A morte de Bento XVI

Imagem: Oli
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Por BRIAN KELLY*

Os especialistas do mainstream parecem inclinados a perdoar as ofensas mundanas de Josef Ratzinger, que precisam ser conhecidas

A tão esperada morte de Josef Ratzinger – chefe da Igreja Católica entre 2005 e 2013 como Papa Bento XVI – levou a um dilúvio do tipo de elogio vazio que acompanha a morte de qualquer pilar do establishment. Pode-se detectar em alguns dos comentários os termos de um debate sobre o legado de Bento XVI que está em andamento há algum tempo – particularmente sobre seu papel na crise provocada pelas revelações de abuso sexual generalizado dentro da Igreja. Dada a profunda polarização política nos altos escalões da hierarquia católica e a provável perspectiva de um confronto contundente sobre o sucessor do Papa Francisco em um futuro muito próximo, a aceitação de Bento XVI por uma agressiva direita católica nos últimos anos significa que essas controvérsias devem continuar.

Por enquanto, no entanto, os especialistas do mainstream parecem inclinados (como fizeram em relação à recente morte da monarca britânica) a perdoar as ofensas mundanas de Josef Ratzinger e, em vez disso, se concentrar em um legado teológico ostensivamente benigno. Em muitos lugares, ele é creditado por “finalmente enfrentar” o problema do abuso sexual. Dada a escala de seu envolvimento parcial nas principais batalhas dentro da Igreja ao longo de muitos anos, essa é uma abordagem excessivamente generosa que se presta à apologética ou, pior ainda, ao acobertamento. Confrontados com platitudes suaves e elogios insípidos de um lado e um confronto iminente com a ressurgente extrema direita católica do outro, os socialistas precisam de uma avaliação sóbria e sensata do papel de Bento XVI.

 

Juventude e antecedentes

Josef Ratzinger nasceu em uma família piedosa de classe média em Marktl am Inn, um vilarejo bávaro ao longo da fronteira da Alemanha com a Áustria. Muito se falou sobre sua adesão ao movimento da Juventude Hitlerista na adolescência, mas isso parece ter sido obrigatório: sua família era moderadamente hostil aos nazistas, principalmente por causa das restrições que impunham ao catolicismo alemão. Aos 12 anos, ele foi matriculado em um seminário júnior em Traunstein e, após a guerra, entrou em um seminário católico em Freising, depois frequentando a Universidade em Munique.

A reputação inicial de Josef Ratzinger como liberal dentro da Igreja alemã é bem conhecida, assim como seu apoio ao Vaticano II – as reformas internas iniciadas em Roma a partir de 1962 – que conclamava uma Igreja vista como distante e sem vida a “abrir as janelas (…) para que nós possamos olhar para fora e as pessoas de fora possam olhar para dentro”. A maioria dos relatos de seus anos em Munique pinta Josef Ratzinger como um progressista que deu meia-volta quando confrontado com os excessos de 1968 e, embora haja um elemento de verdade aqui, a realidade é que o entusiasmo inicial de Josef Ratzinger sempre foi condicional.

Ele participou das sessões do Vaticano II aos 35 anos como um teólogo acadêmico que tinha pouco contato com leigos católicos. Enquanto uma facção em Roma – o movimento de aggiornamento – pressionava para abraçar o mundo moderno e “integrar as alegrias e a esperança, a dor e a angústia da humanidade no que significa ser cristão”, Josef Ratzinger inclinou-se para a facção retrógrada agrupada em torno de ressourcement – um impulso de “voltar ao básico” que pressionou por um retorno à tradição inicial. Ainda assim, seus escritos na época “respiram com o espírito do Vaticano II”, escreveu um crítico, “o espírito que Josef Ratzinger (…) mais tarde desprezaria”.

