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A ladeira escorregadia

Imagem: Grupo de Ação
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Por KATIA SANTOS & ANTONIO A. NETO*

A formação da classe trabalhadora, bem como dos profissionais docentes, demanda uma completa transformação de suas metas, conteúdos e procedimentos

Como inúmeros cidadãos, estamos atônitos com o momento pelo qual o Brasil passa. É muito difícil entender como e por que tantas pessoas ainda se identificam com qualquer coisa relativa a Jair Bolsonaro, e votam nele. Os resultados do primeiro turno das eleições para presidente da República foram desanimadores, embora Lula tenha ficado em primeiro lugar, porque mostraram uma massa gigantesca de indivíduos dispostos a dar poder, novamente, àquele que hoje ocupa o posto.

O que pode ser dito a essas pessoas sobre Jair Bolsonaro, que ainda não foi? O quanto precisamos enfatizar e sublinhar, com as palavras, a voz, as expressões faciais, os gestos e toda a veemência de que somos capazes, a tragédia humana, social, ambiental, econômica e política que Bolsonaro representa? Por impossível que possa ser, é necessário tentar entender o que acontece na mente dos seus eleitores, que os leva desconsiderar tantos crimes e tantas barbaridades já cometidas, muitas das quais eles mesmos reconhecem. Alguma coisa deve explicar que fechem os olhos às atrocidades ditas e feitas, e que Jair Bolsonaro seja identificado por eles com algo desejável.

No universo dos mais de 51 milhões de eleitores de Bolsonaro, é natural que haja grupos com motivos distintos. Numa reflexão breve, é possível apontar pelo menos três conjuntos de pessoas com características comportamentais e intelectuais convergentes, mas não idênticas. Um primeiro grupo é bem reduzido, formado por parasitas da política, do alto funcionalismo público e do mercado que, de alguma forma, desfrutam da atual compleição administrativa do Executivo federal. Embora pequeno, não se pode indicar todos os membros desse grupo, já que eles tendem a se ocultar, e a eles podemos creditar a permanência de Jair Bolsonaro no cargo, apesar dos inúmeros crimes que já cometeu.

O segundo grupo, mais numeroso, é formado por integrantes da classe média, que nada têm a ganhar com a gestão bolsonarista, mas que se comprazem em contemplar a ruína econômica, a decadência dos valores e o sofrimento dos mais vulneráveis. Esse grupo tem como características principais sua identificação com a vida e as ideias dos ricos e poderosos da sociedade, e sua aversão aos pobres.

O terceiro grupo, o maior de todos, é o lumpemproletariado que se estruturou ao longo das últimas décadas de hegemonia das aspirações hayekianas – pessoas desdenhadas pelo poder público, relegadas à marginalidade econômica e cultural, muitas das quais foram acolhidas espiritualmente nas diversas igrejas do culto neopentecostal que brotaram pelo país. Pesquisas mostram que, no universo evangélico, a adesão a Jair Bolsonaro é maior do que em qualquer outro grupo,[i] o que faz todo sentido, uma vez que sua adesão ao cristianismo protestante as torna vulneráveis ao discurso moralista e conservador.

É possível e esperado que haja interseções entre os três grupos, com indivíduos pertencendo a mais de um deles. Nosso interesse nesta reflexão não é quantificar o número dos que pertencem a um ou a outro grupo, mas, sim, oferecer e discutir uma ferramenta conceitual que contribua para a compreensão de um fenômeno que nos parece aberrante. Compreensão, aqui, é tomada no sentido expresso na obra de Michael Löwy, As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen, onde ele discute as características das ciências humanas, em contraste com as ciências naturais.[ii]

Conforme esse autor, nas ciências humanas, a presença de visões sociais de mundo distintas, de ideologias e de pontos de vista de classe não apontam para questões psicológicas ou pessoais do pesquisador, mas sim para algo essencial e que não pode ser extirpado.[iii] O livro de Michael Löwy é muito interessante e oportuno, sobretudo neste momento, em que as especificidades das ciências humanas e sociais parecem ter se esvaído, em favor de um método supostamente superior das ciências naturais. No entender de Michael Löwy, as investigações de Wilhelm Dilthey acerca das Geisteswissenschaften, e sua discussão acerca das distinções entre explicação e compreensão, são importantes ganhos conceituais.[iv] De fato, Wilhelm Dilthey especificou algumas diferenças entre as ciências naturais e as ciências humanas, bem como entre seus métodos de investigação, por meio da concepção de que o instrumento do conhecimento natural é a explicação causal, Erklären, enquanto o do conhecimento das ciências do espírito, intrinsecamente históricas, é a compreensão, Vertehen.

