
A função social da arte progressista
Por ARTHUR MOURA: A arte progressista cumpre uma dupla função: ergue-se contra a barbárie fascista, mas ao mesmo tempo constrói a muralha simbólica que protege os alicerces da ordem capitalista

Por ARTHUR MOURA: A arte progressista cumpre uma dupla função: ergue-se contra a barbárie fascista, mas ao mesmo tempo constrói a muralha simbólica que protege os alicerces da ordem capitalista

Por CAIQUE CARVALHO & RICARDO MENEZES: Se o violão brasileiro foi por décadas um equilibrista entre o erudito e o popular, Dinucci o converte em anti-objeto: sua obra extrai do samba uma violência estética que desmonta a harmonia social e

Por GABRIEL SANTOS: A concessão do título de Doutor Honoris Causa a Emicida celebra a música como um projeto social e reafirma o papel do hip-hop na construção de uma intelectualidade orgânica voltada ao enfrentamento do racismo

Por FRANCISCO DE OLIVEIRA BARROS JÚNIOR: A canção que desvela a tristeza por trás das luzes natalinas serve de contraponto à festa mercantilizada, lembrando que a felicidade não é um brinquedo ao alcance de todos

Por FERNANDA CANAVÊZ: Nas noites nordestinadas do Brasil, o forró é mais que dança; é prática de cuidado que tece laços onde o capitalismo promoveu atomização e saudade

Por SERAPHIM PIETROFORTE: A mais radical herança de um artista não são suas composições, mas o convite permanente à superação – dos limites da arte, do pensamento e da existência

Por TALES AB’SÁBER: Lô Borges ensinou que o sagrado na arte não se revela na repetição vazia, mas no encontro único que atravessa o sujeito e transforma a escuta em uma experiência de vida irreprodutível

Por MARIA ACSELRAD: Carlos Sandroni nos ensinou que a música é um laço: tocar junto, na mesma pisada, vale mais do que qualquer nota perfeita. Seguiremos pulsando no ritmo que ele ajudou a compor

Por WALNICE NOGUEIRA GALVÃO: Do menestrel ceifado pela ditadura ao cronista das almas femininas, duas trajetórias que, em tons distintos, consagraram a canção como instrumento de resistência e de reinvenção da vida íntima

Por FREDERICO LYRA: A genialidade de Hermeto transformou as contradições do Brasil na matéria-prima para uma música universal, cujo legado é um farol de radicalidade e coletividade

Por HENRY BURNETT: Seu Julio partiu, mas sua música difícil e generosa permanece – como o saveiro que navega para Ilha de Maré, atravessando o tempo e levando consigo o cheiro da Bahia e a nobreza de quem faz seu

Por SOLANGE PEIRÃO: Comentário sobre o documentário dirigido por Johan Grimonprez

Por ZÓIA MÜNCHOW: A obra de Letícia Coura não se assiste, vive-se; ela transforma plateias em personagens rítmicos e espaços cênicos em paisagens sonoras. Seu teatro é um ritual antropófago que devora convenções para engendrar novas possibilidades de ser

Por OTAVIO ALMEIDA FILHO: A identidade baiana forjada no mito da alegria é desvelada como uma fina camada de verniz sobre uma profunda crise civilizatória. O barulho dos trios e a fervorosa economia da fé não conseguem calar o silêncio

Por MARCOS PALACIOS: Do matemático que se fez árabe ao compositor que virou João de Barro: como dois pioneiros transformaram histórias em tesouros sonoros, legando ao Brasil um patrimônio afetivo e pedagógico

Por CELSO FREDERICO: Radek e Zdanov personificaram a tragédia do stalinismo: intelectuais brilhantes que trocaram a crítica pela servidão, transformando a arte em instrumento de poder. Seus nomes hoje ecoam como alerta – quando a revolução vira dogma, a cultura

Por J. CRISÓSTOMO DE SOUZA: Com intuições próprias e audazes, Caetano Veloso mostra uma aguçada sensibilidade a tempo e contexto, que no geral tem faltado à nossa filosofia acadêmica, para não dizer à universidade brasileira em geral

Por WALNICE NOGUEIRA GALVÃO: Lupicínio Rodrigues, entre o tango e o samba, entre o lar e o cabaré, esculpiu canções que são facas de dois gumes: melodia suave para letras afiadas. Seu legado é a crônica de um machismo que