O Vaticano II representou um compromisso entre os liberais e os tradicionalistas da Igreja – uma falsificação que torna possível até hoje tanto para os conservadores quanto para um núcleo cada vez menor de progressistas da Igreja reivindicá-lo como seu. Tanto Francisco quanto seus oponentes de direita, por exemplo, se declaram fiéis herdeiros do Vaticano II.

 

Ponto de virada em 1968

Mesmo dada essa ambiguidade, não há dúvida de que o efeito das convulsões sociais por volta de 1968 levou Ratzinger a um conservadorismo social e teológico fundamental e a uma profunda hostilidade contra o que ele via como as más influências do secularismo e da vida moderna. Essa rejeição fundamental do legado dos anos 1960 – na verdade, de toda a herança do Iluminismo – informou praticamente todas as áreas do papel público de Josef Ratzinger, desde sua nomeação como cardeal de Munique em 1977 até o tratamento dos escândalos de abuso sexual nos últimos anos.

Em 1966, Josef Ratzinger assumiu o cargo de professor na Universidade de Tubingen, então um “carro-chefe do liberalismo teológico”. Quando os protestos estudantis chegaram ao campus em 1968, Josef Ratzinger reagiu com acentuada hostilidade, indignado com o fato de os alunos ousarem desafiá-lo em sala de aula e chocado com o fato de seus colegas não compartilharem desse ressentimento. Quando manifestantes interromperam a Congregação do corpo docente, Josef Ratzinger supostamente saiu em vez de responder aos alunos, como outros professores fizeram.

Atordoado com o fato de a radicalização ter feito incursões até mesmo entre os funcionários católicos, Josef Ratzinger colocou sua fé nos manifestantes do curso de teologia para fornecer um “baluarte” contra a esquerda, mas até eles o decepcionaram. Colocando-se contra as “ideologias fanáticas” que circulam pelo mundo, ele escreveu desanimado (ainda que prematuramente): “A ideia marxista conquistou o mundo”.

Simultaneamente, os conservadores dentro da Igreja obtiveram uma grande vitória no conflito interno sobre as implicações do Vaticano II, quando no mesmo ano o Papa Paulo VI emitiu sua encíclica Humanae Vitae, reiterando a tradicional proibição de Roma à contracepção artificial. A relutância da Igreja em mudar a questão do controle de natalidade esvaziou não apenas muitos católicos leigos, mas também uma camada substancial do clero, que havia sinalizado apoio aos “direitos da consciência individual” e que presumira, talvez ingenuamente, que a elevada retórica do Vaticano II seria acompanhada por atos a ela correspondentes. A abrupta virada para a direita foi “ainda mais desanimadora” para muitos fiéis porque “se seguiu a um momento de tanto otimismo e vida nova”.

A proibição da contracepção deve ser vista no contexto de uma reação profundamente conservadora contra a revolução sexual dos anos 1960, e Josef Ratzinger esteve no centro do pânico que ela induziu entre os conservadores da Igreja. Mais tarde, ele se lembrou de ter sentido repulsa por um outdoor de filme mostrando “duas pessoas completamente nuas em um abraço apertado”. Rejeitando a “total liberdade sexual [que] não respeitava mais nenhuma norma”, Josef Ratzinger culpou a nova permissividade por um “colapso mental” em toda a sociedade, associando-a a uma nova “propensão à violência” e – curiosamente – à eclosão de brigas de socos durante viagens aéreas. Excentricidades à parte, isso sinalizou o início de uma grande ofensiva para reverter a liberdade sexual e, em iterações posteriores, incluiria uma fixação obsessiva de alvejar direitos das LGBTQ.