Com efeito, com base nas ideias de Wilhelm Dilthey, Michael Löwy discutiu a especificidade das ciências humanas e apontou diversas características, que não iremos detalhar.[v] O que nos interessa é a metáfora elaborada por ele para caracterizar as diferentes visões sociais de mundo que estão na base das pesquisas, e sua dupla função de ocultação e revelação, cegueira e visibilidade.[vi] No nosso entender, o que Michael Löwy aponta como essencial e inextirpável, objetivo até certo ponto, e que está nas bases das pesquisas em ciências humanas e sociais, pode ajudar a explicar o fenômeno com o qual estamos nos defrontando no presente texto.

Trata-se da metáfora dos pontos de observação de uma certa paisagem, que nos permite refletir sobre a comparação entre horizontes mais ou menos vastos, entre fronteiras mais estreitas ou mais amplas do conhecimento que se tem da realidade percebida.[vii] Com efeito, a propósito da caracterização do cientista social, Michael Löwy o apresenta como o pintor de uma paisagem, oferecendo com isso uma metáfora apta para descrever a ideia de visões sociais de mundo e seus limites. De acordo com isso, a pintura dependerá, em primeiro lugar, do que o observador pode ver, do lugar a partir de onde ele observa.

Quanto mais elevado for, mais um observatório (ponto de vista de classe) permitirá ampliar o horizonte e perceber a paisagem na sua completude. O que não pode ser visto de observatórios situados mais abaixo, embora estes permitam ver uma parte da paisagem, torna-se visível no ponto culminante. No entendimento de Michael Löwy, o ponto de vista do proletariado é esse observatório mais elevado, enquanto os mais baixos são os das outras classes sociais. Parte da paisagem que pode ser vista de qualquer altura, o que constituiria certas zonas de consenso, situadas no nível mais baixo e imediato do conhecimento. Um exemplo seria a data da queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789, uma paisagem comum a todos.

No nosso entendimento, essa metáfora do observatório é particularmente interessante como modo de perceber alguns aspectos do conhecimento que os diferentes indivíduos podem formar da sociedade. Diversas conclusões interessantes são extraídas dela por Michael Löwy. Em primeiro lugar, que uma síntese ou posição média entre os níveis superiores e inferiores não fornece um ponto de vista privilegiado. Em segundo, que os limites estruturais do horizonte não se ligam a boa vontade ou má vontade do observador, mas são resultado da altura e da posição em que ele se encontra. Em terceiro, o observador pode transitar entre observatórios diferentes, mas seu horizonte e sua visibilidade dependerão sempre de onde está em cada momento. Em quarto, que o observador mais elevado consegue situar os limites e as verdades dos níveis inferiores. E, finalmente, que o mirante oferece apenas a possibilidade objetiva de uma visão determinada da paisagem.

No entanto, a leitura da realidade nunca é produto de mera observação, mas depende também do vocabulário existente, das leituras, dos modelos e tradições de explicação anteriores, ainda que se trate de uma leitura crítica. Assim, diz Michael Löwy, nenhuma inovação ou estratégia de subversão e crítica, no conhecimento do social, é eficaz, se não mobiliza o capital do saber acumulado.

É nesse ponto que julgamos atuar, de um modo que até hoje tem sido muito eficaz, os principais prosélitos do bolsonarismo. Um dos maiores exemplos é dado por Damares Alves, ex-Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (2019-2022), que está entre os que mais conseguem manipular o vocabulário, as tradições, os valores e a visão de mundo do grupo mais numeroso que apontamos acima. E isso não exatamente porque é evangélica, mas porque domina, como poucos, a arte extensivamente explorada pelos bolsonaristas de argumentar por falácias.

Não afirmamos que eles conhecem de modo refletido os mecanismos lógicos que empregam, mas presumimos que têm clara para si mesmos a intenção de enganar a plateia. Dentre as diversas falácias que se pode apontar, queremos discutir uma em especial, que nos parece ser a mais invocada e que, de tão repetida, já ultrapassou a barreira do sofisma: a falácia da ladeira escorregadia, ou do dominó. No seu livro Attacking faulty reasoning: A practical guide to fallacy-free arguments, T. Edward Damer define essa falácia do seguinte modo: “Admissão, sem provas adequadas, que uma determinada ação ou evento seja apenas um, geralmente o primeiro, em uma série de etapas que levarão inevitavelmente a uma consequência específica, geralmente indesejável”.

