos globais que clamam pelo boicote a Israel, inclusive vários coletivos de judeus e judias antissionistas. Ou será que o apartheid israelense não é tão opressor e que os palestinos devem suportá-lo por mais tempo – até que as conversas sobre a paz avancem? O discurso da paz perpétua é utilizado pelos “sionistas de esquerda” para melhor massacrar o povo palestino.

 

O argumento da complexidade

A arrogância dos autores atravessa todo o texto. Qual a missão que assumem para si mesmos? “Nosso papel, como progressistas, é tentar restabelecer a verdade e a justiça”. Para restabelecer essa verdade e justiça, avisam que a questão não é para iniciantes porque o tema é “complexo”.

Dizem: “uma situação muito mais complexa do que a dicotomia fácil que coloca o carrasco, Israel, contra a vítima, palestinos, maus de um lado, bons do outro. Isto é maniqueísmo.  […] que Israel não é para amadores e não deva ser visto com olhos apaixonados da arquibancada de um Fla X Flu”.

Essa artimanha para silenciar as críticas ao apartheid e colonialismo não é nova. Em texto escrito em 2001, Losurdo a denunciava: “Não contentes com a lição de moral, os atuais professores do povo palestino pretendem também dar uma lição de epistemologia: acusar o sionismo enquanto tal – eles sentenciam – significa perder de vista a ‘complexidade’ desse movimento político, caracterizado pela presença no seu interior de correntes muito diversas entre si, de direita, de esquerda e até mesmo de esquerda com orientação socialista e revolucionária” (Losurdo, 2021, p. 33).

O argumento da “complexidade” é usado para desqualificar o/a interlocutor/a, mesmo que ele/ela seja um/a palestino/a, seja um/a refugiado/a, ainda assim, será silenciado porque nos “veem como inimigos”. Então, o povo palestino deve vê-los como aliados? Isso seria o mesmo que utilizar a Síndrome de Estocolmo na esfera política.

Vejam a “sofisticação” desse argumento: “E assim entramos na intrigante questão do ovo e da galinha. Quem nasceu primeiro? Quem estava lá antes?”. Eles matam a história. Há um desde sempre. Quem chegou primeiro, palestinos ou judeus? Todas as pesquisas que apontam e denunciam os massacres, a limpeza étnica, a composição demográfica em 1948 (hegemonicamente formada por palestinos muçulmanos e cristãos) são jogadas foras.

A arrogância do colonizador que naturaliza sua suposta superioridade intelectual perpassa o texto. A história começa quando eles decidem que começou, afinal, ali não tinha gente, não tinha história. “Somos judeus de esquerda” poderia ser o manifesto dos adeptos do redwashing[ix] (a lavagem vermelha), daqueles/as que instrumentalizam os ideários de esquerda para esconder os crimes contra a humanidade praticados por Israel.

 

“Direito de retorno” ou colonialismo?

Os assentamentos judeus são condenados internacionalmente. O texto cita-os. “Essas colônias são ilegais pela lei internacional. Em pelo menos sete ocasiões, desde 1979, o Conselho de Segurança da ONU reafirmou que elas são ‘uma violação flagrante do direito internacional’”. Verdade.

Mas qual a relação entre os assentamentos e a colonialismo israelense? Quem confere legitimidade para que os colonos, um tipo de milícia reconhecida por Israel, continuem roubando as terras palestinas? Quando Ariel Sharon visitou Moscou, ele observou o desenvolvimento da vida cultural e religiosa da comunidade judaica na Rússia. Então, com ar preocupado, disse: “Isso me preocupa, pelo fato de que nós temos necessidades de outro milhão de judeus russos” (apud Losurdo, 2021, p. 35).

O chamado “direito de retorno”, que certamente esses “progressistas” defende, alimenta a máquina colonial israelense. Como é possível ser contra os colonos e, ao mesmo tempo, afirmar que judeu e judia têm direito à terra palestina? E, simultaneamente, se negam a reconhecer o direito (nos termos da Resolução 194, da ONU) de retorno do povo palestino para suas terras. É como se não houvesse vínculo entre os assentamentos e o colonialismo estrutural israelense.