Por JANETHE FONTES: A compreensão do “pobre de direita” como produto de uma cultura autoritária e hierárquica nos desafia a repensar as bases de nossa sociedade, buscando construir um futuro onde a solidariedade e a justiça social prevaleçam sobre a

Por ARTHUR MOURA: A arte progressista cumpre uma dupla função: ergue-se contra a barbárie fascista, mas ao mesmo tempo constrói a muralha simbólica que protege os alicerces da ordem capitalista

Por CAIQUE CARVALHO & RICARDO MENEZES: Se o violão brasileiro foi por décadas um equilibrista entre o erudito e o popular, Dinucci o converte em anti-objeto: sua obra extrai do samba uma violência estética que desmonta a harmonia social e

Por GABRIEL SANTOS: A concessão do título de Doutor Honoris Causa a Emicida celebra a música como um projeto social e reafirma o papel do hip-hop na construção de uma intelectualidade orgânica voltada ao enfrentamento do racismo

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Por FERNANDA CANAVÊZ: Nas noites nordestinadas do Brasil, o forró é mais que dança; é prática de cuidado que tece laços onde o capitalismo promoveu atomização e saudade

Por SERAPHIM PIETROFORTE: A mais radical herança de um artista não são suas composições, mas o convite permanente à superação – dos limites da arte, do pensamento e da existência

Por TALES AB’SÁBER: Lô Borges ensinou que o sagrado na arte não se revela na repetição vazia, mas no encontro único que atravessa o sujeito e transforma a escuta em uma experiência de vida irreprodutível

Por MARIA ACSELRAD: Carlos Sandroni nos ensinou que a música é um laço: tocar junto, na mesma pisada, vale mais do que qualquer nota perfeita. Seguiremos pulsando no ritmo que ele ajudou a compor

Por WALNICE NOGUEIRA GALVÃO: Do menestrel ceifado pela ditadura ao cronista das almas femininas, duas trajetórias que, em tons distintos, consagraram a canção como instrumento de resistência e de reinvenção da vida íntima

Por FREDERICO LYRA: A genialidade de Hermeto transformou as contradições do Brasil na matéria-prima para uma música universal, cujo legado é um farol de radicalidade e coletividade

Por HENRY BURNETT: Seu Julio partiu, mas sua música difícil e generosa permanece – como o saveiro que navega para Ilha de Maré, atravessando o tempo e levando consigo o cheiro da Bahia e a nobreza de quem faz seu

Por SOLANGE PEIRÃO: Comentário sobre o documentário dirigido por Johan Grimonprez

Por ZÓIA MÜNCHOW: A obra de Letícia Coura não se assiste, vive-se; ela transforma plateias em personagens rítmicos e espaços cênicos em paisagens sonoras. Seu teatro é um ritual antropófago que devora convenções para engendrar novas possibilidades de ser

Por OTAVIO ALMEIDA FILHO: A identidade baiana forjada no mito da alegria é desvelada como uma fina camada de verniz sobre uma profunda crise civilizatória. O barulho dos trios e a fervorosa economia da fé não conseguem calar o silêncio

Por MARCOS PALACIOS: Do matemático que se fez árabe ao compositor que virou João de Barro: como dois pioneiros transformaram histórias em tesouros sonoros, legando ao Brasil um patrimônio afetivo e pedagógico

Por CELSO FREDERICO: Radek e Zdanov personificaram a tragédia do stalinismo: intelectuais brilhantes que trocaram a crítica pela servidão, transformando a arte em instrumento de poder. Seus nomes hoje ecoam como alerta – quando a revolução vira dogma, a cultura

Por J. CRISÓSTOMO DE SOUZA: Com intuições próprias e audazes, Caetano Veloso mostra uma aguçada sensibilidade a tempo e contexto, que no geral tem faltado à nossa filosofia acadêmica, para não dizer à universidade brasileira em geral

Por WALNICE NOGUEIRA GALVÃO: Lupicínio Rodrigues, entre o tango e o samba, entre o lar e o cabaré, esculpiu canções que são facas de dois gumes: melodia suave para letras afiadas. Seu legado é a crônica de um machismo que

Por JANETHE FONTES: A compreensão do “pobre de direita” como produto de uma cultura autoritária e hierárquica nos desafia a repensar as bases de nossa sociedade, buscando construir um futuro onde a solidariedade e a justiça social prevaleçam sobre a