O nome “falácia do dominó” deriva do jogo infantil de alinhar dominós de uma ponta a outra, a uma polegada de distância um do outro, e, em seguida, empurrar o primeiro, causando uma reação em cadeia de queda de dominós. A reação em cadeia funciona nesse jogo infantil, mas nem todos os eventos são organizados para os fins de uma queda sucessiva de dominós. Em nenhum caso, deve-se assumir que um evento levará ou causará outro evento ou série de eventos sem fazer uma investigação específica sobre os fatores causais que podem estar envolvidos em cada um desses eventos.[viii]

A falácia da ladeira escorregadia é usada reiteradamente, e podemos dizer que sua entrada no debate público se deu com a fabricação do antipetismo pela mídia hegemônica. Do antipetismo passou-se ao ataque indiscriminado à esquerda, em qualquer parte de seu espectro, a qual, agora, é identificada pelos adeptos da ideologia de direita como a grande catástrofe para o país. A visão de mundo simplista, conservadora e situada num ponto de observação raso favorece a manipulação da atenção dos indivíduos, que não advertem a necessidade de que diversas passagens fossem acrescentadas ao raciocínio, para que a conclusão pudesse ser extraída de forma correta. Junto com as falácias de apelo à galeria, falsa causa e pergunta complexa,[ix] os indivíduos expostos aos formadores de opinião bolsonaristas são direcionados em suas convicções, inflamados em suas paixões e liderados em suas ações. Talvez fosse isso que Schopenhauer quisesse dizer, quando afirmava que aquele que dominasse os mecanismos da lei de motivação, entendida por ele como uma forma da lei de causalidade, poderia comandar as pessoas como quisesse.[x]

O caso recente, protagonizado pela a ex-Ministra citada, é um uso arguto da falácia da ladeira escorregadia. Sua fala em um culto evangélico chocou a todos com uma história, ao que tudo indica, inventada, sobre crianças do Estado do Pará abusadas sexualmente. A história, de tão absurdamente sórdida, exige uma mente doentia para pensá-la e uma grande descaramento para enunciá-la em público. O escândalo causado com a história é intencional, começando por abalar emocionalmente o público e dividir o mundo entre bons e maus. A falácia é apresentada sutilmente no discurso dela, e conta também com outras colocações, outras falácias já estabelecidas no imaginário popular e na mídia, que dividiram o mundo entre bolsonaristas e esquerdistas.

Quando ela afirma que Bolsonaro se voltou contra o mau mais aterrador e que, por isso, enfrenta uma oposição ferrenha até mesmo do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, ela o coloca ao lado do bem. Estamos em período de uma eleição polarizada, se Bolsonaro representa o bem das crianças, quem representará o mal? É assim, então, que, da eleição de Lula, a falácia faz escorregar ladeira abaixo até um brutal abuso sexual infantil. É assim, possivelmente, que as ideias se organizam e ganham coerência na mente dos ouvintes.

No entanto, não basta apontar essa falácia e insistir que se trata de uma falácia, pois, como afirmou Michael Löwy, o horizonte em que se situa o observador não depende exatamente de sua vontade, mas da altura e da posição em que ele se encontra. Isso é verdadeiro, pelo menos, em relação ao terceiro grupo de adeptos do bolsonarismo que apontamos acima. Mas é necessário, de qualquer forma, expor o mecanismo e trazer a falácia à consciência das pessoas, pois, além de tudo o que foi dito, as falácias são, por si só, extremamente persuasivas. Por isso, embora as premissas não sustentem a conclusão em falácias de relevância como essa, elas continuam sendo repetidas à exaustão.

