
Despotismo na América
Por MARK KESSELMAN: A deriva presidencial culmina no despotismo: Trump integra o que deveria ser separado, transformando o Partido e o Estado em extensões de seu projeto pessoal de poder absoluto

Por MARK KESSELMAN: A deriva presidencial culmina no despotismo: Trump integra o que deveria ser separado, transformando o Partido e o Estado em extensões de seu projeto pessoal de poder absoluto

Por MARCOS DE QUEIROZ GRILLO: Sob a nova doutrina “Donroe”, os EUA trocam a retórica democrática pela força bruta, sequestrando governantes para confiscar petróleo e reafirmar seu hemisfério exclusivo

Por ARTHUR OSCAR GUIMARÃES: Uma elite bucaneira, mediadora subordinada do capital internacional, cerra fileiras contra a redistribuição de riqueza e a autonomia nacional

Por LEONARDO BOFF: A escravidão brasileira não foi branda, mas um projeto de desumanização metódica, onde a crueldade era pedagógica e a fé cristã serviu para legitimar o horror

Por FELIPE MARCONDES VATAVUK DA COSTA: A intervenção de Caró transformou o abandono institucional em ato político-poético: onde a universidade viu ruína, ele cultivou um refúgio de vida que desautorizou a negligência

Por RENATO DAGNINO: A universidade não será o lugar que questiona a IA enquanto for refém da elite científica que, em nome da neutralidade, há muito capitulou ao capitalismo cognitivo

Por CIDOVAL MORAIS DE SOUSA: A ciência brasileira, volumosa mas periférica, precisa romper com a dependência das agendas do Norte e vincular-se às urgências sociais e territoriais do país

Por EVERTON FARGONI: A recusa da Sorbonne aos rankings é um ato de insubordinação: nega a redução do conhecimento a métricas e reafirma a universidade como espaço de crítica, não de produtividade alienada

Por RAFAEL SOUSA SIQUEIRA: A crítica decolonial, ao essencializar raça e território, acaba por negar as bases materiais do colonialismo, tornando-se uma importação acadêmica que silencia tradições locais de luta

Por EMILIANO JOSÉ: O relatório da USAID é explícito: trata-se de expandir mercados para os EUA. Na Amazônia, isso significa converter biodiversidade em negócio e comunidades nativas em consumidores do império

Por CLAUDIO SERGIO INGERFLOM: A única resposta à barbárie imperial — seja em Gaza, Caracas ou Minneapolis — é uma política feita com o povo, não em seu nome, e alianças redefinidas pela generosidade e não pelo cálculo de poder

Por MICHEL GOULART DA SILVA: Para Rosa, a transformação social exige ruptura, não reforma gradual; o poder só se conquista pela ação revolucionária, não pela ocupação de instituições burguesas

Por MARCELO SANCHES: A relevância de Padre Júlio está em recolocar a fé no chão concreto da vida, denunciando o cristianismo que serve ao poder e legitima a desigualdade

Por CARLOS A. P. VASQUES: Longe de uma ruptura, 1808 cristalizou as estruturas de um Estado sem povo, onde a formalidade institucional sempre serviu para mascarar a continuidade do poder estamental

Por PAULO CAPEL NARVAI: É mais prático e eficaz fechar cursos e colocar um fim na farra da venda de diplomas disfarçada de formação. Mas não é nada fácil fazer isso, pois quem consegue enfrentar congressistas venais?

Por PETER D. THOMAS: Prefácio ao livro recém-editado de Gianni Fresu

Por LUIZ MARQUES: Da fabricação do “capital humano” à militarização das Big Techs, o projeto neoliberal desemboca em uma “democracia cara dura” que só o internacionalismo das ruas pode enfrentar

Por LEONARDO SACRAMENTO: Patologizar Trump é uma operação ideológica que absolve o imperialismo estadunidense, transformando sua violência estrutural em mera sintomatologia individual

Por RICARDO L. C. AMORIM: O novo capitalismo não retorna ao passado bárbaro; ele o supera com uma exploração mais sofisticada, onde a submissão é voluntária e a riqueza se concentra sem necessidade de grilhões visíveis

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