 

João paulo II, o desafio do secularismo e da teologia da libertação

No final da década de 1970, Josef Ratzinger havia rejeitado até o morno liberalismo de sua juventude, e foi essa mudança que o levou a colaborar com o cardeal polonês Karol Wojtyła, mais tarde papa João Paulo II. No cerne do mandato de João Paulo II em Roma estava uma campanha sustentada para provocar o esvaziamento do Vaticano II e consolidar o controle conservador sobre a Igreja global. Sua nomeação como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé fez de Josef Ratzinger o principal caçador de heresias de João Paulo, ganhando a reputação de “Rottweiler de Deus” por seu papel em uma série de expurgos brutais – incluindo de seus próprios ex-amigos próximos da Alemanha. A “liberdade para sondar, que Josef Ratzinger uma vez exigiu dos teólogos”, escreve um biógrafo, “estava agora sendo rapidamente corroída por sua própria mão”.

A ascensão da Teologia da Libertação na América Latina apresentou o desafio mais formidável enfrentado por Roma no início dos anos 1980. Em uma região desesperadamente pobre onde a hierarquia católica havia consistentemente se alinhado com as elites regionais corruptas apoiadas pelos Estados Unidos – incluindo as ditaduras de direita responsáveis por inúmeros casos de tortura e assassinato – um desafio começou a surgir no final dos anos 1960, liderado inicialmente por missionários de base entre os jesuítas e as outras ordens religiosas, incluindo um grande número de mulheres. Em meados da década de 1970, eles haviam conquistado ampla influência entre os trabalhadores e os pobres, organizados em “comunidades de base” que operavam fora do controle dos níveis superiores da hierarquia.

O gesto icônico de João Paulo II ao balançar o dedo indicador para o padre-poeta e Ministro da Cultura sandinista Ernesto Cardenal na pista do aeroporto de Manágua em 1983 deu uma indicação clara da atitude de Roma em relação ao catolicismo de esquerda ascendente na América Latina. A campanha então em andamento era abrangente, envolvendo colaboração de alto nível entre Roma e o governo Reagan em Washington, e incluía apoio generoso da CIA para o assasinato de membros de ordens religiosas.

A escala do expurgo pode ser vista no Brasil, que, sob um regime militar, a Teologia da Libertação havia fincado raízes profundas entre uma nova geração de trabalhadores industriais, nas favelas e entre os pobres do campo. Lá, João Paulo II substituiu os progressistas por líderes religiosos conservadores em nove das trinta e seis arquidioceses do Brasil, um “desmantelamento” que continuou sob o reinado de Bento XVI. Roma supervisionou uma campanha multifacetada contra a esquerda católica, envolvendo uma intensa centralização, arrogância burocrática e dando apoio tácito à repressão militar. Mas foi Josef Ratzinger quem conduziu a campanha ideológica para reconquistar a Igreja para a direita.

Aqui o rottweiler de João Paulo voltou seu treinamento teológico para erradicar a “heresia” da “opção preferencial pelos pobres” dos liberacionistas. Em 1984, ele emitiu sua “Instrução sobre Certos Aspectos da Teologia da Libertação”, que argumentava previsivelmente que as referências bíblicas aos pobres se referiam a uma “pobreza de espírito” e não à desigualdade material. Empunhando um conceito “pervertido” dos pobres e incitando a inveja dos ricos, a teologia da libertação representava a seus olhos uma “negação da fé”. Josef Ratzinger respondeu com uma “teologia da reconciliação”, seguindo a advertência do Papa de que “uma sociedade mais harmoniosa” exigiria “tanto o perdão dos pobres, pela exploração passada, quanto o sacrifício dos ricos”.

Josef Ratzinger supervisionou o expurgo dos principais expoentes da teologia da libertação, incluindo os brasileiros Leonard Boff e a freira Ivone Gebara, cujo trabalho “vinculou a teologia da libertação com preocupações ambientais” e que “defendeu mulheres pobres que fizeram abortos para não colocar em risco as crianças existentes”. Ao mesmo tempo, ele se aproximou de organizações de direita como a Opus Dei e colocou a conferência dos bispos latino-americanos [CELAM] diretamente sob o controle de Roma. Diante da ampla repressão e de um expurgo abrangente liderado por Josef Ratzinger, no início da década de 1990 a teologia da libertação estava em plena retirada.