O caminho será longo até que possamos elevar o debate público do péssimo nível em que os bolsonaristas o colocaram, e onde o têm mantido. Segundo pensamos, exigirá muito de todos os que possuem pensamento crítico e condições de expor e desmascarar os engodos, e não há garantias de que o conhecimento geral será elevado desse patamar. No entanto, certamente, essas artimanhas impedem os pobres, a classe proletária, de alcançar a verdade sobre sua própria condição e, com isso, sobre os meios que podem melhorar sua vida e levá-la à emancipação. Nas palavras Michael Löwy, “As classes dominantes, a burguesia (e também a burocracia, em um outro contexto) têm necessidade de mentiras e ilusões para manter seu poder. Ele, o proletário, tem necessidade de verdade…”.[xi]

Se, entretanto, há algo que possa ser apontado como um caminho possível para que o maior número de trabalhadores alcance esse patamar crítico de observação, tal caminho passa pela escola pública. De fato, a formação da classe trabalhadora em geral, bem como, especificamente, dos profissionais docentes, demanda uma completa transformação de suas metas, conteúdos e procedimentos. O aligeiramento da formação, o ataque à organização disciplinar dos campos de conhecimento e a diluição dos currículos, resultantes das contrarreformas educacionais das últimas décadas, apenas contribuíram para o adensamento da atmosfera obscurantista, onde se gestou o bolsonarismo.

*Katia Santos é professora da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

*Antonio A. Neto é mestre em Ensino de Ciências Humanas e Sociais pela UFERSA.

Referências


DAMER, T. E. Attacking faulty reasoning: A practical guide to fallacy-free arguments. Belmont-CA, USA: Wadsworth Cengage Learning, 2008.

LÖWY, M. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen: marxismo e positivismo na sociologia do conhecimento. Tradução de Juarez Guimarães e Suzanne Felicie Löwy. 2ª ed., São Paulo: Busca Vida, 1987.

SCHOENHAUER, A. Sobre a quadrúplice raiz do princípio de razão suficiente. Edição em alemão e português. Tradução e apresentação de Oswaldo Giacoia Jr. e Gabriel Valladão Silva. Campinas: UNICAMP, 2019.

SCHOPENHAUER, A. Sobre a liberdade da vontade. Tradução de Lucas Lazarini Valente e Eli Vagner Francisco Rodrigues. São Paulo: UNESP, 2021.

Notas


[i] Carta Expressa. Ipec: Lula lidera entre católicos e Bolsonaro mantém a dianteira no eleitorado evangélico. https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/ipec-lula-lidera-entre-catolicos-e-bolsonaro-mantem-a-dianteira-no-eleitorado-evangelico/. 17.10.2022.

[ii] Cf. LÖWY, M. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen: marxismo e positivismo na sociologia do conhecimento. Tradução de Juarez Guimarães e Suzanne Felicie Löwy. 2ª ed., São Paulo: Busca Vida, 1987.

[iii] Ibidem, p. 47 et. seq.

[iv] Ibidem, p. 69 et. seq.

[v] Cf.: Ibidem, p. 193 et. seq.

[vi] Ibidem, p. 197.

[vii] Ibidem, p. 203 et. seq.

[viii] DAMER, T. E. Attacking faulty reasoning: A practical guide to fallacy-free arguments. Belmont-CA, USA: Wadsworth Cengage Learning, 2008, pp. 185-186.

[ix] Abreviadamente: apelo à galeria é a falácia na qual o interlocutor apela às opiniões ou paixões da plateia para ganhar adesão à sua tese; falsa causa é a falácia na qual se atribui uma falsa causa a um efeito dado (non causa pro causa), ou se atribui uma causa a um efeito, apenas porque este surgiu depois dela (post hoc ergo propter hoc); pergunta complexa é a falácia na qual formulam-se perguntas que não podem ser respondidas clara e diretamente, sem que se admita posições desfavoráveis a si mesmo.

[x] A esse propósito, Schopenhauer afirma que a lei de motivação guia as ações humanas, do mesmo como a causalidade opera no mundo natural. A diferença está em que, na lei de motivação, a causalidade age por meio do conhecimento, do intelecto, o que, porém, não interfere no seu rigor de lei natural. Cf. SCHOENHAUER, A. Sobre a quadrúplice raiz do princípio de razão suficiente. Edição em alemão e português. Tradução e apresentação de Oswaldo Giacoia Jr. e Gabriel Valladão Silva. Campinas: UNICAMP, 2019, §§ 20 e 43. Uma consequência dessa relação entre causalidade e ações humanas é a possibilidade de se investigar a história, a política, a ética ou a psicologia de acordo com a lei de motivação. Cf. Sobre a liberdade da vontade. Tradução de Lucas Lazarini Valente e Eli Vagner Francisco Rodrigues. São Paulo: UNESP, 2021, Cap. III.

[xi] LÖWY, M. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen. Tradução de Juarez Guimarães e Suzanne Felice Léwy. São Paulo: Busca Vida, 1987, p. 209.

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