 

Israel como garantia contra a perseguição aos judeus e às judias

Por que defender Israel? Porque o antissemitismo é uma besta, fera que pode voltar com força a qualquer momento, sugere o texto. Agora o cito: “Historicamente, o judeu é o ‘outro’, o bode expiatório, que deve ser discriminado, varrido do mapa”.

Não vou me ater a esse ponto porque o artigo de Jair de Souza,[x] publicado dia 02 de fevereiro de 2022, contempla a crítica ao “eterno antissemitismo”. Mas há um ponto que me surpreende no texto: O relato que alguns dos autores fazem das perdas de familiares durante o Holocausto. No entanto, não há uma única palavra sobre o genocídio dos ciganos, homossexuais, lésbicas, comunistas e todas as populações que deveriam ser varridas da face da terra pelo desejo do Terceiro Reich. Por que essa falta de empatia com a dor dos outros? Não é esse o ponto de unidade que consubstancia o ideário das pessoas que compartilham uma sensibilidade de esquerda? Como se pode reconhecer pessoas que usam e instrumentalizam a dor de seus antepassados para justificar a opressão a outro povo? A mesma ausência de empatia com as vítimas não judias durante Holocausto também atravessa o texto em relação ao povo palestino.

Para concluir, cito Losurdo, “A autenticidade do envolvimento contra o racismo se mede não pela homenagem, ainda que devida, às vítimas do passado, mas, em primeiro lugar, pelo apoio às vítimas atuais” (p. 42). E as vítimas do presente, ou, os judeus do presente, como apontou Primo Lévi, são o povo palestino.

Antissemitismo, um crime. Antissionismo, uma obrigação ética-política.

*Berenice Bento é professora do Departamento de Sociologia da UnB. Autora, entre outros livros, de Brasil, ano zero: Estado, gênero, violência (Editora da UFBA).

Publicado originalmente no site Outras Palavras.

 

Notas

[i] Disponível em: https://www.brasil247.com/blog/somos-judeus-de-esquerda.

[ii] Sayid Marcos Tenório. Israel e o genocídio silencioso de crianças palestinas. Desacato, 03 fev. 2022. Disponível em: http://desacato.info/israel-e-o-genocidio-silencioso-de-criancas-palestinas-por-sayid-marcos-tenorio.

[iii] LOSURDO, Domenico. Desafios da revolução no século XXI. Colonialismo e luta anticolonial. São Paulo: Boitempo, 2021.

[iv] Peled-Elhanan, Nurit. Ideologia e propaganda na educação. A Palestina nos livros didáticos israelenses. São Paulo: Boitempo, 2019.

[v] BENTO, Berenice. Palestina y la microfísica de la muerte continuada. Uol.  Disponível em: https://dialogosdelsur.operamundi.uol.com.br/palestina/73204/berenice-bento-palestina-y-la-microfisica-de-la-muerte-continuada.

[vi]  SAID, Edward. Orientalismo: O Oriente Como Invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

[vii] AUSTIN, John. L. How to do things with words. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 1976.

[viii] Disponível em: https://www.amnistia.pt/wp-content/uploads/2022/01/Full-Report_AI_Palestina.pdf.

[ix] BENTO, Berenice.  ‘Redwashing’: discursos de ‘esquerda’ para limpar os crimes do Estado de Israel. Uol. Disponível em: https://operamundi.uol.com.br/opiniao/46262/redwashing-discursos-de-esquerda-para-limpar-os-crimes-do-estado-de-israel.

[x] SOUZA, Jair de. Os judeus de esquerda, a luta contra o antissemitismo e o Estado de Israel. Desacato. Disponível em: http://desacato.info/os-judeus-de-esquerda-a-luta-contra-o-antissemitismo-e-o-estado-de-israel-por-jair-de-souza/.