 

Abuso sexual, homofobia e misoginia

Com esse grande confronto em sua ficha corrida e a “voz liberal” da Igreja em retirada em vários campos, Josef Ratzinger estava bem posicionado para assumir quando João Paulo II morreu em 2005. Escolhido a dedo por seu antecessor, sua “eleição” como Papa Bento XVI estava decidida antes do início da votação. As “vitórias já alcançadas nas últimas décadas do século XX [em torno de] questões de moralidade sexual, celibato clerical, o lugar das mulheres e liberdade religiosa [eram] seguras”, escreve Peter Stanford, e seu papado representou “um pós-escrito estendido  daquele que já se tinha ido”.

Houve uma grande complicação que ameaçou perturbar o governo de Bento: a revelação de abuso sexual generalizado por parte do clero em toda a Igreja foi continuamente varrida para debaixo do tapete por João Paulo II – às vezes com o apoio de Josef Ratzinger. Continuando a tendência de intensa centralização, como prefeito em 2001 ele ordenou que todos os relatórios de abuso sexual fossem encaminhados a Roma, com penalidades severas contra vazamentos – incluindo a ameaça de excomunhão. As investigações deveriam ser realizadas internamente, a portas fechadas, e qualquer evidência deveria ser mantida em sigilo por até 10 anos após as vítimas atingirem a idade adulta. Sua clara prioridade era o controle de danos à reputação da Igreja. As vítimas corretamente caracterizaram isso como uma “clara obstrução da justiça”.

Quando assumiu o papado em 2005, evitar não era mais uma opção. Um grande escândalo estourou em 2002, quando foi revelado que o cardeal Law de Boston – o “filho favorito de João Paulo II na América” – havia “transferido secretamente os agressores de uma paróquia para outra”. Revelações semelhantes surgiram na Irlanda e na Austrália. Descrito pelas vítimas como “o garoto-propaganda por encobrir crimes de abuso sexual contra crianças”, Law não apenas evitou a repreensão, mas foi promovido a um cargo de US$ 145.000 por ano em Roma. Os obituários chamaram a atenção para a disposição de Bento XVI de censurar Marcial Maciel, padre-fundador dos poderosos Legionários de Cristo, pai de vários filhos e acusado de abuso generalizado. Marcial Maciel era intocável sob João Paulo II, e a leve censura de Bento já era esperada há muito tempo.

A atenção da mídia tornou impossível para Bento XVI evitar o assunto por mais tempo: claramente foram essas pressões, e não qualquer mudança de opinião de sua parte, que o compeliram a tomar medidas limitadas. Mesmo um escrutínio mínimo, no entanto, mostra as mesmas prioridades – defesa da reputação da Igreja e suas finanças – eram evidentes em todos os aspectos da resposta de Bento XVI. Sua própria imagem cuidadosamente elaborada como um mediador confiável foi severamente manchada quando foi revelado que o próprio Ratzinger havia se envolvido no encobrimento de tais crimes enquanto cardeal em Munique, e em 2022, ele foi obrigado a admitir ter fornecido informações falsas para um inquérito lá.

Mais significativo é o conteúdo ideológico da tentativa de Bento XVI de resgatar a Igreja. O problema do abuso sexual e seu encobrimento sistemático tornaram-se, nas mãos de Bento, mais uma confirmação da depravação provocada pela permissividade sexual e, sem surpresa, uma oportunidade de protestar contra os males da homossexualidade. Havia pouca tolerância para uma discussão franca dos problemas inerentes ao celibato clerical ou dos custos da repressão sexual em geral. Repetidas vezes, Bento XVI e seus assessores mais próximos tentaram vincular o terrível abuso cometido sob sua vigilância a uma inclinação específica à pedofilia que atribuíam a “panelinhas homossexuais” e “lobbies gays”. Esta foi a base para sua admissão de “quanta sujeira há na igreja [mesmo entre] o sacerdócio”, e rendeu a Bento o endosso da direita católica, que ficou aliviada em voltar à ofensiva depois de tanto tempo na defensiva. Foi uma tentativa desprezível de desviar a responsabilidade do Vaticano por crimes cometidos sob sua vigilância.

O bode expiatório da comunidade LGBTQ estava enraizado em uma misoginia mais geral, sustentando a resposta da direita católica até mesmo às demandas mais moderadas das congregadas femininas para assumir um papel maior na vida da Igreja. Em 2003, Ratzinger denunciou as uniões civis para casais do mesmo sexo como “a legislação do mal” e, no auge de seu papado em 2004, sua Carta sobre a colaboração de homens e mulheres na Igreja e no mundo definiu o papel das mulheres em termos de virgindade seguida de casamento, maternidade e o papel de provedor do chefe de família masculino, citando Gênesis 3:16: “Teu desejo será para teu marido, e ele dominará sobre você”.

Sob os dois papas, o Vaticano ficou obcecado em policiar a dissidência em torno de seus ensinamentos sobre sexo, e as mulheres pagaram um preço especialmente alto. Na América Latina, a hierarquia deu as boas-vindas a um afastamento da justiça social e econômica em direção à fixação com a moralidade sexual e à resistência ao aborto. Nos Estados Unidos – aparentemente por instigação do cardeal Law – a Igreja reprimiu as freiras acusadas de promover “temas feministas radicais incompatíveis com a fé católica”. Vindo de ordens religiosas com experiência na América Latina, elas foram acusadas de “‘dissidência corporativa’ sobre homossexualidade e falha em falar sobre o aborto” e criticadas por apoiar cuidados de saúde socializados. Em outro lugar, uma freira foi excomungada por apoiar uma mulher grávida, cujos médicos acreditavam que ela (e seu feto) morreriam se não interrompessem sua gravidez”. Sacerdotes foram afastados de cargos de ensino por questionarem os ensinamentos da Igreja sobre controle de natalidade.

 

O legado de Bento XVI: uma igreja em queda livre

Sob o som e a fúria, todo o período entre a ascendência de João Paulo II e o papado de Francisco é marcado mais pela continuidade do que pela ruptura. Embora a música ambiente tenha mudado, não há perspectiva de uma mudança fundamental de direção e, apesar das injúrias da direita católica, a realidade é que Francisco apenas mexeu nas bordas de uma crise profunda, possivelmente existencial, que a Igreja enfrenta. O próprio Josef Ratzinger reconheceu que, para manter seu dogma, a Igreja pode ter que aceitar um declínio acentuado em número e influência, e essa é claramente a trajetória preferida da direita católica, que fez da ortodoxia de Bento “uma espécie de Catolicismo de Tea Party [a ala extremista do Partido Republicano nos anos 2000]”: eles exercem uma influência considerável e parecem ansiosos para expurgar todos os que discordam de seu ensinamento social retrógrado e de sua visão distorcida da moralidade sexual.

Eles podem não ter escolha. No centro tradicional do catolicismo – entre eles, a Irlanda – a Igreja está em queda livre, sem sinais de recuperação. Na América Latina, onde já desfrutou de um monopólio religioso – e em toda a Ásia e África – a guerra de Bento contra a teologia da libertação abriu as portas para evangélicos de base e seitas protestantes, que estão crescendo aos trancos e barrancos entre os despossuídos em lugares como o Brasil. A profunda inadequação de sua resposta ao escândalo de abuso sexual abalou muitos fiéis religiosos e abriu as portas para o endêmico sexismo e autoritarismo no coração da Igreja Católica. Aqueles que procuram um mundo que permita o pleno florescimento da humanidade terão que buscar soluções em outro lugar.

*Brian Kelly é professor de história na Queen´s University de Belfast.

Tradução: Sean Purdy.

Publicado originalmente em Rebel News.

 

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